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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Pensamento da Semana: Contra factos…

Comecemos por Marco Ferreira. Há duas épocas atrás, Marco Ferreira apitou duas derrotas do Benfica e, numa delas, teve o desplante de expulsar Luisão. Foi despromovido. E se tivesse sido justamente despromovido, não haveria nada a dizer, mas repare-se, o mesmo Conselho de Arbitragem que o despromoveu nomeou-o semanas antes para arbitrar a final de uma taça. E nunca, por muitos erros que cometa, Marco Ferreira seria pior que Bruno Paixão, por exemplo. Continuemos com Manuel Oliveira, árbitro que estará desempregado. Em agosto foi nomeado para arbitrar o Benfica-Vitória de Setúbal. O jogo acabou empatado e, de facto, o árbitro cometeu alguns lapsos. Foi directo para a jarra uns tempos e, desde então, passa mais tempo a arbitrar na segunda liga do que na primeira, recebendo menos dinheiro por isso. Por outro lado, Jorge Sousa. No final de novembro arbitrou um polémico Boavista-Guimarães, marcando um penalty quando uma bola rematada a menos de um metro bateu no braço de um jogador do Boavista. Nada lhe aconteceu e foi nomeado, poucas semanas depois para o Benfica-Sporting. Quando a bola ressaltou para a mão de Pizzi e depois de uma mão para a outra, nada lhe aconteceu. Mas analisando os dois lances, percebe-se que o árbitro foi incoerente. Num deles cometeu um erro muito grave, mas nada lhe aconteceu. O mesmo aconteceu a Bruno Esteves que, 3 dias depois de fechar os olhos a um penalty escabroso sobre Maxi Pereira no Porto-Marítimo foi arbitrar o Tondela-Boavista.

Neste momento, o Conselho de Arbitragem não promove os melhores árbitros e pune os piores. Promove os que ajudam o Benfica e prejudicam o Futebol Clube do Porto. E os árbitros, por mais honestos e imparciais que sejam, sabem disto e são afectados por isso. Mesmo que não façam de propósito, o seu subconsciente funciona e, na dúvida, apitam sempre contra o Porto e sempre a favor do Benfica. Só assim se percebe os inúmeros recordes de jogos sem penaltis contra e sem expulsões que o Benfica tem.


Excerto de artigo de opinião publicado no blog mística do dragão

Obviamente que percebo e até que concordo com muito daquilo que João Ferreira escreveu, mas há que ter também em linha de conta que a forma como o Futebol Clube do Porto aborda certos jogos e o plantel de mediana qualidade que Pinto da Costa e seus pares (e por pares entenda-se Alexandre Pinto da Costa, Jorge Mendes e Doyen) “criaram” para que Nuno Espírito Santo enfrentasse a actual época desportiva não abona muito a favor das múltiplas e justificadas razões de queixa que o Clube tem sobre as arbitragens…

Contra factos não há argumentos, e como tal há que dizer que o principal culpado de toda esta situação é Jorge Nuno Pinto da Costa. E pelos vistos tal situação vai perdurar ab eternum porque Pinto da Costa só fala e defende o Futebol Clube do Porto nas horas boas. Nas más deve tomar chá de sumiço
 
E é lamentável que assim seja pois nunca como hoje o Futebol Clube do Porto necessitou tanto de um Presidente - e estrutura - à altura dos pergaminhos do Clube!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Fugas de Capitais e Outras Que Tais - Parte II

José Mourinho já tinha enfrentado um problema semelhante. A sua chegada à Premier League há 12 anos consolidou o negócio de Mendes e este fez a sua parte no acordo com Mourinho. Desde então o treinador recebe os rendimentos por direitos de imagem através de uma estrutura offshore que se reparte entre Irlanda, Ilhas Virgens Britânicas (BVI na sigla inglesa) e Nova Zelândia, que dificulta o controlo de qualquer autoridade fiscal. 
 
