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sábado, 5 de agosto de 2017

Pensamento da Semana: "Clube intervencionado" vs Clube mais endividado

A ver seu eu percebo.

O Benfica vai exigir ao Futebol Clube do Porto o pagamento de 50 milhões de euros? Para quê? Para ver se de uma vez por todas contrata o guarda-redes que todos os dias a “imprensa amiga” diz estar a caminho da Luz?

Se for o caso então confesso que tem a sua graça o Clube mais endividado de Portugal necessitar de uma ajuda financeira por parte do tal de “clube intervencionado” (citando novamente a tal de “imprensa amiga”). 

O agosto está a ser um mês lixado para o adepto benfiquista. E o dito ainda agora começou

sábado, 18 de fevereiro de 2017

A tranquilidade do Dragão e a azia do Beirão (aka benfiquista)

imagem retirada de zerozero
Começo pelo que já muita gente (benfiquista entenda-se) tem apelidado de “polémica”. Primeiro, a grande penalidade a favor do Futebol Clube do Porto é clara. Só não aceita tal quem acha que o Jonas a fazer fitas na grande área é grande penalidade clara. Segundo, Yordan Osorio é bem expulso dado que foram três (3) as vezes em que Osorio carregou os jogadores do FC Porto. Por isto ponto final e - citando a malta da Luz - “joguem á bola!”

Quanto ao jogo jogado, Nuno Espirito Santo (NES) apostou na rotação da sua equipa. Um risco é um facto, mas há que ter em atenção que na próxima semana há que medir forças com uma arrogante Juventus e que muitos dos habituais titulares dos azuis e brancos terão de estar na máxima força nesta partida. Até aqui tudo bem. O que não me agradou de todo foi o facto de NES ter cedido à vontade do “Povão” dado que durante a 1.ª parte este colocou a sua equipa a jogar um futebol pausado (parado em muitos momentos) e de passe curto. Resultado? Futebol lateralizado, lento e previsível que “batia” num enorme “muro” Beirão. Para mais a defesa portista teve sempre alguma dificuldade em lidar com a velocidade do único avançado do CD Tondela. Não tivesse o central Osorio cometido falta para grande penalidade e mais tarde sido expulso e não me admirava nada que o empate a zero fosse uma realidade ao intervalo.

Na segunda parte o Tondela do "benfiquista aziado" Pepa foi corajoso e procurou responder à desvantagem. Já NES percebeu que não ia muito longe com a sua táctica do passe curto e apostou naquilo que o “povão” não gosta. E a verdade seja dita que o dito “chutão para a frente” resultou na perfeição. Tiquinho Soares que o diga. Após o grande golo de Rúben Neves veio tranquilidade que permitiu a desejada rotação de alguns dos jogadores azuis e brancos. Isto acompanhado, pois claro, de um natural recuo de toda a equipa do Tondela dado que as boas defesas de Cláudio Ramos começavam a ser manifestamente insuficientes para fazer face ao FC Porto da 2.ª parte.

Daí até ao final da partida foi um avolumar de oportunidades falhadas e de jogadas pouco conseguidas por parte do Futebol Clube do Porto até ter surgido a excelente jogada colectiva que resultou no golo de Diogo Jota.

Portanto, num jogo que o Futebol Clube do Porto acabou por tornar tranquilo há que retirar duas importantes conclusões:

- NES sabe o que faz. Erra como qualquer outro, mas pode-se dizer que o FC Porto tem (finalmente) um Treinador.

- E Rúben Neves não é - nem nunca será - um médio da posição 6. Rúben está mais formatado para jogar na posição 8 dado que tem uma capacidade fantástica de passe e um remate muito bom. Tal ficou (mais uma vez) demonstrado na partida de hoje.

MVP (Most Valuable Player): André André. Num jogo onde o colectivo acabou por ter mais destaque do que o individual, André André deu tudo o que tinha em prol do colectivo. Ao médio portista coube a árdua tarefa de recuperação de bolas e construção de jogo e André André procurou responder ao que lhe foi exigido com muito esforço e espirito de sacrifício.

Chave do Jogo: Apareceu mesmo no arranque da segunda parte do jogo para resolver a contenda a favor dos dragões. O CD Tondela procurou subir no terreno e tal revelou-se fatal dado que Rúben Neves aproveitou para marcar o segundo golo (e que golo) da noite. A partir deste momento o Tondela nunca mais se encontrou e o FC Porto passou a controlar os acontecimentos da partida.

Arbitragem: A forma como tudo começou deu a entender que Luís Ferreira ia seguir o “guião” habitual, mas felizmente o tempo demonstrou que esta leitura estava errada. Bem na marcação da grande penalidade a favor dos azuis e brancos e bem na expulsão do jogador dos beirões. No global Luís Ferreira e a sua equipa realizaram uma arbitragem que pecou por alguma falta de autoridade dado que muitas foram as ocasiões em que os atletas do Tondela usaram e abusaram das faltas grosseiras. Arbitragem positiva sem no entanto ter sido brilhante.

