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terça-feira, 3 de maio de 2011

A todos os Portistas

Amigos Portistas, mais palavras para assinalar este último jogo do Porto com o Villarreal será fastidioso e desnecessário. O espectáculo foi reconhecido mundialmente pois o Villarreal não é, como toda a gente sabe, uma equipa qualquer e apesar da dilatada vantagem, os “caldos de galinha” e muita atenção e concentração, nunca fizeram mal a ninguém, no próximo jogo.

A satisfação Portista é enorme. Ufanamente e com muita honra, podemos mostrar a todo o Mundo, mais uma vez, que temos uma equipa incomparavelmente superior á grande maioria das equipas Europeias. Por outras palavras, poucas equipas Europeias (que as há, reconheço) terão suficiente qualidade para nos baterem. Este facto é relatado na imprensa estrangeira. Basta lê-la. Este facto é conhecido pela esmagadora maioria dos adeptos de futebol. Este facto faz-me antever, apesar de nada ainda estar ganho, que o FC PORTO muito provavelmente erguerá o troféu da Liga Europa em Dublin. Tudo indica que assim acontecerá. Os prognósticos Europeus dão uma vantagem muito confortável ao FC Porto, se bem que, em futebol, como todos sabem, tudo possa acontecer.

No entanto este evidente facto para muitos Benfiquistas deve-se agora, vejam bem senhores desportistas, «à amarelinha»! Até aqui devia-se esta superioridade indiscutível aos árbitros, à fruta e café com leite… Agora, li eu, em vários blogues destes depravados e inimputáveis mentais que se deve à «AMARELINHA»! Leiam por favor este desplante;

O que AVB disse ao Intervalo ontem

"Pronto pessoal, uma palestra rápida só para vos dizer para não se esquecerem de tomar a "Formula Póvoas" agora ao intervalo, mas só depois do chichizinho que vai servir para o antidoping"

O Hulk ainda disse que queria ver como seria jogar na equipa corrupta sem aquilo, mas o informático não deixou...

IN: GB

A doença é incurável e crónica. O mau perder e o real reconhecimento que há efectivamente clubes bem superiores, não cabe na linguagem desta triste gentinha invejosa, arrogante e odienta para com o grande rival FCP, pois em campo ficou bem demonstrado que estes maníacos de uma dita “grandeza clubista” nem aos calcanhares chegam desta fabulosa equipa Portista! Enfim, os argumentos começam a faltar a estes néscios doentios e invejosos detractores do FC Porto. Qualquer argumento serve para menorizar o estrondoso e brilhante sucesso do futebol praticado este ano pelo FCP dentro e além fronteiras! “Perdoai-lhes Senhor, pois não sabem o que dizem”.

No entanto é verdade que também se pode ler em alguns blogues Benfiquistas mais realistas o seguinte:

Isto não é uma equipa, mas uma manta de retalhos

Esta equipa está de rastos física e psicologicamente, o que não augura nada de bom para o jogo de Braga. E temos que ser realistas: caso consigamos chegar à final não vejo como podemos ganhar ao F.C. Porto. A equipa de Villas-Boas tem cilindrado todos os adversários que lhe aparecem pela frente e só uma noite de grande desinspiração impedirá o F.C. Porto de conquistar o caneco. E confesso que não quero passar pela vergonha de ir à final e sair de lá goleado.

Publicada por karadas


Ou ainda;
Visto para Dublin? Não me parece...

Ganhámos, é verdade. Mas nos últimos 20 minutos começamos a ficar com credo na boca e se alguém tapasse a boca a alguém do SLB, os jogadores rebentavam! Mais: a equipa nem na mentalmente "fez das tripas coração" para ultrapassar o cansaço e dar mais um bocado para ganhar por mais um pelo menos! Aimar já fazia pena, de tanto correr. O Maxi, idem e o Fábio estava diminuído! O resto, a passo! O Saviola, apeteceu-me bater-lhe! Pior: de novo JJ mostrou medo e pouca vontade para transmitir "a sede" aos jogadores!

Quantas mais vezes iremos jogar uma meia final europeia com um adversário português, logo em teoria mais que ao alcance? Só tínhamos era de "massacrar" o Braga! No mínimo, carregar o jogo todo em cima deles! Ou estes jogadores não querem ganhar? Ou já não aguentam mais? Mesmo com dezenas de jogos nas pernas, perante uma oportunidade destas o cansaço fica para trás. Motivação! Crença! Vontade férrea de vencer! Tudo isto falta... E nem JJ transmite isto, nem o plantel do SLB permite grande rotação! Erros, atrás de erros!

Vamos a Braga em vantagem, é verdade. Mas esses cabrões vão por para trás todo o cansaço (o plantel é mais curto) e vão lutar até mais não! E os nossos o que vão fazer? Eu tenho um palpite! Mas não digo, não quero que ele se concretize, nem quero que me chamem taliban!

O CRAC é corrupto? É! Mas deram 5-1 ao Villareal. E perdiam 0-1 ao intervalo!

Sabem porquê? Xistra? Hummm, não! Vontade! Vontade de serem maiores que nós! E, por muito que doa, já são! Só falta a formalidade dos números! Em títulos! Por isso digo: até poderemos chegar a Dublin. Mas lá chegados, temos andamento para eles?

Hummm...

In: GB

Concluo meus amigos que a enorme queda de granizo verificada lá para os lados de Benfica seja um aviso «Divino» sobre o que aí virá a acontecer em breve, gelando completamente aquele estádio e seus adeptos. Quando em conversas de café ouvi Benfiquistas a preferirem ser vencidos em Braga, para não terem que defrontar o terrível FC Porto na Final que os poderá vir a vexar e humilhar perante uma plateia Europeia, sorri. Esta é a opinião de vários apaniguados Benfiquistas, sendo bem o exemplo do que se vai passando na cabeça de uma grande maioria de adeptos encarnados! Curioso! Curioso preferirem perder «JÁ» com o Braga ao invés de arriscarem uma derrota humilhante em Dublin! Como eu os compreendo!

Aguardemos caros Portistas, aguardemos pelo desenrolar destes próximos desafios, pois os resultados estão escritos nas estrelas e essas são, como sabem, brancas e luminosas com o fundo em azul! Termino com uma palavrinha a esse enorme jogador Radamel Garcia Falcao.

A imprensa desportiva aponta que já há clubes na disposição de pagarem 45 milhões por ele. Ora se a rescisão se cifra em 30 milhões julgo que dificilmente o teremos connosco para o ano. No meu simples e modesto entender, talvez não fosse despropositado o Empresário de Falcao ponderar e mantê-lo no FC Porto mais uma época, pois a próxima época terá uma montra e holofotes muito maiores com a «Champions League», significando isso uma mais-valia e logo outros valores numa eventual transferência e podem estar certos que, o jogador não “desaprenderá“ se por cá ficar mais uns meses, naturalmente de sua livre vontade.