Segundo a revista "Der Spiegel", numa investigação da rede europeia de jornalismo EIC —European Investigation Collaborations, à qual o Expresso se associou, a Agência Tributária de Espanha realizou uma inspeção às declarações de Mourinho em 2014 e impôs-lhe uma sanção um ano depois. O valor final da coima, 2,1 milhões de euros (20% das suas receitas entre 2010 e 2013) prova os obstáculos que o ministério espanhol das Finanças enfrenta perante o universo de Jorge Mendes.
Sendo um dos primeiros clientes de Mendes, Mourinho serviu para aperfeiçoar um sistema que se repetiria noutros casos. O facto de o treinador ter chegado ao Reino Unido, onde o superagente já tinha relações de negócio, e de o ter feito de forma fulgurante, levou a que muitos patrocinadores se interessassem por ele, permitindo montar uma estrutura em seu redor. Essa estrutura começou nas Caraíbas, no mesmo sítio da realizada em torno de Cristiano Ronaldo: num edifício em Vanterpool Plaza, na ilha de Tortola, que pertence as BVI, consideradas um paraíso fiscal pela OCDE. Ali foi criada uma empresa chamada Koper Services SA e foi a essa sociedade que Mourinho, em 2004, entregou os seus direitos de imagem, com uma contrapartida financeira, mostram os documentos obtidos pela "Spiegel". 
 
Graças à permissiva legislação fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, a Koper não deveria pagar impostos sobre os rendimentos publicitários do treinador, mas a gestão destas receitas não podia ser feita num escritório sem empregados naquele território insular britânico. Entre 17 de Setembro de 2004 e 22 de Dezembro de 2008, a Koper cedeu a exploração dos direitos de imagem a duas empresas do grupo de Mendes na Irlanda, a Multisports & Image Management Limited (MIM) e a Polaris. Assim, treinador e agente garantiram que trabalhariam dentro da União Europeia e, ao mesmo tempo, com uma baixa tributação (o imposto sobre sociedades na Irlanda é de 12,5%). 
 
Se, em qualquer momento, as autoridades de algum país se interessassem pelo assunto e tentassem atribuir a propriedade da offshore Koper ao técnico, deparar-se-iam com uma empresa de fachada. Outra empresa na BVI, a Operating Nominees Limited, com morada também no referido edifício de Road Town, apresentava-se como dona da Koper, ainda que, na realidade, o controlo da mesma estivesse a milhares de quilómetros das Caraíbas. 
 
Segundo os documentos obtidos pela "Spiegel" e partilhados com o consórcio EIC, o contrato Kaitaia Trust, firmado em Auckland, Nova Zelândia, tinha como "trustees" (os detentores deste titulo de propriedade) as empresas Denton Morell e Kaitaia Holding, e eram estas na realidade as donas da Koper. José Mourinho era quem usufruía os ativos abrangidos por aquele contrato, que tinha ainda como beneficiários no longo prazo a mulher e filhos do treinador. Este esquema enviava os ganhos publicitários de Mourinho para outro ponto do globo e, alem disso, permitia-lhe arrecadá-los para o futuro sem precisar de tributá-los anualmente.
 
As sanções poderiam ser pesadas mas as Finanças espanholas costumam fazer acordos com os incumpridores, de forma que eles acertem o valor com o fisco, sem chegar a Tribunal. Assim aconteceu com Mourinho, Ricardo Carvalho, Mascherano, Messi e Neymar. Posteriormente a estas notícias divulgadas por vários órgãos noticiosos, os nomes de Pepe, Fábio Coentrão, Benzema, Xabi Alonso, Di María, e o antigo avançado do Atlético de Madrid Radamel Falcão, foram associados a este escândalo de proporções imprevisíveis.
Será interessante referir que o “agente especial” que chefia toda esta tramoia tem uma atividade ímpar. Patrocina os jogadores e trabalha para os clubes. Quando há uma transferência, ganha comissão do vendedor, do comprador, e do pobre diabo que lhe vendeu a pele. Se o jogador sair um Baroni, um Pablo ou um “pinheiro de Natal” quem perde é o comprador. Em que morada fiscal terá este espertalhão registado o seu avião particular?
 
Só para que não nos fiquemos a rir, também em novembro do ano passado, o Football Leaks divulgou documentos relacionados com o FC Porto. Neste caso sobre verbas alegadamente pagas pela SAD à Energy Soccer de Alexandre Pinto da Costa, filho do presidente portista. De acordo com essas informações, a empresa de representação de jogadores teria recebido cerca de 430 mil euros por serviços de intermediação referentes a quatro negócios distintos. Ora novos detalhes foram relatados pela Football Leaks que dão conta que não só a Energy Soccer fez negócios com o FC Porto como também terá violado a lei no que aos empresários desportivos diz respeito. Em pelo menos dois negócios a empresa terá faturado ao clube de origem e à equipa de destino. Uma espécie de “prestação de serviços” muito usada nas agências imobiliárias que recebem uma comissão do senhorio e outra do arrendatário quando lhe propõe arrendar uma casa.
 