Positivo: Nuno Espírito Santo (NES). Apostou num onze que privilegiou a poupança de alguns dos seus melhores atletas e soube emendar o erro a tempo de vencer por goleada. Venceu o jogo, lidera a Liga NOS e reforçou a confiança do seu plantel.

Negativo: Miguel Layún. Mais uma vez o mexicano não soube aproveitar a oportunidade que lhe foi dada. Mal a atacar e péssimo a cruzar. Layún foi dos piores em campo num jogo tranquilo. Dias melhores virão, mas Layún tem de trabalhar muito mais para isto.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (17/02/2017)

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Repetir a dose e já agora com melhoras

Depois do jogo treino no Dragão ante o CS Marítimo da semana passada, eis que os Dragões vão jogar hoje na Madeira com o mesmo adversário. Mas desta vez o jogo é a sério e conta para o Campeonato, pelo que se espera uma vitória Azul e Branca assim como um jogo bem mais conseguido da parte dos Dragões.
 
O mercado de Janeiro já fez o especial favor de “enfraquecer” um pouco os Maritimistas uma vez que um dos seus goleadores trocou o Funchal poe Lisboa. Heldon é reforço do Sporting CP, mas Derley ainda por lá mora e este Jogador sabe bem o que é marcar muitos golos com a camisola do Marítimo.
 
Para além disto é sabido que no Futebol Clube do Porto ainda existe algum desacerto táctico. A equipa parece muitas vezes perdida em campo e está a aproveitar o mercado de inverno para equilibrar o seu plantel, contudo se esta fraqueza for aproveitada pelo Clube de Almirante Reia pode estar ali um sério problema para o FC Porto e já todos sabemos como o Marítimo adora prejudicar as contas dos Azuis e Brancos ou não fosse o seu Presidente um Benfiquista fanático.
 
Reyes e Licá são as novidades da lista elaborada por Paulo Fonseca para a deslocação ao Estádio dos Barreiros, terreno do Marítimo, marcada para hoje, às 17h15, e a contar para a 17.ª jornada da Liga. ​​
 
Em relação à convocatória para o jogo com o mesmo adversário, da Taça da Liga (3 x 2), saem Fernando e Otamendi.
 
Lista de 18 convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Danilo, Maicon, Quaresma, Josué, Jackson, Quintero, Ghilas, Reyes, Herrera, Varela, Licá, Carlos Eduardo, Mangala, Alex Sandro, Kelvin e Defour.
 
Onze provável (4x2x3x1): Helton, Danilo, Maicon, Otamendi, Alex Sandro, Defour, Josué, Carlos Eduarrdo, Ricardo Quaresma, Varela e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam acompanhar este jogo em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A saída de Hulk.(parte1)

5ª maior transferência de todos os tempos. Acima apenas CR7, Zidane, Kaká e Ibrahimovic. Falamos de 3 jogadores que já foram considerados os Melhores do Mundo (dois deles que serão considerados já dos melhores de todos os tempos). Pois bem, Hulk sai do Porto, da liga portuguesa (não da inglesa, italiana ou espanhola) por 60 milhões de euros numa época de recessão. Este simples facto, por si só, já deveria valer uma notícia e o elogio inequívoco da qualidade do jogador, da capacidade tremenda da estrutura F. C. Porto na detecção e promoção de talento e ainda uma prova mais da enorme capacidade negocial do F. C. Porto que sempre fez escola.
 
Mas não. Não podia ser assim. Obviamente que teriam que aparecer alguns iluminados a mando de outro clube, tentarem desvirtuar o peso dos factos. A estratégia está gasta, mas parece que ainda serve para vender jornais aos adeptos desse clube que tem um presidente que já um dia disse que Mantorras valia 20 milhões de contos, ou que tinha uma equipa maravilha e que seria campeã da Europa… Um clube que vive de ilusões e de poucos títulos nos últimos 20 ou 30 anos.
Apesar de tudo devo confessar que não pensei que esse clube e a imprensa que trabalha em prol dos interesses desse clube, tivessem os seus adeptos/leitores em tão baixa consideração. Uma primeira página de jornal ao dizer que Witsel rendeu o mesmo que Hulk foi ainda mais ridícula que outra 1ª página anterior em que se dizia que o Benfica rejeitara uma proposta de 90 milhões por 3 jogadores (um deles já vendido, outro que nem convocado é e outro que acaba de ter um concorrente de seu nome Lima).
 