Por vezes na vida, é preciso paciência, para se ter êxito e este caso, julgo ser flagrante desse amadurecimento para atingir o estrelato mundial. Este jogador acabou de ser burlado pelo FC Porto que lhe deu todas as condições de revelar quanto ele possuía quando para cá veio, por 5,4 milhões de euros, de classe futebolística. Teve a sorte de se transferir para o clube certo, aliás reconhecido por toda a América Latina, como a grande escola de desenvolvimento de potencialidades futebolísticas no caso, o Futebol Clube do Porto! Uma evidência confirmada com sucesso, ao longo de muitos anos. Aguardemos serenamente, mas uma certeza é inevitável, vamos todos ter muitas saudades deste fantástico e soberbo jogador!

Este que vos estima 

sexta-feira, 6 de março de 2009

Ministério Público arquiva queixa da Federação contra ex-presidente do CJ

O Ministério Público (MP) de Lisboa arquivou a queixa-crime da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) contra o ex-presidente do Conselho de Justiça da FPF, num processo em que Gonçalves Pereira era acusado de abuso de poder.

No despacho de arquivamento, o MP contraria o parecer de Freitas do Amaral, que serviu para validar as decisões dos restantes conselheiros na reunião de 4 de Julho de 2008 e para Gilberto Madail pedir uma reunião com Pinto Monteiro, Procurador-geral da República, de que resultou a queixa-crime agora arquivada.

"Do ponto de vista da factualidade objectiva típica, não se descortina uma clara conduta desviante (aliás, actos afectados por vícios e irregularidades foram, eventualmente, praticados por todos, na 1º e na 2º parte da reunião) em nenhum dos actos em causa; não ocorre uma interpretação jurídica inadmissível e infundada, mas a condução do processo pela forma que, nas circunstâncias e para o arguido, parecia mais adequada", lê-se no documento.

O MP critica todos os membros do CJ e chega mesmo a duvidar das decisões tomadas após o abandono da reunião por parte de Gonçalves Pereira: "O funcionamento do órgão, mesmo na ausência do Presidente e apesar dos seus actos, é a confirmação da inaptidão destes para alcançar uma decisão".

"Para que a conduta constituísse crime de abuso de poder (ou outro que não se divisa), haveria que estarem reunidos indícios de: inadmissibilidade legal do sentido dos actos (e não apenas da sua menor adequação ou da sua incorrecção jurídica, em virtude de erro ou menor conhecimento)".

Pelo despacho de arquivamento sabe-se também que, segundo João Leal, chefe do Departamento Jurídico da FPF, a admissibilidade das escutas telefónicas eram o assunto das conversas dos conselheiros nesta altura, "tendo chegado a realizar-se uma reunião preparatória sobre a matéria, uma a duas semanas antes da reunião (4 de Julho de 2008). Nesta reunião, ter-se-á, aparentemente, formado uma corrente de maioria tangencial no sentido da invalidade da utilização daquelas em processo disciplinar".

Na reunião do CJ de 4 de Julho de 2008 foram considerados improcedentes os recursos de Pinto da Costa e do Boavista, que viram confirmadas as penas da Comissão Disciplinar da Liga do Apito Final, de que resultaram dois anos de suspensão para Pinto da Costa, seis pontos de penalização para o FC Porto, quatro anos de suspensão para João Loureiro e a despromoção do Boavista.

Paralelamente, prosseguem nos tribunais acções cíveis interpostas por Gonçalves Pereira, Pinto da Costa, FC Porto, João Loureiro e Boavista, em que se reclama a invalidade das decisões da reunião do CJ de 4 de Julho de 2008, confirmadas pela FPF após o parecer de Freitas do Amaral.

Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Como se ainda houvessem dúvidas

O Tribunal Constitucional (TC) rejeitou o recurso do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e considerou definitivamente ilegal a utilização das escutas telefónicas do Apito Dourado no âmbito do processo de corrupção desportiva Apito Final.
Segundo noticiou hoje o Porto Canal, estação de televisão regional do Norte, o TC validou a decisão do Supremo Tribunal Administrativo (STA) de 03 de Novembro de 2008, que considerou as escutas telefónicas ilegais, possibilitando a João Bartolomeu, presidente da União de Leiria, recorrer do castigo que lhe foi aplicado pela Comissão Disciplinar (CD) da Liga.

Com esta decisão do TC - de que já não há recurso -, o FC Porto e o seu presidente Pinto da Costa, a quem foram aplicados pela justiça desportiva a perda de seis pontos no campeonato de 2007/08 e uma suspensão de dois anos ao dirigente, podem solicitar a anulação dos castigos.

Do mesmo modo, o Boavista, que desceu à Liga de Honra, decisão tomada também com base nas escutas telefónicas, poderá igualmente apelar.

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

A Guerra ainda não terminou

O FC Porto vai requerer à Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) a revisão do castigo aplicado no âmbito do processo Apito Final.

A decisão surge após o Supremo Tribunal Administrativo (STA) ter dado razão ao presidente da União de Leiria, João Bartolomeu, e considerar inconstitucional a utilização das escutas telefónicas realizadas no âmbito do processo Apito Dourado, sobre corrupção e tráfico de influências no futebol português.
O FC Porto foi castigado por tentativa de corrupção às equipas de arbitragem nos jogos com o Beira-Mar e Estrela da Amadora, na época 2003/2004, tendo sido punido com a perda de seis pontos na épcoa passada e com uma multa de 150 mil euros.
O presidente portista, Pinto da Costa, também no âmbito do Apito Final, processo da justiça desportiva que decorreu do judicial denominado Apito Dourado, está a cumprir dois anos de suspensção e foi condenado ao pagamento de 10 mil euros de multa.
A revisão do processo está abrangida pelo artigo 190 do Regulamento Disciplinar da LPFP, que prevê "a revogação ou alteração da decisão proferida no processo revisto, não podendo, em causa algum, determinar o agravamento da pena".

Ainda de acordo com o regulamento, "o processo de revisão é admitido quando se verifiquem circunstâncias ou meios de prova susceptíveis de demonstrar a inexistência de factos que determinaram a punição e que não puderam ser oportunamente utilizados pelo arguido em processo sumário ou disciplinar".

O processo de revisão é requerido pelo interessado à Comissão Disciplinar até a um prazo máximo de seis meses sob a notificação da pena, que, no caso do FC Porto, que foi a 09 de Maio, termina a 09 de Novembro.

