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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Muito sal e pouco sabor

imagem retirada de zerozero
No futebol há jogos assim. Hoje o Futebol Clube do Porto não fez uma exibição que justificasse uma vitória de 4 a 0 diante de um Grupo Desportivo de Chaves que também não fez uma exibição que justificasse tamanha derrota. A partida, para quem a viu com olhos de ver, até que foi muito equilibrada. A grande diferença entre dragões e flavienses foi somente uma: eficácia.

Efectivamente o FC Porto que vi hoje a jogar no Municipal de Chaves foi mesmo assim. Algo com muito sal (golos) mas com pouco sabor (futebol). E custa-me ver uma equipa do calibre da equipa de Sérgio Conceição a ter de viver à custa da eficácia. Tanta dificuldade para se “matar o jogo” dá que pensar. Especialmente quando do outro lado da barricada está uma equipa que tem menos qualidade, mas que luta até ao fim das suas forças. Hoje em Chaves quase que acontecia o mesmo que em Moreira de Cónegos… Isto, claro, se não tivesse aparecido a tal de eficácia que colocou os azuis e brancos a vencer quando nada o fazia prever pois o equilíbrio entre ambas as equipas era uma realidade. E nem a vencer por dois a zero este FC Porto foi capaz de ficar tranquilo dado que os flavienses ainda conseguiram incomodar – e de que maneira - José Sá- Só após o terceiro tento da partida a favor dos portistas é que chegou a tão desejada tranquilidade que permitiu a Sérgio Conceição & Companhia pensar no jogo da próxima quarta-feira diante do Liverpool.

Uma palavra final para deixar aqui bem expresso o meu desejo de que este Chaves de Luís Castro consiga a manutenção. Este GD Chaves é uma equipa que trabalha muito e nunca vira a cara à luta esteja quem estiver do outro lado do campo. Merece a manutenção em detrimento de um Moreirense ou Tondela (por exemplo) que fazem do anti jogo a sua pedra chave. E atenção a este Matheus Pereira. Este jovem avançado pode vir a ser um dos melhores do nosso campeonato. Basta que para tal deixe de correr sem nexo e de se atirar para o chão por tudo e por nada.

Mas lá está, o que interessa no mundo do futebol é a vitória e o Futebol Clube do Porto venceu. O que não invalida que não se chame à atenção de uma série de factores que em tempos não muito distantes custaram a tranquilidade que custou campeonatos e o trabalho de treinadores de qualidade que passaram pelo comando técnico do Futebol Clube do Porto.

MVP (Most Valuable Player): Sérgio Oliveira. O médio internacional português voltou a mostrar que está a atravessar um excelente momento de forma. A vitória portista em pleno Estádio Municipal de Chaves começou a ser construída por Sérgio Oliveira que fez um passe certeiro para Soares que aproveitou para marcar o tento inaugural do jogo. Sérgio Oliveira foi mais uma vez o “patrão” que levou a equipa azul e branca à vitória.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 57´ para resolver o jogo a favor do FC Porto. É nesta altura que Moussa Marega marca o golo que coloca um ponto final na capacidade de luta da equipa transmontana.

Arbitragem: Boa arbitragem da equipa liderada por Artur Soares Dias em Chaves. Tirando um lance em que é possível dar o benefício da dúvida (Maxi toca com o braço na cara de um adversário), os lances foram decididos sem hesitação e de forma correcta.

Positivo: Tiquinho Soares. O futebol é feito de oportunidades e Soares parece estar a querer aproveitar ao máximo a oportunidade que lhe foi dada de mostrar a todos que podem contar com ele.

Negativo: Incapacidade portista. É certo e sabido que a sorte também faz parte do futebol, mas este importante factor nem sempre marca presença. Convinha que o FC Porto percebesse isto de vez.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/02/2018)

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Na fronteira sem olhar para a Europa

É com várias baixas de relevo e com a aproximar do primeiro duelo milionário com o Liverpool que o FC Porto visita o terreno do Chaves. Os dragões querem voltar a terminar a jornada como líderes isolados e para tal terão de encontrar soluções para as limitações e manter o pensamento afastado da Champions.