De um momento para o outro descobrimos que afinal as transferências não se medem pelo valor que um clube paga para contratar um jogador… Medem-se pelo valor líquido que entra nos cofres do clube. Assim sendo, nessa lógica retorcida, toda a imprensa mundial está enganada. Hulk não foi vendido por 60 milhões mas sim “apenas” por 40 milhões. Afinal o Porto só tinha 85% do passe…Pois se por 85% do passe o Zenit pagou 40 milhões, então como é que anunciaram a aquisição de 100% do passe do jogador? Melhor ainda, como é que o Porto informa a CMVM que o mecanismo de solidariedade e outros encargos ficarão a cargo do Zenit (algo que horas antes já o empresário de Hulk o havia confirmado). E atenção que não é o F. C. Porto que costuma ser constantemente sancionado pela CMVM por falsas informações…
 
É uma prática comum na imprensa do regime. A de esmiuçar as transferências do F. C. Porto para tenter diminuir os méritos das negociações. Afinal descobriram que os empresários recebem 10% de comissão, que existe uma percentagem que é detida por fundos e investidores que têm direito a receber uma fatia do bolo…É engraçado que tenham descoberto isso tudo, mas que ainda não se tenham apercebido que isso acontece em todos os negócios no mundo do futebol. Ou acham que o Manchester United recebeu na totalidade o valor que o Real Madrid pagou por CR7? E os 10% do Jorge Mendes? E o mecanismo de solidariedade?
Porque é que o mesmo jornal, anunciou a venda de Javi Garcia por 20 milhões mais variáveis? Segundo a nova lógica de que o valor da transferência é o que entra nos cofres do clube e fica lá, então deveriam informar os seus leitores que o Benfica já não detinha há algum tempo os 100% do passe do Javi Garcia e como tal desses tais 20 milhões podem logo tirar fora 20%. Para além disso poderiam informar que, como em todas as transferências, o empresário de Javi tem direito aos seus 10% e esses 10% saem do bolo total da transferência. Ou seja, o Benfica recebe e depois tem que distribuir. O City negoceia com o Benfica, acorda um preço, mas depois cabe ao Benfica distribuir o que se destina a terceiros.
 
Mas podemos falar noutros negócios… Fábio Coentrão. Outro excelente negócio… 30 milhões. Acontece que F. Coentrão foi formado no Rio Ave e como tal o Benfica dos 30 teria sempre que retirar uma parte para o Rio Ave, fora isso o passe de Coentrão também não pertencia na totalidade ao Benfica, já tinham sido alienados 20%. Como tal, os 30 milhões nunca entraram nos cofres da Luz. Porque é que não noticiaram o negócio desta forma? Para o Porto as transacções contam-se de uma forma, para o Benfica é de outra forma.
 
O Benfica vive num mundo aparte, um mundo em que não existem mecanismos de solidariedade, comissões de empresários, prémios de assinatura, fundos de investimento etc etc. É quase como jogar um simulador como o Football Manager. O dinheiro entra logo na conta e a pronto. Era tão interessante que se deixassem de hipocrisias. O Porto no negócio de Falcao vendeu o colombiano por 40 milhoes mais variáveis, mas também apenas recebeu líquidos cerca de 20 milhões, um pouco mais. Porque tinha compromissos com terceiros no que diz respeito à realização de uma mais valia e ainda tinha que distribuir as despesas de intermediação e ainda o mecanismo de solidariedade. A diferença é que isso, nós vemos nos jornais, já os do clube da 2ª circular, nada se sabe. E ainda se fala em transparência para aqueles lados…
Por isso não deixa de ter a sua piada, ver o vice-presidente Rui Gomes da Silva tentar colocar em causa o valor da transferência de Hulk quando o F. C. Porto informou de forma clara a CMVM dizendo que apenas detinha 85% do passe e que por isso receberia a verba líquida de 40 milhões de euros e que os restantes encargos ficariam entregues ao Zenit. Já o Benfica informa que recebe o valor da clausula de 40 milhões, mas fica por saber quanto é que detinha do passe do atleta, se tem que pagar algo ao investidor que o auxiliou na aquisição do médio belga e quanto deverá pagar pelo mecanismo de solidariedade. Por estes motivos, de todas as formas, qualquer notícia que tente comparar a venda de Witsel à de Hulk colocando-a no mesmo patamar é mentirosa.
 
Mas entende-se a estratégia. Seria difícil explicar aos benfiquistas que o seu clube ficou com um deserto a meio campo e preferiu gastar 4,5 milhões num avançado de 29 anos em fim de contrato ao invés de contratar um lateral esquerdo…
 
Pior é ver a rede de influência em termos de comunicação que o Benfica tem. Quando vejo a Sic Notícias a colocar imagens de Pinto da Costa a dizer que rejeitou uma proposta de 50 milhões por Hulk e que afinal acabou por vender por 40… Enfim. Ou quem tem o dever de informar é incompetente, ou é mal intencionado e claramente está a dar a notícia que alguém lhe soprou ao ouvido para dar. De qualquer das formas é tratar os telespectadores como burros.
Pinto da Costa em nada se contradisse no que diz respeito à proposta. O F. C. Porto aceitando uma proposta de 50 milhões para o Hulk, tendo em conta que só detém 85% do passe e que 15% do valor seria para o fundo de investimento, ficaria apenas com 30 milhões líquidos. Valor inferior à transferência global de Falcao. Ao vender por 60 milhões, vê entrar o valor líquido de 40 milhões. Pinto da Costa aceitou uma proposta de 60 milhões. O resto terá que ir para quem de direito, mas a proposta aceite é de 60 milhões. Porque caso contrário teria que dizer que LFV também vendeu Witsel por menos que a clausula, porque pelo que já se foi sabendo apenas 26m entrarão nos cofres da Luz, porque tem ainda que pagar o mecanismo de solidariedade e tem ainda mais valia que tem que ser partilhada com o investidor e a percentagem do empresário…Sim porque também já li algures que por ser o valor da clausula o empresário não recebe nada…Lembro apenas quanto ganhou Jose Veiga quando Figo trocou Barcelona por Madrid também pelo valor da multa rescisória…
 