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Deixa cá ver: FC Porto 5 x Benfica 0 (acho que já perdi a conta)

O juiz de instrução criminal do Tribunal de Gondomar decidiu não mandar Pinto da Costa a julgamento por crime de corrupção desportiva activa, no âmbito do jogo Nacional-Benfica, da época 2003/04, investigado no Apito Dourado.

Esta decisão do magistrado Pedro Miguel Vieira foi ao encontro da posição do Ministério Público que, apesar de ter acusado o presidente do F. C. Porto e mais três arguidos, considerou que, na fase de instrução, terão ficado afastadas as suspeitas - pelo menos “instalada a dúvida” -, sobre a conduta de Pinto da Costa.

Em causa estavam alegadas manobras junto do árbitro Augusto Duarte a fim de prejudicar o Benfica naquele encontro, que perdeu por 3-2 com a equipa madeirense.

Por outro lado, nenhum dos outros três arguidos, Rui Alves (presidente do Nacional da Madeira), António Araújo (empresário de jogadores) e Augusto Duarte (árbitro) foi pronunciado para ir a julgamento.

O juiz de instrução criminal considerou que o envolvimento do presidente do F. C. Porto indiciado em escutas telefónicas de terceiros (em especial António Araújo) pode ser, de facto, justificado pelas transferências de jogadores que, naquela época, estavam a ser tratadas entre o clube portista e o clube madeirense, designadamente Paulo Assunção e Rossato.

Pedro Miguel Vieira disse, até, que Pinto da Costa nem deveria ter sido acusado. “Não existem indícios suficientes agora, nem existiam já no final da fase de inquérito”, disse o juiz, que considerou ainda “ridícula” a ideia de que Augusto Duarte poderia deixar-se comprar em troca de um bilhete para um jogo de futebol, F. C.- Porto-Manchester United.

Dos três processos relacionados com corrupção desportiva de que Pinto da Costa foi acusado, apenas um (Beira Mar- F. C. Porto) está para julgamento. No outro (FC Porto-Estrela da Amadora), o juiz do Tribunal de Instrução Criminal do Porto arquivou. Mas o Ministério Público recorreu para o Tribunal da Relação do Porto.

No final da sessão de hoje, Gil Moreira dos Santos, advogado de Pinto da Costa, fez apenas um comentário: “Está a chegar aos tribunais a lei de Mousinho da Silveira que acabou com o Morgadio”, disse, sobre uma acusação que foi efectuada por uma procuradora do Ministério Público do Funchal.

A equipa especial do Apito Dourado, coordenada por Maria José Morgado, elaborou as acusações dos outros dois casos: F. C. Porto-Estrela da Amadora e Beira Mar-F. C. Porto.

Fonte: Jornal de Notícias

Acho que está aqui bem exposto aquilo que eu tinha dito na minha última crónica no Planeta Portugal e que pelos vistos pouca gente gostou. Já diz o Povo: "Num Mundo de cegos quem tem olhos é Rei" e pelos vistos o Rei aqui sou eu.

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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Deixa cá ver: FC Porto 4 x Benfica/Guimarães 0

No acórdão da sentença que determinou a participação do FC Porto na edição da Liga dos Campeões que hoje se inicia, o Tribunal Arbitral do Desporto destroça a UEFA e põe em cheque tanto a Comissão Disciplinar da Liga como o Conselho de Justiça da FPF. O documento, que demorou todo este tempo a redigir - a decisão foi anunciada a 15 de Julho - chegou ontem aos clubes envolvidos, mas só trouxe motivos para ser bem recebido pelos dragões. No mínimo, a norma que o excluía da Champions vai a enterrar.

O painel de juízes do TAS nem chega a aprofundar a violação do princípio da retroactividade, ou seja, a decisão de excluir o FC Porto da Liga dos Campeões por actos ilícitos cometidos antes da existência dessa regra - uma das principais armas de defesa dos dragões. Para o Tribunal Arbitral, o regulamento viola vários outros princípios, a começar pelo da proporcionalidade. Levada à letra, diz o TAS, a alínea d) do ponto 1.04 exclui perpetuamente os clubes que cometam actos ilícitos. Em lado nenhum, ressalvam os juízes, está determinado que a exclusão seja de um ano (ou dois, ou três) como pretendia o instrutor da UEFA no processo inicial. Outra falha encontrada é a do desrespeito pelo princípio da igualdade de tratamento: os clubes só sofreriam a sanção coincidindo o ano da condenação com o ano do apuramento para a Champions. Sem apuramento, não há castigo.

Mas o TAS rapidamente põe de parte a norma, já feita em pedaços, por entender que nem é necessário discuti-la: o FC Porto não preenche os requisitos para ser castigado por ela. O painel afirma que os critérios não ficaram estabelecidos, mesmo que a UEFA pudesse decidir apenas com base na decisão dos órgãos portugueses. "As duas decisões do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol e da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa", concluem os três juízes, "não demonstram com a certeza necessária que o FC Porto ou o seu presidente estiveram envolvidos em actividades ilícitas". E, na opinião do TAS, mesmo que provassem, a UEFA tem meios para julgar a culpabilidade do FC Porto autonomamente e não pode estar vinculada às sentenças da Comissão Disciplinar ou do Conselho de Justiça.

O outro tema forte do Apito Final - se a condenação do FC Porto transitara ou não em julgado - foi considerado pouco importante pelo Tribunal, que no acórdão diz "perceber" a decisão de não recorrer tomada pela SAD portista, dada a irrelevância dos seis pontos perdidos. Até porque "ficou provado que o recurso do presidente aproveitava ao clube".

Para o tricampeão português, este acórdão pode ser o salvo-conduto que faltava, dado estar ainda no ar a possibilidade de uma futura exclusão da Champions. O TAS fica pelo menos comprometido com esta decisão, que terá forçosamente reflexos em hipotéticos recursos, mas o mais certo é que a UEFA retire, ou substitua, a alínea d) do ponto 1.04 dos regulamentos da Liga dos Campeões e da Taça UEFA. E uma nova redacção que possa afectar o FC Porto atingirá também Milan, Juventus, Fiorentina, Marselha, etc, etc.

E agora a parte mais engracada no meio disto tudo:

Para além das custas do processo, que o TAS já endereçara a Benfica, Guimarães e UEFA na sentença resumida de 15 de Julho, cada um deles terá de pagar ao FC Porto dez mil euros para ajudar às deslocações e emolumentos dos advogados.

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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Outra vez a Justiça...

O ex-director-executivo da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e assessor jurídico do FC Porto, José Guilherme Aguiar, manifestou-se hoje "surpreendido" com o parecer de Freitas do Amaral, que rotulou de "fantasioso".

