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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Tempestade num copo de água

Para quem não teve a oportunidade de saber qual a minha opinião sobre Sérgio Conceição, repito o que já aqui disse. Não sou o seu maior fã, mas não aceito, de forma alguma, a ridícula, caricata e incompreensível marcação cerrada que alguns “anti” lhe têm feito ultimamente.

Isto a propósito de algumas - das muitas - reacções a estas declarações de Mikel Agu:

«Quero sair do FC Porto, quero algo mais permanente, porque já fui emprestado três vezes. Preciso de um clube onde possa jogar regularmente para evoluir e tentar regressar à seleção e no banco do FC Porto isso não vai acontecer», revelou.

«Acreditem que não, porque quando estive emprestado até me pagaram mais do que no FC Porto. Só estou cansado de empréstimos e da forma como um jogador emprestado é tratado»

in zerozero

Para ser muito sincero não percebo qual o mal nisto tudo. O atleta em questão não “encaixa” nas escolhas de Sérgio Conceição para a nova época e, como tal, é perfeitamente natural que este procure continuar a sua vida profissional noutro lugar.

È algo de tão normal que só posso concluir que há por aí muita gente que está a fazer uma tempestade num copo de água porque se trata de Sérgio Conceição. Fosse outra a personagem e se calhar não se assistiria a tanta irracionalidade.

E já agora, um aparte. O facto de Agu ter sido formado no Futebol Clube do Porto não lhe dá um qualquer estatuto acima de qualquer outro atleta. Há por aí muito formado no Vitalis Park e no Olival que nem à equipa B dos Dragões vai conseguir chegar. Para além disto, Agu já passou por uma série de empréstimos e nenhum dos clubes por onde passou manifestou interesse em adquirir o seu passe. Deve ser porque viram em Agu mais um “caceteiro” de média/baixa qualidade… Mas isto sou eu que estou a dar a minha opinião sobre o jogador em questão.

sábado, 17 de agosto de 2013

A saída de Castro ou a forma como se tenta apagar o jogador à Porto...

 
 O empréstimo de Castro ao Kasimpa da Turquia devo admitir que caiu como um balde de água fria, num certo entusiasmo que vinha tendo em relação à política de contratações do Porto para esta época.
 
Um ano em que se parecia apostar novamente no mercado nacional e no aproveitamento de jovens portugueses como Licá, e jogadores adaptados ao nosso campeonato como Ghilas, ou ainda o recuperar de jogadores da casa que haviam sido dispensados, como Josué. Contudo, aquilo que parecia ser uma inflexão a uma política que optava sistematicamente por apostar em mercados estrangeiros, sofreu um rombo grande.
O conceito do jogador à Porto nos dias de hoje levaria a muita discussão. Já não será possível voltar a ter jogadores portugueses formados na casa como nos anos 80 e 90, a lei Bosman é um dos motivos mas não só.
 
O futebol assumiu-se como uma indústria, um negócio. Já não se fala de jogadores, fala-se de activos, já não há uma ideia de continuidade. Já não existe uma relação exclusiva clube-jogador. O empresário veio abalar por completo o vínculo emocional que ligava um atleta a um clube. Hoje em dia falar de futebol é falar de contratos, de fundos, de cláusulas, de comissões. Perdeu-se um certo romantismo.
O jogador à Porto não morreu. Alterou-se. Hoje em dia podemos considerar João Moutinho que foi formado num rival um jogador à Porto apenas pelas características técnicas e de carácter que coloca em campo. Fala-se de uma forma de estar, de característica algumas delas inatas, que fazem com que um jogador à Porto possa inclusive ser um estrangeiro como Lucho Gonzalez que chega e se acultura e depois vai passando a mensagem para os novos que chegam.
Castro é um jogador à Porto puro. Daqueles que não são fabricados, ou trabalhados. Está-lhe no sangue. O bisavô foi jogador do Porto. Castro é portista nascido e criado, que percorreu todos os escalões de formação do clube. Ele sofre cada derrota não como um profissional. Sofre como um portista como o mais apaixonado dos adeptos. Nos dias que correm em que parece ser impossível falar de amor à camisola, um jogador como Castro é a possibilidade de devolver algum romantismo à fria máquina da tão elogiada “estrutura”.
O enésimo empréstimo de Castro por tudo isto e por outros motivos, tem uma simbologia superior ao que se pode previamente perceber. Não é apenas mais um jogador que é emprestado. Trata-se do Porto, clube, e não sociedade, não gestor de activos, não entreposto de jogadores para grandes campeonato, abdicar de um pouco de romantismo. De um pouco de sentimento. Castro passou anos em sucessivos empréstimos, onde sempre deixou excelente impressão, começando no Olhanense e passando pelo Gijon onde deixou excelente imagem, pautando as suas exibições por tudo aquilo que reconhecemos ser as características de um jogador à Porto. Competência, paixão, raça, dedicação e entrega total. Castro saiu para crescer, mas sempre deixando claro que o fazia para um dia realizar o sonho de vestir a camisola que sente ser um prolongamento da sua própria pele. A camisola do clube pela qual ele sofre e que ama.
O Porto a isso respondeu com tímidas tentativas de o incluir no plantel nos trabalhos de pré-época mas sem lhe dar a real hipótese de ser alternativa. Com Villas Boas realizou o sonho de fazer parte do plantel, mas logo para ser emprestado a meio da época. O ano passado parecia ter sido o ano de Castro. Vítor Pereira abriu-lhe as portas do plantel, fez dele opção para alguns jogos e Castro respondeu sempre muito bem, demonstrando que para além de tudo é um jogador capaz de transportar a mística portista e é um jogador que faz bom balneário e que não faz birras a pedir mais minutos, coloca os interesses do clube à frente das suas ambições pessoais.
 
