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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Pensamento da Semana: Vai uma aposta?

Antes de mais, os meus sinceros e merecidos parabéns ao Moreirense Futebol Clube pela conquista da última edição da Taça da Liga (Taça CTT). É um merecido “Campeão de Inverno” não só pelo que fez em campo na Final mas sim pelo seu percurso na dita competição.

E é precisamente sobre a dita competição que lanço a minha reflexão desta semana.

Eu aposto tudo o que tenho em como na próxima época o formato competitivo da Taça da Liga vai – mais uma vez - mudar radicalmente para que nunca mais uma equipa do calibre do Moreirense FC a consiga conquistar.

Tem sido esta a postura do “organizador” da dita prova desde que o Vitória FC (Vitória de Setúbal) a venceu, e é muito por isto que sempre defendi o papel terciário que o Futebol Clube do Porto atribui à dita.

E já agora um aparte não menos importante.

William Carvalho, atleta do Sporting CP, não vai poder jogar no Estádio do Dragão no próximo Sábado por ter alcançado o limite de cartões amarelos (5, salvo erro). 
 
Ora eu gostava mesmo muito de saber porquê razão tal não sucedeu esta época na partida que antecedeu a visita dos Dragões a Alvalade… É que na altura William também deveria ter ficado de fora por expulsão na partida anterior, mas na altura o árbitro da tal partida entendeu que não deveria prejudicar o espéctaculo (comentador desportivo da rádio Antena 1 dixit).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Tinha de correr mal (II)

imagem retirada de zerozero
Resumo o meu comentário a este triste jogo a dois únicos pontos:

- Nuno Espírito Santo (NES) disse n o treino aberto do passado domingo - salvo erro - que há que lutar contra tudo e contra todos (penso ter sido mais ou menos isto aquilo que NES disse), mas quem aposta em Héctor Herrera e em André André num jogo onde só a vitória poderia não bastar para se passar à fase seguinte da dita prova denominada de “Taça da Liga” é pouco. Manifestamente pouco. Para mais isto de se andar uma primeira parte a passar a bola para trás e para os lados a um ritmo lento (a roçar o lentíssimo) na vã esperança de que Yacine Brahimi tivesse uma jogada de génio que resolvesse a contenda a favor do Futebol Clube do Porto é caricato (para não dizer ridículo) pois bastaria um lance de desconcentração da parte dos azuis e brancos para que o ultra defensivo Moreirense marcasse o seu golo. Golo que acabou por ser o da vitória da equipa cônega.

- Começa a ser demais a quantidade de jogos em que o Futebol Clube do Porto é prejudicado por chicos-espertos que tem o condão de poder apitar uma partida de futebol. Não terá sido somente (repito: não terá sido somente) por causa da cegueira selectiva de Luís Godinho e seus pares que os Dragões perderam em Moreira de Cônegos, mas há que ser justo e dizer que o amigo Luís fez aquele jeitinho aos comandados de Augusto Inácio que estiveram sempre mais interessados em fazer o impossível para que não se jogasse futebol. Como se não bastasse Luís amigalhaço Godinho teve ainda a ideia peregrina de expulsar Danilo Pereira. 2016 terminou com o cartão amarelo mais estapafúrdio de sempre. 2017 começa com o cartão vermelho mais estapafúrdio de sempre.

Agora que cada um retire as suas conclusões. Eu continuo a defender que a prestação do FC Porto nesta tal de “Taça” não interessa para nada, mas era escusado ter-se aumentado a pressão a que os azuis e brancos vão ser submetidos em Paços de Ferreira. Para além de que era sempre importante manter e melhorar a sempre importante “dinâmica de vitória”. 

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. O defesa lateral esquerdo do FC Porto acabou por ser o menos mau da equipa portista. Alex esteve sempre bem a defender e a atacar e foi dos poucos (juntamente com Maxi) que procurou lutar contra o rumo dos acontecimentos. 