Do outro lado está agora uma equipa que continua a fazer uma campanha muito positiva e até mantém o sonho do lugar europeu. Acima de tudo, é uma equipa tranquila, que mesmo sem ter conseguido bater o pé a qualquer um dos grandes nesta época, tem somado os pontos desejados nos jogos do «seu» campeonato. Depois de uma série de 10 jogos em que só perdeu com o Benfica, a formação de Luís Castro está confortável e um eventual resultado negativo não constituiria qualquer tipo de drama.
 
A ideia de jogo ambiciosa do Chaves quase só tem esbarrado na qualidade de equipas com outro tipo de recursos. Luís Castro impôs o desejo de ter bola e ataques ponderados pelas alas e essas prioridades não são alteradas de forma gritante em duelos com os três grandes. O castigo em jogos assim tem chegado na forma de um ou outro resultado mais pesado.
 
Mais ausências para os dragões

Aboubakar, Marcano, André André e Danilo Pereira são as ausências confirmadas por Sérgio Conceição, que assim não deverá apresentar uma equipa muito distinta daquela que triunfou no recente clássico da Taça de Portugal. 
 
Jogadores como Sérgio Oliveira ou Diego Reyes, que inicialmente não seriam primeiras opções, têm correspondido por inteiro e não parece haver razão para abdicar destas boas alternativas. Ou estará Sérgio Oliveira mesmo reservado para jogos grandes (e o Liverpool está à espreita...)?

Quanto ao Chaves, a única baixa confirmada é a do médio João Patrão, embora haja duas sérias dúvidas: o lateral Djavan tem trabalhado condicionado, assim como o médio Jefferson. Tendo em conta a posição tranquila da equipa na tabela e o facto de não haver grande pressão do lado flaviense para este jogo, não parece provável que Luís Castro tome grandes riscos.
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Artigo publicado no site zerozero

domingo, 30 de abril de 2017

Quando a bola entra

imagem de zerozero
Qual foi a grande diferença desta partida de Chaves para a anterior diante do Feirense? O Futebol Clube do Porto não jogou nada mal (tal como da outra vez) só que desta vez a bola entrou na baliza adversária. Esta é, sem sombra de qualquer dúvida, a principal diferença entre os aqui referidos jogos.

Tanto Feirense como Chaves apostaram na mesma “estratégia do autocarro” – um triste hábito - mas desta vez os portistas marcaram. Ou seja; desta vez a equipa de Nuno Espírito Santo (NES) conseguiu conciliar uma exibição bastante razoável com uma vitória diante de uma equipa que não esteve nunca interessada noutra coisa senão no empate (vá-se lá saber porquê…). E já que falo aqui nisto; as equipas que defrontam o SL Benfica têm tido o mesmo tipo de comportamento. A diferença está no simples facto de que quando é preciso surge o penalti da praxis a favor do “glorioso” ou então um qualquer atleta formado na Luz resolve “desimpedir” o jogo. Coisas que nunca acontecem ao FC Porto talvez porque os regulamentos competitivos do futebol português assim o determinem. Adiante.

Voltando ao jogo de Chaves, achei interessante o facto de NES ter deixado Oliver no banco de suplentes. O espanhol tem estado um tudo ou nada em baixo de forma nas últimas partidas e tal tem sido aqui falado. Acredito que a vitória azul e branca de hoje tenha passado muito por aí. Claro que ter Rúben Neves em campo a desempenhar as funções de Oliver ajudou bastante. Assim como também terá ajudado o facto de NES ter apostado em Diogo Jota e Jesús Corona nas faixas do ataque portista. Só é pena que Tiquinho Soares não esteja – ainda – habituado a jogar “sozinho” na área adversária.

Após esta complicada deslocação a Trás-os-Montes segue-se agora uma viagem à Madeira para defrontar o CS Marítimo. Acredito que este vá ser um jogo completamente diferente deste de Chaves. Isto porque a equipa madeirense precisa de vencer para poder ainda aspirar a um lugar europeu e como tal estou em crer que o jogo não venha a mesma tristeza que tem marcado presença nos jogos do FC Porto nos últimos tempos.