Mas até nisso “A Bola” tentou ser original e inventar uma notícia insólita. É que afinal o Zenit até ia pagar o mecanismo de solidariedade… Como? Então o Zenit não bateu a cláusula segundo informações do Benfica? Se bateu a cláusula não tem que pagar seja o que for a mais ninguém. Isso é problema do Benfica. Seria original um clube bater o valor de uma cláusula mas depois por caridade aceitar ser ele ainda que paga o mecanismo de solidariedade e ainda demais encargos com terceiros Esse jornal já perdeu totalmente a noção do ridículo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Muito mais que um campeonato.

O Porto está a 3 vitórias de ser campeão nacional. Noutra época qualquer, tal frase seria algo corriqueiro e pouco chocante. O título valeria como tantos e tantos outros que fazem o F. C. Porto ser a equipa mais forte do futebol português há décadas.

No entanto, o título, esta época, tem outro sabor. Não direi que é especial ou que sabe melhor ou pior para os portistas. Acima de tudo é um título que a ser conquistado ( e para isso é preciso que o Porto o garanta, algo que está longe de ser um dado adquirido, mais a mais quando falamos desta equipa do Porto) será uma bofetada enorme no orgulho benfiquista, na sua auto estima, na campanha orquestrada durante esta época para dourar a pílula do futebol do Benfica, será porventura o fim do mito Jorge Jesus e um ponto final no seu festival de megalomania e fanfarronice.

Um ponto final? Não exactamente… Claro que Jorge Jesus continuará a achar-se acima da instituição do Benfica, e um treinador ao nível dos melhores do Mundo (mesmo que só tenha até ao momento conquistado um título de campeão nacional), a diferença é que por muita vontade que os benfiquistas tenham é difícil alimentar mais essa ilusão. Os factos são por demais evidentes. É certo que os benfiquistas na sua maioria têm dificuldades em chegar a conclusões que para quem vê de fora parecem lógicas…

Veja-se o que se passou com Vale e Azevedo… É a diferença de se torcer por um clube que habituou os seus adeptos a vitórias constantes e por isso obriga a um maior grau de exigência (ao ponto de o treinador líder da Liga ser aquele que parece ser o favorito a perder o seu cargo mesmo que seja campeão), ao contrário do Benfica… Um clube que vive das glórias do passado e das promessas de conquistas avassaladoras, de campeonatos que quando conquistados parecem valer por 20 ou 30, tamanha é a cobertura dada pelos midia… Com adeptos assim, é fácil manter-se no cargo um treinador que no ano passado acabou a Liga a mais de 20 pontos do 1º e que na Liga Europa foi eliminado pelo Braga… É fácil vender ilusões aos benfiquistas. Muitos não têm grau de comparação com anos melhores… A referência são os anos 60 e esses só se podem rever a preto e branco. Assim que, aparecendo um treinador que até não é muito mau, que valorize activos, e que coloque o Benfica a jogar um bom futebol, logo pareça que o Benfica está destinado a ganhar todas as competições em que está envolvido, com toda a naturalidade e ainda com nota artística.

A estratégia de comunicação do Benfica para esta época até passou por refrear o ímpeto megalómano do seu treinador que no ano anterior até havia apontado à conquista da Champions… Acabou com uma taça da liga… No entanto, teve ainda os adeptos do seu lado e a direcção. Só no Benfica... Eram capazes de imaginar um treinador no F. C. Porto ficar a 21 pontos do 1º lugar, perder uma meia final europeia para o Braga, não ganhar a taça e ficar mais um ano? Pior que isso… ficar mais um ano e com adeptos a comprarem a ideia de que estão perante um mestre da táctica?

O Benfica este ano até nem comentava arbitragens no início da temporada… Dizia que os árbitros eram todos muito bons…até apoiaram Vítor Pereira para presidente da Comissão de Arbitragem (ao contrário do F. C. Porto). O Benfica gracejava ao olhar para o insucesso desportivo do F. C. Porto nas competições europeias e pela falta de qualidade do sucessor de André Villas Boas… Sentiam que assim o título estava no papo. Um F. C. Porto que esteve muito aquém do que é capaz de fazer, que teve um treinador talvez dos mais fracos da história recente do clube, e que por isso reforçava ainda mais a convicção do Benfica de que este ano o céu era o limite…Era para ganhar tudo e com nota artística. Nada havia para os impedir… Nem o F. C. Porto que parecia caminhar para uma época dolorosa de transição após a saída de AVB, à semelhança da ressaca que viveu com a saída de José Mourinho.

