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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A "comunicação" no clube da treta

Há dias foi publicitado nos pasquins habituais um “comunicado” La Paliciano onde se lia que “os canais oficiais da comunicação do SLP são a BTV, o jornal Benfica, o sítio oficial do clube e todos os sítios nas redes sociais devidamente identificados e registados”.
Ficamos assim a saber que o imbecil Rui Gomes da Silva, cómico residente no Dia Seguinte, não faz parte dos acima identificados “sítios oficiais”, não representa o clube, apenas pertence à numerosa pandilha que diariamente, através dos sítios oficiosos eleva aquela “instituição” aos mais altos patamares da pouca-vergonha.
 
Alguns exemplos. No RASCORD (pasquim presumivelmente Sportinguista) um velho rato, António Magalhães, classifica Luís Filipe Vieira após o seu discurso de anúncio de candidatura, como “estadista”. Estadista? Importa-se de repetir? Capristano e António Figueiredo, que corridos da Luz foram asilar no Estoril Praia, quase levaram o clube à falência, agora são visitas assíduas duma tal CMTV televisão de faca-e-alguidar que felizmente não faz parte da grelha da minha operadora, onde aparece por vezes um senhor Pinhão que escreveu um livro a meias com uma prostituta, também em boa hora corrido da BOLHA. Agora deram-lhe um cantinho de má-língua no RASCORD, pasquim rendido ao clube da treta, e que deve fazer o saudoso Artur Agostinho dar umas cambalhotas no túmulo.
Outro caso interessante é de um dos dois paquidermes que a caixinha que mudou o mundo acolhe. Um chama-se Pedro Guerra, é funcionário da BTV, logo deveria ter direito a quando vomita um dos seus disparates estar a representar o clube. Mas não. Tal como o outro que festeja os golos dos encarnados em direto, João Gobern, traz a agenda tão bem recheada de assuntos que protegem o clube da Luz, que até parece que vai ali despejar o recado.
Por falar neste segundo ser abjeto recordo que foi Carlos Daniel, o conhecido benfiquista de Paredes, quem o trocou por um senhor comentador benfiquista chamado Júlio Machado Vaz. Não contente com isso o jornalista pago pela RTP de todos nós permite-se participar no programa, reduzir os comentadores a figurantes e elogia todos os “renatinhos” que nasçam no galinheiro. Não sei se foi pelo anúncio da Fat Tax mas na Alemanha já encostaram o menino de oiro, um dos melhores negócios do traficante de carne humana Jorge Mendes. Sim o tal que descobriu a pólvora e está a levar as SAD’s à falência. Ganha comissão, de quem vende, de quem compra… e do jogador! Como novidade ficamos a saber (LFV dixit) que é parceiro de negócios do clube da treta! Por isso, a nós, só “vende” barretes.
 
Nada que nos admire quando depois, como muito bem referiu Jorge Vassalo no seu Blogue Porto Universal, um palermoide de um locutor na mesmíssima RTP tenha classificado André Silva com despropositados termos críticos sempre que o rapaz tocava na bola no jogo com Andorra. Felizmente os nossos comandos tem um botãozinho que nos permite calar esses imbecis.
 
Mas há mais, muitos mais, espalhados pelos vários canais televisivos. Jaime Antunes, economista, uma das vozes críticas das direções de LFV na apresentação das sempre desastradas Contas anuais, foi convidado para a televisão das sopeiras e agora está caladinho, mesmo com o descalabro financeiro que atravessa o seu clube.
 
Compõe o ramalhete “oficioso” ex-jogadores como Diamantino, Calado, João Alves e os apresentadores residentes Rui Pedro Braz, Paulo Garcia, Hugo Gilberto etc. Nos pasquins escritos são mais do que as mães. Nem merecem referência por conhecidos que são. Ficámos então a saber que “nenhum deles” representa a “instituição”! Ficamos descansados.
 
Até à próxima.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Histórias da Carochinha

Notícias recentes vindas de Espanha sobre o Decreto-Lei que aprovou a Centralização dos Direitos Televisivos para as Ligas Profissionais a partir da próxima época, vieram animar esta fase final do nosso campeonato e relançar um dos temas usado como cenoura pelo senhor Figueiredo aquando da sua fugaz passagem pela Liga.

Mas vamos lá fazer o ponto da situação em Portugal. Primeiro analisar o aspeto legal. A Liga, entidade criada para a organização das competições de futebol profissionais, refere no seu Regulamento (Art.º 68º nº 2) que “os clubes detém individualmente a titularidade dos direitos de transmissão televisiva dos jogos e resumos.”

Como sabemos a Liga faz parte da Federação que está inscrita numa Confederação europeia (UEFA) e outra Mundial (FIFA). Pode parecer estranho como estas confederações ditam as suas Leis, por vezes ao arrepio da legislação de cada país, e mandam às malvas conceitos como o “direito à livre concorrência” desde que existam acordos entre associações de empresas, como é o caso. Quanto a mim o problema principal nem é o legislativo mas sim a credibilidade que este “negócio” possa ter juntos dos investidores.
Quem são os atores neste negócio? Nós (clubes); o Produto (jogos); e o Cliente (consumidor). Não podem sobreviver uns sem os outros. Sem clubes não haveria jogos nem transmissões. A credibilidade é necessária. O Cliente não muda. Está no sofá de pantufas mas não quer ser enganado com linhas de fora-de-jogo oblíquas ou repetições sonegadas. O Produto é o que é. Uns vão de colinho e os outros não. Cabe-nos a Nós rentabilizar o negócio.

A “repartição dos lucros pelos pobrezinhos” é uma conversa da treta. Nos 80 anos que Portugal já leva de futebol só por duas vezes um dos 3 grandes não ganhou o Campeonato principal: o Belenenses na época 1945/46 e o Boavista em 2000/01. É natural que “uns queiram ganhar mais do que os outros”.

Tomando a Espanha como exemplo refira-se que a “repartição” está assim escalonada: as receitas são distribuídas na 1.ª Liga segundo três critérios: 50% do que se consiga pela venda centralizada será dividida em partes iguais pelos 20 clubes. Outros 25% serão repartidos tendo em conta os resultados das últimas cinco épocas e os restantes 25% de acordo com o critério de "notoriedade", o qual se estabelece, por exemplo, levando em consideração o número de associados. Deve ser por isso que “a instituição” admite sócios de qualquer maneira, sem sequer pagarem quotas ou, a preços simbólicos.
Atualmente Real e Barcelona recebem cada, cerca de 140M€, de uma receita total de 750M€, esperando-se que a futura quantia arrecadada se aproxime dos 1000M€. Na Premier League a receita a distribuir anda pelos 2.300M€ com um critério de redistribuição semelhante. Isto enquanto no nosso país a quantia que Joaquim Oliveira paga (pagava) aos clubes anda na ordem dos 60M€.

Não se pense que vai ser fácil convencer os nossos 3 grandes a ceder parte significativa dos seus Proveitos aos clubes mais modestos assim como não prevejo que tenhamos mercado publicitário que permita ao futuro “centralizador dos Direitos” que poderá ser a LIGA, revender o produto às operadoras com uma boa margem de lucro.

Se juntarmos no mesmo ramalhete outra história da carochinha, a da recente proibição do recurso a Fundos de Investimentos e as penalizações previstas no Fair Play Financeiro enquanto se esconde a proveniência dos petrodólares, adivinha-se que a próxima época vai ser complicada para a formação dos planteis. Como disse há dias em resposta a um comentário do Jorge Vassalo "lá vem mais um Empréstimo Obrigacionista".

Até à próxima