Sábado, 31 de Outubro de 2009

Portoon - 31/Outubro/2009

O Campeão de Portugal ainda é e será o FC Porto

Depois do empate no Dragão ante a equipa dos Azuis do Restelo, tenho notado que há uma onda de pessimismo que tem varrido os adeptos do FC Porto.... A estes Profetas da Desgraça dedico estes dois vídeos:





Lembrem.se que só os Campeões conseguem participar em tão prestigiada Competição como é o caso da Liga dos Campeões e o FC Porto é e será o Campeão de Portugal durante e no final desta época 2009/2010.

FC Porto x CF Belenenses (Liga Sagres)

Fomos "Limados"

O FC Porto cedeu um empate a uma bola frente ao Belenenses no Estádio do Dragão, perdendo assim uma excelente oportunidade para ganhar pontos aos dois primeiros classificados. Depois de uma primeira parte de fraca qualidade, o FC Porto entrou praticamente a perder no reatamento com o golo de Lima logo na primeira jogada da segunda parte. O FC Porto empatou por intermédio de Farias à passagem do minuto 63, mas apesar das inúmeras tentativas o FC Porto não foi capaz de chegar à vitória.

Com Jesualdo a fazer alterações no seu onze relativamente ao último encontro frente a Académica, colocando Belluschi no meio-campo para o lugar de Cristian Rodriguez e a chamada de Ernesto Farias ao onze para o lugar do internacional colombiano Falcao, o FC Porto iniciou o jogo bastante pressionante tentando assim aproveitar a falta de confiança dos jogadores do Belenenses devido aos últimos resultados menos conseguidos pela equipa de Belém.

Apesar de mais dominante o FC Porto nunca foi capaz de imprimir velocidade ao seu jogo, com os seus jogadores muito estáticos com excepção de Hulk e Mariano Gonzalez. Os dois extremos do FC Porto apesar de demonstrarem grande vontade em aumentar o ritmo de partida não eram capaz de desmontar o bloco defensivo do Belenenses que João Carlos Pereira montou. A equipa de Belém estava muito retraída no campo, com os onze jogadores a jogarem muito perto da sua área, e quando da posse de bola não conseguiam aproveitar da melhor forma os espaços deixados pela equipa do FC Porto.

Foi portanto uma primeira parte sem espectáculo com o FC Porto a jogar sem velocidade e intensidade, dispondo apenas de uma oportunidade de golo aos 25 minutos quando Farias introduziu a bola na baliza de Nélson, mas o lance foi prontamente anulado pelo árbitro da partida por alegado fora-de-jogo, contra um Belenenses que só defendia e que não conseguia sair para o ataque.

Para a segunda parte Jesualdo Ferreira fez entrar Falcao para a equipa, tirando Belluschi passando agora equipa azul-e-branca a jogar num claro 4x4x2, com Falcao e Farias a actuarem na frente de ataque. Mas logo na primeira jogada da segunda parte, Lima aparece isolado frente a Hélton, colocado em jogo por Álvaro Pereira, e faz o primeiro golo da partida. O pesadelo tornava-se realidade e o Belenenses colocava-se assim na liderança da partida, na primeira vez que chegou à baliza do FC Porto.

O FC Porto reagiu bem ao golo sofrido, criando desde logo duas oportunidades de golo mas o guardião do Belenenses conseguiu afastar o perigo. O treinador do FC Porto fez então entrar Cristián Rodriguez retirando da partida o lateral direito Cristian Sapunaru. O FC Porto jogava agora com 3 defesas, ficando o internacional uruguaio a jogar no meio-campo, transformando o esquema táctico para um 3x4x3.

O Belenenses ficou evidentemente moralizado com o golo apontado, permitindo aos seus jogadores trocar a bola com mais confiança. Do outro lado era evidente que os jogadores do FC Porto sentiam grandes dificuldades em se adaptar a este novo sistema, com os jogadores a errarem muitos passes revelando muito insegurança e ansiedade.

Aos 63 minutos o tão ansiado golo chegava, com Falcao a ganhar de cabeça uma bola que parecia perdida na área azul e Farias com o seu grande sentido de oportunidade batia Nélson fazendo o empate.

Este golo teve o condão de dar mais velocidade ao futebol do FC Porto, que agora começava a chegar com mais frequência à baliza de Belenenses. Era um FC Porto mais acutilante que empurrava o Belenenses para a sua área, mas o tempo ia passando e o nervosismo que se sentia nas bancadas começava a transferir-se para os jogadores. À medida que o final do jogo se aproximava a equipa do Belenenses jogava mais perto da sua baliza.

Nos últimos minutos assistiu-se a uma grande pressão por parte do FC Porto, principalmente através de inúmeros cruzamentos para área contrária. Em cima dos 90 minutos Bruno Alves responde a um excelente cruzamento do lado esquerdo cabeceando com estrondo à barra da baliza de Nélson.

O jogo chegava ao fim com o FC Porto a ceder um empate em casa frente ao Belenenses, que certamente não estava nas contas dos responsáveis portistas, que assim perdem uma excelente oportunidade para ganhar pontos aos 2 primeiros classificados.

Melhor em Campo: Bruno Alves

FICHA DE JOGO
Liga, 9ª jornada
30 de Outubro de 2009
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.819 espectadores
Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria)
Assistentes: José Cardinal e Bertino Miranda
4º Árbitro: António Augusto Costa
FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves «cap» e Alvaro Pereira; Fernando, Belluschi e Raul Meireles; Mariano, Farías e Hulk
Substituições: Belluschi por Falcao (46m), Sapunaru por Rodríguez (53m) e Mariano por Guarín (79m)
Não utilizados: Beto, Nuno André Coelho, Tomás Costa e Prediger
Treinador: Jesualdo Ferreira
BELENENSES: Nelson; Mano, Rodrigo Arroz, Diakité e Barge; Gabriel Gomes, Celestino, Zé Pedro e Ivan; Fredy e Lima
Substituições: Rodrigo Arroz por Devic (45m), Zé Pedro por Fellipe Bastos (51m) e Fredy por Cândido Costa (78m)
Não utilizados: Bruno Vale, André Almeida, Igor e Adu
Treinador: João Carlos Pereira
Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Lima (46m), Farías (63m)
Disciplina: cartão amarelo a Ivan (64m), Bruno Alves (74m) e Nelson (84m)


Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Velhos Amigos ou Velhos Rivais

Esta é a pergunta que se impões sempre que FC Porto e Belenenses se defrontam. Fala-se, como se de uma lenda do futebol se tratasse, que quando a equipa de Belém quis construir o seu Estádio, os Sócios Portistas ajudaram a que o Restelo fosse uma realidade, contudo isto não passa disto mesmo... De uma leda que ainda hoje está dependente de confirmação. Mas o facto é que sempre que se falava e se fala de Belenenses, o nome do Clube do Dragão vem sempre ao de cima… Eu ainda me lembro de ouvir dizer que em Belém joga a filial nº 1 do FC Porto.

Passando da Ficção para a Realidade, os jogos entre os Senhores dos Pastéis e os Tripeiros são sempre muitos disputados e esta época o Treinador dos Azuis do Restelo quer aproveitar esta partida no Dragão para limpar o bom nome do clube que foi recentemente eliminado da Taça da Liga em casa contra o Gil Vicente (Clube que milita na 2ª Liga) e tem ainda a pressão dos adeptos que querem vê-lo fora do comando da nau do Clube da Cruz de Cristo. Será portanto um adversário muito complicado este Belenenses de João Carlos Pereira.

No que concerne ao Futebol Clube do Porto, os regressos de Belluschi e Tomás Costa são as principais novidades da convocatória do FC Porto para a recepção ao Belenenses (9ª jornada da Liga), agendada para as 20h15 desta Sexta-feira, no Estádio do Dragão. Em comparação com a lista de eleitos para o desafio anterior (FC Porto-Académica, 8ª jornada da Liga, 3-2), saem Fucile (lesionado) e Maicon.

Fucile (tratamento), Valeri (tratamento e ginásio), Varela, Orlando Sá e Miguel Lopes (tratamento e treino condicionado para os três) repetiram os respectivos programas de recuperação. Destaque ainda para as presenças do lateral Bacar e do central Abdoulaye, jogadores dos sub-19.

Lista de convocados:

Guarda redes: Helton e Beto
Defesas: Bruno Alves, Rolando, Alvaro Pereira, Nuno André Coelho e Sapunaru
Médios: Fernando, Prediger. Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Rodríguez, Mariano e Tomás Costa
Avançados: Hulk, Farias e Falcão.

Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Classificação da Liga Mística Azul e Branca (8ª Jornada da Liga Sagres)

1º - Tubaralhos (Treinador da Semana)
Jornada: 84 pontos
Total: 294 pontos
2º - funâmbulo
Jornada: 65 pontos
Total: 278 pontos
3º - F.C. Os Místicos
Jormada: 66 pontos
Total: 272 pontos
4º - chaminade2009
Jornada: 53 pontos
Total: 259 pontos
5º - Because We Believe
Jornada: 35 pontos
Total: 258 pontos
6º - incrivel_team
Jornada: 36 pontos
Total: 251 pontos
7º - L'Odyssée
Jornada: 60 pontos
Total: 237 pontos
8º - Pulga na cueca
Jornada: 26 pontos
Total: 232 pontos
9º - Mahu
Jornada: 40 pontos
Total: 223 pontos
10º - BiBó PoRtO, carago!!
Jornada: 10 pontos
Total: 201 pontos
11º - F. C. Fartura
Jornada: 32 pontos
Total: 189 pontos
Treinador da Semana: Parabéns ao Noivo Indio Ferreira (Treinador da equipa Tubaralhos) que foi quem fez mais pontos nesta 8ª Jornada da Liga Sagres.
Para a semana não colocada e actualizada a Classificação da Liga Mística Azul e Branca. Ainda estão abertas as inscrições para a Liga Mística Azul e Branca.

Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Há que mudar a atitude

Já aqui tinha escrito e deixado entender que nos Adeptos do FC Porto é necessário haver uma mudança de mentalidades. Isto apesar de esta mudança ser algo inevitável, pois o adepto Portista de agora não é o mesmo de há 30 ou 40 anos atrás. Coincidência ou não, na superflash de antevisão do FC Porto x Académica, eis que o Lateral Direito Portista profere as seguintes declarações:



Quando é questionado sobre o Benfica e o actual estado da equipa da Luz, o Uruguaio diz que não tem tempo para ver os jogos do Benfica, só nas vésperas dos clássicos com o FC Porto. Na quinta-feira, por exemplo, enquanto os rivais derrotavam o Everton, esteve ao telefone com os pais no Uruguai.

"Os únicos jogos que vejo são os da minha equipa e acho que jogamos espectacularmente."

"Ontem [quinta-feira] estive a falar com os meus pais e nem sabia quem estava a jogar. Não tenho tempo para ver."

Cá está a tal pedrada que foi dada no charco com o meu texto anterior publicado no Mística, só que desta vez foi um Jogador do Futebol Clube do Porto, tendo causado mais impacto como é natural. Fucile deu a entender que:

- O FC Porto consegue ser superior ao seu rival Benfica sem necessitar de se comparar a este e muito menos de o atacar;

- E no Dragão a preocupação é trabalhar para se ser cada vez melhor e não andar a pavonear-se com goleadas a equipas moribundas.

Mas não é o 2º ponto que nos interessa neste momento, mas sim o 1º que está subjacente e aquela ideia de que o FC Porto é grande sem ter de se comparar a ninguém e muito menos sem ter de entrar naquelas guerras estúpidas que muitos Portistas alimentam.