Ora o que o Benfica não contava é que a sua megalomania e a máquina de propaganda tão bem montada, criaria uma ambição desmedida nos seus adeptos e que uma vez colocadas a nú as fragilidades que sustentavam todo esse brilho que era polido, a queda seria dura, muito dura

Esqueceu-se também que nunca se pode subestimar o F. C. Porto seja em que circunstância for… O Benfica já havia cometido esse erro na época de AVB, quando Jorge Jesus dizia que em Portugal o Benfica não tinha rival à altura e que por isso só na Champions encontrariam um desafio… Sim, porque a Liga já era “peanuts”… Acabou derrotado de forma contundente e até mesmo humilhado desportivamente por um F. C. Porto totalmente arrebatador… Um Porto que ganha a Liga no Estádio da Luz e que elimina o Benfica da Taça de Portugal, deixando-lhe o já habitual troféu de consolação: a taça da liga.

O Benfica deixou-se embebedar pelas odes que faziam ao seu futebol, à sua grandeza, aos seus jogadores, ao seu presidente, ao fantástico treinador… Tudo era demasiado bom para ser verdade… até as madeixas de Jorge Jesus pareciam mais loiras e autênticas que nunca…

Assim, sem dar por isso, o Benfica menosprezou adversários como a Académica ou o Guimarães e acabou por pagar caro… Um campeonato que o Benfica previa resolver no clássico da Luz, acabou por ser relançado na Luz e deixando o favoritismo do lado desse tal F. C. Porto, “o mais fraco dos últimos anos” que parecia que iria ser carne para canhão contra o futebol de outra galáxia que diziam que o Benfica praticava…

Aí deu-se o ponto de viragem no discurso. A equipa que não falava em arbitragens, teve que arranjar uma manobra de distração de massas… Nada melhor que apontar ao lance do golo de Maicon em fora de jogo… O Benfica assim não teria que justificar aos seus adeptos como é que um F. C. Porto tão fraco tinha passado de estar a 5 pontos de atraso para estar a 4 de vantagem… Afinal, sobrava ainda o Benfica da glória europeia para enganar adeptos…

Pelo caminho já Jorge Jesus tinha feito das suas… Após celebrar uma passagem dos oitavos de final como se tratasse de uma final da champions, JJ desvalorizou a história do Benfica dizendo que nunca os benfiquistas mais novos tinham visto o Benfica chegar tão longe na champions, tendo ainda a audácia de comparar o seu Benfica ao Benfica dos anos 60… Sim, o Benfica bicampeão europeu de Eusébio, Mário Coluna, José Augusto e companhia… Ninguém achou grave. Tudo valia para manter a chama imensa bem viva, ainda que fosse uma chama com uma luz tão periclitante e tão capaz de falhar como aquela que na época passada falhou aquando da conquista do campeonato do F. C. Porto…

Depois coloca-se a velha questão… As equipas de Jorge Jesus têm por hábito caírem fisicamente no final da época. Normal, porque a equipa do Benfica joga em campo com a mesma sofreguidão que Jesus a orienta do banco. Falta-lhe a dose de realismo e humildade que também falta ao técnico. Praticam um futebol vertiginoso, com pé a fundo, sem serem capazes de assentar o jogo numa toada mais calma e de descansar com bola. Isso pode ter tanto de espectacular como de estúpido quando se faz depois o balanço de uma época e se fazem balanços do que foi a preparação de uma temporada. Uma equipa que quisesse apenas ganhar uma competição, acho que poderia apontar para aquilo que se chamava de picos de forma, e então jogavam assim com tanta intensidade e descansavam o resto da competição. O problema é que as épocas não se ganham só no início. Há uns anos atrás era o que se fazia no Brasileirão, uma vez que se tratava de um campeonato que tinha uma fase final. Um “mata-mata” entre os 8 primeiros que permitia que uma equipa andasse meia época a fazer os mínimos para depois apontar todas as baterias e preparar fisicamente a equipa para atingir o pico de forma na fase final. Infelizmente para Jorge Jesus, essa fórmula nem no Brasil existe mais…

A única hipótese de sucesso dessa fórmula é cavar uma distância grande que possa ser gerida mais tarde quando fisicamente a equipa começar a quebrar. O Benfica não foi capaz de cavar essa vantagem decisiva, nem o seu treinador abdicou totalmente da forma vertiginosa de jogar da sua equipa.

Na Champions apanhou pela frente um Chelsea que é 5º ou 6º da Liga Inglesa, que é muito menos espectacular, mas que sem ter que forçar muito ganhou a 1ª mão com alguns suplentes. No segundo jogo, veio o balão de oxigênio tão desejado. Jorge Jesus não acreditava assim tanto que o Benfica pudesse passar. Prova disso foi o não ter forçado a utilização de Luisão e Garay como forçaria depois com o Sporting…. Aí até acho que foi quando Jesus foi racional, ao contrário de outros momentos chave da época, mormente na meia final da taça da liga em que Jesus insistiu em jogar com o seu melhor onze contra um F. C. Porto de reservas, tudo porque se sentia obcecado com o Porto e achava que seria ganhando na taça da liga que provaria quem era a melhor equipa… Pagou mais tarde a factura. A equipa que já vinha em queda, com uma sucessão de jogos difíceis em curto espaço de tempo, pior ficou…

Aí veio o discurso inflamado do Benfica das várias frentes….Jorge Jesus repetiu até à exaustão que ao contrário do Porto, o Benfica tinha muito com que se preocupar e que estava em várias frentes…Como se fosse ganhar a Liga dos Campeões…Jesus ao repetir vezes sem conta essa realidade, não constatou que ao invés de se estar a vangloriar estava era a desvalorizar-se e a constatar uma lacuna sua. A incapacidade de treinar um clube grande que queira disputar várias competições.