José Guilherme Aguiar, embora "desconheça o conteúdo do parecer", considerou que a argumentação de Freitas do Amaral deve ser muito "fantasiosa", pelo facto de "dar como validada uma reunião contra a posição do presidente". "Não conheço a construção do parecer, mas, a partir de agora, a figura do presidente será meramente de corpo presente para gerir, porque qualquer pessoa a seu bel-prazer poderá continuar as reuniões", referiu.

Ainda de acordo com José Guilherme Aguiar, jurista e vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, "o parecer vem dar legitimidade a um grupo de conselheiros que decidiu reunir" contra o presidente. "Não gostaria de ser presidente de nenhum órgão", referiu Guilherme Aguiar, considerando que quem desempenha essas funções passa a ser "um mero coordenador" e "esta situação é válida para federações, associações, câmaras ou qualquer outra estrutura".

José Guilherme Aguiar manifestou-se "surpreendido" com o parecer de Freitas do Amaral e classificou-o de "regresso ao período revolucionário". "Estamos sempre a descobrir novos rumos e os livros que lemos devem estar sempre a ser mudados", adiantou. O jurista considera que o parecer divulgado hoje, que confere legitimidade às ratificações dos castigos aplicados ao Boavista e ao presidente do FC Porto, Pinto da Costa, "vale o que vale", mas de certeza que vai gerar muita polémica".

O jurista Freitas do Amaral avalizou as decisões tomadas na polémica reunião do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de 4 de Julho, que manteve os castigos a Pinto da Costa e ao Boavista, e criticou o presidente daquele órgão, em parecer encomendado pela FPF e tornado hoje público. Em 4 de Julho, cinco membros do CJ confirmaram as penas de descida de divisão ao Boavista, por coacção sobre árbitros, e de suspensão por dois anos de Pinto da Costa, por tentativa de corrupção, embora António Gonçalves Pereira considere a reunião inválida por a ter encerrado horas antes.

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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Benfica goleado na Justiça

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa deu provimento às duas providências cautelares apresentadas pelo presidente do Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), suspendendo a eficácia das decisões tomadas na reunião em que participaram apenas cinco conselheiros.

A decisão foi no mesmo sentido de uma outra providência cautelar apresentada pelo Boavista, cuja aceitação já tinha suspenso a deliberação de despromover os axadrezados à Liga de Honra e de suspender o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, por dois anos. "O juiz recebeu as duas providências e já ordenou a citação dos interessados, a Federação, Liga e os cinco colegas conselheiros", disse Gonçalves Pereira, acrescentando que "aquelas ditas decisões estão rigorosamente suspensas".

Gonçalves Pereira referiu que "as únicas deliberações do CJ que existem são aquelas que constam da primeira reunião, que terminou ao final da tarde" sem decisões relativas aos recursos do processo ‘Apito Final’, apresentados por Boavista e Pinto da Costa. A 4 de Julho, Gonçalves Pereira deu por encerrada a reunião do CJ, na qual deviam ser analisados os recursos, depois da contestação de vários conselheiros ao despacho de impedimento que visava inviabilizar a participação do vogal João Abreu na apreciação do recurso de Pinto da Costa. Mas, após a saída de Gonçalves Pereira e do vice-presidente, cinco membros do CJ confirmaram as penas de descida de divisão do Boavista, por coacção a árbitros, e de suspensão de dois anos ao presidente do FC Porto, por tentativa de corrupção, decididas pela Comissão Disciplinar (CD) da Liga de clubes. Gonçalves Pereira considerou então que as decisões proferidas pelos cinco membros do CJ, num acto a que chamou "encontro de conselheiros", carecem de fundamento legal, tendo entregue as duas providências cautelares a 9 de Julho.

Tanto a FPF como Liga de Clubes, a partir do momento em que forem notificadas, terão de adoptar todas as medidas, com urgência, de forma a suspender todas as decisões, embora o provimento às providências cautelares já exerça esse efeito. A Direcção da FPF, que ainda não homologou os dois campeonatos profissionais, abriu um processo de averiguações ao sucedido na reunião do CJ e contratou o especialista em Direito Administrativo Diogo Freitas do Amaral para o conduzir, devendo as conclusões ser apresentadas ainda esta semana. As partes citadas nas duas providências cautelares têm 10 dias para apresentar contestação.

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terça-feira, 15 de julho de 2008

Benfiquistas: Porque não se calam? Não tem Vergonha nesta cara?

A reacção do Benfica à decisão do Tribunal Arbitral do desporto (TAS) em não dar seguimento ao recurso apresentado sobre a participação do FC Porto na Liga dos Campeões é de descontentamento. O clube "encarnado" não poupa críticas à UEFA por haver - defende - contradições dos seus responsáveis, e ainda acredita que o Porto será afastado daquela prova europeia. O Benfica fala mesmo em contradição dos estatutos por parte da UEFA e acusa o organismo de futebol de não valorizar devidamente as decisões de "dois orgãos jurisdicionais portugueses".

E agora para se calarem de uma vez:

João Nogueira da Rocha, advogado do Sindicato de Jogadores e árbitro no Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), considerou hoje, em declarações à RTP, que a decisão tomada por aquele órgão de justiça “é definitiva”. “Não conhecemos a motivação da decisão. As decisões da UEFA não seriam ilegais e manteve as decisões objecto de recurso, mantendo o FC Porto na Liga dos Campeões. O que se passar ao nível nacional, no Conselho de Justiça, não tem qualquer relevância directa nesta decisão. Foi tomada, será comunicada às partes no s próximos dias e é definitiva”, garantiu.

Pelos vistos a Direcção do Benfica e o seu Departamento Jurídico ainda acreditam no Pai Natal, no Papão, na Fada dos Dentes, etc... E andam as árvores a produzir oxigénio para esta gente.

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Benfiquistas: CALEM-SE!!!!

O Tribunal Arbitral do Desporto(TAS) decidiu manter o FC Porto na Liga dos Campeões de futebol, recusando os recursos de Benfica e Vitória de Guimarães contra a decisão da Comissão de Disciplina da UEFA, anunciou hoje o organismo.

"Os recursos do Benfica e Vitória de Guimarães, apresentados no dia 26 de Junho contra a decisão da Comissão de Apelo da UEFA, a 13 de Junho, foram recusados", anunciou o TAS num comunicado publicado na sua página oficial na Internet, indicando que revelará mais tarde a fundamentação da decisão.

Os "encarnados" e os vimaranenses avançaram com os recursos depois daquela comissão do organismo que rege o futebol europeu ter anulado uma primeira decisão da sua Comissão de Disciplina em afastar os "dragões" da Liga dos Campeões por terem sido punidos pela Comissão Disciplinar da Liga portuguesa no caso Apito Final.