A mim faz-me uma certa confusão ver adeptos do meu Clube a escreverem linhas intermináveis sobre um País que está contra o FC Porto e os seus Dirigentes e que o Benfica controla o Mundo e tudo faz para manchar o bom nome do Clube Azul e Branco e o seu Presidente (como se o Pinto da Costa fosse algum Santo que desceu á terra). Isto já parece a mania da perseguição que roça um fanatismo parolo e doentio que só mostra o quão vazias são…

É um facto que tanto o Benfica como o Guimarães tentaram através da Via Judicial tirar o FC Porto da Liga dos campeões apesar de este ter lá chegado por seu mérito, mas se usarmos um pouco a cabeça percebemos que tudo isto não passou de uma estratégia Jurídica e que teve como base a “santa inocência” do Presidente Portista. È tudo uma questão de lógica e de vermos como funciona o Futebol Português e a sua mesa de interesses para percebermos que tudo isto não passou de uma “jogatana” que teve por base actos de corrupção que todos praticam e ainda praticarão por muitos e longos anos. Fazer do Futebol Clube do Porto e Pinto da Costa umas vítimas do Benfica é ser-se ridículo e sobretudo ter a tal mentalidade retrógrada de que o Mundo está contra o Porto e que o Benfica manipula o universo e até mesmo os Deuses. Pensar assim é sentir a tal necessidade de que o FC Porto para ser grande tem de se comparar ao Benfica, ou dito de outra fora, é achar que o Dragão vive á sombra da Águia.

Estes mesmos Portistas enfurecem-se com as capas dos Jornais Desportivos, porque quer o FC Porto jogue e ganhe o Título de Campeão Europeu, Intercontinental e Nacional, a capa do Jornal A Bola e Record é sempre o Benfica e os seus jogadores. E eu pergunto porque? Se não gostam não compram, não leiam, façam como o Fucile e ignorem por completo!!! Aliás um Jornal Desportivo não tem como principal função informar, mas sim lucrar, e no dia em que os Cronistas e Jornalistas destes jornais voltarem as suas atenções para o FC Porto então é muito mau sinal…

Deixem lá os holofotes da Imprensa Desportiva estarem todos centrados no Benfica, pois assim a pressão de ter de ganhar é muito maior e o prazer de se ganhar uma competição é a dobrar.

Só uma última nota para terminar; aqui há uns tempos atrás um Comentador passou por este Blog e disse que este espaço não marcava pontos porque não é Anti Benfica e não faz longos textos dedicados á tal perseguição dos vermelhos aos Azuis e Brancos e o blá, blá, Wiskas Saquetas do costume…

A este e aos que pensam da mesma maneira deixo um recado: MUDEM DE MENTALIDADE E ACTUALIZEM-SE, porque estamos no Século XXI e deixem de seguir a “voz do dono” que já deveria ter deixado o lugar dos 700 Mil Euros anuais há muitos anos atrás.

Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

A caminho do Jamor

O FC Porto, actual detentor da Taça de Portugal, vai deslocar-se ao terreno da Oliveirense, da Liga da Honra, em encontro da quarta eliminatória, ditou o sorteio realizado esta terça-feira. O jogo está marcado para o fim-de-semana de 21 e 22 de Novembro.
A Oliveirense, actual 11.ª classificada da Liga de Honra, chegou a esta fase da prova depois de ultrapassar o Candal (III divisão) e o Tondela (II divisão), com vitórias forasteiras por 4-0 e 2-1, respectivamente. O emblema de Oliveira de Azeméis, que tem no seu plantel vários atletas com experiência de Primeira Liga, foi 14.ª classificado na Liga de Honra 2008/09.

Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Campeonato Q.B.

Primeiro jogo importante para o nosso campeonato foi o Sporting de Braga x Rio Ave. Não vou tecer grandes considerações sobre este jogo, só vou dar unicamente uma nota muito negativa ao árbitro Lucílio Baptista, por ter permitido que o jogo tivesse caminhado para um resultado final, de empate a uma bola, apesar de ter existido uma falta clara sobre o jogador Moisés do Braga. O Rio Ave pontua e o Braga termina a carreira de vitórias na Liga, graças ao erro GROSSEIRO do árbitro! Ponto final parágrafo.

Os técnicos chamam a isto “Influência directa do árbitro no resultado”! Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele! Por isso e quanto a mim, ou seja na minha opinião, Lucílio Baptista,teve lamentavelmente influência no resultado! Os técnicos e os olheiros, que depois fazem o celebre relatório técnico sobre a qualidade da arbitragem que digam de sua justiça! Francamente gostaria de ler esse parecer!

Domingo. Grande jogo no Dragão como já se adivinhava. De grande, meus amigos, só o facto de o Estádio ter tido, apesar de tudo, 30 mil assistentes. O FC Porto, terá dado ao publico presente e televisivo, o pior espectáculo que me recorde neste ano futebolístico!

O FCP entrou pessimamente no jogo. A Académica mais parecia um “Chelsea” no tratamento,da bola e no passe certeiro. Certo que a Académica fez uma barreira defensiva enorme cortando espaço de manobra ao FCP, mas uma equipa que joga na Liga dos Campeões,não se pode deixar manietar assim. Não se compreende tanto desacerto junto. O FC Porto teria que estar à espera exactamente deste tipo de jogo e tem obrigação de ter classe para dar a volta a este posicionamento defensivo. Passes inacreditavelmente mal medidos, toques de bola,que mais pareciam os Jogadores do Candal (que me desculpem os Candalenses, que até acredito terem melhor toque de bola do que aqueles que vi do FC Porto, principalmente na primeira parte.

A entrada de Farias veio dar alguma alegria e após os golos do FCP e o “patinho feio” Mariano justificou a permanência em jogo. A Académica ainda teve tempo de fazer dois golos no Dragão!
É certo que um dos golos da Académica é precedido e executado, quanto a mim, em falta por mão na bola. Mas o que é certo é que o árbitro não viu e a Académica deu uma lição de muito bom futebol, num campo adversário difícil como é o Dragão! Uma noite em que o resultado foi bem melhor que a exibição.

Quanto ao nosso rival de estimação, o SLB, depois de algum tremor inicial lá volta a ganhar com goleada. Se o Campeonato está animado là isso está! Aguardemos até quando!