Entende-se a euforia… para o Benfica disputar tantos jogos e chegar longe na champions é realmente algo pouco comum nos últimos anos…Mas apenas é uma prova de incapacidade e de como o Benfica por mais que se esforce em vender essa ideia, ainda não está no nível do F. C. Porto.

Para o Porto disputar várias competições e ter vários jogos é normal. Tal nunca serviu nem podia servir de desculpa para dar alguma espécie de vantagem aos nossos rivais na luta pelo título, esse sim o grande objectivo da época. Prova disso foi a época com AVB em que o Porto ganhou Liga, Taça e Liga Europa sem nunca abrandar ou tirar o pé…deixando o Benfica treinado por Jesus a 21 pontos… Parece que não aprenderam com esse exemplo.

Jesus no meio de tanta competição, acabou por perder-se nesse labirinto que parece que terminará invariavelmente na competição fetiche do Benfica… a taça da liga.

A acontecer tal cenário, o que é que isso significa? Para os portistas não ganhar esta Liga não seria o fim do Mundo. Afinal, todos sabemos que o Porto é capaz de fazer muito melhor. Os portistas são por natureza adeptos exigentes, habituados à excelência. Não se deixam levar por promessas e ilusões. Vivem e alimenta-se de vitórias a sério. Não de vitórias morais como aquela que o Benfica retirou de Londres, chegando ao cúmulo do ridículo de contestarem Michel Platini, o mesmo personagem que anos antes era o herói de todos os benfiquistas e o justiceiro que iria mostrar ao F. C. Porto como é que são as coisas na Uefa… Entretanto o Porto ganhou uma Liga Europa, o Benfica é eliminado e atira-se a Platini e transporta para as competições europeias aquele delírio de que existe uma cabala dos árbitros contra o Benfica…Isso até passaria… Uma vez que a imprensa em Portugal alimenta a máquina, quer vender, e então fazem de conta que contra o Braga nada de estranho se passou e a arbitragem foi boa (mesmo que tenha ficado um penalti por marcar a favor do Braga), e fazem odes ao fantástico Benfica que caiu de pé em Londres e que não fosse, uma vez mais as arbitragens, teria cilindrado o Chelsea…

Obviamente que também preferem maquiar o facto do Chelsea ter perdoado uma goleada ao Benfica nesse jogo… Assim como, a mesma imprensa que dá eco às queixas benfiquistas, esquece-se de destacar que os lances de que o Benfica tanto se queixava até foram, afinal, bem ajuizados…

Tudo isto passaria… Como? Se o Benfica ganhasse em Alvalade e o Porto tropeçasse em Braga como muitos esperariam… Para grande azar deles, o Porto ganha em Braga sem mácula e com um Hulk decisivo, e o Benfica leva um banho de bola em Alvalade de um Sporting que até tinha tido menos um dia de descanso…

Assiste-se ao desmoronar de toda uma estratégia… O desespero toma conta das hostes benfiquistas. Jorge Jesus na flash interview quando perguntado pela exibição do Benfica, só sabe falar de um penalti ao minuto 1 tentando passar por cima do que o Benfica (não) fez nos 89 minutos seguintes.

Na conferência de imprensa ninguém sabia muito bem o que perguntar ou como perguntar… Foi preciso um jornalista brasileiro para dizer aquilo que toda a gente viu e que ninguém tinha tido até hoje a coragem de perguntar a Jorge Jesus… Que estava a falar tanto do árbitro, mas que na teoria dos “ses” que se o Braga tivesse tido o penalti na Luz também ficaria aos 70 e tal minutos a ganhar 1-0 e o jogo seria diferente… Com uma simples pergunta desmonta-se toda uma construção estratégica de comunicação do Benfica para o pós-jogo. Artur foi o único jogador a falar e também levava o recado bem estudado, talvez passado por João Gabriel. Artur, o mesmo que evitou a goleada do Sporting, falou de um campeonato manchado por erros de arbitragem… O sinal de que o Benfica já deita a toalha ao chão. Esse tipo de discurso só se tem quando já não se acredita.

Lendo a imprensa afecta ao Benfica no rescaldo de jogo, nota-se um misto de reacções. Por um lado tenta-se não descurar a versão oficial do Benfica de que se não fosse a arbitragem o jogo seria outro…mas também se começam a ver algumas fendas nesse muro que tentava afastar os benfiquistas da versão real do seu clube. A supremacia do Sporting foi tão óbvia e constrangedora para alguns, que foi difícil escapar a essa realidade e até a alguma crítica à equipa do Benfica.

