sábado, 20 de novembro de 2010

Jornada 11

Para variar o Benfica conseguiu uma vitória folgada. Em casa frente à Naval, que até entrou bem e com vontade de marcar. Mas foram os da casa que o fizeram e logo aos 10 minutos. O golo madrugador poderá ter feito toda a diferença neste jogo, deu alguma tranquilidade e os encarnados poderam encarar o jogo de outra forma. Mas os figueirenses ainda assustaram com dois remates ao poste que quase valiam o empate. A velha história repete-se, não marcaram logo voltaram a sofrer, Gaitan logo a abrir a segunda parte aumenta para 2-0. A Naval ainda volta a esboçar uma reacção, mas não passou de um esboço, os da casa ainda marcaram mais dois o último dos quais por Nuno Gomes com direito a lágrimas, dedicado ao pai do mesmo. Quem sabe o último golo de Nuno pelo Benfica.

No Algarve, Olhanense e Beira-Mar lutavam pelo quinto lugar que ia para o vencedor do encontro. Muita luta mas pouco futebol, muito músculo mas pouca técnica, foi assim o jogo. Na primeira parte um golo e nada mais. Os da casa adiantam-se no marcador na primeira e única vez que vão à baliza adversária. Na segunbda parte um pouco melhor, principalmente os homens de Dauto Faquirá que fizeram por aumentar a vantagem. Contra a corrente de jogo e de livre directo os aveirenses chegam ao empate e establecem o resultado final.

É curioso como duas das equipas que começaram mal o campeonato estão agora a dar espectáculo. U. Leiria e V. Setúbal têm vindo a proporcionar boas partidas de futebol e esta última não foi excepção. Futebol muito aguerrido, emocionante e agradável de seguir. muitas oportunidades de golo, com os protagonistas a entregarem-se de corpo e alma ao jogo. 1-0 foi o resultado final e foi a única parte menos brilhante da partida, o resultado foi escasso para tanto futebol.

João Tomás esta a tornar-se num caso sério de eficácia atacante. Mais dois golos na sua contabilidade pessoal frente ao Paços de Ferreira. Paços que se encontra em baixa de rendimento foi a Vila do Conde tentar apagar essa má imagem e até o conseguiu de inicio. Muito ofensivo acabou mesmo por se adiantar no marcador. Na resposta a grande eficácia de João Tomás, contra a corrente de jogo, marcou 2 golos e deu a volta ao resultado ainda antes do interválo. Com o árbitro, Carlos Xistra, a amarelar tudo e todos, e com o revés no marcador, os visitantes perderam-se na partida e acabaram mesmo por consentir o terceiro e último golo do encontro.

Jogo grande em Coimbra com a visita do Sporting. OIs leões, após o desaire em Guimarães, entraram com algumas alterações e a pleno gás. Marcaram e jogaram mais na primeira parte, 2-0 ao intervelo era o resultado. Os de Alavalade parecem ser previsiveis e fazem o mesmo de sempre, entram bem e acabam mal. Na segunda metade fizeram isso mesmo, deixaram o adversário crescer e acabaram a tremer. A Briosa reduziu logo após o reatamento e continuou a pressão. Os homens de Paulo Sérgio remeteram-se para a defesa e nada mais fizeram. Suspiro de alívio após o apito final, missão cumprida e já se pensa no jogo com o Porto em Alvalade.

O derby minhoto estava pleno de tensão e alto risco. Com a rivalidade dos dois vizinhos a transbordar, em clima aceso jogou-se o V. Guimarães x S. C. Braga. Jogava-se pelo prestígio, glória e importantes pontos na tabela classificativa. Os da casa a tentarem segurar o segundo lugar e os arsenalistas a tentar fugir à posição incómoda em que se encontram. Os bracarenses entraram melhor e conseguiram mesmo adiantar-se no marcador. Também viram Alan ser expulso por agressão. Antes ainda da expulsão já os da casa haviam empatado a partida. No segundo tempo o Guimarães foi incapaz de tirar vantagem da superioridade numérica e o Braga foi aguentando o resultado. Só aos 83 minutos, fruto de um autogolo de Miguel Garcia, os vimaranenses se adiantaram e garantiram a vitória. Mais uma vez muita polémica em torno da arbitragem em Guimarães, com ou sem razão já se registam pelo menos 3 jogos polémicos, esperemos que seja só coincidência. De notar também que o Braga está neste momento em décimo lugar, será a pressão da aposta na Europa a causa do desacerto no campeonato? Se for poder-se-à perder a glória lá fora e cá dentro.

Por último, na Madeira as duas equipas locais defrontara-se em casa do Nacional, num jogo sem golos mas com emoção. Muita vontade de ganhar e muitos remates, quase todos sem a pontaria desejada, deram um certo colorido à partida. Faltaram os golos para abrilhantar o espectáculo e no final o resultado adequa-se.

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