Este que vos estima

Dragão aprovado com 10.2 valores

O FC Porto venceu por 3-2 a Académica e aumentou para 4 as vitórias em casa para a Liga Sagres, e os números traduzem as dificuldades provocadas pelos estudantes, principalmente durante a primeira parte. Os Azuis e Brancos exibiram-se em baixo nível durante grande parte dos 90 minutos da partida, com muitos passes errados e poucas situações de perigo criadas para a baliza de Rui Nereu, mas Mariano González e Ernesto Farías mostraram eficácia e assinaram os golos da vitória Portista. Miguel Pedro e Sougou ainda marcaram para os Estudantes, mas os três pontos não fugiriam aos Campeões Nacionais.

O encontro começou mal para os Dragões já que Fucile lesionou-se logo aos 3 minutos, tendo sido substituído pelo romeno Sapunaru, mas a fraca exibição dos jogadores do FC Porto na primeira parte não terá justificação neste facto. A toada dos primeiros 45 minutos foi de uma Académica bem organizada no seu meio-campo, revelando calma e concentração nas saídas para o ataque, e um FC Porto lento, a falhar demasiados passes e sem movimentações de desequilíbrio na frente de ataque. Foi com naturalidade que o nulo era o resultado ao intervalo e os adeptos Oortistas não deixaram de demonstrar o seu desagrado com uma enorme assobiadela no regresso da equipa ao balneário. O facto de a Académica ter 6 remates contra apenas 3 dos Azuis e Brancos ao intervalo é bem revelador da fraca exibição da equipa da casa.

A segunda parte trouxe um FC Porto mais acutilante, ainda que sem criar situações de golo, e Jesualdo Ferreira alterou o esquema da equipa aos 57 minutos fazendo entrar Ernesto Farías para o lugar de Rodríguez. A opção do treinador foi muito assobiada pelos adeptos mas viria a revelar-se acertada. Aos 65 minutos Mariano inaugurou o marcador depois de um cabeceamento de ressaca a um alívio após um canto, para apenas 3 minutos volvidos Farías fazer o 2-0, correspondendo a um bom cruzamento do mesmo Mariano.

Estava "desatado o nó" em que a Académica havia embrulhado o futebol dos azuis e brancos, mas Miguel Pedro ainda assustou quando aos 76 minutos fez o 2-1 numa altura em que o FC Porto procurava apenas controlar o jogo. No entanto os comandados de Jesualdo Ferreira foram obrigados a procurar mais uma vez o golo da tranquilidade e foi novamente Farías a marcar, aos 81 minutos, com o argentino a partir de posição duvidosa após uma boa desmarcação de Guarín e à entrada da área não perdoou. Com um remate forte e colocado junto ao poste esquerdo de Rui Nereu, Farías revelou mais uma vez a sua veia goleadora, apesar de ser habitualmente suplente.

A história do jogo quase terminou com o terceiro golo do FC Porto, já que a Académica não teve forças para reagir a novo golo sofrido, tendo mesmo pertencido à equipa da casa as melhore oportunidade para novo golo. No entanto, e já em tempo de descontos, Sugou aproveitou bem uma bola desviada por Sapunaru e a pouca agressividade da defesa Portista para dentro da área rematar sem hipóteses para Helton.

O 3-2 reflecte a superioridade dos TetraCampeões Nacionais, mas também a boa prestação da Académica que aproveitou um dia menos bom do adversário e denotou boa organização na estreia do novo técnico André Villas Boas na Liga Sagres. Com este resultado o FC Porto reduz para 3 pontos a diferença para o Sp. Braga, líder do campeonato, e empata ainda que provisoriamente com o Benfica no segundo lugar da classificação.


Melhor em Campo: Farias


FICHA DE JOGO

Liga 2009/10, 8ª jornada
25 de Outubro de 2009
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 29.209 espectadores

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa)
Assistentes: Ricardo Santos e Pedro Garcia.
Quarto árbitro: Bruno Esteves.

FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Fernando, Raul Meireles e Mariano; Hulk, Falcao e Rodríguez.
Substituições: Fucile por Sapunaru (5m), Rodríguez por Farías (58m) e Raul Meireles por Guarín (69m).
Não utilizados: Beto, Maicon, Nuno André Coelho e Sebastián Prediguer.
Treinador: Jesualdo Ferreira

Académica: Rui Nereu; Pedrinho, Orlando, Berger e Emídio Rafael; Nuno Coelho, Tiero e Cris; Sougou, João Ribeiro e Lito.
Substituições: Lito Por Miguel Pedro (66m), Nuno Coelho por Éder (71m) e Tiero por Diogo Gomes (84m).
Não utilizados: Ricardo, Amoreirinha, Paulo Sérgio e Hélder Cabral
Treinador: André Villas Boas.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Mariano (65m), Farias (68m), Miguel Pedro (76m), Farias (82m) e Sougou (92m).
Disciplina: cartão amarelo a Bruno Alves (66m), Nuno Coelho (71m) e Berger (87m)


Sábado, 24 de Outubro de 2009

FC Porto x Académica, um Jogo entre o Professor e os Estudantes

Regressa a Superliga (espera, não é Liga Sagres?) aos fins-de-semana dos adeptos desportivos. Depois da Selecção ter conseguido o tão almejado acesso ao playoff do Mundial, da festa da taça e de uma jornada europeia de clubes eis que regressamos à realidade comezinha do nosso futebol. Mais uma jornada em que se enchem páginas dos aborrecidos diários desportivos que aplaudem indiscretamente uma equipa de vermelho que, pelos comentários do jogo com o "simpático" Everton, é a melhor do Mundo. Mas passando à frente, que estamos a escrever num blogue de portistas, para portistas e adeptos sem palas, interessa falar do jogo que amanhã o Porto realiza com a Académica no Dragão.

Jogar com a Académica é quase um clássico. A equipa dos estudantes é admirada por muitos adeptos do desporto-rei, seja dos grandes ou dos pequenos, principalmente por aqueles que gostam muito do movimento estudantil. Também confesso uma certa ligação à Briosa por razões familiares e de História de Portugal: em 1969, em plena época de contestação contra o regime salazarista, o clube das capas negras ousou chegar à final da Taça de Portugal defrontando em campo a equipa do regime, o Benfica (já sei que me vão atirar à cara que não senhor, esta não é a equipa do regime, pelo contrário...), e os altos dignitários do governo. O Benfica venceu a final no prolongamento. E diz-se à boca pequena que assim tinha que ser...