Esta época o Porto perde Moutinho, contrata Herrera por uma pequena fortuna, mas traz ainda Tiago Rodrigues, Carlos Eduardo e traz Josué.
 
Josué parecia ser um sinal do Porto a dar a mão à palmatória por ter deixado sair um jogador da casa que provou ter qualidade para fazer parte do plantel. Josué juntar-se-ia a Castro e finalmente vislumbraríamos aquilo que deveria ser a concretização do afamado projecto visão 611 que previa incluir alguns atletas formados no Porto na 1ª equipa. 
Durante a pré época P. Fonseca demonstrou confiar em Castro e fez dele um dos jogadores com mais minutos. Um dos jogos em que o reformulado meio campo melhor funcionou foi exactamente contra o Galatasaray em que Castro jogou a titular e rubricou uma excelente exibição. Castro partia também na poule position para ser um dos capitães de equipa. Um núcleo duro interessante de jogadores como Lucho, Helton e o regressado Fucile. Jogadores com muitos anos de casa e que podiam passar aos novos o que representa ser jogador do F. C. Porto.
 
Havia alguma abundância de opções para o meio campo, contudo Castro nunca havia sido colocado em causa até há cerca de uma semana. Os sinais da pré época foram claros, Carlos Eduardo pouco tempo jogou, e pouco mostrou. Tiago Rodrigues se jogou 5 minutos na totalidade foi muito. Falava-se na possibilidade de Tiago Rodrigues sair para rodar no Guimarães (algo totalmente lógico), e que Carlos Eduardo corria riscos, até pelo pouco tempo de utilização.
Qual não é a surpresa quando vemos depois nos últimos tempos os jornais a passarem a notícia que apesar de pouco ter jogado que Carlos Eduardo tinha a garantia de ficar no plantel…Esse foi para mim o primeiro sinal, que uma vez mais a fava saíria a Castro. O tal jogador que se sacrifica pelo clube e que por isso não faria como Rolando e não colocaria entraves a uma saída desejada pelo clube. Não levantaria ondas, algo que à administração dava um certo jeito.
 
E assim aconteceu. Castro prejudica a sua carreira desportiva, ao ir-se esconder numa equipa turca que não disputará as competições europeias e ainda ficando o clube com direito de opção sobre o jogador o que só demonstra que o Porto efectivamente não valoriza Castro como jogador. Não valoriza o aquilo que pode dar ao clube e a sua qualidade. O que pretende apenas é despachar um activo, e ganhar dinheiro com ele. No fundo trata Castro como um jogador qualquer. Não um jogador que carrega a mística do clube e que merecia ser tratado com o mesmo carinho que os adeptos lhe dispensam.
Mesmo para a carreira do atleta, nota-se que o Porto pouco se preocupou. Garantiu-lhe estabilidade económica mas condenou-o a ficar bem longe da hipótese de ir ao Mundial do Brasil. Podia tê-lo emprestado a um clube espanhol, uma liga onde Castro já jogou e valorizou-se, mas optaram por negociar com um clube turco que já havia recebido Djalma.

Esta cedência é a prova da falência e da hipocrisia do projecto visão 611. Onde está a preocupação do clube em promover os jogadores da casa?

Seria assim tão impossível voltarmos a ter jogadores portugueses formados no clube como no passado com: Baía, Domingos, Fernando Couto, Jorge Costa etc?
Muitos arautos dizem que o clube tem é que ganhar e que os jovens não têm qualidade suficiente?
Tal argumento cai por terra quando o Porto teve a espinha dorsal de uma equipa campeã da Europa de sub-17. A geração de 2003 campeã da Europa em Viseu tinha como máximas referências: Márcio Sousa, P. Machado, Bruno Gama, Vieirinha e Hélder Barbosa. Tudo jogadores do Porto. O que aconteceu a esses jogadores? O mesmo que está agora a acontecer a Castro. Sucessivos empréstimos a clubes com pouca dimensão, até ao ponto que nunca deram o salto competitivo para chegarem à dimensão que prometiam chegar.
 