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 49´, altura em que Francisco Geraldes marca o único e decisivo golo da partida. A partir daí a equipa do Moreirense limitou-se a “levar a água ao seu moinho” gerindo tempo e esforço diante de uma equipa portista que (por culpa própria e do amigo Luís) nunca se encontrou. 

Arbitragem: Luís Godinho e a sua equipa de arbitragem foram hoje tudo aquilo que uma equipa de arbitragem não pode ser em campo. Ficaram duas grandes penalidades por marcar a favor do Futebol Clube do Porto e ainda se está para se perceber a expulsão de Danilo Pereira. Para além disto pactuou com o anti jogo do Moreirense FC. Apesar de tudo ajuizou bem o lance que ditou a expulsão de Yacine Brahimi do FC Porto. Má arbitragem com influência directa no resultado final (mais uma). 

Positivo: Inexistente. 

Negativo: A apatia portista. É verdade que as arbitragens têm sido habilidosas e que há que “lutar contra tudo e contra todos”, mas cabe ao FC Porto mostrar em campo aquilo que diz aos seus adeptos. Coisa que hoje não fez (obviamente).

Artigo publicado no blog o gato no telhado (03/01/2017)

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O «grande» encostado à parede

Há uma inversão de hábitos no pré-jogo entre o Moreirense e o FC Porto. À entrada para a última jornada da fase de grupos da Taça da Liga, os cónegos lideram o Grupo B, com quatro pontos, enquanto os dragões, com dois pontos, estão no risco da eliminação.

Dois empates em pleno estádio do Dragão complicaram as contas do FC Porto. O nulo frente ao Belenenses e o 1x1 diante do Feirense deixam a equipa de Nuno Espírito Santo em situação delicada: só uma vitória mantém a esperança viva, mas pode não ser suficiente.

Para chegar à final four da Taça da Liga, o FC Porto precisa de vencer em Moreira de Cónegos e esperar que o Belenenses não ganhe na receção ao Feirense. E caso os azuis do Restelo vençam mesmo, aí os dragões terão de acabar com maior diferença de golos para se apurarem.

Quanto ao Moreirense, é a equipa em melhor posição para avançar na prova. Um empate pode bastar aos cónegos para garantir um lugar no Algarve (onde se joga a fase final), desde que o Belenenses não vença o Feirense.
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Tinha de correr mal

imagem retirada de zerozero
Se há jogo treino que tinha tudo para correr mal foi neste onde o Futebol Clube do Porto empatou em casa com o Feirense. Os portistas podiam, e deveriam, ter feito mais – muito mais – diante de um adversário muito fraco que esteve sempre muito mais interessado em não perder a partida do que em disputa-la. Mas não o fizeram e o Feirense, sem saber muito bem como, saiu do Estádio do Dragão com um empate feliz e saboroso.

Para ser muito sincero estou-me a “borrifar” para a Taça da Liga. Trata-se de uma competição mentirosa feita à medida dos interesses dos ditos “3 grandes”, mas hoje exigia-se da parte dos jogadores do Futebol Clube do Porto uma outra atitude. Exigia-se, pelo menos, que tivessem feito por vencer o jogo. É verdade que em muitos momentos os dragões foram donos e senhores da partida, mas em muitos outros momentos os azuis e brancos passaram mais tempo a circular a bola a um ritmo muito baixo quando se tivessem acelerado um bocadinho teriam marcado um segundo golo e sentenciado a partida. Mas não o fizeram… E não só não o fizeram como também sofreram o golo do empate após a equipa visitante ter avisado num lance anterior que iria tentar marcar daquela forma!