O que diferencia bem o Porto do Benfica são estes pormenores que todos juntos se tornam por maiores. Antes do jogo do Porto em Braga foi ver um festival de notícias para desestabilizar o grupo antes do jogo, desde saídas de jogadores até ao Vítor Pereira que afinal até podia ser campeão que saíria na mesma, até à já mais que gasta notícia de que Jardim será o próximo treinador do Porto

Engraçado como grande parte da comunicação social guardou essa série de lugares comuns todos para o momento antes do jogo com o Braga… A estratégia estava montada… Para isso era preciso era que o Porto deixasse de ter o adn ganhador que ainda tem. É disso que se esqueceram. Este tipo de campanhas só nos faz mais fortes todos os anos, e em vez de desestabilizarem só fortalecem. Depois era preciso outro factor… Uma equipa pode ser levada ao colo pela imprensa, mas é preciso que no campo façam qualquer coisa que ajude a vender ilusões… Sem isso, não há teoria da cabala que aguente…

No final do jogo do Porto, em vez de ver elogios ao Porto ou a constatação de que tinha ultrapassado um difícil obstáculo, o que vi foi a enorme tentativa de desvalorização. O Braga afinal já não era candidato assim tão forte como quando foi à Luz, o Hugo Viana é que tinha dado a vitória ao Porto porque tinha falhado um passe (os mesmos que não acharam que foi o Elderson que com um penalti ridículo deu a vitória ao Benfica, curiosamente…), e no final de tudo… o Benfica teria ainda uma palavra a dizer. E esse foi o problema… Confiaram as suas esperanças e teorias numa grande reacção do Benfica no jogo contra o então 5º classificado a 11 pontos do Braga.

Correu mal. Não foi por falta de tentativa de empurrar a equipa e de deitar abaixo o Porto. Estava a fazer zapping no domingo e o que vejo no “Tempo Extra” de Rui Santos? Uma análise à vitória do Porto? Claro que não. Um barómetro para ver qual seria o próximo treinador do Porto…Era essa a notícia e mensagem que convinha passar, para ver se assim se passava por cima dessa pressão que teria o Benfica de entrar em campo a 4 pontos do Porto. O tal Porto mais fraco dos últimos anos e que não faria sombra a um Benfica demolidor, espectacular, comparável até ao Benfica dos anos 60.

Por aqui também se vê a diferença entre Porto e Benfica. O Porto vai à frente e o seu treinador, dizem, já cá não estará na próxima época. Jorge Jesus após ter acabado a época passada a 21 pontos do 1º e só com a Taça da Liga, arrisca-se a ficar outra vez só com a Taça da Liga e perder um campeonato que já sentia estar no bolso. Um campeonato conquistado pelo pior F. C. Porto dos últimos anos. Repetido vezes sem conta por analistas e pela comunicação social em geral e, aceite sem grande contestação entre os adeptos do Porto.

Por isso mesmo, esta liga ,para os portistas, é mais uma, até pouco esperada. Uma Liga conquistada num ano que parecia ser de transição e que mesmo assim pode resultar em mais um título. Para o Benfica é muito mais que uma Liga. É a estocada final neste Benfica versão Jorge Jesus. O Benfica das várias frentes, do futebol de outro mundo.Encerra de vez aquela ideia que o presidente do Benfica atentou vender após a liga dos túneis…

A de que finalmente se assistira a uma vitória estrutural do Benfica e a não apenas mais uma vitória episódica como já havia sido a Liga conquistada com Trapattoni. Depois de na época passada o Porto humilhar o Benfica, fosse com os 5-0, ou fosse conquistando a Liga na Luz sem luz… acho que este ano, este título será ainda mais doloroso. Considero até que é uma humilhação ainda maior do que ver o Porto de AVB sagrar-se campeão no Estádio da Luz, mais massacrante que os 5-0, porque isso é um jogo e esquece-se… O Porto a conquistar este título, isso nunca saíra da cabeça dos benfiquistas… E os sonhos e ilusões vendidos esta época se encarregarão de tornar o pesadelo benfiquista ainda maior. Afinal para a história, nas suas cabeças ficará o facto que o Benfica de um futebol espectacular, de um treinador magnífico, de um plantel com várias soluções com um banco com: Saviola, Nelson Oliveira, Nolito, Eduardo, etc, perdeu o campeonato para um F. C. Porto sem treinador, que teve uma péssima época europeia, que foi eliminado da taça após 3-0 com a Académica, que até acabou a época só com 4 médios e que jogou uma época inteira sem um ponta de lança decente.

Esse Porto que parecia ser o mais fraco de décadas, ainda assim, conseguiu ser melhor que o melhor Benfica dos últimos 30 anos como muitos afirmavam…O Benfica comparável ao dos anos 60 é derrotado pelo F. C. Porto mais fraco dos últimos anos. Para os portistas saíra ainda mais reforçada a ideia que qualquer treinador no Porto se arrisca a ser campeão e que temos de facto um presidente e uma estrutura que não abanam nos momentos difíceis. O mesmo presidente que teve a coragem de manter um treinador contra tudo e todos e que teve a teimosia de achar que até com Vítor Pereira poderia ser campeão e que o melhor para a equipa e para o clube seria reforçar autoridade de quem dirige o plantel e não dar força ao plantel, caso contrário isto tornar-se-ia o Chelsea. Uma ditadura dos jogadores.