Por outro lado, custa ver que dessa mesma geração, Moutinho que era suplente, acabou contratado por 10M e foi apelidado de jogador à Porto. É mais fácil reconhecer um jogador à Porto quando ele está fora de portas...?
Moutinho se tivesse sido formado no porto, nunca chegaria a ser chamado de jogador à Porto nem seria o melhor médio português da actualidade. Porquê? Porque nunca teria a oportunidade sequer de ser opção no plantel. Porque tem opções de muita qualidade a taparem-lhe o lugar? Nem por isso. Titulares sim, mas é assim tão complicado pedir que no banco estejam jogadores do clube, que recebem menos e têm um vínculo emocional, do que jogadores estrangeiros que nunca se afirmarão como titulares?
 
Vieirinha e Hélder Barbosa não tinham lugar no banco porque ele era ocupado por “talentos” do nível de Djalma ou Mariano Gonzalez…
P. Machado foi o primeiro Castro. Outro médio capaz de ocupar três posições, polivalente, raçudo, portista até ao tutano, mas que na fase decisiva da carreira andava perdido em sucessivos empréstimos. Um empréstimo pode ser interessante na formação de um jogador. Mas quando eles são condenados a sucessivos empréstimos sem qualquer tipo de critério ou preocupação o normal é acabarem por passados vários anos saírem do clube sem nunca terem tido uma real chance de afirmação.
Curioso ver que com tantos anos de atraso, foi preciso toda essa geração de sub-17 sair do Porto a título definitivo para percorrerem um longo caminho que os levou à selecção. Vieirinha e Paulo Machado primeiro, Helder Barbosa já por lá passou e agora té Bruno Gama. Todos contudo viram a sua carreira congelada em anos fundamentais para afirmação. Todo o contrário do que aconteceu com Moutinho ou Veloso.
Infelizmente podemos dizer que hoje em dia, para o bem do futebol português, é melhor que os jovens talentos não estejam vinculados ao Porto, porque nesse caso acabarão por se perder após anos de empréstimos sem a mínima esperança de serem opção para o plantel. O mais revoltante é sentirmos que não se trata de uma decisão puramente desportiva. É negócio. Entre um jogador do Porto, nascido e criado, e outro de qualidade semelhante ou inferior mas que seja estrangeiro e tenha sido contratado, opta-se pelo estrangeiro.
O caso de Castro é sintomático. O treinador confiou nele durante toda a pré-época. Devemos mesmo acreditar que foi P. Fonseca que decidiu emprestar Castro…? Se confiava tanto nos demais médios, porque não os colocou a jogar?
 
A decisão não é desportiva. Quem conhece o plantel, quem trabalho no dia-a -dia sabe que Castro merecia ficar no plantel. Poderiam ter dado ouvidos ao próprio João Moutinho que na saída confrontando com a sua sucessão, disse que o Porto tinha o Castro e que por isso não teria que se preocupar...Se treinadores, colegas e adeptos sentem que Castro é jogado à Porto e para ficar no Porto, porque é que a direcção acha diferente? Quais são os motivos?
 
Infelizmente estamos perante um caso que não é apenas técnico táctico. Falamos de empresários, de comissões, de favores que se pagam mais cedo ou mais tarde. Falamos de dinheiro.
 
Castro é português, não tem porventura o empresário certo, e não gera mais valia em comissões de transferência como outros elementos do plantel que o integraram não apenas pela sua valia técnica ou porque o Porto deles necessitava.
O mais curioso será ver que o Porto até ao final de Agosto ainda poderá perder Fernando. Contudo, nem pensou duas vezes e deixou sair Castro que é dos poucos jogadores do plantel que pode fazer a posição de Fernando. O que acontecerá se Fernando sair? O Porto provavelmente irá contratar mais um médio, isto mesmo tendo a solução dentro de casa.
 