Benfica e Vitória de Guimarães esperavam uma parecer favorável do TAS de modo a manter a primeira decisão tomada pela UEFA que excluía o FC Porto da Liga dos Campeões 2008/09.

Nas alegações finais, os advogados dos dois clubes terão incluído o sucedido na última reunião do Conselho de Justiça da Federação portuguesa, em que, depois de uma sessão atribulada, e sem o presidente vice-presidente presentes, cinco conselheiros mantiveram o castigo de dois anos de suspensão aplicado pela Comissão Disciplinar da Liga ao presidente do FC Porto, Pinto da Costa.

Fonte: Lusa

E agora algumas reacções dos adeptos do clube da "Gaivota" que se encontram por esta Blogosfera fora:

Glorioso: "Corrupção acima de tudo, neste pais só assim se ganha e se enriquece...É no futebol co bimbo da costa, é na politica... Este país é uma vergonha sinceramente...."

bum: "quando tivermos a caminho da conquista da UEFA estão voces no sofa a ver na tv pois ficaram em ultimo do grupo,depois falamos"

Spartacus: "Se o Benfica financiasse as Claques como faz o Futebol Corrupto do Porto, o Sr. Gonçalves Pereira (Conhecido em Gondomar como o 6%), já tinha levado um arrial de porrada e não estavamos a viver esta palhaçada. Esse Sr. armou grande confusão no CJ da FPF e a UEFA nem ninguem acredita na Justiça Portuguesa. Por isso o melhor é fazer a justiça a moda de FAFE. E meter esses Corruptos nos eixos."

Côdeas : "A verdade indesmentível! Parece mentira, mas é verdade! Os corruptos vencem sempre! Viva a Aldrabice! Até dá a ideia que neste campeonatozito português só é campeão quem o FCP deixa. De vez enquando lá ganha outro clube um campeonato de 5 em 5 anos, que é para não parecer muito mal! Côdeas"

águia_livre : "É revoltante tanta promiscuidade e falta de vergonha que grassa no deposto nacional, internacional, inclusive a nível da Uefa.E lá vamos nós jogar - e ganhar - a taça Uefa.Espero que as coisas na próxima época sejam diferentes para melhor e saibamos ser fortes para não voltar a ficar num desonroso 4.º lugar."

E agora um raro lapso de inteligência no Mundo Avermelhado (coisa muito rara mesmo, e quando aparece normalmente os seus colegas de Clube "matam-no" á nascença):

Rui Pinho: "De qualquer maneira, ÓPTIMO!Ao menos acaba esse circo.É esquecer isso de vez, independentemente de nos sentirmos ou não injustiçados.Se forem inteligentes, passam a dedicar-se ao que realmente interessa, dotar o Benfica de uma organização competente, balneário fechado, grupo coeso, e alguns ajustes no plantel.E não venham com o paleio de que "ai e tal, contra a fruta..." porque com fruta ou sem ela, se não tivermos tudo o que mencionei e mais alguma coisa, não vamos a lado nenhum. Cumprimentos,Benfica Sempre!"

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As duas Caras da Moeda

COMO REAGIU O BENFICA: " CRITICO "

Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD do Benfica, criticou esta segunda-feira a UEFA pelo comportamento relativo ao Apito Final. O dirigente encarnado falou à TVI à saída da reunião do Tribunal Arbitral do Desporto, em Lausana, na Suíça. Uma reunião que demorou mais de sete horas e que amanhã decidirá sobre os recursos apresentados pelo Benfica e V. Guimarães.

COMO REAGIU O VITÓRIA: " OPTIMISTA "

Gama Lobo, advogado do V. Guimarães, considerou à saída do Tribunal Arbitral do Desporto, em Lausana, na Suíça, que a reunião tinha «corrido bem». «Estou optimista, claro que sim», disse o responsável jurídico do clube vimaranense, depois de ter exposto os argumentos que levaram o V. Guimarães a recorrer para o TAS da decisão da UEFA de permitir que o F.C. Porto possa competir na Liga dos Campeões da próxima época.

CONCLUSÕES:

Será que estes senhores estiveram na mesma reunião ???Ou será que um deles não percebe Inglês ???

Será que um esteve a dormir e outro acordado ???Ou será que a Uefa não se soube explicar ???

Amanhã saberemos o desfecho deste romance... Tenho cá para mim que se a razão for dada ao Porto, como de direito, o Benfica ainda vai querer o Luis Filipe e Nuno Assis de volta e o Abutre Mor volta a denunciar o Guimarães de " resultados viciados ".

Post da autoria de Borges in Futebolar

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

O Governo tem de intervir

O deputado do PSD Ribeiro Cristóvão garante não se recordar de uma situação tão complicada no futebol português como a que se vive neste momento após a última reunião do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol.

“Não me lembro. O futebol português já passou por situações muito complicadas ao longo destes 20, 30 anos. Já tivemos de tudo, o futebol tem sido um mau exemplo, mas, em relação ao que está a acontecer agora, não encontro paralelo”, referiu o antigo jornalista desportiva da Rádio Renascença.

Ribeiro Cristóvão “estranha” o silêncio do Governo e recorda que o Estado tem o dever e a responsabilidade de fiscalizar as entidades com utilidade pública desportiva, como é o caso da FPF, até porque a presente situação “desprestigia” internacionalmente o país. “Estranhamos que o Governo ainda não tenha manifestado qualquer posição. Esperamos que o faça no mais curto espaço de tempo, porque o que se está a passar no futebol português desprestigia-nos internacionalmente”, referiu, acrescentando: “O Conselho de Justiça faz parte de um órgão chamado Federação, que tem utilidade pública, e, como detentor dessa utilidade pública, tem de ser fiscalizado e tutelado pelo Governo”.

Interrogado se o Governo deveria precisamente agitar com a possibilidade de retirada da Utilidade Pública à FPF, Ribeiro Cristóvão preferiu uma posição mais prudente. “Não vamos tão longe, mas entendemos que o Governo tem de actuar. O Governo até agora não o fez, tem estado mudo e quedo em relação a todas as situações que se têm passado”, disse.

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quinta-feira, 10 de julho de 2008

A acta dos 5 "Zorros" do CJ

Para perceber todos os passos, impõe-se desde já esclarecer que, na reunião que o presidente do CJ declarou fechada às 17h55, tinha sido declarado por si o impedimento do conselheiro João Abreu, não aceite por este, e havia sido feita uma proposta pelo conselheiro Álvaro Batista para a abertura de processo disciplinar e suspensão de Gonçalves Pereira, por voto secreto, acto em que o proponente e o dirigente em causa não participariam. A célebre acta número 20 dá então os seguintes passos:

1. Os cinco conselheiros consideram nulo o acto de encerramento da reunião por Gonçalves Pereira e acham que a mesma deve continuar.