E já agora uma pequena nota final. É deveras complicado uma equipa criar espaço e trocar a bola quando o adversário só tem como única e exclusiva preocupação fazer anti jogo. Em vez de se criticar este Porto de NES por “demorar a entrar no jogo”, deveriam antes criticar a postura ridícula destas equipas e as “coisas estranhas” que acontecem nos jogos do SL Benfica. Mas não vou por este caminho porque sei que isto de “puxar pela cabeça” é complicado para muito boa gente pois “uma cisma é pior do que uma doença”.

MVP (Most Valuable Player): André André. André André foi a melhor “muleta” que Rúben poderia ter tido num jogo onde a “batalha” do meio campo acabou por ser decisiva. Sempre muito activo e disponível, o médio box to box André André foi o principal responsável pela vitória azul e branca em terras flavienses. Mereceu, e muito, o golo que acabou por marcar após um excelente trabalho colectivo do meio campo dos dragões.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 52 para resolver a contenda a favor do FC Porto. Foi nesta altura que Tiquinho Soares marcou o golo inaugural da partida. Tal obrigou a que o GD Chaves tivesse de abandonar a confortável postura defensiva e tal acabou por abrir espaços que a equipa portista aproveitou.

Arbitragem: Já é um hábito. Todo e qualquer árbitro que apite os jogos do Futebol Clube do Porto pactua - de uma forma directa ou indirecta – com o antijogo adversário. Carlos Xistra foi demasiado brando com as faltas duras cometidas pelos jogadores da equipa flaviense, mas já soube aplicar o regulamento na disparatada falta de Maxi Pereira… A - já – habitual dualidade de critérios. Na 1.ª parte ficou por assinalar uma grande penalidade a favor do FC Porto por mão na bola de um defesa do GD Chaves.

Positivo: Nuno Espirito Santo (NES). O técnico dos portistas “montou” bem a sua equipa e mexeu muito bem quando esta necessitou. Uma prestação a manter nas próximas e decisivas jornadas.

Negativo: Comunicação Social. Tivesse sido o “fabulástico” SLB a vencer em Chaves e não se lia e ouvia tanta crítica. Mais profissionalismo e menis “clubite” da parte de que informa exige-se.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (29/04/2017)

sábado, 29 de abril de 2017

Agarrados à esperança

Depois da desilusão e dos assobios do passado fim de semana, o FC Porto joga em Chaves ainda agarrado à possibilidade de ser campeão nacional. A desconfiança está instalada nos adeptos que viram a equipa de Nuno Espírito Santo perder as duas últimas oportunidades de se aproximar do Benfica e até de o ultrapassar. Agora é uma deslocação teoricamente complicada, mas a missão acaba por ser simples: vencer e ponto final.

Os dragões vão jogar novamente a seguir ao Benfica e as últimas vezes que tal aconteceu não correu bem aos portistas. A equipa de Ricardo Soares está tranquila na temporada e pode aproveitar a pressão do FC Porto. 
 
Baixas de peso
 
Nuno Espírito Santo volta a não ter Brahimi e a isso junta-se a ausência de Danilo Pereira. Por outro lado regressa Corona e deve mesmo apontar ao 11. São duas ausências de peso. Danilo é o esteio do meio-campo e deve ver Rúben Neves ocupar o seu lugar. Já para Brahimi não há uma opção direta. No jogo com o Feirense atuou Óliver mais descaído para a esquerda, mas não correu bem. Jogou depois Otávio que, apesar de ter entrado bem, perdeu algum gás.
 
Talvez pela falta de criatividade que se notou frente ao Feirense, a entrada de Corona no 11 poderá fazer todo o sentido. O extremo poderá ser a melhor opção para servir os dois avançados Soares e André Silva. 
 
Olhando para o Chaves, a equipa de Ricardo Soares está fora da luta pela Europa e até já eliminou o FC Porto da Taça de Portugal. Pode por isso jogar sem pressão e tirar partida da necessidade portista de vencer.
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