Mas voltando aos dias de hoje, a Académica já não tem a força de outrora. Tal como o Porto de amanhã não tem a falta de força daquele tempo. O Porto vem motivado da goleada (por 4-0) ao Sertanense e da vitória importante na Champions. Para além disso, sabe que não pode perder visto ainda se encontrar nesta altura do campeonato (estamos no fim do primeiro terço, praticamente) em terceiro lugar. Jogando em casa, o FC Porto não deverá dar grandes hipóteses à última classificada, apesar de agora a Académica ser treinada por alguém que foi formado nas grandes vitórias de Mourinho, e que andou a estagiar em Chelsea e Inter: André Vilas Boas.

De resto, na lista dos convocados do Porto continua a faltar o criativo Belluschi e também Valeri. Destaque para a chamada (finalmente!) de Prediger.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Helton e Beto.
Defesas: Bruno Alves, Sapunaru, Fucile, Rolando, Maicon, Nuno André Coelho e Álvaro Pereira. Médios: Fernando, Raul Meireles, Guarin e Prediger.
Avançados: Mariano González, Falcao, Cristian Rodriguez, Hulk e Farias.

Pensamentos de um Mito (XI) - Favoritismos? O Fim da Idade da Inocência

Hoje em dia, já ninguém é besta”. Esta frase foi proferida por Hulk no final do Porto-Apoel e mal a li teve em mim um impacto semelhante ao dos remates do Brasileiro, quiçá porque, na sua extrema simplicidade, condensa muita da história desta última jornada da Liga dos Campeões. Mas os sinais já vêm desde muito atrás.

É sabido que muito longe vão os tempos em que os grandes clubes passeavam a sua superioridade perante adversários ditos inferiores, que caíam vencidos só pelo peso do nome do adversário. Jornadas Europeias com resultados surpreendentes sempre as ouve também, mas penso que chegou a altura de assumirmos que as razões de isso suceder alteraram-se.

A explicação clássica para as derrotas dos grandes clubes perante adversários ditos inferiores gira sempre em redor de duas correntes de pensamento:

- O Facilitismo e Displicência derivados de se tratar de um adversário sem nome, que não motiva os grandes jogadores a explanar o seu talento natural - pois de outro modo venceria naturalmente;

- A táctica extremamente defensiva empregue pelo adversário, estacionando o autocarro à frente da baliza e recorrendo à falta todas as vezes necessárias para travar o oponente.

Sendo certo que ambos os casos continuam a verificar-se todas as semanas em qualquer Campeonato, o seu valor alterou-se substancialmente: Não só o facto de se tratar de um adversário sem nome deixou de poder constituir desculpa para os maus resultados, como as “tácticas” empregues pelo adversário se tornaram muito mais refinadas (e isto é particularmente visível nos jogos da Champions, onde até o mais frágil dos adversários é possuidor de superiores condições de trabalho). Os clubes pequenos compreenderam que lhes pode ser muito difícil, até impossível, atingir o nível e prestígio dos clubes grandes, mas é extremamente fácil obrigá-los a jogarem no limite e dificultar-lhes a tarefa. O jogo Barcelona - Rubin Kazan foi particularmente elucidativo disso mesmo.

O Campeão Russo não teve problemas em entregar a posse de bola aos Catalães (até aqui nada de novo, e o difícil é querer fazer o contrário), mas o que impressionou foi a forma como depois se defendeu. Jamais perderam o sangue frio e nunca caíram no erro habitual de andar a correr atrás dos jogadores do Barça enquanto estes trocam a bola, e com isso nunca se desposicionaram. Pela primeira vez em muito tempo vi os Blaugrana a correr mais que o adversário. Sendo certo que os Russos contaram sempre com a sorte do jogo e que atacaram muito poucas vezes, souberam faze-lo pela certa e sempre com qualidade. Ao contrário do que muitas vezes acontece, quando o jogo acabou ninguém ficou com a impressão de que o resultado caiu do céu aos trambolhões. O Rubin jogou as suas cartas de forma muito inteligente, e Kurban Berdyev, o artífice desta equipa é um treinador a seguir com atenção. Em duas jornadas, suplantou Mourinho e Guardiola no tabuleiro táctico!

Já o Real Madrid, quiçá o clube mais altivo do Mundo (não estando desprovido de razões para isso, reconheçamo-lo) contraiu no início do Séc. XXI (aquando dos primeiros “Galácticos”) uma estranha doença que adquiriu contornos de problema estrutural ainda sem solução á vista, quase uma década volvida: divorciaram o Esforço do Talento, profetizando que tal soma de Craques torna tudo o resto supérfulo. O trabalho e o sacrifício em prol do Colectivo, em vez de serem o caminho para conquistar tudo o resto, passaram a ser vistos como algo característico das pequenas equipas, que procuram com isso compensar o seu défice qualitativo. Quem possui os melhores jogadores está acima dessa condição (como quem separa os Deuses dos simples mortais); terá sido assim nos tempos de Alfredo Di Stéffano, Puskas e Ca. e continuará a ser agora. Ora, é certo que quem esquece os erros que a História reteve está condenado a repeti-los, mas creio que o pior favor que podemos fazer à História é distorcê-la.

Uma vez perguntaram a Don Alfredo como jogava aquele Madrid que se sagrou PentaCampeão Europeu e a resposta não podia ser mais surpreendente - Em vez de descrever os jogos como autênticos recitais de Futebol, onde as vitórias se conquistavam sem precisarem sequer de se despentear (até porque é sabido que nesses tempos o fosso entre os grandes e pequenos clubes era muito maior, a todos os níveis), o Argentino foi rotundo: “Durante 70m corríamos, lutávamos e suávamos mais que qualquer adversário, e era nesse período que construíamos as vantagens no marcador; na fase final do jogo, já com o resultado seguro, mostrava-mos todo o nosso talento!”. Assim falam os Campeões.