2- Porque também não está presente o vice-presidente, Elísio Costa Amorim (ausentara-se com o presidente), é proposto, para presidente, Mendes Silva. Este declina, por estar indisposto, alega. Por consenso, a presidência é entregue a Álvaro Batista.

3. Conselheiros deliberam por unanimidade que, para o caso de não ser considerada nula a decisão de terminar a reunião, seja esta revogada.

4. É posto à votação processo disciplinar e suspensão preventiva do presidente. Sai da sala o autor da proposta e presidente em exercício, Álvaro Batista, e passa a exercer a função o conselheiro Eduardo Santos Pereira. Em voto secreto, a proposta obtém 3 votos a favor e um nulo.

5. Regressa à sala e reassume a presidência Álvaro Batista. Por unanimidade, decidem os cinco participar, ao presidente da AG e ao presidente da FPF, a decisão tomada.

6. Conselheiros apreciam recurso de João Abreu, considerado, na reunião até às 17h55, impedido pelo presidente. Por unanimidade, é revogado o despacho de Gonçalves Pereira.

7. Decidem os cinco não analisar o incidente de suspeição lançado sobre o presidente pelo Paços de Ferreira, por inutilidade.

8. Passam de seguida à apreciação dos casos que estavam em tabela e que não haviam sido tratados até às 17h55.

As decisões:

Recurso do Boavista sobre Benfica/ Boavista - improcedente, por unanimidade.

Recurso de Boavista e João Loureiro sobre Boavista-Académica - improcedente, por 4-1, com voto contra de Mendes da Silva.

Recurso de Boavista e João Loureiro sobre Belenenses-Boavista - não foi votado por falta do relator.

Recurso de Pinto da Costa , Jacinto Paixão, José Chilrito e Manuel Quadrado (FC Porto-Estrela, o chamado "caso da fruta") - improcedente, por 4-1, voto contra de Mendes da Silva.

Provimento parcial do recurso de Jacinto Paixão.

Recurso de Pinto da Costa e Augusto Duarte (Beira-Mar-FC Porto) - improcedente, por 4-1, com voto contra de Mendes da Silva.

Não foi analisado recurso de Martins dos Santos pelo adiantado da hora.

A acta foi assinada pelos cinco conselheiros (Mendes da Silva, Álvaro Batista, Eduardo Santos Pereira, José Salema dos Reis e João Abreu) e ainda por João Leal, o secretário que também tinha assinado a acta a dar encerrados os trabalhos às 17h55.

P.S.: Pus a vermelho as partes que achei mais "justas" e os actos que foram os mais "correctos" do ponto de vista da Moral e da Boa Fé. Os Comentários ficam para os leitores.

Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Isto não tem fim á vista...

Nessa madrugada, cinco membros do CJ confirmaram as penas de descida de divisão do Boavista, por coacção sobre árbitros, e de suspensão de dois anos ao presidente do FC Porto, Pinto da Costa, por tentativa de corrupção, decretadas em primeira instância pela Comissão Disciplinar (CD) da Liga de clubes no âmbito do processo Apito Final.

No entanto, o presidente do CJ, António Gonçalves Pereira, - que sempre que falou em decisões tomadas na madrugada colocou-as entre aspas - tinha dado por encerrado o encontro cerca das 18 horas de sexta-feira, depois da contestação de vários conselheiros ao despacho de impedimento por si exarado, que visava impossibilitar a participação do vogal João Abreu nos recursos de Pinto da Costa.

O presidente do CJ, que entregou as providências no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto (TAF), explicou que os requeridos nas providências cautelares são a FPF, os cinco conselheiros do CJ que “participaram no encontro” e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP). Gonçalves Pereira alega que as decisões proferidas pelos cinco membros do CJ carecem de fundamento legal e que são “flagrantemente ilegais, inexistentes ou, pelo menos, nulas”.

Considerando, no comunicado de três páginas lido à comunicação social, que as decisões não são válidas, já que a reunião dos conselheiros foi apenas o “simulacro de continuação da reunião”. “Já pedi ao presidente da Assembleia-Geral da FPF (Mesquita Machado), a destituição dos cinco membros”, afirmou. O causídico explicou não ter havido qualquer decisão válida sobre os recursos do Boavista e do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, e afirmou lamentar “tudo o que se está a passar, que afecta até o prestígio do País, e das instituições do nosso futebol a nível internacional, designadamente junto da própria UEFA”. “Se tal acontecesse (as decisões de descida do Boavista e sanção a Pinto da Costa), gerar-se-ia graves prejuízos de difícil reparação, quer para mim enquanto legítimo presidente do CJ da FPF, quer também para terceiros quer são visados nas decisões ilegais, a que ninguém de uma forma séria pode atribuir efeitos jurídicos”.

António Gonçalves Pereira pretende que o TAF decida rapidamente, considerando-se ainda um alvo a abater. “Parece ser óbvio, mas só acredito que seja um alvo a abater por aqueles que não querem que a legalidade seja levada até ao fim. Não me sinto envergonhado pelo que aconteceu na sexta-feira, mas penso que a imagem do CJ saiu lesada”, avançou.

Optando por não entrar em questões de guerra “Norte-Sul” ou FC Porto-Benfica, como defendeu hoje o presidente da AG da LPFP, Valentim Loureiro, o presidente do CJ elogiou ainda Freitas do Amaral, escolhido para liderar o processo de averiguações a levar a cabo a pedido da direcção da FPF. “Tem um percurso de vida e de dignidade que aprendi a respeitar. Não tenho dúvidas que irá ter uma opinião consentânea com outros, como Marcelo Rebelo de Sousa”, disse Gonçalves Pereira, aludindo ao facto desse jurista ter considerada inválida a decisão de reunião dos cinco conselheiros.
Este caso parece um abismo sem Fim á vista e mais uma vez o Futebol Português vai iniciar a sua época com mais uma polémica... Vamos a ver se a UEFA não usa a sua mão pesada nos clubes Portugueses.

Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Assobiar para o ar

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai abrir um processo de averiguação dos factos ocorridos na reunião de sexta-feira do Conselho de Justiça do organismo. O processo vai ser dirigido por "alguém estranho, para garantir a completa independência e transparência do processo", disse o presidente da FPF Gilberto Madail.

