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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

UEFA Nations League

Na nossa crónica de hoje vamos analisar esta nova competição iniciada há alguns dias que, segunda a UEFA, consistiu em aproveitar as datas em que habitualmente se jogavam os encontros particulares entre seleções normalmente designadas “datas UEFA”. 

QUAL O FORMATO DA COMPETIÇÃO?

O formato da UNL será bianual com subidas e descidas de escalão, dividindo 55 seleções nacionais europeias em quatro Ligas, de acordo com as respetivas posições no ranking de coeficientes de seleções nacionais da UEFA a 11 de Outubro de 2017. 
De acordo com o formato aprovado, os 55 países membros da União da UEFA foram divididos em quatro divisões, chamadas LIGAS, onde 13 equipas estarão na Liga A, 14 equipas na Liga B, 14 equipas na Liga C, e 14 equipas na Liga D, tendo nesta primeira edição os países sido selecionados de acordo com suas posições no ranking da UEFA.
Em cada LIGA, os vencedores de cada Grupo são promovidos e disputam a fase final (ver abaixo). Quatro equipas serão despromovidas para a LIGA abaixo na edição seguinte da competição, a disputar em 2020. O ranking geral da UNL determinará, depois, os potes dos sorteios para as qualificações europeias subsequentes

Para além disso, a UNL irá conferir às seleções nacionais outra oportunidade de se qualificarem para a fase final do UEFA EURO, onde quatro seleções garantem o apuramento através de um play-off, a disputar em Março de 2020 (ver abaixo). 

QUANDO SE DISPUTA A UEFA NATIONS LEAGUE?

Os jogos dos Grupos da UNL serão disputados ao longo de seis jornadas, em forma de "jornadas duplas", em Setembro, Outubro e Dezembro de 2018. A fase final para as equipas que vencerem os quatro Grupos da LIGA A, está agendada para Junho de 2019.

Para essa fase final os vencedores dos quatro Grupos jogarão entre si em encontros a eliminar (meias-finais, jogo de atribuição do terceiro lugar e final) em Junho de 2019, de forma a consagrar o campeão da UEFA Nations League. Os embates das meias-finais serão decididas por sorteio e o local será decidido pelo Comité Executivo da UEFA em Dezembro de 2018, sendo o anfitrião escolhido de entre os quatro finalistas. Os jogos dos play-offs decorrerão em Março de 2020 (ver abaixo). 

IRÁ O APURAMENTO PARA O UEFA EURO SOFRER ALTERAÇÕES?

As mudanças feitas ao apuramento para o UEFA EURO tornam-no mais simples. Serão10 grupos, com as 2 melhores equipas de cada grupo a apurarem-se automaticamente e os restantes 4 lugares a serem atribuídos aos vencedores do "play-off" da Qualificação Europeia, nos quais têm direito a participar os vencedores dos 16 grupos da UNL

O sorteio da fase de qualificação para a UEFA EURO 2020 será realizado após a conclusão da UNL e colocará as 4 seleções presentes na fase final da UEFA Nations League em grupos de cinco equipas onde a qualificação se mantém: uma equipa pode defrontar qualquer outra.

A Qualificação Europeia para a UEFA EURO 2020 começará em Março de 2019. Haverá duas rondas de jogos em Março, Junho, Setembro, Outubro e Novembro de 2019. Ao todo, serão constituídos 6 grupos de cinco seleções e 4 grupos de 6 seleções (10 grupos no total), a disputar ao longo de 10 jornadas (tal como acontece atualmente). O vencedor e o segundo classificado de cada um dos 10 grupos garantirão o apuramento automático para a fase final da UEFA EURO 2020 (a disputar em Junho de 2020). Se algum dos vencedores dos grupos tiver garantido o apuramento através da Qualificação Europeia, então a posição no play-off será atribuída à selecção com melhor ranking na Liga em questão. Se numa LIGA não restarem seleções ainda não apuradas suficientes, os restantes lugares passarão para seleções de outra LIGA, tendo em conta o ranking geral dessa LIGA. Cada LIGA terá um caminho próprio nesse play-of", com duas meias-finais e uma final jogada a uma só mão. O vencedor de cada um desses caminhos garante uma vaga na UEFA EURO 2020.
COMO SÃO CALCULADOS OS RANKINGS GERAIS DA UEFA NATIONS LEAGUE?