Esta semana, apareceu-lhes pela frente um Milan em horas baixas mas ferido no orgulho, pois na véspera a “prensa” madrilena chamou-lhes tudo, desde “equipa de velhotes” até “acabados”. Ao que acrescia o facto de o Milan jamais ter vencido no Barnabéu e recentemente ter perdido em casa com o Zurique. Um grande Clube vê-se também no seu brio, e os Rossoneri venceram porque compreenderam que o mais importante era respeitar a camisola que envergam…. quando o adversário não o soube fazer.

Diz-se que à Mulher de César, não basta sê-lo, também há que parecê-lo… Pois bem, os grandes clubes já sabem que não lhes chega sê-lo….nem parecê-lo! – também têm obrigatoriamente que demonstra-lo a cada minuto.

No futebol de hoje, “Favorito” é a equipa que, mais além do seu talento individual, melhor estiver preparada no plano físico, táctico e (sobretudo) mental. Porque é no relvado que se constroem as Lendas.

Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

5 anos de falhanços - FC Porto

O futebol, se bem que hoje em dia penetrado por publicidade, agentes, Euros e Dólares, e mais não sei quantas coisas, tem por base os jogadores que o praticam.

Já passaram nos relvados dos estádios dos quatro cantos do mundo jogadores como o Pelé, Eusébio, Maradona, Cryuff, Puskás, Di Stefano, Van Basten, e até Zidane, entre outros… e passam hoje jogadores como o Ronaldo, Kaká, Messi, Ibrahimovic, Drogba… para citar alguns. O futebol é aquilo que os jogadores interpretam.

Cada um dos nossos três grandes já viram grandes jogadores pisarem os seus relvados mas também já passaram por esses mesmos estádios alguns jogadores que deixaram má memória ou até fizeram história mas desapareceram de um dia para o outro.Portanto, e começando com o Futebol Clube do Porto, vou fazer um levantamento do estado actual de alguns desses jogadores “flops” ou estrelas que desapareceram do mapa nas últimas 5 épocas – desde 2004/2005. Até calha bem só analisarmos os últimos 5 anos porque esta foi a primeira época da era pós-Mourinho, altura em que o Porto se remodelou bastante. Portanto, vamos lá.

Areias

O Areias foi um dos laterais esquerdos, juntamente com outro dos nomes desta lista, para dar trabalho ao indiscutível Nuno Valente. Foi um dos primeiros flops na lateral esquerda que veio atormentar os dirigentes e técnicos do Porto até a época transacta. Não se conseguiu impor na posição nem tão pouco no Porto e acabou por desaparecer do plantel nas épocas seguintes. Nas três épocas seguintes passou pelo Boavista, Standard de Liége e pelo Celta de Vigo na condição de emprestado. Regressou a Portugal para depois representar Os Belenenses e na época passada o Trofense. Hoje, com 32 anos, encontra-se desempregado.

Leandro


Leandro foi outro defesa lateral esquerdo que veio tentar agarrar lugar na posição mais conflituosa do FC Porto. Tal como o Areias, embora com mais oportunidades, não se conseguiu impor. Regressou ao Brasil, com um contrato de vários anos e foi sendo sucessivamente emprestado. Esteve em 2006 e 2007 no Curzeiro; foi depois emprestado dois anos ao Palmeiras. Foi depois emprestado ao Fluminense e agora joga no Vitória. O mais interessante da história foi o facto de Leandro ter visto o seu contracto renovado e novamente emprestado, mesmo nunca ter voltado a jogar no FC Porto depois de ter sido emprestado a primeira vez. Caso curioso que, esperamos nós portistas, seja explicado e justificado.

Carlos Alberto

O Carlos Alberto apareceu no FC Porto ainda na era do José Mourinho, tendo até sido um jogador fundamental na caminhada do FC Porto à conquista da Liga dos Campeões. Saiu no final da época por razões desconhecidas embora houvesse notícias de alguns problemas no balneário dos azuis e brancos. Regressou ao Brasil para jogar duas épocas no Corinthians e depois foi para o Fluminense. Voltou para a Europa 3 anos depois para jogar no Werder Bremen onde, com o seu mau feitio, arranjou problemas e também não se conseguiu impor. Esteve meio ano no Werder Bremen e depois foi emprestado ao S. Paulo, ao Botafogo e agora está no Vasco. O Carlos Alberto é um exemplo de que um treinador faz toda a diferença: com Mourinho, tinha a cabeça no sítio; sem ele, e talvez por ter pensado que era melhor e maior do que realmente era, anda agora de clube em clube. Um jogador promissor que desapareceu dos grandes palcos.

Leo Lima

O Léo Lima apareceu no FC Porto para dar continuidade a algumas boas exibições que tinha vindo a efectuar no seu anterior clube, o Marítimo. Apesar de trazer grandes expectativas, não conseguiu ser o organizador que o Porto precisava. Fez alguns jogos mas não ficou por muito mais tempo. Saiu para o Santos onde esteve durante algum tempo e desde então conheceu outros 5 clubes, todos brasileiros: Grémio, Flamengo, Palmeiras, Vasco e o Goiás.

Maciel

Maciel foi outro dos jogadores que impressionou e que José Mourinho não quis desperdiçar. Veio para o Porto pela mão do Mourinho e foi utilizado com alguma regularidade. Com a saída de Mourinho o Maciel começou a perder-se e acabou por sair do Dragão no final da época 2004/2005. Foi para o Atlético Paranaense, para a União de Leiria e para o Braga por empréstimo. Depois de sucessivos empréstimos deixou de pertencer aos quadros do Porto e foi jogar mais uma época no Leiria. Na época passada foi parar a Grécia, para o Xanthi e ainda para um desconhecido Cabofriense, clube brasileiro. Com 30 anos, joga noutro modesto clube, o Angra dos Reis.