Entretanto, as sentenças, suspensão por dois anos do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, e a descida à Liga de Honra do Boavista, transitam em julgado, o que significa que são para cumprir, com efeitos que, neste momento, se avaliam como pesados. Os clubes, FC Porto e Boavista vão ser notificados. A decisão será comunicada à UEFA que, a partir da condenação de Pinto da Costa por tentativa de corrupção, arrastando o FC Porto, poderá impedir a participação do clube na Liga dos Campeões.

Se a conclusão a que chegar “alguém estranho” à FPF de que a reunião do seu Conselho de Justiça está ferida de ilegalidade, que se está perante uma situação “inaceitável”, como disse Gilberto Madail, será praticamente impossível emendar o erro de consequências pesadíssimas quer em termos desportivos quer económicos, para o clube.

A FPF para já, demarca-se de tudo quanto se passou na sexta-feira, declinou qualquer responsabilidade no sucedido e, assim, lava as mãos. Quem provocou o incidente, de forma ligeira, tanto mais que o processo contra Pinto da Costa por tentativa de corrupção do árbitro (Caso da Fruta) em vésperas do jogo FC Porto-Estrela da Amadora, na época de 2003/2004, foi mandado arquivar, já duas vezes, por falta de provas, baseado em “falsos testemunhos” de Carolina Salgado, que está a contas com um processo de averiguações, assobia para o lado e vai deitar-se de consciência tranquila e convicto de que cumpriu o dever. O caso, contudo, não morre aqui, dado que os clubes, e também Pinto da Costa, deverão recorrer para o tribunal Administrativo.

Fonte: OJOGO

Imaginemos agora que o Tribunal Administrativo dá razão ao Boavista e a Pinto da Costa ou intenta uma Providência Cautelar que suspende esta decisão do Conselho de Justiça da FPF, mas entretanto e como o tempo não para e estas coisas da Justiça são demoradas o Boavista já disputou algumas jornadas da Liga de Honra e o FC Porto já está fora das competições europeias...

Que fazer? Vão dizer: "... será praticamente impossível emendar o erro de consequências pesadíssimas quer em termos desportivos quer económicos, para o clube.".

Como diria a minha Avó: "Ide-vos quilhar".

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Decisões do Conselho de Justiça retidas

E o Apito Final volta a estar entupido, com tudo a ficar congelado, pelo menos, até ao fim da reunião de segunda-feira, pelas 11 horas, convocada de emergência por Gilberto Madail para terminar o impasse que há no Conselho de Justiça.

Preocupado com as decisões controversas, em sede do CJ, com a efectivação de duas reuniões, Gilberto Madail não perdeu tempo e, hoje de manhã, vai tentar encontrar a melhor solução para tão delicado caso, tal como o JN antecipara na edição de ontem. Como se trata de uma questão muito importante, quer ouvir o parecer dos pares de Direcção e, depois, decidir em conformidade.

Para já, todas as deliberações tomadas, na segunda reunião do CJ - ocorrida, recorde-se, na ausência do presidente e do vice-presidente -, estão retidas. Assim, nenhuma das notificações seguiu para os interessados, particularmente as relativas ao Boavista SAD e a Pinto da Costa, presidente do F. C. Porto, punidos, respectivamente, com despromoção e suspensão de dois anos.
Relembre-se que o CJ, na primeira reunião da passada sexta-feira, com todos os sete membros presentes, nada tinha decidido sobre esses processos, enquanto, na segunda, com cinco elementos, deliberou confirmar a sentença da Comissão Disciplinar da Liga, em primeira instância.

A reunião de hoje deverá contar com todos os membros da Direcção, pois apenas um, por se encontrar incontactável, ainda não tinha confirmado a presença.

Na mesa, irão estar várias propostas. Numa delas, defende-se a queda do CJ, dado que, a partir de sexta-feira, não existirão mais condições objectivas de funcionamento, face à fractura e clivagem existentes no seu seio. Para tal, terão de se demitir, no mínimo, quatro dos sete membros. Se tal se verificar - e uma resistência a esta solicitação será entendida como havendo interesses inconfessáveis por trás... -, terão de se convocar novas eleições.

Esta "solução" exige, porém, uma análise jurídica ponderada, porquanto o arrastar do processo pode inviabilizar o início de época. Sendo assim, há quem perfilhe a hipótese de as decisões em suspenso e a sua execução serem transferidas para a próxima época, até porque os factos em juízo tiveram lugar há quatro anos. Nesse contexto, Cerqueira Alves, representante da A. F. Braga na Direcção, vai ter uma acção determinante, pois trata-se de um jurista experimentado. Isto, obviamente, se as decisões da segunda reunião do CJ forem consideradas ilegítimas. Sobre essa matéria, ontem à noite, na RTP1, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "não são válidas porque o órgão não estava a funcionar legalmente". "O presidente do CJ tem razão, pois tem poder para declarar um impedimento, bem ou mal, e este tem de o acatar, não podendo haver recurso para o plenário do CJ", acentuou, sublinhando que "não se justifica" uma eventual demissão do CJ.

Em função do referido congelamento, será o Boavista que irá figurar, ainda que de modo condicionado, no sorteio de hoje, às 18.15 horas, no edifício da Alfândega do Porto, tal como o JN noticiara ontem.

Mesmo assim, o presidente do Paços de Ferreira, Fernando Sequeira, confirmou ao JN a presença no evento, pelo que se vai encontrar, cara a cara, com o do Boavista, Álvaro Braga Junior, no momento algo desavindos.

Fonte: Jornal de Notícias

E é isto a Juatiça Desportiva em Portugal... 5 Juristas dizem que agiram bem, os outros dois dizem que agiram bem também e que os outros é que agiram mal, troca de insultos, o Advogado do Benfica vem á Televisão aclamar por Vitória, a Comunicação Social desinforma e quem sofre no meio disto tudo é o simples adepto...

E ainda há quem diga que o Desporto é que deve resolver estes problemas sozinho... Nota-se que tem mesmo muita gente idónea e capaz para isto, começando nos 5 Conselheiros e acabando no buraco negro que é a Justiça Desportiva em Portugal.

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Faço 10 perguntas aos Portugueses



1ª- O FC Porto nos últimos 20, 30 anos tem sido o clube mais representativo de Portugal, então porque não sentem orgulho nisto?

2º- Porque razão querem destruir um FC Porto que tantas alegrias têm dado a este pequeno bocado de terra á beira-mar que é o nosso Portugal?

3ª- Os melhores jogadores da Selecção Nacional tem sido formados e lançados pelo FC Porto. Porque não reconhecem isto?

4ª- Até quando vão durar estes jogos de poder poucos transparentes dentro dos Órgãos que regem o futebol Português para destruir por completo o FC Porto?

5º- Será um crime admitir que a organização do FC Porto é única a nível nacional?