Dentro de cada LIGA (A, B, C e D), o ranking geral é calculado com base nos pontos, diferença de golos, golos marcados, golos marcados fora, vitórias, vitórias fora, pontos, questões disciplinares e coeficiente. 

QUAIS SÃO AS VANTAGENS PARA AS FEDERAÇÕES E PARA AS SELEÇÕES NACIONAIS?

 As federações e selecionadores consultados pela UEFA revelaram sentir que os amigáveis não permitem competitividade desportiva adequada. A UNL vai permitir jogos mais competitivos e um calendário e estrutura dedicados ao futebol de seleções.

Para as nações de "ranking" médio e mais pequenas, a UNL vai permitir uma possibilidade extra de qualificação para a fase final do EURO. As nações pior classificadas – as últimas 16 do "ranking" – têm agora garantido um lugar nas 24 vagas para a UEFA EURO. As equipas com menor ranking que tenham sentido dificuldades contra equipas com um ranking superior que o seu irão agora ter a oportunidade de participar em jogos equilibrados.
Com a UNL a substituir a maioria dos jogos amigáveis, ainda assim haverá espaço no calendário para essas partidas, especialmente para as seleções de topo que podem querer defrontar adversários de fora da Europa, já que integrarão grupos de três seleções.

As federações e as seleções irão beneficiar da melhor definição do calendário de jogos, existindo agora alguma folga entre o final do EURO e do Campeonato do Mundo, e vice-versa, além de estabilidade nas receitas. 

QUAIS SÃO AS VANTAGENS PARA OS ADEPTOS?

Os adeptos, mais do que ninguém, percebem que a maioria dos amigáveis não tem interesse. Agora vão passar a ter a oportunidade de ver a sua seleção disputar mais jogos oficiais, participar numa nova competição e obter uma segunda oportunidade de qualificação para os principais torneios internacionais. Em cada ano par há um vencedor do Mundial ou do EURO; agora, a cada ano ímpar, haverá um campeão da UEFA Nations League. O futebol gira à volta da competição e agora, tal como no futebol de clubes, haverá um campeão de seleções no fim de cada temporada. 

ISTO VISA APENAS GERAR MAIS RECEITAS?

Não. As finanças não foram o motor da nova competição. Contudo a competição terá os mesmos direitos centralizados para os media recentemente introduzidos para todos os jogos da Qualificação Europeia, pelo que as federações vão poder usufruir de maior estabilidade na sua receita. Haverá também um prémio monetário para cada um dos 16 vencedores dos grupos da UEFA Nations League e para as seleções finalistas na competição final four.

Até à próxima

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

No Mundial com a graça de todos os “Santinhos”

imagem retirada de zerozero
Quem viu esta partida diante da Suíça (como eu) com toda a certeza que fica feliz pelo apuramento directo para o Mundial de futebol que se vai realizar no próximo ano na Rússia, mas há que ser sincero e dizer que esta vitória lusa diante de uma equipa helvética muito competitiva ficou a dever-se a um “pequeno grande milagre” da parte de “Todos os Santinhos e mais alguns”. Especialmente se tivermos em linha de conta a péssima primeira parte que Portugal realizou. Até parecia que os nossos jogadores não sabiam fazer outra coisa senão cruzar bolas para as mãos do guarda-redes suíço. Por acaso até que foi num deste cruzamentos à sorte que o defesa suíço Johan Djorou meteu a bola na sua própria baliza após uma carambola com Sommer (um excelente GR, diga-se de passagem). Confesso que fiquei com a sensação de que Sommer deveria ter abordado o lance de outra forma (os melhores também erram), mas os “Santinhos” estiveram do lado de Portugal neste lance. E ainda bem que assim o foi, pois este golo português abalou a equipa suíça e permitiu a Portugal apresentar um futebol muito melhor na segunda parte.