Parece-me claro que numa estrutura de 3 médios o Porto teria que ter um mínimo de 6 jogadores no plantel. Fernando/Defour, Herrera/ Josué e Lucho / Quintero. Acontece que destes 6, Quintero só pode jogar a 10. Destes 6, Defour deve ser titular no lugar que pertencia a Moutinho. Sendo assim que jogador sobraria para entrar no lugar de Fernando se necessário? Herrera? Ele já disse que é um 8, e ainda está a adaptar-se ao futebol europeu. Castro era a solução óbvia. Um jogador que pode jogar nas duas posições do triângulo invertido do meio campo do Porto para esta época.
Castro é portista, é competente, é português, é formado na casa, é mais barato que outras soluções, faz bom balneário e é um jogador que se sacrifica pela equipa. Fez o que lhe competia e depois de uma boa época, fez uma excelente pré época enquanto que Carlos Eduardo ou Tiago Rodrigues pouco ou nada mostraram. Sendo assim porque sai Castro? Uma explicação que infelizmente não a teremos porque não é algo que os jornalistas perguntem.
 
Em conclusão ficam as declarações de Castro quando esteve emprestado no Gijon demonstrado que aquilo que deve ser o seu estado de espírito, mas que infelizmente o Porto parece não estar muito importado:
 
«Andar emprestado já não faz sentido. Quando acabar a época terei 24 anos. Tenho de me afirmar. Tenho feito boas épocas quando sou emprestado, tanto no Olhanense como no Sporting, e agora algo tem de se decidir. Não se trata de uma exigência, mas não é bom andar sempre emprestado. Nunca sabemos onde vamos estar na época seguinte»,
 
Castro parte agora para Turquia com 26 anos e sem garantias de voltar, aparentemente o Porto até agradecia que não voltasse para receber 6 milhões por um jogador à Porto, espécia em vias de extinção e que devia ser preservada. Pelos vistos será algo apenas para ser visto no futuro museu do clube…
 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O Caso Bruma

Reportando-me aquilo que tem sido vinculado pela imprensa vou analisar o que pode ter acontecido. Uma nota prévia à La Palisse. Como não conheço o contrato em nenhuma das suas vertentes (data, valores, clausulas, prazos etc.) vou limitar-me ao que vai sendo transmitido pelas partes, quer as informações conhecidas sejam correctas ou erradas.
 
A versão do Sporting é que, o contrato inicial termina na época 2013/2014 não referindo que tenha existido qualquer adenda posterior ao mesmo.
Pelo lado dos representantes do jogador (tutor, advogado, empresário, agente) é a de que o atleta assinou um contrato aos 16 anos em Outubro de 2010 com validade até Outubro de 2013, por força da norma que não permite a menores elaborar contratos com mais de 3 anos (art. 18º do Regulamento de Transferências da FIFA). Segundo um dos representantes de Bruma qualquer extensão (chamemos-lhe assim) do contrato seria, obviamente ilegal, pelo que o jogador solicitou mesmo à Comissão Arbitral Paritária a anulação do contrato.
Para a versão do Sporting ter alguma razoabilidade, lembrei-me da possibilidade do contrato feito com o atleta ter sido um contrato de formação. Primeiro que tudo, para sustentar esta ideia, há que fazer a distinção entre o regime jurídico do contrato de trabalho de Praticante Desportivo e o contrato de trabalho de Formando Desportivo.
 
Talvez esteja aqui a chave do problema que ainda não vi referida por nenhuma entidade que se tenha pronunciado sobre o imbróglio. Se assim tiver sido existem duas hipóteses. Primeira hipótese: Simplesmente um contrato inicial de formação desportiva, no qual o prazo máximo é mesmo de 4 anos (art.º 37 nos. 1 e 2), e que terminará em 2014. A segunda hipótese é esse contrato ter sido cancelado por mútuo acordo em 30 de Junho de 2011 e, as partes, terem procedido à elaboração a 1 de Julho de2011, de um novo documento, esse sim, contrato-promessa de 3 anos, entre a SAD e o jogador como praticante desportivo, até 2014. As diferenças entre um contrato de praticante desportivo e um contrato de formação desportiva são as seguintes:
 
No primeiro caso “o praticante desportivo obriga-se, mediante retribuição, a prestar actividade desportiva a uma pessoa singular ou colectiva que promova ou participe em actividades desportivas, sob a autoridade e direcção desta”.
 
No caso de “formando desportivo deve existir um contrato celebrado entre uma entidade formadora e um formando, nos termos dos quais, aquela se obriga a prestar a este a formação adequada ao desenvolvimento da sua capacidade técnica e à aquisição de conhecimentos necessários à prática de uma modalidade desportiva, ficando o formando obrigado a executar as tarefas inerentes a essa formação.
Tudo dependerá mesmo do que estiver escrito no(s) contrato(s). Como sei que o Professor Dr. José Manuel Meirim, distinto docente de Direito do Desporto na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, por vezes lê este blogue, gostaria de conhecer a sua opinião, e também dos comentadores juristas do Mística Azul e Branca.
 