Como já aqui disse, estou-me a marimbar para Taça da Liga mas incomoda-me a forma como o Futebol Clube do Porto -por vezes - não encara os jogos, em como não dá uma necessária sequência aos bons resultados que tem vindo a alcançar e, sobretudo, à tremenda falta de soluções que Nuno Espírito Santo (NES) tem ao seu dispor para poder dar a volta aos acontecimentos. Ou seja; sempre que NES necessita de ir ao banco para encontrar soluções que o ajudem a fazer face às lesões/ausências por causa das selecções/fraco rendimento dos jogadores é um tremendo problema. Pelo menos este foi o problema que, a meu ver, ficou mais à vista no jogo de hoje.

Mas note-se que não foram somente os jogadores do FC Porto os únicos responsáveis pelo empate diante da equipa da Feira. NES teve a sua quota-parte de culpa porque teve a brilhante ideia de colocar Depoitre sozinho na frente de ataque como se o belga tivesse velocidade e boa capacidade de movimentação na linha da frente. Depoitre é um “pinheiro” que nunca será um Jardel e, muito menos, um Falcao. Falta-lhe instinto goleador, sentido posicional e velocidade (muita velocidade). Já se NES quiser jogar em ataque apoiado através de tabelas com um “pinheiro” de costas voltadas para a baliza adversária a conversa é outra. Mas não foi nada disto que vi hoje dado que tanto Jesús Corina como Yacine Brahimi estavam praticamente “colados” às faixas, o que deixou Depoitre o “pinheiro” sozinho na frente de ataque na vã esperança de que alguma bola lhe batesse em qualquer parte do corpo e entrasse na baliza do Feirense.

Na próxima terça há mais um jogo treino para disputar e espero que desta vez o Futebol Clube do Porto mostre quem quer vencer (não precisa de convencer). È que é muito importante entrar em Paços de Ferreira com a moral em alta e é muito para isto que se fazem jogos treino.

MVP (Most Valuable Player): João Carlos Teixeira. Penso que ninguém deu pela falta de Oliver Torres no meio campo portista enquanto o João Carlos Teixeira teve “pilhas” para jogar. Excelente no passe. Excelente a pautar todo o jogo ofensivo dos azuis e brancos e, sobretudo, excelente no passe. NES deve apostar mais vezes neste jogador. Especialmente nos dias em que Óiiver estiver em baixo de forma.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 74´ para resolver a contenda a favor da equipa de Santa Maria da Feira. Nesta altura o Feirense empata a partida para depois a gerir, bastando-lhe para tal ir fazer frente a um ou outro ataque esporádico do FC Porto.

Arbitragem: A equipa de arbitragem liderada por João Pinheiro não marcou duas grandes penalidades a favor do Futebol Clube do Porto e na recta final do jogo pactuou com as perdas de tempo e anti jogo dos visitantes. Má arbitragem com influência directa no resultado final.

Positivo: João Carlos Teixeira. O MVP dest6a partida mostrou aos seus colegas de equipa como se joga bom futebol. Mesmo quando se trata de um jogo treino. Merece mais oportunidades de fazer parte do onze inicial do FC Porto.

Negativo: Willy Boly. Um central não defende nem ataca. Atrapalha. Péssimo nas antecipações e muito distraído nas marcações. Assim não pode ser. Ainda estou para perceber como foi o FC Porto pagar tanto dinheiro pelo passe deste jogador.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (29/12/2016)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Fechar 2016 a sorrir

Depois de um novembro negro, um dezembro de sonho para o FC Porto. Após a tempestade, uma réstia de bonança em Santa Maria da Feira. E a pausa natalícia a interromper estes dois momentos. Esta quinta-feira, no Dragão, as duas equipas procuram não ver o embalo estragado pelo Natal e, mais importante do que isso, posicionarem-se de forma a chegar mais perto da final-four da Taça CTT.

Cinco jogos, cinco vitórias é um saldo que deixa os portistas muito mais sorridentes e confiantes em janeiro, prontos a encarar 2017 com um otimismo que, há um/dois meses atrás, era bem menor. O ciclo de jogos a ganhar catapultou a equipa de Nuno Espírito Santo para uma nova dimensão de ambição.