Futebol é isto mesmo. Por vezes lá surge aquilo que muitos apelidam de “estrelinha de campeão” e se ganha um jogo complicado. Portugal, actual campeão europeu de selecções – teve hoje direito a esta ”estrelinha” e lá levou de vencida uma Suíça que se preparava para fazer o mesmo que fez aquando do primeiro jogo com Portugal na fase de qualificação para i Mundial (fase esta que acabou de terminar).

É um facto, a Suíça não mereceu – de todo – perder no Estádio da Luz e confesso que se Portugal for jogar assim para o Mundial as coisas podem não correr lá muito bem. A ver vamos, mas nada justifica a imensa euforia de certos adeptos e comentadores que estão a fazer de Fernando Santos uma espécie de “super-hiper-mega” Treinador. O Homem nem no onze inicial e substituições acertou. Então hoje que era necessário um médio recuperador de bolas que ajudasse William Carvalho a organizar o jogo ofensivo de Portugal, Danilo fica no banco e só entra nos minutos finais para segurar a vitória? E porque não ter-se apostado na velocidade de Gélson e na técnica/experiência de Quaresma diante de uma Suíça que não precisava senão de um empate para se qualificar directamente para o Mundial?

Mas lá está, hoje os “Santinhos todos” estiveram com as nossas cores e lá se conseguiu um apuramento que (salvo erro da minha parte) terá sido dos mais difíceis da história da nossa Selecção. Agora vamos aguardar pelo que vai acontecer até Maio de 2018. Que não surjam lesões graves e que os jogadores chave do unido grupo de Fernando Santos estejam em boa forma quando a bola começar a rolar nas terras russas. Até lá, façam o favor de não alimentar ilusões estúpidas.

MVP (Most Valuable Player): André Silva. O jovem avançado terá sido o “menos mau” de um grupo de jogadores que hoje estava muito desinspirado e demasiado nervoso. André Silva foi o marcador do golo que “carimbou em definitivo o passaporte” de Portugal para a Rússia, e tal acaba por ser um feito histórico dado que o “miúdo” marcou golos a todos os adversários de Portugal na fase de qualificação.

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 41´, altura em que o defesa suíço Johan Djorou introduziu a bola na baliza da sua equipa. A partir deste momento a Suíça perdeu o controlo do jogo e permitiu que Portugal vencesse a partida com relativa tranquilidade.

Arbitragem: Dois lances muito duvidosos de análise de Cünet Çakir. Aos 37 minutos, o árbitro turco deixou passar em claro uma mão na bola de Ricardo Rodríguez, após remate de Cristiano Ronaldo, e, aos 52, não admoestou Lichtsteiner na sequência de um pisão do lateral suíço em André Silva. Má arbitragem que, felizmente, não teve influência no resultado final.

Positivo: Apuramento. No final de contas o que se pode realçar pela positiva é, tão-somente, o apuramento directo de Portugal para o Mundial. Tal é um feito tendo em consideração o forte (e justificado) mano a mano com os suíços.

Negativo: Mediatismos. O que raio me interessa a mim, enquanto amante do futebol, que a cantora norte-americana Madonna tenha estado a ver o jogo no Estádio da Luz? Somente a velha parolice portuguesa (RTP) pode ver em tal motivo de tanto destaque.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (10/10/2017)

domingo, 8 de outubro de 2017

Mais problemas que soluções

imagem retirada de zerozero
Se há ilação que podemos – e devemos – retirar da vitória portuguesa em Andorra é que existem mais problemas do que soluções sempre que a nossa selecção tem de defrontar uma equipa que seja um pouco “fora do normal”. Isto porque a primeira parte da nossa selecção foi constrangedora e, sobretudo, preocupante. E tal sucedeu muito por culpa de Fernando Santos.