Até à próxima

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O futuro da selecção nacional e do futebol português (parte 2)


Outro exemplo de incorporação de sucesso foi a de Edgar Borges que treina esta selecção de sub-19 que pode apurar-se para as meias finais do Europeu, e que já garantiu a qualificação para o Mundial de sub-20 a ter lugar em 2013.

Diria mesmo que o único escalão que parece estar ainda meio perdido é o de esperanças. A antecamera para a selecção principal. O selecionador é Rui Jorge. Não que seja alguém sem provas dadas, já havia treinado a formação do Belenenses, mas parece claro que o cargo deve-se mais à sua boa relação com o selecionador principal do que propriamente a outro tipo de critérios atinentes ao projecto que se pretende para FPF. Por outro lado parece ser aquele que está fora do que tem sido o trabalho dos escalões abaixo. Joga num 4-4-2, preocupa-se mais com os resultados e menos com o modelo de jogo da selecção e com o facto dos sub-21 serem a última etapa até a afirmação na selecção principal.

Falta maior ligação entre os sub-21 e os escalões abaixo. Tal torna-se ainda mais claro, quando os vice-campeões mundiais de sub-20, têm penado para entrar nas escolhas de Rui Jorge. Era importante que fosse dada uma continuidade no trabalho e não romper com o que foi bem feito para trás. Nelson Oliveira saltou uma etapa, mas outros jogadores que despontavam nessa geração casos de: Danilo, Pelé, Nuno Reis ou Mika não têm tido oportunidades de se mostrar nos sub-21 e no caso de Danilo até tem jogado fora de posição sempre que chamado a jogo.

Seria importante no futuro, encontrar um selecionador sub-21 que possa dar contuidade ao trabalho feito por Ilídio Vale e Edgar Borges. Não um ex-jogador, mas alguém da formação capaz de ajudar na transição dessas gerações para o futebol sénior. Daqui a uns 2 anos o selecionador sub-21 terá um papel muito importante no futuro da selecção nacional, pois vai ter nas mãos duas gerações talentosas e com resultados para poder mesclar. A vicecampeã mundial de sub-20 e a actual de sub-19 que ainda pode brilhar no próximo mundial de sub-20 em 2013.

Para quem quiser acompanhar a selecção de sub-19 e o seu percurso neste europeu deixo aqui o onze titular e a proveniência dos jogadores:

Veloso (Sporting), João Cancelo (Benfica), Tiago Elori (Sporting), Tiago Ferreira (F. C. Porto), Daniel Martins (Sporting), meio campo: Agostinho Cá (Sporting), João Mário (Sporting) e André Gomes (Benfica). Ataque: Bruma (Sporting), Ricardo Esgaio (Sporting) e Betinho (Sporting).

Portugal joga num 4-3-3 à semelhança da selecção principal. Um meio campo com 3 médios que se complementam mas em que nenhum é um 10 clássico. A contrário da principal temos nos sub-19 um trinco com maior capacidade defensiva, fazendo assim um 1 x 2 no meio campo. O trinco é Agostinho Cá, tendo depois à sua frente o capitão João Mário (irmão de Wilson Eduardo) e André Gomes.

No ataque temos dois extremos rápidos como Bruma e Ricardo Esgaio e Betinho no centro do ataque.Um ponta de lança que facturou muitos golos na qualificação mas que não está ao nível de um Nelson Oliveira. Esgaio é um extremo que joga mais por dentro, enquanto que Bruma dá maior verticalidade ao jogo.

Destaques individuais:

Tiago Ferreira – O central do F. C. Porto é o sobrevivente da “geração coragem “ . Um central forte no jogo aéreo, com bom posicionamento e boa capacidade física. Mais um bom central a sair dos escalões de formação do F. C. Porto.

João Cancelo - Cada vez mais, Portugal forma bons laterais. Cancelo é tecnicamente muito evoluído, um lateral direito que não se limita a defender e que acaba por criar muitos desiquílibrios nas defesas adversárias com as suas constantes subidas. Portugal transporta muito jogo pelo flanco direito graças a João Cancelo

Agostinho Cá - Porventura o jogador num estado de desenvolvimento mais elevado. Jogador que tem sido muito falado por estar de saída do Sporting . Após ter sido disputado por colossos como Real Madrid ou Inter de Milão, parece que finalmente o seu futuro ficou decidido. Incorparará a equipa B do Barcelona já na próxima época. Não é difícil de perceber porquê. Um trinco que se posiciona muito bem. Corta muitas linhas de passe, é rápido a sair a jogar, forte no confronto físico e que geralmente joga sempre ao primeiro toque. Na Estónia, jornalistas estrangeiros começaram logo a compará-lo a Patrick Vieira.