6º- O FC Porto foi á final da Taça das Taças em 1984, á Final das Liga dos Campeões em 1987 e 2004, á final da Taça UEFA em 2003, á final da Taça Intercontinental em 1987 e 2004 á custa do “Sistema” e da Corrupção?

7º- Porque motivo, num País com 10 milhões de habitantes, 6 milhões acordam, passam o dia e adormecem a odiar o FC Porto?

8º- Porque razão dá tanto gozo ao Povo Português ver o seu Tricampeão ser mal visto pela UEFA?

9º. Porque razão só o FC Porto é que é acusado de tudo o que existe de mau no Futebol quando se sabe que outros fizeram coisas bem piores?

10º- Porque este ódio de Morte ao FC Porto? Será porque não conseguem ser melhores? Será inveja? Será frustração?

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domingo, 6 de julho de 2008

Magistrado do TAS dá razão ao Presidente do CJ

A circunstância da decisão do Conselho de Justiça (CJ) ter confirmado o castigo de dois anos de suspensão a Pinto da Costa cria dúvidas quanto às consequências que este facto tem a nível da UEFA.

"É uma situação anómala dado que há uma deliberação sem a presença e à revelia do presidente do órgão supremo da Justiça federativa portuguesa, logo com aspectos novos que carecem de um estudo mais detalhado", referiu ao JN, João Nogueira da Rocha, o representante português no Tribunal Arbitral do Desporto (TAS). Por isso, desconhece se esses factores "anómalos" serão ponderados pela UEFA. Assim, face ao facto de o processo decorrer contra todos os cânones da normalidade jurídica do CJ, é bem provável que o líder dos dragões possa recorrer para os tribunais administrativos,embora o nosso interlocutor refira que, em situações normais, os clubes só o poderem fazer para órgãos jurídicos desportivos. "Há dois tipos de reacções, uma, a de recorrer para o TAS; outra, solicitar a constituição de um tribunal arbitral para julgar o diferendo, já que, em princípio, a decisão do CJ conclui o processo, a nível do edifício jurídico do futebol português", sublinhou.

Uma coisa parece certa para o membro do TAS: este tipo de turbulência e conflitualidade "não abona nada em favor da imagem de credibilidade do nosso futebol."

Fonte: Jornal de Notícias

Chamo a atenção para esta parte: "É uma situação anómala dado que há uma deliberação sem a presença e à revelia do presidente do órgão supremo da Justiça federativa portuguesa, logo com aspectos novos que carecem de um estudo mais detalhado".

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sábado, 5 de julho de 2008

Houve uma ou duas reuniões? Há ou não uma decisão?

O presidente do FC Porto escolheu a ironia para comentar os acontecimentos dentro do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol.

"Houve uma ou duas reuniões? Há ou não uma decisão?" As dúvidas são muitas e Pinto da Costa decidiu-se pela ironia "Tenho de dar razão ao Benfica na exposição que fez à UEFA em dizer que o Concelho de Justiça não tinha credibilidade."O FC Porto quer saber qual a decisão da Federação Portuguesa de Futebol, se validar esta decisão, o presidente dos «Dragões» diz que recorre para o Tribunal Administrativo.

Entretanto em comunicado publicado na página oficial do clube na Internet, o FC Porto não reconhece validade legal às decisões do CJ, que confirmou a suspensão por dois anos a Pinto da Costa, qualificando de "manobra de diversão" a reunião de sexta-feira do órgão federativo, para apreciação os recursos do processo Apito Final. No comunicado, os "dragões" insistem que os recursos de Pinto da Costa "não foram objecto de decisão", dando por correcta a "pauta publicada e afixada na sede da FPF" quando Gonçalves Pereira entendeu abandonar a reunião, às 20:00. O FC Porto manifestou "estranheza pela sucessão de incidentes ocorridos após o encerramento da reunião, às 18:00" e lamentou a forma como o processo foi conduzido.

"A urgência revelada por estes membros do CJ leva a questionar a sua verdadeira motivação, facilmente perceptível, atenta a forma precipitada e atabalhoada com que esta 'manobra de diversão foi artificialmente criada", diz a nota. O comunicado advertiu também que a Administração da SAD do FC Porto "não aceitou, nem aceitará, recados dados em conferências" e que "apenas aceita e cumprirá deliberações tomadas em reuniões regular e legalmente convocadas".

O FC Porto lamentou os "infelizes eventos" da madrugada de hoje, em que o CJ confirmou a suspensão de Pinto da Costa por dois anos, confirmando a decisão da Comissão Disciplinar da Liga de clubes, o que "só vêm reforçar a convicção na estratégia jurídica inicialmente adoptada". A finalizar o comunicado com dez pontos, o FC Porto diz que irá "aguardar serenamente a posição que os órgãos competentes da FPF virão a tomar sobre este imbróglio e que, de uma forma exemplar, identifiquem e punam os seus autores".

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Decisão do CJ é Ilegal e não é Vinculativa

O presidente do Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol, António Gonçalves Pereira, garantiu hoje que as decisões deste órgão quanto aos recursos do Boavista e de Pinto da Costa são inexistentes, por ausência de suporte legal.

“Não existe uma decisão com cunho jurídico. A Lei é clara ao dizer que só o presidente do CJ tem o poder de convocar, dirigir e encerrar as reuniões e esta acabou às 17h5. O que se passou 'a posteriori' foi um mero encontro de pessoas livres que, por acaso, até integram o CJ da FPF, mas, juridicamente, não podemos de forma alguma falar em qualquer reunião CJ”, vincou, em entrevista à RTP.

A Lei, no artigo 9º do Regimento do CJ, diz que a acta tem de ser assinada pelo presidente e pelo secretário do órgão (João Leal) e foi isso que aconteceu. Logo a seguir à reunião foi afixada a tabela com todas as decisões que foram tomadas e as que não o foram. E, quanto a estas que estão em causa, não houve qualquer deliberação”, garantiu. E considerou que “o que se passou posteriormente, num encontro informal depois de um jantar, é totalmente à revelia dos mais elementares princípios de justiça e natureza ética”. “Em relação aos recursos do Boavista e de Jorge Nuno Pinto da Costa diz a tabela, escrita com a minha letra, ‘não decidido’”, reforçou. António Gonçalves Pereira justificou o fim da reunião do CJ por considerar “não existirem condições para deliberar objectiva e imparcialmente”.

“Ao abrigo da alínea B do artigo 9º do Regimento do CJ entendi não poder prosseguir a reunião, declarando-a encerrada, ficando sem efeito a discussão e votação dos demais pontos”, frisou.

Para ler a notícia na íntegra clicar aqui.

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