Falar de futebol é uma coisa engraçada. Faz lembrar aquele velho ditado português “em casa que não há pão, todos ralham sem razão”.
Realmente a “fome” de títulos que assola hoje a massa adepta do Futebol Clube do Porto está a levar muita gente à loucura… Agora entrou-se na fase do “messias”. Daqui a nada passamos para a fase de exigir a “cabeça” do treinador caso Brahimi o “Messias” não revele ser a solução mágica de todos os problemas da equipa.
Pessoalmente nada me move contra Yacine Brahimi. O jogador tem um talento fenomenal e só não dá tudo o que tem ao serviço do Futebol Clube do Porto porque não quer. É notória a sua falta de vontade. Só quem for mesmo ceguinho é que não vê o óbvio.
Mas vamos supor que Brahimi até que está mesmo disposto a dar tudo por tudo pelo FC Porto. Mas a coisa não vai funcionar nunca porque o actual “problema” do FC Porto é este:
Não obstante, tenho vindo a que Nuno está a trabalhar melhor ao nível da psicologia, do que ao nível da táctica. O problema que vejo é que me parece que muitas das críticas que apontamos à equipa, nomeadamente o posicionamento em organização defensiva e o excesso de bolas sem nexo por alto e em profundidade não vão mudar, porque me parece que fazem parte da ideologia do treinador. Nuno não quer ter a bola muito tempo na defesa. Tenta-se arranjar rapidamente opções de passe curto e, se elas não aparecem, bola na frente e pressão nas segundas bolas. Nuno quer aproveitar o espaço nas costas da defesa adversária e, para isso, está disposto a encostar a sua própria linha defensiva à sua própria baliza. São as ideias dele. Habituem-se! Eu tenho de confessar de que gosto da atitute mas acho que está a ser desperdiçada em ideias que são curtas para o talento individual que temos na frente nomeadamente nos pés de Corona, Otavio e Oliver. De vez em quando, vamos apanhar jogos em que o adversário está mais habituado a lidar com chuveirinho, como aconteceu na primeira parte de ontem, e aí o futebol vai parecer ridículo. Mas outras vezes vamos ter adversários que lidam mal com esta pressão, como o Benfica, e aí podemos brilhar mais.
In Basculação (23/11/2016)
Se os meus caros e minhas caras vissem realmente futebol em vez de andarem a rezar aos “Messias” e a pedir cabeças de treinadores, facilmente chegariam à mesma conclusão a que chegou o prata do blog Basculação. E eu também já venho há muito dizendo o mesmo.
Yacine Brahimi não é um semideus que vai pegar na bola no meio do campo, fintar 6 adversários, colocar a bola por cima do guarda-redes e fazer o golo indo depois festejar dentro da baliza onde se encontra esta mesma bola. Lembrem-se de que estamos a falar da vida real e não de um qualquer simulador onde tudo segue uma determinada lógica.
Até digo mais, se porventura Nuno optar por colocar Brahimi em campo no próximo fim-de-semana, o mais provável é depois os tais que gritam a plenos pulmões pelo “Messias” virem para a Bluegosfera (e não só) criticar o argelino porque este é individualista e dizer que o treinador é incompetente.
Realmente a “fome” de títulos que assola hoje a massa adepta do Futebol Clube do Porto está a levar muita gente à loucura… Agora entrou-se na fase do “messias”. Daqui a nada passamos para a fase de exigir a “cabeça” do treinador caso Brahimi o “Messias” não revele ser a solução mágica de todos os problemas da equipa.
Pessoalmente nada me move contra Yacine Brahimi. O jogador tem um talento fenomenal e só não dá tudo o que tem ao serviço do Futebol Clube do Porto porque não quer. É notória a sua falta de vontade. Só quem for mesmo ceguinho é que não vê o óbvio.
Mas vamos supor que Brahimi até que está mesmo disposto a dar tudo por tudo pelo FC Porto. Mas a coisa não vai funcionar nunca porque o actual “problema” do FC Porto é este:
Não obstante, tenho vindo a que Nuno está a trabalhar melhor ao nível da psicologia, do que ao nível da táctica. O problema que vejo é que me parece que muitas das críticas que apontamos à equipa, nomeadamente o posicionamento em organização defensiva e o excesso de bolas sem nexo por alto e em profundidade não vão mudar, porque me parece que fazem parte da ideologia do treinador. Nuno não quer ter a bola muito tempo na defesa. Tenta-se arranjar rapidamente opções de passe curto e, se elas não aparecem, bola na frente e pressão nas segundas bolas. Nuno quer aproveitar o espaço nas costas da defesa adversária e, para isso, está disposto a encostar a sua própria linha defensiva à sua própria baliza. São as ideias dele. Habituem-se! Eu tenho de confessar de que gosto da atitute mas acho que está a ser desperdiçada em ideias que são curtas para o talento individual que temos na frente nomeadamente nos pés de Corona, Otavio e Oliver. De vez em quando, vamos apanhar jogos em que o adversário está mais habituado a lidar com chuveirinho, como aconteceu na primeira parte de ontem, e aí o futebol vai parecer ridículo. Mas outras vezes vamos ter adversários que lidam mal com esta pressão, como o Benfica, e aí podemos brilhar mais.
In Basculação (23/11/2016)
Se os meus caros e minhas caras vissem realmente futebol em vez de andarem a rezar aos “Messias” e a pedir cabeças de treinadores, facilmente chegariam à mesma conclusão a que chegou o prata do blog Basculação. E eu também já venho há muito dizendo o mesmo.
Yacine Brahimi não é um semideus que vai pegar na bola no meio do campo, fintar 6 adversários, colocar a bola por cima do guarda-redes e fazer o golo indo depois festejar dentro da baliza onde se encontra esta mesma bola. Lembrem-se de que estamos a falar da vida real e não de um qualquer simulador onde tudo segue uma determinada lógica.
Até digo mais, se porventura Nuno optar por colocar Brahimi em campo no próximo fim-de-semana, o mais provável é depois os tais que gritam a plenos pulmões pelo “Messias” virem para a Bluegosfera (e não só) criticar o argelino porque este é individualista e dizer que o treinador é incompetente.