Vitor Pereira está longe de ser querido pelos jogadores ou até respeitado pelo que se vê em reacções de alguns pesos pesados do plantel… Mas o que se tem visto é que foi importante para o F. C. Porto detectar essas lacunas e tentar corrigi-las dentro de portas, fosse com um discurso forte para dentro do balneário reforçando a autoridade do treinador, fosse fazendo ajustes na equipa a meio da época, e até em pequenas mas importantes alterações na hierarquia da equipa técnica que auxilia Vítor Pereira.

É aqui que se vê a enorme diferença entre F. C. Porto e Benfica e é aqui que se vê que a estrutura do Benfica, embora estando melhor, ainda tem muito que crescer para se comparar à do F. C. Porto…Mais a mais quando vemos que a estrutura se entregou nas mãos de um treinador megalómano que sempre achou que a instituição era demasiado pequena comparada à sua capacidade, ainda que este apenas tenha dado uma liga até ao momento ao Benfica.

Por isso mesmo, para os benfiquistas perder esta Liga valerá por muitas. Para o Porto será apenas uma prova mais de que a estrutura é tal que qualquer um pode ser campeão no Porto. Para os benfiquistas, depois de tantos sonhos e ilusões vendidas, acabar a época outra vez com uma taça da liga e perdendo para o Porto do treinador que tanto gozaram que até gostavam que continuasse no Porto por muitos anos…Será a suprema humilhação. Quando se pensava que após a época passada seria impossível fazer com que os benfiquistas se sentissem ainda mais humilhados…eis que aparece esta possibilidade de ver Vítor Pereira campeão frente ao melhor Benfica de Jorge Jesus.

O engraçado é que ninguém perguntou a Jorge Jesus se colocava o lugar à disposição ou se sentia o seu futuro em risco… No Porto já dão por adquirido que este Porto, mesmo campeão, mudará de treinador. O Porto que era tão fraco que o normal seria esperar que fosse goleado pelo Benfica na mesma proporção, pelo menos, que o Porto goleou o Benfica na época passada… Mas não, o que se vê é que numa liga a 3 (Porto, Benfica e Braga) o Porto fez 10 pontos para apenas 5 do Benfica…Nem nos confrontos directos o Benfica se pode refugiar. Este Porto emperrou foi mesmo com as equipas pequenas. Nos grandes momentos, nos jogos com os candidatos, o Porto respondeu presente.

Não deixa de ser curioso que Jorge Jesus seja visto como o melhor treinador da história recente do Benfica (cheguei a ver um programa desportivo a lançar uma votação para saber se ele seria o melhor treinador da história do Benfica. Também vi António Pedro Vasconcelos a afirmar que Jorge Jesus era até melhor que Mourinho…) possa vir a ter em 3 anos apenas duas taças da liga conquistadas.

Aqui se vê a diferença de exigências…Jorge Jesus não é questionado pelos jornalistas e até pode continuar mais uma época no Benfica e terminar o contrato mesmo ficando duas épocas a ganhar apenas taças da Liga…E é considerado do melhor que já passou pelo Benfica…Não deixa de ser irónico que para a história das conquistas, Jesus na sua melhor época tenha ganho tantas competições como Vítor Pereira poderá conquistar esta época se for campeão…Com uma diferença. O Benfica campeão de Jorge Jesus teve a “felicidade” de disputar uma liga com muitos túneis e pôde ser campeão contra um Porto sem Hulk durante vários jogos indevidamente e um Braga sem Vandinho.

Este Porto será campeão contra um Benfica na sua máxima força e glória… Elogiado por todos. Jesus em 3 épocas de Benfica pode vir a ter um palmarés com apenas: uma liga e duas taças da Liga.Para fazermos uma comparação, vejamos o último treinador que completou 3 épocas de dragão ao peito… Jesualdo Ferreira. Jesualdo nas suas primeiras 3 temporadas de Porto ganhou: 3 ligas, uma supertaça e uma taça de Portugal. Jesualdo Ferreira que ainda assim nunca foi querido pela grande maioria dos adeptos e que acabava todas as épocas com o seu futuro questionado…Nunca entrou para uma galeria dos melhores treinadores da história do F. C. Porto…Jorge Jesus que ainda parece ter crédito para ir para a sua 4ª época de Benfica e que até já foi apelidado de “mestre da táctica” e considerado do melhor que aconteceu ao Benfica…ao fim de 3 épocas tão gloriosas poderá vir a ter, tão só: 1 liga e 2 taças da Liga. 5 títulos de Jesualdo para 3 de Jorge Jesus…Sendo que dos 5 de Jesualdo 3 foram campeonatos…Um era criticado pelos portistas, Jesus até justificava cânticos e tarjas de apoio por parte dos benfiquistas…

São estes factos que tornam as vitórias do Porto cada vez mais uma mera obrigação, e as derrotas do Benfica cada vez mais dolorosas…