Obviamente que haverá quem vá olhar para o resultado final de 2 a 0 a favor de Portugal e dizer que tudo acabou bem e o resto é paisagem, mas convêm ter em linha de conta que até ao momento os suíços não perderam um único jogo da fase de qualificação para o Mundial da Rússia. Acrescente-se que estes dependem, única e exclusivamente, só deles para o apuramento directo. Dito de outra forma, se Fernando Santos e equipa não tiverem retirado as devidas e necessárias ilações desta partida de Andorra, bastará à Suíça forçar um empate na próxima terça-feira em Lisboa e esta apura-se directamente para o Mundial. Um sério aviso para Portugal dado que os helvéticos defendem bem melhor do que os andorrenhos.

Obviamente que na próxima terça não se vai colocar o problema das reduzidas dimensões do campo e do – naturalmente – irregular piso sintético. Mas sabendo de tal, quem mandou a Fernando Santos apostar num onze de “velocistas” e tecnicistas? Ricardo Quaresma e Gelson Martins nas alas atacantes de Portugal são sinónimo de velocidade e muita técnica, mas isto num campo pequenino e irregular como o de Andorra vale zero. Foi muito por isto que na primeira parte a nossa equipa não fez nada mais senão ir trocando a bola de lado para a lado num ritmo que alternou entre o devagar, devagarinho. Escusado será dizer que o defesa Nélson Semedo sofreu do mesmo mal dos seus colegas de ataque não obstante este ter-se esforçado.

No meio campo luso ficou por perceber a aposta em Danilo Pereira… Andorra foi uma selecção que nos jogos que realizou até ao momento tinha apresentado (alguma) ideia atacante que justificasse a aposta num médio cuja especialidade não é a organização de jogo mas sim a recuperação de bola?

Felizmente temos ao nosso dispor o Melhor Jogador do Mundo, e foi mioto por causa dele que a Equipa de Todos Nós saiu de Andorra com os três pontos na bagagem. Agora faço sinceros votos de que para além dos 3 pontos a nossa equipa tenha também trazido a evidência de que contra a Suíça vai ser preciso fazer muito mais do que aquilo que vimos hoje.

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. O melhor Jogador do Mundo entrou somente na segunda parte do jogo, mas foi ele o “catalisador” que despertou a equipa lusa e a conduziu à vitória num campo tremendamente difícil pelas suas dimensões e piso irregular.

Chave do Jogo: Apareceu no início da segunda parte da partida. A entrada de Cristiano Ronaldo em campo foi, sem sombra de qualquer dúvida, o factor que fez com que a vitória pendesse para Portugal.

Arbitragem: Trabalho positivo este que o Sr. Miroslav Zelinka e restante equipa levaram a cabo. Nada a apontar ao trabalho da equipa de arbitragem.

Positivo: Emigrantes portugueses. Mais parecia que Portugal estava a jogar em casa, tal era o entusiástico e tremendo apoio da comunidade portuguesa residente em Andorra. Parabéns emigrantes!

Negativo: João Mário. João Mário não acertou uma durante todo o tempo que esteve em campo. Lento e previsível em todos os aspectos. Os ares de Itália parecem estar a fazer mal ao talentoso médio.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/10/2017)

domingo, 26 de março de 2017

Crónica da normalidade

imagem de zerozero
Se me pedirem para descrever o Portugal 3 x Hungria 0 numa frase, eu diria de imediato “crónica da normalidade”. Não que a nossa selecção não tenha tido as suas dificuldades em levar de vencida uma equipa húngara que tanto deu que fazer no último Europeu de selecções, mas a verdade seja dita que hoje Portugal foi muito mais competente do que na altura e, desta forma, evitou os dissabores que já tinha sentido no já aqui citado passado recente.