O campeonato segue como prioridade absoluta. Por isso, esperam-se alterações, mas não uma revolução. A vitória é necessária para que as aspirações na prova se mantenham (sobretudo depois do empate com o Belenenses) e, dentro de cinco dias, o jogo que se segue também é desta competição, pelo que Nuno Espírito Santo não se deverá dar ao luxo de ter as habituais escolhas tanto tempo sem competir - o próximo jogo da Liga é apenas dia 8, em Paços de Ferreira.

Depois de finalizada a era de José Mota, o Feirense segue num novo rumo. Por agora, Nuno Manta comanda de forma interina, se bem que a vitória contra o Paços de Ferreira (2x0) deu-lhe margem para mais uma experiência. Surpreender no Dragão dará para um vínculo definitivo? Talvez... E os adeptos gostariam, pelo que deve ser praticamente na máxima força que a equipa se deve apresentar.
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in zerozero

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Nem nos treinos…

imagem retirada de zerozero
Efectivamente se o Futebol Clube do Porto não consegue encontrar forma de marcar golos nos treinos, é natural que não os consiga fazer nos jogos a sério. Esta é a principal conclusão que retiro do que vi hoje na partida da “Taça da Liga” que se realizou no Estádio do Dragão.

Os azuis e brancos até que nem jogaram mal. Foi notória uma vontade da equipa de marcar holos para, desta forma, dar uma alegria aos parcos adeptos que tiveram a paciência de seguir um jogo treino do FC Porto, mas as boas intenções e esforço dos jogadores esbarram na parede do costume. Ou seja; contra equipas que jogam com duas linhas de quatro diante da sua grande área conseguem empatar diante do FC Porto… Mesmo que o jogo se realize no Dragão.

Tenho, portanto, de dizer que no universo Porto das duas, uma:

- Ou todo o plantel do Futebol Clube do Porto é de uma burrice e falta de qualidade gritantes ou;

- Já ninguém liga nenhum a Nuno Espírito Santo (NES).

Eu sei. O treinador também é burro e não tem qualidade. Mas eu evito ir por este caminho. E sabem porquê? Porque o Futebol Clube do Porto já vai no terceiro treinador desde Julen Lopetegui e os problemas são sempre os mesmos. Será que a passagem de Lopetegui pelo FC Porto acabou com o Clube? Tal situação começa a ser deveras preocupante e não estou em crer que a mudança de mister resolva de todo o problema.

E mais não digo. Vamos lá a ver como vai correr isto contra o Braga e Leicester. Vão ser duas finais no verdadeiro sentido do termo. Estará esta equipa do FC Porto preparada para elas?

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 54' para resolver o jogo a favor do CF Os Belenenses. A equipa da Cruz de Cristo estava a jogar com 10 (expulsão de Benny no minuto 41) e estava algo intranquila, mas aos 54 minutos Quim Machado faz entrar Vítor Gomes para o lugar de Yebda e o futebol do clube do Restelo “assentou”. Foi o suficiente para o azuis do Restelo terem conseguido alcançar o objectivo a que se propuseram.

Arbitragem: Nuno Almeida ajuizou e decidiu bem o lance em que expulsou Benny do Belenenses (jogo violento), mas errou clamorosamente no golo mal anulado a Felipe porque o central dos portistas não estava em fora de jogo. No restante não este mal mas é impossível dizer-se que Nuno Almeida e a sua equipa de arbitragem fizeram uma boa arbitragem.

Positivo: A entrega e o querer. É sempre bom de ver quando os jogadores tentam dar tudo por tudo em campo(Brahimi e Herrera foram um bom exemplo disto mesmo).

Negativo: Falta de capacidade. O FC Porto bem que se entrega ao jogo e “dá o litro”, mas nem sempre querer é poder. Tal começa a ser um problema crónico para o Dragão. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (29/11/2016)