Em 2013, na saída de Carlos Eduardo do Estoril para o FC Porto a Energy Soccer recebeu 100 mil euros do FC Porto em junho pela intermediação do negócio sendo que, em outubro, embolsou 68.400 euros do Estoril como comissão dessa mesma transferência. Contornos idênticos tem a venda de Rolando. A 16 de agosto de 2013, a empresa de Alexandre Pinto da Costa faturou 60 mil euros ao FC Porto como comissão pelo empréstimo do central ao Inter e, no mesmo dia, emitiu uma fatura de 75 mil euros ao Inter.
O semanário 'Expresso' dá ainda conta dos valores que envolveram a transferência de Casemiro. A Energy Soccer ganhou 700 mil euros pela saída do jogador do FC Porto para o Real Madrid, jogador que era do Real, mas estava emprestado aos dragões. Em junho de 2015, os merengues ativaram a cláusula do contrato que suspendia a opção de compra de compra do jogador pelo FC Porto e pagaram 7,5 milhões de euros aos azuis e brancos. Os 700 mil ganhos pela empresa de Alexandre Pinto da Costa, avança o Football Leaks, não foram pagos pelo clube, mas pela Vela Management (com sede em Malta), empresa liderada por Nélio Lucas, presidente da Doyen.
 
Outro caso que nos diz respeito refere-se a Brahimi. Segundo o sítio Mediapart a Doyen terá recebido em 2015 do FC Porto procuração para negociar a venda do atleta. E se a venda se concretizasse este fundo receberia 10% de comissão sobre a transferência a acrescentar à percentagem anterior que já detinha. 
 
Boas Entradas e boas comissões.

sábado, 3 de setembro de 2016

Três notas sobre a saída de Antero

Quem tem por hábito ler o que vou aqui escrevendo já percebeu que não sou adepto de “turbas”. Não sigo multidões porque de racional estas têm pouco (até mesmo nada). Para mais o Blog A Mística Azul e Branca já tem muitos anos de “Bluegosfera”, pelo que dispensa a – natural - existência reactiva dos mais jovens Blogs Azuis e Brancos. 

 Contudo gostaria de deixar três sucintas notas sobre o assunto do momento (saída de Antero Henriques do Futebol Clube do Porto): 

1 – Nunca fui um grande apreciador das qualidades de Antero Henriques enquanto Director Desportivo. Um Director Desportivo – a meu ver – tem que dar a cara nas horas boas e nas horas más. Antero tinha por hábito aparecer em público quando tudo corria bem e de estar ao telemóvel a fazer sabe-se lá o quê nas horas más. 

2 – Antero Henriques esteve sempre no centro dos famosos processos que descredibilizaram o bom nome do Futebol Clube do Porto. Foi o principal actor do famigerado Processo Apito Dourado e recentemente voltou a ser protagonista de um processo relacionado com as “máfias da noite”. 

Antero saiu é um facto. Alivia, desta forma, um pouco a imagem do Clube mas eu espero bem que este se mantenha de boca calada, porque se este se lembrar de “meter a boca no trombone” vai ser bonito, E não vai faltar gente que o irá tentar incitar a fazer tal coisa. 

3 – Não se tenha a mais pequena dúvida de que a saída de Antero Henriques abre a porta de par em par a Alexandre Pinto da Costa e à sua famosa (pelos piores motivos) empresa de “scouting” de jogadores de futebol. 

Um aparte; Infelizmente o Futebol Clube do Porto tem a “casa a arder” em termos financeiros há muito – mesmo muito - tempo. José Lima está farto de aqui dizer tal coisa. Foi preciso o Clube ter tido três épocas em que não ganhou nada a não ser uma Supertaça Cândido de Oliveira e um defeso onde foi uma miséria em termos de vendas e compras, para que uma grande franja de Portistas “acordasse” de vez para a realidade. Continuem a dizer que sim a tudo nas Assembleias Gerais do Clube.