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quarta-feira, 29 de março de 2017

Claro que correu mal!

imagem retirada de zerozero
Não há que esconder. O teste diante da Suécia correu mal. Não adianta nada estar a retocar o que não deve ser retocado. É que os próximos jogos da nossa selecção são oficiais, e uma derrota pode muito bem colocar um ponto final no apuramento directo para o Mundial da Rússia.

E o que falhou? Simples. O meio campo. Uma coisa é jogar com um meio campo com Renato Sanches, Moutinho e Danilo Pereira. Isto porque Renato Sanches, não obstante a sua qualidade futebolística, parece ainda não ter aprendido que no futebol não é tudo para a frente (surpresa?)… Há que vir atrás buscar a bola Renato! Quem fazia este papel na perfeição era Danilo Pereira e - por vezes – João Moutinho. Na segunda parte este papel de complemento ao Renato coube ao “pastel de nata” William Carvalho e ao vulgaríssimo Pizzi (este último só é bom no Benfica… Porquê será?). Jogar sem um “fui condutor” no meio campo, Portugal passou a optar pela bola para a frente e Éder e/ou Gélson Martins/Ricardo Quaresma que resolvam. Os suecos - nada habituados a estas coisas do futebol directo – agradeceram. A completar o “ramalhete” eis que a equipa de Todos Nós apresentou na baliza um tal de Marafona que sempre que uma bola vinha cruzada pelo ar (outra característica de jogo que os suecos não gostam mesmo nada) era o “ai Jesus, nosso Senhor!”

Apesar de tudo o jogo até que teve factos positivos. Para além do ambiente que foi fantástico, há que dizer que uma frente de ataque composta por Cristiano Ronaldo, Gélson Martins e Berardo Silva é “dinamite pura”! A utilizar em jogos futuros mas, repito, há que fazer tal com um meio campo que saiba transportar a bola. Especialmente quando do outro lado do campo estiver uma equipa como esta Suécia.

MVP (Most Valuable Player): Danilo Pereira. Danilo Pereira em forma é uma peça fundamental para qualquer equipa. Fernando Santos que o diga e anote a negrito no seu bloco de notas para que no futuro coloque no banco o William “pastel de nata” Carvalho e aposte num atleta que é actualmente dos melhores do mundo na recuperação de bolas.

Chave do Jogo: Não é preciso ser-se um génio do futebol para se perceber que Portugal perdeu este jogo ao intervalo. Fernando Santos “mexeu mal” no onze ao intervalo e o resultado foi o que se viu. O próprio seleccionador nacional reconheceu este seu erro na conferência de imprensa.

Arbitragem: Não há nada a apontar ao trabalho da equipa de arbitragem. A partida foi tranquila e ambas as equipas procuraram levar a cabo um jogo limpo.

Positivo: Gélson Martins. Enquanto teve a boa companhia de Ronaldo, Bernardo, Danilo e Moutinho, Gélson “partiu a louça toda” tendo mostrado qualidades fantásticas para um jogador tão jovem.

Negativo: William “pastel de nata” Carvalho. As razões já foram aqui mencionadas, pelo que não me parece que deva repetir tufo novamente. Acrescento somente que é muito por causa destas coisas que o Sporting CP está como está.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/03/2017)

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ainda não foi desta Portugal

Ainda não foi desta que Portugal conseguiu um Título na categoria de Sub-21. Contra a Suécia, em Praga, desta vez não houve pacto de não-agressão nos 90 minutos, nem nos 30 adicionais, só que os Lusos não conseguiram chegar ao golo, quer em 4x4x2, quer em 4x3x3. Por isso, alguém tinha que sofrer. Foi Portugal, outra vez a morrer na praia, não dando sequência à supremacia que tinha demonstrado contra a Alemanha.
 
Imponente, personalizado, imperial, mandão. Portugal era favorito nas casas de apostas e não fugiu às responsabilidades. Entrou com a sua melhor versão, com um rosto positivo e de futebol bem rendilhado.
 
Ivan Cavaleiro foi o que mais deu nas vistas no primeiro tempo, embora nem sempre pelo lado positivo. Em termos de desequilíbrio sim, foi o que mais arriscou no um para um e o que mais vezes conseguiu sucesso nesse parâmetro. Só que, quase sempre que era servido nas costas da defensiva contrária, era apanhado pela bandeirola do fora de jogo.
 
Portugal era melhor. A Suécia aceitou o favoritismo e os maiores argumentos Lusos, por isso recuou no terreno e deu a iniciativa. Fechou os espaços e, mais importante que tudo, blindou Bernardo Silva, que não teve hipótese de fugir à apertada marcação. Depois, saiu em contra-ataque, embora quase nunca com sucesso.
 
Em suma, uma primeira parte onde Portugal mandou, onde esteve muito próximo do golo quando Sérgio Oliveira bateu o livre à trave, mas na qual o 0 x 0 acabava por se justificar. Tacticamente, as duas equipas estavam a cumprir. Era, portanto, no balneário que a diferença poderia ser feita.
 
O banco trouxe o refresco necessário para os Lusos. Quer Tozé, quer Iuri Medeiros aumentaram a produção ofensiva nacional, à qual só Guidetti ripostou logo no início. O Estorilista com uma meia distância assinalável, a fazer tremer Carlgren. O Arouquense com dinamismo.
 
Porém, continuava a haver uma pecha: a Bernardo Silva não davam o espaço necessário para o jogador do Monaco poder fazer a diferença. Claramente com a lição bem estudada, Håkan Ericson percebeu perfeitamente que não tinha os mesmos argumentos que o adversário, quer no onze, quer nos recursos no banco e primou por tentar anular os Portugueses em geral, a sua grande estrela em particular.
 
Com Gonçalo Paciência, Rui Jorge procurou encontrar um caminho que já na fase de grupos estava difícil. só que, desta vez, a frescura Portuguesa não era a mesma e a ansiedade sueca também não. O relógio foi ajudando os Nórdicos a equilibrarem o desafio e o 4x3x3 Luso, que não teve o mesmo efeito que antes. O prolongamento estava à porta.
 
Portugal foi para o prolongamento visivelmente desgastado e, por isso, nunca conseguiu imprimir a intensidade necessária para ameaçar os Suecos como o tinha feito antes.
 
Já os Nórdicos até estavam mais folgados fisicamente, só que deram a sensação de nunca estarem preparados para assumir um jogo em ataque continuado, por isso também não souberam dominar da melhor forma quando houve hipótese disso. Ou seja, foram 30 minutos de sacrifício para os atletas e de sofrimento adiado para os adeptos.
 
Para as grandes penalidades, a Suécia começou a marcar e Portugal foi atrás. Ao terceiro, Esgaio falhou. José Sá ainda travou uma dos Suecos e deu esperança, só que, na derradeira, William foi previsível e Carlgren agarrou o Título.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: José Sá