João Mário - O capitão e líder da equipa. Divide protagonismo com Agostinho Cá. Contudo enquanto que Cá se destaca no processo defensivo, João Mário é um jogador que brilha mais no momento ofensivo. Boa visão de jogo, culto tacticamente, é ele que puxa os cordelinhos do jogo ofensivo da equipa, dando contudo sempre equílibrio ao meio campo. Um jogador muito interessante. Para dar o salto para o futebol sénior, terá que , no entanto, melhorar a sua intensidade competitiva e velocidade.

Bruma - Portugal não tem extremos com a classe de outros tempos, contudo Bruma destaca-se por ser um jogador muito rápido e que não teme o duelo individual. É cedo para dizer o que pode fazer como sénior, porque também Ivanildo era mais ou menos parecido com a sua idade e depois no futebol profissional tornou-se apenas banal. Veremos o que faz Bruma.
  • O que fica claro é que Portugal tem futuro
A selecção nacional não caírá no vazio por culpa de jogadores e técnicos. Trabalha-se bem em Portugal. Só não teremos sucessão se não quisermos. O perigo do futebol português e da selecção nacional em concreto não são os clubes formadores, muito menos a qualidade dos jogadores, é antes a falta de qualidade dos seus dirigentes… Decisões como a proibição de empréstimos entre clubes de 1ª liga é que é dar tiros nos pés e tentar impedir que o bom trabalho que é feito na formação dê frutos.
  • Esta direcção da Liga dos pequeninos é que está a perigar o futuro da selecção nacional
Porque se por um lado finalmente apostaram nas equipas B (com vários anos de atraso se comparado com Espanha diga-se), por outro acabam com os empréstimo demonstrando que se estão a marimbar para o futuro do jogador português. A fase mais difícil na carreira de um jogador é entre os 18 e 23 anos. As equipas B, seriam a 1ª fase na adaptação ao futebol profissional, o 2º passo seria obviamente a rodagem por clubes de 1ª liga. Sem isso, acaba-se com esse espaço de afirmação e podem destruir a carreira de muitos, ora obrigando-os a competir numa 2ª divisão ora podendo obrigá-los a emigrar cedo demais.

Gaba-se tanto a selecção espanhola. Em Espanha também a Liga espanhola tem muitos estrangeiros e tirando o Barça, muitos clubes dão pouco espaço aos jogadores formados localmente… Contudo eles remam todos para o mesmo lado. Grandes e pequenos. Por um lado todos formam. Não apenas Barça e Madrid. Outros clubes como Sevilha, Atlético de Madrid ou Málaga, Valência, entre outros, também se destacam na formação de jogadores. Não são apenas 3 grandes clubes a formar. Por outro lado, as equipas B são uma realidade há muito tempo, e uma série de jogadores sem espaço no Madrid ou no Barça rodam por outras equipas do mesmo escalão.

Mas lá está, esta liga dos pequenos, quer inovar, nem que para isso diminua a competitividade da liga portuguesa (uma vez que os clubes mais pequenos não poderão ter jogadores de tanta qualidade como antes), e pior que isso, que arrisquem o futuro do jogador português e, por consequência o futuro da selecção nacional.

Por isso não falem de que não há sucessão. Eles estão aí. Apresentam resultados. É necessário é que os dirigentes não estraguem o seu futuro.

Jogadores para o futuro da selecção em diferentes sectores (falando só em sub-21, já nem falo dos da geração acima como: Sereno, André Castro, Adrien Silva, André Santos, Manuel Fernandes Helder Barbosa, Hugo Vieira etc)

Guarda redes: Mika e Tiago Maia.

Defesas: João Cancelo, Cedric,Roderick, Nuno Reis, Tiago Ferreira,Pedro Mendes, Mário Rui,Luis Martins.

Médios: André Martins, Danilo, Pelé, Agostinho Cá, João Mário, Sérgio Oliveira (se ainda for a tempo de reconstruir a sua promissora carreira, após alguns precalços, derivados em grande parte à sua atitude.)

Avançados: Wilson Eduardo, Salvador Agra, Nelson Oliveira, Gonçalo Paciência.

Proximamente poderemos assistir à mescla de duas gerações talentosas como a de sub-20 de Ilídio Vale e a de sub-19 de Edgar Borges e o resultado pode ser este:

Mika, Cedric, Nuno Reis, Tiago Ferreira, Mário Rui; Agostinho Cá, Danilo e João Mário; Bruma, Nelson Oliveira e Alex ou Ricardo Esgaio.

Nada mau para uma selecção que após o Mundial do Brasil se arriscava a cair no vazio…

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Também eu gostava de saber…

Adiantando que prefere "voltar a Portugal" do que insistir no estrangeiro, Sérgio Oliveira questiona, ainda assim, o que é feito dos jogadores que foram vice-campeões do mundo no Verão: "Há dois ou três que estão a jogar. Os outros, nem vê-los. Parece que há dificuldade em apostar nos jovens, parece que chegar à final de um Mundial é banal."