Leandro Bonfim

Leandro Bonfim surgiu no Porto na época da transição do Porto e vinha rotulado de jogador talentoso. Foi, aliás, fonte de uma controvérsia entre o Porto e o PSV da Holanda. O Leandro ficou pelo Porto mas não ficou por muito tempo porque, como tantos outros “organizadores”, não conseguiu impor o seu futebol e fazer esquecer Deco. Foi emprestado no final da época ao Cruzeiro e na época que se seguiu, ao Nacional. Não tendo conseguido se impor no Nacional, foi no início de 2007 para o Vasco onde ficou durante dois anos. Actualmente joga no Fluminense. Com 25 anos, ainda vai a tempo e confirmar as qualidades que o denominavam bom jogador.

Sonkaya

Com a saída do Seitaridis no final da época 2004/2005, o novo treinador do FC Porto Co Adriaanse sentiu necessidade de encontrar um concorrente para o Bosingwa. O escolhido foi o Sonkaya, jogador turco mas com grandes raízes holandesas. Veio do Besiktas para fazer esquecer Seitaridis (que também tinha perdido o lugar para o Bosingwa) mas a única coisa que o Sonkaya veio para aqui esquecer foi o pouco futebol que eventualmente sabia jogar. Adriaanse deu-lhe algumas oportunidades mas nunca mostrou ser jogador para o Porto e acabou por sair por empréstimo na época seguinte. Na Académica não se conseguiu impor e portanto foi no ano seguinte para a Holanda para jogar no Roda. Terminada a sua ligação ao Porto, jogou ainda no Bursaspor. Na última época jogou ao serviço do Khazar do Azerbeijão, clube para o qual joga ainda esta época. Mau era se o seu talento nem para a Liga do Azerbeijão servisse.

Ezequias

Depois de ter feito uma boa temporada ao serviço da Académica de Coimbra, o Ezequias veio para o Porto para tentar solucionar um problema na tal lateral esquerda. Se um jogador era apenas razoavelmmente bom num clube de dimensão do “meio da tabela”, seria natural que quando chegasse a um grande, seria provavelmente um flop por inteiro. Foi precisamente isso que aconteceu. O Ezequias, tal como vários outros laterais esquerdos contratados teve algumas oportunidades mas não durou mais do que meia época. Em Janeiro partiu para o Beira-Mar e no início da época seguinte foi para o Leixões. Com 28 anos, o Ezequias representa agora o Brasov, equipa romena.

Lucas Mareque

O Lucas Mareque é, mais uma vez, um exemplo de uma aposta falhada do Porto e, mais uma vez, para a lateral esquerda. O Mareque surgiu no mercado de inverno no Porto, conotado como mais um bom defesa esquerdo proveniente da Argentina. Devido a lesões e outras condicionantes, o Mareque foi lançado logo à primeira oportunidade e mostrou ser um jogador com algumas falhas. Teve uma segunda oportunidade e não convenceu. Poucas mais oportunidades teve. No final da época, depois de não ter convencido, saiu por empréstimo para o Independiente. Na época seguinte continuou por lá a título definitivo e é na Argentina onde joga hoje.

Edgar

Rotulado de jogador com grande margem de progressão, o Edgar veio para o Porto no verão após uma daquelas disputas habituais entre o Benfica e o Porto. Teve duas oportunidades para convencer o Jesualdo do seu valor mas não conseguiu provar a qualidade que supostamente tinha. Na janela de inverno foi parar a Académica onde jogou bastante mais e até marcou alguns golos. Foi depois para o Estrela Vermelha, passou pelo Vasco da Gama e joga agora no Nacional. Com vontade de provar o seu valor, já leva 4 golos na bagagem. Um flop no Porto – adquirido por causa das guerras Porto/Benfica – o Edgar mostra poder ser aquilo que prometeu há anos ser.

Estes são, a meu ver, 10 dos maiores flops dos últimos 10 anos no Porto. Apesar de limitar esta análise a 10 jogadores, há muitos outros que podiam ser explorados… como são os casos de:

Seitaridis – era supostamente o grande lateral direito do Euro 2004, encheu de esperança os adeptos do Porto que viam nele um jogador de grande futuro. Começou bem a época mas aos poucos foi desiludindo até que perdeu o lugar para o Bosingwa. Foi para o Dynamo de Moscovo e para o Atlético de Madrid onde também nunca foi um jogador de onze base. Agora está na Grécia, no clube que o projectou.

Diego – provavelmente um dos melhores "10" brasileiros e do mundo dos últimos tempos. Veio para o Porto no pós Mourinho e teve uma época irregular apesar de jogar bastante. Com a chegada de Adriaanse entrou num buraco sem saída… Se se enquadrava ou não no futebol do Porto, só o Adriaanse saberá. Mas que foi dos maiores desperdícios em termos de aproveitamento dos últimos anos, não há dúvida.

Luís Fabiano – o “Fabuloso” tal como Diego, é mais um caso de estar no sítio errado à hora errada. Passou por uma crise de identidade enquanto esteve no Porto e nunca foi o jogador que podia ser. Saiu para o Sevilla a preço da chuva e o resto todos nós sabemos.

Há também o Sokota, jogador croata que lutou contra lesões desde os tempos do Benfica, e que veio para o Porto em mais uma das famosas disputas. Mais valia o Porto ter ficado quieto. Tal como o jogador, saiu lesado no confronto.

Há ainda o Bruno Moraes... jogador que era disputado pela Juventus quando ingressou no Porto. Sempre cheio de lesões, o Bruno nunca conseguiu ser um jogador regular, nem no Porto, nem nas equipas por onde passou. Um jogador que tanto prometia... e está agora sem clube.

Por fim… Rossato. Gostaria de saber e ter alguma informação sobre o Rossato, jogador que se destacou no Nacional. Foi comprado ou veio para o Porto no verão de 2004 e desapareceu de um dia para o outro. Foi para a Real Sociedad nesse mesmo defeso... Alguém sabe o que se passou?

Se tivéssemos tido no passado mais alguns anos, o número de flops aumentaria… mas como a maioria ou quase todos desses nomes já terminaram a carreira, não vale a pena.Para a próxima, uma análise aos maiores flops do Sporting dos últimos 5 anos.