Mas não se pense que a equipa de Todos Nós teve pela frente uma partida fácil. A Hungria veio a Portugal com um único objectivo: empatar! E para tal o seu seleccionador montou uma equipa que durante muito tempo pareceu a selecção da Bolívia.

A Hungria começou o jogo com uma linha defensiva de cinco defesas (3 centrais e dois laterais), um meio campo densamente povoado e na frente apresentou um ponta de lança que mais parecia um “tanque humano”. Era tremendamente difícil à linha avançada de Portugal criar perigo na baliza húngara. Para mais no meio campo luso coabitavam duas “moscas mortas” de nome William Carvalho e André Gomes que não sabem o que é velocidade de execução. Durante muito tempo o futebol ofensivo de Portugal era quase que exclusivamente lateralizado.

Felizmente nas zonas laterais estava um Ricardo Quaresma, um João Mário e um Raphael Guerreiro que, por força da insistência, ajudaram André Silva a abrir uma brecha no tremendo “muro” húngaro. Cristiano Ronaldo aproveitou esta mesma brecha para derrubar, de vez, o dito muro mas os problemas da nossa selecção continuavam a ser os mesmos por força da estratégia húngara e da insistência de Fernando Santos em manter as duas “moscas mortas” em campo.

Com a chegada da segunda parte e a perder por duas bolas a zero a Hungria mudou o seu sistema de jogo, procurou pressionar os defesas de Portugal e a partir daí as tais “moscas mortas” começaram a jogar melhor. Mas mesmo assim não se pode dizer que Portugal tenha tomado conta do jogo, não obstante a vantagem no marcador e a mediana qualidade do adversário assim o permitir. A tal tranquilidade só apareceu após Cristiano Ronaldo ter marcado um grande golo de livre.

Mas pronto, o importante é que Portugal ganhou e continua a perseguir uma Suíça que teima em não vacilar nesta longa corrida para o Mundial da Rússia.

MVP (Most Valuable Player): João Mário. O médio do Inter jogou e fez jogar. Foi muito por causa do excelente trabalho ofensivo de João Mário que a nossa selecção levou de vencida uma “chatinha” Hungria. Apenas faltou o golo para “coroar” a enorme exibição do médio.

Chave do Jogo: Veio tarde. E veio para resolver a contenda a nosso favor. Apareceu no minuto 65´, altura em que Cristiano Ronaldo marcou o terceiro golo de Portugal. Só neste momento é que acabou a resistência húngara.

Arbitragem: Não há nada a apontar ao trabalho da equipa de arbitragem. A partida foi tranquila e ambas as equipas procuraram - quase sempre - levar a cabo um jogo limpo não obstante aqui e acolá os húngaros terem abusado um pouco do físico. O Sr. Szymon Marciniak e restante equipa estiveram bem neste jogo de selecções que se realizou no Estádio da Luz.

Positivo: André Silva/Cristiano Ronaldo. Qualquer equipa do mundo daria tudo para ter uma frente de ataque composta por Cristiano Ronaldo e André Silva. O entendimento quase perfeito entre ambos permite a Portugal ter uma frente de ataque temível que tem sido o “abono de família” da equipa das Quinas neste apuramento.

Negativo: André Gomes. Agora percebo porquê razão este é tão criticado no FC Barcelona. Lento a executar, lento a ler o jogo e muito lento com a bola nos pés. Pior do que ele na sua posição só mesmo o Héctor Herrera do Futebol Clube do Porto.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (25/03/2017)

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Simplesmente André Silva!


imagem retirada de zerozero

Mais uma jornada no apuramento para o Mundial da Rússia e onde a história foi (felizmente) a mesma de sempre. Ou seja; Portugal venceu e goleou um adversário frágil. E tudo isto porque o conjunto luso não complicou nem deixou, em momento algum, que a complacência que todos vimos em Basileia entrasse em campo.