Estas declarações de Sérgio Oliveira que podem ser lidas no jornal OJOGO devem ser interpretadas com muita preocupação. E se tivermos em linha de conta que são declarações de mais um excelente produto made in Futebol Clube do Porto então temos mais do que razões para pensarmos no caminho perigoso que o nosso Clube tem estado a seguir no que á formação de Jogadores diz respeito.

Nos últimos tempos os Dragões optam por gastar rios de dinheiro com Jogadores estrangeiros em vez de gastarem rios de dinheiro na formação de jovens talentos. Talvez estejam a ser influenciados pela “parola e obtusa” ideia de que há que roubar Jogadores ao rival da Luz ou então “imita-los” pois pensam que desta forma a Equipa fica mais forte e que os Adeptos gostam.

Enganam-se. Tal estratégia tem dado bons resultados e as últimas conquistas falam por si, mas no longo prazo os problemas poderão surgir pois os tempos são de Crise e toda a gente sabe que o Atleta Estrangeiro não equipa de Azul e Branco porque gosta muito da Camisola e cada vez mais é difícil a SAD Portista vender Jogadores acima dos 40 Milhões de €.

Os Jogadores Portugueses têm qualidade e são muito requisitados por este Mundo fora. Para além disto existem Jovens Atletas do FC Porto que estão a dar cartas nos seus Clubes da Liga Zon Sagres e Liga Espanhola (André Pinto, Castro, Luisinho, Hélder Barbosa, etc. são alguns bons exemplos).  

Então porque razão o Futebol Clube do Porto opta sempre por estourar mais de 13 milhões de € com um Brasileiro do que apostar na prata da casa? Haverá assim tanta gente a querer enriquecer á custa do Clube Azul e Branco?

Se calhar o Sérgio Oliveira tem razão e ficar em 2º Lugar num Mundial é uma coisa banal. Portugal já não marcava presença numa Competição deste calibre há anos e já não a vence desde o Século XX… È tudo banal.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Só Dragões nas Selecções

Candeias, Diogo Viana, Ivo Pinto, Ventura e Rabiola foram convocados para integrarem o estágio de preparação da selecção nacional de sub-21, que decorre a 19 e 20 de Janeiro, em Rio Maior.

Os cinco jogadores portistas, três dos quais atletas do plantel principal, Candeias, Ventura e Rabiola, e os outros dois presenças assíduas nos trabalhos da primeira equipa, Diogo Viana e Ivo Pinto, fazem parte do lote de eleitos do seleccionador nacional da categoria para a dupla jornada de preparação da equipa lusa.

Também nos sub- 17 o F.C. Porto é o clube mais representado na convocatória da selecção nacional de sub-17, contando com sete atletas nas opções da equipa lusa do escalão, tendo em vista o estágio de preparação que se realizará no Estádio Nacional, a 20 e 21 de Janeiro.
Amorim, David Bruno, Filipe Barros, João Beirão, Ricardo Ferreira, Sérgio Oliveira e Tiago Maia são os sete jogadores azuis e brancos chamados para integrarem os trabalhos da selecção nacional de sub-17, num estágio de preparação de dois dias a ter lugar no Estádio Nacional.

Não é Portista quem quer, só é Porista quem pode

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Escalões de Formação voltam a vencer

As jovens formações portistas que competem nos Campeonatos Nacionais de Juniores B e de Juniores C garantiram um fim-de-semana triunfante nas respectivas competições. Nos Juniores B, os Dragões receberam e bateram o Boavista por 3-2, enquanto nos Juniores C a equipa azul e branca levou a melhor sobre o Feirense, por 1-0.

Numa partida disputada no CTFD PortoGaia, a equipa de Juniores B portista superiorizou-se à formação do Boavista, criando inúmeras oportunidades de golo, para além das três concretizadas. Flávio, Amorim e Filipe Barros foram os autores dos tentos portistas que garantiram o triunfo caseiro face ao conjunto do Bessa. Os Dragões somaram a segunda vitória consecutiva em outras tantas jornadas disputadas no campeonato, seguindo, a par da Académica, no comando da série B da competição, com seis pontos conquistados.
No que diz respeito aos Juniores C, a formação azul e branca estreou o Vitalis Park em jogos oficiais com um triunfo sobre o Feirense, 1-0. O golo da vitória foi apontado por Bernardo, atribuindo aos Dragões a liderança invicta da Série B do campeonato, somando nove pontos nos três encontros já disputados.