Nota: os dados dos jogadores aqui apresentados foram retirados do "zerozero" e da "wikipedia"

Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

FC Porto x APOEL FC (3ª Jornada da Liga dos Campeões)

O estranho caso do Dragão masoquista

Seis pontos ao fim de três jogos! 5 pontos separam o Porto, segundo classificado no Grupo D, do terceiro classificado (o Apoel). O FC Porto está lançado rumo aos oitavos-de-final! À parte estas boas notícias objectivas, o Porto realizou contra o Apoel uma exibição sofrida, em que o resultado de 2-1 podia ter sido mais dilatado e os adeptos presentes no Dragão ficaram com muitos golos atravessados (principalmente aquele de Falcao na segunda parte em que em frente à baliza se enrola literalmente).

Mas vamos à crónica dos acontecimentos de hoje no reduto do FC Porto. Tal como o dissera na véspera, Jesualdo deu à equipa uma mentalidade ofensiva mas respeitadora do Apoel. Por sua vez, desde cedo o Apoel mostrou que estava no Dragão com respeito ao adversário. Mas também não colocou o autocarro em frente à baliza. Os primeiros 20 minutos, apesar disso, só deram Porto devido à óbvia superioridade dos azuis e brancos. Mas à medida que os primeiros minutos avançavam, mais se percebia que o Porto, da maneira como estava balanceado no ataque, podia sofrer um dissabor em contra-ataque. E foi o que aconteceu ao minuto 22, quando num contra-ataque cipriota a defesa do Porto mete água (já não bastava a da chuva que caía desalmadamente no Dragão) e Alvaro Pereira faz um auto-golo. Frustração foi a palavra certa para descrever o sentimento do universo portista. A lembrança da impotência do Barcelona frente ao Rubin Kazan na véspera talvez não tenha ajudado. De repente, todos durante alguns minutos a seguir ao golo ficaram sem Norte! Todos? Não! Um jogador com nome de superherói lembrou-se de continuar a jogar em grande como estava e aos poucos continuar a esmagar a defesa contrária. Hulk é o seu nome de código. E esta noite fez uma belíssima exibição.

A partir daqui, o Porto volta a comandar o jogo. Falcao joga como pivot no ataque. Hulk E Rodriguez atacam pelos lados tentando chegar ao golo. Mariano fazia aqui um passe bem, ali outro mal. Meireles e Fernando estiveram impecáveis! Aos 33 minutos acontece o que já deveria ter acontecido muito antes: o golo do Porto, de Hulk. Boa jogada de Falcao, passe para Hulk que coloca a bola no fundo da baliza dos cipriotas. Estádio delira, e espera que Porto marque um golo antes do intervalo. Mas apesar de muito desejo, tal não viria a acontecer.

Na segunda parte tudo continuou na mesma: Porto a carregar fortemente sobre o Apoel. De tal modo que um defesa cipriota tão confundido estava com o massacre que se esquece que era jogador de futebol no meio da confusão e joga a bola com o braço. Hulk marca o penalty e o Porto está na frente do marcador, depois de ter estado a perder. Estádio em delírio! Golo no momento certo e esperança de mais golos é o que passa pela cabeça de adeptos, treinadores de bancada, etc. Mas tal, infelizmente, não viria a acontecer.

O Porto continuou a toada de ataque nos 20 minutos a seguir ao segundo golo mas, estranahmente (ou não, devido à já conhecida mentalidade portuguesa da falta de killer instinct) começa a dar cada vez mais espaço ao Apoel, começando a equilibrar o jogo e a começar a sofrer e fazer sofrer os adeptos portistas. Estranho masoquismo este dos homens de Jesualdo, que não aguentam 90 minutos inteiros a atacar. Que perante um adversário que demorou 66 (!) minutos a colocar Helton em campo acaba a defender um resultado magro para uma exibição demolidora em certos momentos. Será diferente o jogo no Chipre porque o Apoel vai atacar mais, vai assumir perante o seu público mais esforços. Isso pode ser bom para os homens de Jesualdo. Mau será se a mentalidade hoje demonstrada no último terço do jogo se mantiver. Ao menos uma boa notícia para os portistas neste jogo: Mariano fica em casa a ver a próxima jornada da Champions na TV. Aos 73 minutos lembrou-se de mostrar um pouco de um lado antidesportivo que até nem conhecíamos, apesar de vermelho directo ser, na nossa opinião, exagerado. Belluschi esperemos que já esteja apto para o substituir e assim trazer maior acerto ofensivo ao meio campo portista.

Reencontramos o Apoel dia 3 de Novembro! Se vencermos em Nicósia, garantimos provavelmente a qualificação.

Melhor em Campo: Hulk


FICHA DE JOGO

UEFA Champions League, Grupo D, 3ª jornada
21 de Outubro de 2009
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.212 espectadores

Árbitro: Félix Brych (Alemanha)
Assistentes: Thorsten Schiffner e Mark Borsch
4º Árbitro: Guido Winkmann

FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Mariano, Fernando e Raul Meireles; Hulk, Falcao e Rodríguez
Substituições: Rodríguez por Guarín (68m), Falcao por Farías (87m) e Raul Meireles por Sapunaru (90m)
Não utilizados: Nuno, Maicon, Alex e Dias
Treinador: Jesualdo Ferreira

APOEL: Chiotis; Satsias, Broerse, Grncarov e Elia; Michail e Nuno Morais; Charalambides, Hélio Pinto e Kosowski; Mirosavljevic,
Substituições: Kosowvki por Breska (38m), Michail por Alexandrou (60m) e Satsias por Papathanasiou (78m)
Não utilizados: Kissas, Kyriakou, Jean Paulista e Zewlakow
Treinador: Ivan Jovanovic

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Alvaro Pereira (21m, a.g.), Hulk (33m e 48m, g.p.)
Disciplina: cartão amarelo a Satsias (23m), Grncarov (37m), Breska (57m), Broerse (83m) e Helton (90m); cartão vermelho a Mariano (74m)