Contudo esta partida trouxe-nos uma novidade. E que novidade! André Silva marcou três golos e só por mero azar não conseguiu um poker! Graças a tal André Silva tem agora 4 internacionalizações pela equipa A de Portugal e…4 golos marcados! Nada mau para um atleta que foi fortemente banalizado - e até mesmo ridicularizado - pelo “mestre” António Tadeia e o seu amigo de comentário que só tinham olhos para Gélson Martins (um fabuloso “produto” de uma certa Academia).

E já que falo aqui no Gélson, tenho que dizer que não vi nada de especial no moço. Quer dizer ele correr até que corre. Agora fazer mais do que isto é que deve ser complicado. O mesmo digo de William Carvalho que parece nunca mais ter encontrado caminho das boas exibições. Felizmente Portugal defrontou um adversário relativamente frágil e a seriedade dos nossos jogadores foi mais do que muita.

Chave do Jogo: Subscrevo por completo aquilo que foi escrito pelo Jornalista do zerozero Duarte Monteiro que disse que tal como frente a Andorra, o primeiro golo bem cedo desatou um tipo de jogo que pode complicar-se se com o passar do tempo. André Silva fez o 0x1 aos 12 minutos e a partir daí tudo se tornou mais fácil para Portugal.

Arbitragem: Gediminas Mazeika teve um ou outro erro de juízo, mas no geral esteve bem. O jogo também não foi nada complicado de se dirigir no que à arbitragem diz respeito.

Positivo: André Silva. Três golos marcados e uma exibição fantástica. Ima aposta a manter mesmo nos jogos mais complicados.

Negativo: Dureza excessiva. Já se sabe que Portugal é - de longe – muito mais forte do que as Ilhas Faroé, mas era escusada tanta pancadaria da parte dos nórdicos.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Bienvenue Portugal!

Um golo de João Moutinho, aos 66 minutos, carimbou o passaporte de Portugal para o Europeu de 2016. Sem calculadoras ou complicações, a turma das Quinas já tem presença reservada na prova.  Braga recebeu de braços abertos a Selecção que venceu a Dinamarca por uma bola a zero.
 
Perante uma equipa muito física e com um futebol muito musculado, Portugal ia tentando atacar com critério sempre que tinha bola. E ia tendo muitas vezes. A circulação era, todavia, lenta e muito à procura de um Cristiano Ronaldo vigiado de bem perto pela defesa Dinamarquesa.
 
A equipa nacional procurou sempre ser competente e consistente. Teve posse, originou ocasiões para golo e conseguiu ter o adversário controlado; adversário, esse, que tentava o "assédio" às redes de Rui Patrício em lances de bola parada e contra-ataques rápidos. Mas o possante Nicklas Bendtner, referência de área dos Vikings, esteve sempre muito desacompanhado.
 
Ao intervalo, as equipas recolheram aos balneários com um empate sem golos. Portugal tinha atacado mais mas tentou em demasia cruzamentos para a área. E o futebol aéreo ia sendo, com naturalidade, resolvido pelas "torres" made in Dinamarca.
 
Restavam 45 minutos (mais os descontos), em Braga. O resultado, assim, colocava, desde já, a Selecção das Quinas no Euro 2016.
 
E foi isso que os Dinamarqueses tentaram contrariar no regresso. Apostados em chegar rápido às redes de Rui Patrício, a turma de Morten Olsen teve mais iniciativa perante uma equipa nacional Lusa que ia tentando não recuar muito no terreno. Danilo Pereira, Bernardo Silva (com muito trabalho em apoio defensivo) e Moutinho equilibravam o miolo e projectavam a Selecção para a frente.
 
E seria o camisola 8 a inaugurar o marcador. Minuto 66', o Municipal de Braga viu Moutinho balançar as redes, depois de um excelente trabalho. O jogador do Monaco recebeu a bola à entrada da área, tirou dois adversários do caminho e rematou forte e colocado. Schmeichel nada conseguiu fazer. O comandante Moutinho acabava de dar ordens para o voo rumo a França levantar.
 