Não é Portista queq uer, só é Portista quem pode

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Jovens Dragões só sabem ganhar


Sub 17 estreiam-se a ganhar

Foi com uma vitória no terreno do U. Lamas, 2-0, que a formação de sub-17 do F.C. Porto se estreou no Campeonato Nacional de Juniores B. Eduardo e Amorim foram os autores dos golos que selaram o primeiro triunfo portista na prova.

No encontro da primeira jornada da competição, a jovem formação azul e branca superiorizou-se à equipa de Santa Maria de Lamas através dos remates certeiros de Eduardo, ainda na primeira parte, e de Amorim, já no segundo tempo.

Na próxima ronda do campeonato, agendada para 28 de Setembro, o F.C. Porto recebe o Boavista, numa partida marcada para o CTFD PortoGaia.


Sub-13 conquistam o Torneio Asr’cup e sub-15 alcançaram o o 3º lugar no Torneio Internacional de Abrantes

Duas formações azuis e brancas estiveram envolvidas em competições internacionais ao longo do fim-de-semana, registando em ambas resultados positivos. Nos sub-13, a jovem equipa portista conquistou o Torneio Asr’cup, disputado em Pontevedra, enquanto nos sub-15, os Dragões alcançaram o 3º lugar no Torneio Internacional de Abrantes.

Na prova disputada em Espanha, a equipa de sub-13 do F.C. Porto selou com um triunfo expressivo perante o Deportivo da Corunha, 3-0, a participação na prova que contou, entre outras, com as presenças de equipas como o Celta de Vigo, o Leixões ou o Paços de Ferreira. Destaque ainda para as prestações de Luís Peixoto e Tiago Garcia, respectivamente melhor jogador e melhor marcador da competição que teve lugar em Pontevedra.

No Torneio Internacional de Abrantes, a equipa de sub-15 portista alcançou o terceiro lugar final da prova, depois de bater a formação espanhola do Betis de Sevilha, por 1-0, no encontro de atribuição do terceiro e quarto lugares.

Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode

domingo, 31 de agosto de 2008

Escalões de Formação vencem em toda a linha

As duas formações azuis e brancas que se encontram a disputar o Torneio Audax Willem II, em Tilburg, na Holanda, garantiram o acesso às rondas decisivas da competição nos respectivos escalões. A vitória na prova, que reúne alguns emblemas de nomeada do futebol europeu, decide-se este domingo.

No escalão de sub-13, os jovens Dragões perderam as duas primeiras partidas, frente à formação da casa, o Willem II, por 1-0, e, posteriormente, perante o PSV, por 4-1. No terceiro encontro na prova, os jovens azuis e brancos golearam a formação do Arsenal, por 4-0, carimbando dessa forma a presença nas meias-finais da competição, que se realizam este domingo.

Já na categoria de sub-15, o F.C. Porto entrou da melhor forma na competição, graças a um triunfo sobre o Schalke 04, por 2-1, seguindo-se dois empates a uma bola, perante o Arsenal e frente ao Feyenoord, que permitiram a presença nas meias-finais, igualmente marcadas para este domingo.


Sub 17: Mais uma Vitória na preparação da nova época

A formação de sub-17 do F.C. Porto realizou mais um encontro de preparação para a nova época, vencendo na deslocação ao terreno do Leixões, por 1-0. Maycon foi o autor do tento azul e branco.

A jovem equipa portista defrontou a formação de Matosinhos, num encontro particular disputado no Campo do Perafita. Depois de um empate em branco na primeira metade, os Dragões impuseram-se na etapa complementar, graças ao golo de Maycon, apontado na conversão de um livre directo.


Sub 19: Comecar a vencer

Um golo de Josué, apontado no início do segundo tempo, foi suficiente para garantir o primeiro triunfo portista na edição 2008/09 do Campeonato Nacional de Juniores A. No encontro inaugural da competição, os jovens Dragões impuseram-se perante a formação do Candal, aliando uma exibição positiva a um resultado, 1-0, que apenas pecou por escasso.

Com uma exibição consistente, coroada com o golo de Josué, apontado aos 59 minutos, a equipa orientada por Patrick Greveraars entrou com o pé direito no campeonato de sub-19. A estreia perante o Candal terminou com triunfo azul e branco, 1-0, numa partida disputada no CTFD PortoGaia.

Na segunda jornada, os Dragões deslocam-se ao terreno do Boavista, em partida agendada para 6 de Setembro.

Equipa do F.C. Porto frente ao Candal: Ruca, Paulinho, Hugo, Zé Pedro, Vitor, Ramon, Jorge Chula, Dias, Caetano, Josué e Diogo Viana
Jogaram ainda: Cardoso, Alex e Claro
Não utilizados: Rafael, Joel, Telmo e Miguel Galeão

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