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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Com papas e bolos, se enganam os tolos

Não me vou estender muito sobre a recente “polémica” (vamos chamar-lhe assim) que uma certa imprensa resolveu criar em torno de Oliver Torres. E não o vou fazer porque já diz o Povo que com papas e bolos, se enganam os tolos.

É preciso ser-se mesmo muito distraído – e mesquinho também - para se andar na Praça Pública a berrar aqui-d’el-rei que o Futebol Clube do Porto vai ser “obrigado” a adquirir o passe do atleta Oliver Torres pelo preço x.

Esta gente sabe muito bem que o empréstimo do dito jogador já tinha sido negociado e moldado entre FC Porto e Atlético de Madrid nos termos que têm sido apresentados recentemente na Praça Pública. Tal foi amplamente divulgado e nem é preciso uma investigação a fundo para se dar com a coisa.

O cerne da questão é que um ponto de diferença para o segundo classificado incomoda muita gente. E esta mesma gente sabe muito bem que o “mais grande e arredores” não é assim tão grande sempre que um seu adversário resolve jogar à bola. Que o digam Boavista FC e Vitória FC, se bem que os axadrezados até que poderiam ter feito o mesmo que os sadinos não tivesse havido a habitual inclinação.

Daí a extrema necessidade de se criar este berreiro em torno de uma não notícia…

Ainda se a coisa se ficasse pelo valor a pagar pelo passe do atleta, eu era como outro porque nestas coisas do futebol há sempre uma enorme carga de emoção na análise de coisas sérias. Mas não é este o foco principal desta gente e de quem alinha nestas tretas.

Por isto siga a rusga. Há um jogo de elevada dificuldade para vencer em Guimarães pois o Futebol Clube do Porto não tem – nem quer ter - direito às tais inclinações.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Falemos de Laurent Depoitre

Todas as vezes que o Futebol Clube do Porto tem um jogo menos conseguido eis que surgem logo uma quantidade de pessoas a clamar por Depoitre.

Porquê raio o treinador não colocou Depoitre em campo?

Porquê razão não se apostou no famoso “chuveirinho”?

A resposta a estas questões é simples. Demasiado simples. É tão simples que até fico com a impressão (se calhar errada) de que quem vem para a praça pública com tais perguntas o faz por manifesta má vontade.

Ora bem. A famosa táctica do “chuveirinho” é algo que agrada imenso aos adeptos. E é algo que - bem aplicada - resulta e faz com que a equipa dê a volta a um resultado negativo. Rui Vitória na época anterior recorreu várias vezes ao “chuveirinho” com algum sucesso. Mas, repito, para que o “chuveirinho” funcione é necessário que este seja bem aplicado, senão de outra forma vamos ter uma equipa a “despejar” bolas na área e a outra equipa a enviar as ditas para longe da sua área.

É aqui que “a porca torce o rabo” no que ao Futebol Clube do Porto diz respeito. Não se espere que o belga Depoitre tenha a capacidade de fazer aquilo que Raúl Jiménez fez no SL Benfica na época transacta.

O belga é um jogador um tanto ou quanto lento. É alto mas tem um mau jogo de cabeça. Em termos posicionais não é dos melhores. O seu remate é “fraquito”. Tal como o seu domínio de bola. Em suma, Depoitre é um atleta cujo estilo de jogo se assemelha muito ao de Éder. Ou seja; Depoitre é aquele tipo de jogador forte fisicamente que joga muito bem em tabelas de costas voltadas para a baliza adversária.

Depoitre não é, portanto, o tipo de jogador que resolve os jogos complicados do Futebol Clube do Porto. Não estou com isto a dizer que Depoitre não possa vir a fazer (como já fez) o golo da vitória nos jogos complicados, mas este não é (nem nunca será) a tal solução milagrosa que eu leio e ouço por aí.

É muito por isto que estou em crer que muitos dos comentários sobre Depoitre só têm um único objectivo: denegrir o treinador.

Já se me vierem falar de Depoitre como tendo sido uma má contratação e que Gonçalo Paciência era capaz de fazer melhor figura eu sou como outro… Mas não é isto que leio e pelos vistos não é isto que vou ler nunca dado que me parece que há muito mais gente interessada em prolongar o estado de coisas no FC Porto do que em fazer o possível para melhorar o dito estado.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Fugas de Capitais e Outras que Tais

Parte I
 
A investigação que um consórcio de jornalista de que fazem parte o Expresso e o jornal espanhol El Mundo trouxe à luz do dia é baseada na ocultação de importâncias recebidas pelos grandes craques de futebol mundiais, recolhidas do site Football Leaks. Embora o assunto esteja já muito divulgado resolvi fazer um apanhado dos principais jornais que publicaram essas notícias.
 