Até final, Portugal segurou a preciosa vantagem que coloca a turma das Quinas no Europeu de França, a realizar no próximo ano. A visita a território Sérvio será, por isso, já um teste para a prova Gaulesa.
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo: João Moutinho

terça-feira, 8 de setembro de 2015

O apuramento aqui tão perto

Apenas pecou por tardio o golo que permitiu a Portugal levar de vencida a Selecção da Albânia. Miguel Veloso, que jogou pela primeira vez sob o comando de Fernando Santos, foi o herói Português em solo Albanês, ao concretizar, de cabeça e já dentro do período de compensação, um belo pontapé de canto cobrado por Ricardo Quaresma.
 
A festa da Selecção Lusa foi tremenda. Uma festa feita com inteira justiça porque Portugal foi globalmente melhor que a Albânia – apesar de nos últimos 15 minutos o encontro se ter partido – e que permite à Selecção orientada por Fernando Santos estar com um pé no Campeonato da Europa de 2016, em França.
 
Obrigado a mexer no meio campo por causa das ausências de Tiago e João Moutinho, Fernando Santos optou por dar a oportunidade a Bernardo Silva, que cumpriu bem com a missão que lhe foi dada, e a Miguel Veloso, que jogou pela primeira vez sob o comando do actual Selecionador. Portugal entrou bem, de forma organizada e a jogar em toda a extensão do campo, não permitindo à Albânia pegar no jogo.
 
Os Albaneses optaram por jogar com um meio campo muito junto e para contrariar isso Portugal apostou nos passes directos, com Miguel Veloso e Bernardo Silva a tentarem assistir os jogadores mais rápidos da frente, Nani e Cristiano Ronaldo. O Capitão da Selecção Portuguesa esteve mesmo muito perto de marcar aos 12 minutos, através de um remate que obrigou o guarda-redes Albanês a ceder canto. Na sequência, Nani atirou ao poste.
 
As ocasiões, apesar de falhadas, permitiram a Portugal subir mais no terreno e foi a partir deste momento que Bernardo Silva mais se destacou, tendo como ponto alto um remate que saiu a poucos centímetros do poste, a cinco minutos do intervalo. Danilo Pereira, com a ajuda de Miguel Veloso quando era necessário, dava segurança defensiva ao meio campo, e o médio do Monaco combinou bem com Danny, o que lhe permitiu fazer uma boa ligação entre o miolo e o ataque Português.
 
Portugal tinha o controlo do jogo, tinha a bola na sua posse e era por culpa da ineficácia que ainda não estava na frente do marcador. Prova disso é que Rui Patrício foi um mero espectador ao longo de toda a primeira parte, tendo o primeiro remate da Albânia surgido aos 35 minutos, embora não tenha sido enquadrado com a baliza e ainda tenha sofrido um desvio na defesa.
 
Na segunda parte manteve-se o domínio Luso e Danny podia ter dado vantagem a Portugal, após um cruzamento de Cédric. Mas o Selecionador da Albânia mexeu bem na equipa e o 0 x 0 manteve os Albaneses em jogo, pelo que se adivinhava – como se veio a verificar – que os últimos minutos iriam ser partidos e perigosos.
 
Dos 75 minutos em diante não houve domínio de qualquer um dos lados. Houve, sim, a sorte a proteger os guarda-redes de ambas as Selecções. Primeiro foi Rui Patrício, que viu a bola bater no poste após ter desviado num defesa Luso. Depois foi Berisha que, após ter sido batido por um «chapéu» de Eliseu, viu a bola sair a centímetros do poste. Tudo parecia indicar que ia haver uma divisão de pontos, até que Miguel Veloso, após canto de Ricardo Quaresma, apareceu e com um cabeceamento certeiro deu a vitória a Portugal.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo; Danilo Pereira