A trama é muito fácil de entender mas muito difícil de desmontar. Como é conhecido os futebolistas tem normalmente contratos com os clubes baseados no seu desempenho que começa pelo prémio de assinatura, depois o salário mensal, prémios por objetivos desportivos, e cláusulas que não são conhecidas, tais como, percentagens em eventuais transferências para outros clubes, cláusulas de rescisão, etc. Paralelamente existem os chamados “direitos de imagem” dos quais, por vezes, o clube fica com uma parte, e outros, que revertem apenas a favor do atleta como publicidade a produtos, marcas, etc.
 
Será nestes últimos que pode haver marosca. Como os valores são apenas do conhecimento dos patrocinadores e do jogador, este poderá indicar como e para onde as importâncias serão encaminhadas. O recurso normalmente utilizado é o envio dos valores para países onde o jogador possua morada fiscal e cuja taxa a tributar pelo fisco seja menor do que o local onde presta a sua atividade. Por exemplo Ronaldo quando jogava no Reino Unido poderia ter morada noutro país onde o fisco cobrasse menos. Digamos que este processo é legal e utilizado por empresários como Jerónimo Martins, Belmiro de Azevedo etc. com a abertura de empresas em países com menor carga fiscal. 
O Ministério das Finanças espanhol (Hacienda) abriu uma investigação, que ainda está em curso, para apurar possíveis irregularidades de Cristiano Ronaldo nas suas declarações do Imposto sobre o Rendimento de Não Residentes (IRNR) relativas aos anos 2011, 2012 e 2013 por terem detetado um esquema empresarial com passagem nas Caraíbas, na Irlanda, e em contas bancárias na Suíça desde 2009 os rendimentos provenientes da publicidade prestada pelo jogador a várias marcas. 
 
Como sabemos para usufruir do benefício dos impostos fora do seu domicílio normal com o estatuto de Não Residente é necessário que o contribuinte tenha residência efetiva nesse país, doutro modo, o local de pagamentos dos seus impostos deve ser feito onde exerce a sua atividade profissional. Segundo a mesma fonte, e ao todo, de 2009 a 2014, Ronaldo teria recebido €74,8 milhões pelos seus direitos de imagem como jogador do Real Madrid e também já teria recebido adiantados €75 milhões para o período 2015 a 2020, mas só na declaração de rendimentos de 2014 é que mencionou este bolo.
 
A investigação jornalística remonta a factos ocorridos a 20 de dezembro de 2008, quando Cristiano Ronaldo ainda jogador do Manchester United assinou um contrato com a Tollin Associates Limited — uma empresa registada nas Ilhas Virgens Britânicas. A Tollin ficaria depositária dos direitos de imagem e o atleta seria o recetor de todos os rendimentos recebidos pela sociedade, à exceção de 20 mil euros anuais e possíveis gastos operacionais. Também a comissão de Jorge Mendes não seria aqui contabilizada.
 
No entanto, a Tollin acabaria por transferir esses direitos de imagem para empresas com ligações a Jorge Mendes: a Multisports & Image Management (MIM), que por sua vez já tinha uma colaboração com a Polaris Sports, também controlada por Jorge Mendes. Ambas as sociedades têm sede em Dublin, na Irlanda e as duas seriam as responsáveis por negociar os acordos publicitários do jogador.
 
Desta forma, e de acordo com a investigação da European Investigative Collaborations, o dinheiro dessas campanhas seguia um caminho onde a meio (entre a Irlanda e as Caraíbas) se perdia o rasto de modo a explorar as vantagens fiscais para a MIM.
 
Segundo difundiu a plataforma Football Leaks, a Tollin encaixou €74,8 milhões de euros pela exploração dos direitos de imagem do internacional português, que deu a cara por diversas marcas internacionais. Terá tido rendimentos provenientes do estrangeiro (€63,3 milhões) e também de Espanha (€11 milhões). Este último valor seria declarado às autoridades fiscais, mas o restante (o que terá sido auferido nas campanhas fora de Espanha), fez disparar as sirenes no fisco espanhol. Citado pela Spiegel, o especialista de assuntos fiscais Rafael Villena, diz que a situação é clara: “Ronaldo devia ter declarado todo o dinheiro pago à Tollin em cada ano, a começar em 2009 e não apenas em 2014”.

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Na próxima semana será publicada a Parte II desta história
 
Um Bom Natal para todos

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Pensamento da Semana: Ainda Brahimi (e outros assuntos)

retirado do blog SOU PORTISTA COM MUITO ORGULHO
E com isto "arquivo" em definitivo o assunto Brahimi. Agora que cada um retire as suas conclusões. Eu já retirei as minhas e pelos vistos não sou o único a pensar da mesma forma.