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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Festa incompleta, mas... invictos!

Era uma noite de festa, sem pressão por aí além, e Portugal fez o mínimo para assegurar o estatuto de única equipa invicta no primeiro escalão da Liga das Nações. As muitas mudanças no onze não impediram um arranque de jogo com vários pontos positivos e com um golo justificado, mas a Polónia cresceu e salvou o empate de penálti, ameaçando ainda a vitória com Portugal reduzido a dez jogadores. Não foi com exatidão a festa que se queria, mas haverá nova oportunidade daqui a pouco mais de meio ano. Até já, Guimarães, estes rapazes voltam em breve para lutar pelo troféu.

Sistema igual, caras diferentes

Algumas das mudanças foram forçadas - Mário Rui, Rúben Neves e Bernardo Silva estavam fora das contas -, outras deveram-se ao contexto do jogo, que nada alteraria na classificação. Beto foi para a baliza, Kévin Rodrigues assumiu a lateral-esquerda, Pepe voltou ao seu lugar, Danilo e Renato Sanches juntaram-se a William, Guerreiro e Rafa assumiram as alas.

As dinâmicas de meio-campo, desde logo, eram distintas, com confiança na capacidade de explosão de Renato Sanches que durante tanto tempo num passado mais ou menos recente andou adormecida. Parece estar mesmo de volta e muito facilitou a tarefa de subir no terreno desde cedo, com o 8 português a ter uma função na equipa que não se tem visto e que traz algumas (boas) memórias de França.

Foi dele a primeira ameaça no D. Afonso Henriques. Danilo entregou a bola e Renato fletiu para o centro antes de rematar contra Rafa. Aproximávamo-nos dos dez minutos, tínhamos o primeiro aviso de um lado e o primeiro susto do outro, com Beto a comprometer mas Portugal a salvar-se a custo. As rédeas eram portuguesas, o domínio da posse de bola também e apesar de Dragowski ter conseguido ameaçar Beto - grande defesa do guardião - não houve grande surpresa por o primeiro golo ser português, mesmo perante aparente dificuldade em fazer a bola chegar a zonas de finalização.

Não dava de bola corrida, foi de bola parada, com Renato Sanches a assumir a cobrança de um canto e a dar à bola um efeito exemplar que permitiu a André Silva desviar no alinhamento do primeiro poste, com um desvio que seria sempre difícil para Szczesny travar. Também de bola parada, a Polónia ameaçou ainda no primeiro tempo o empate, mas a trave da baliza de Beto negou o golo a Kedziora antes de o próprio guardião português voltar a destacar-se perante a ameaça de Frankowski.

Castigo a dobrar

A equipa polaca, já despromovida à Liga B, tinha ainda um objetivo a não ignorar: caso não perdesse, garantiria o estatuto de cabeça-de-série no próximo apuramento para o Europeu. Sem demonstrar mais talento do que Portugal - longe disso, até porque não havia Lewandowski - a Polónia parecia pelo menos demonstrar mais vontade no arranque do segundo tempo e depois de ameaças de Grosicki e Frankowski soube aproveitar um erro crasso português.

Um mau atraso de William Carvalho permitiu a Milik isolar-se e Danilo Pereira, em posição de desespero, travou o avançado polaco em falta. Vermelho direto mostrado pelo árbitro, que entendeu que o jogador seguia isolado para finalizar, e o penálti bem convertido por Milik, que até teve de o bater duas vezes por o árbitro ter anulado o primeiro remate.

A Polónia manteve a onda de crescimento para lá do golo, procurou aproveitar a vantagem numérica e aproximou-se do 1x2, mas Beto conseguiu pelo menos segurar o empate que permite a Portugal terminar a fase de grupos sem qualquer derrota

Artigo publicado no site zerozero

NOTA: Peço desculpa por não ter publicado a habitual analise dos jogos da nossa selecção, mas um dia algo trabalhoso onde foi preciso andar de um lado para o outro e o facto só ter visto a segunda parte do jogo em questão impede-me de fazer aquilo que sempre gostei de fazer que é partilhar a minha opinião com todos vós. Grato pela vossa preciosa atenção.

terça-feira, 12 de junho de 2018

À atenção do FC Porto

in observador
Estes três jogadores que vemos na imagem em cima estão sem contrato. São três internacionais portugueses que ocupam posições no campo que na época transacta deram que fazer a Sérgio Conceição por falta de opções de qualidade.

Agora cabe á SAD portista deixar-se de mariquices e fazer o possível para contratar jogadores com provas dadas em lugar de jovens estrangeiros que ninguém sabe se tem estaleca suficiente para jogar num clube como o Futebol Clube do Porto. 

E eu disse, e repito, deixem-se de mariquices porque quando foi para denegrir a imagem do nosso clube a malta de alvalade não olhou a quê nem a ninguém. Para mais já diz o Povo “amigos, amigos, negócios à parte”.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Ponto perdido/ponto ganho

imagem retirada de zerozero
Após este empate em Alvalade penso que a pergunta que paira no ar é se o Futebol Clube do Porto ganhou ou perdeu um ponto. Na minha modesta opinião (tendo em consideração que em Alvalade o campo está sempre “inclinado” para os da casa) acho que os Azuis e Brancos ganharam um ponto. Obviamente que somente o tempo dirá se estou ou não correcto sobre este aspecto, mas é impossível olhar-se para o clássico e não achar-se que face à “Xistralhada” os Dragões não tenham ganho um ponto.

Estes jogos entre os ditos “grandes” do nosso campeonato, por norma, não decidem o campeão, mas servem para se ter uma ideia de quem tem “estofo de campeão”. E, verdade seja dita, estou em crer que o Futebol Clube do Porto mostrou hoje ser uma equipa melhor do que o Sporting Clube de Portugal. De facto este FC Porto de Sérgio Conceição demonstrou ter “estofo de campeão”. Na primeira parte da partida os Azuis e Brancos impuseram o seu futebol, tendo apenas “quebrado” na recta final do jogo. E, repito, não tivesse acontecido o “Xistrema” e o mais provável era o FC Porto ter ganho. Não basta um São Patrício para que a equipa de Jorge Jesus derrote uma equipa como a do Futebol Clube do Porto.

Agora se o Futebol Clube do Porto vai conseguir manter este “estofo” até ao fim do Campeonato é outra conversa. Especialmente se este se lembrar de repetir o que de tão mau fez na recta final do jogo. Isto de recuar no campo e Brahimi que finte a defesa toda do Sporting não lembra ao Diabo…. E isto de se demorar tanto tempo a tirar o argelino do campo poderia vir a ser fatal dado que a certa altura este não fazia outra coisa senão fintar-se a ele próprio até perder a bola ou fazer um passe ridículo. E Aboubakar que não marque golos simples que não é preciso.

Agora vamos ter a habitual paragem para os trabalhos das selecções. Que tudo corra bem e que Portugal conquiste o apuramento directo para o Mundial que se vai realizar na Rússia.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Num jogo onde a intensidade física procurou sempre impor-se à técnica, Marega foi o MVP pela enorme capacidade de trabalho que mostrou em campo. Pode não ter feito as coisas da melhor maneira possível, mas foi o jogador do FC Porto que mais trabalhou para colocar a defesa leonina em sentido. Merecia ter sido feliz com um golo.

Chave do Jogo: Inexistente.

Arbitragem: Deslocação do FC Porto ao Estádio de Alvalade que não
esteja “inquinada” pela equipa de arbitragem não é deslocação do FC Porto ao Estádio de Alvalade. Fossem Carlos Xistra e equipa de arbitragem profissionais no verdadeiro sentido do termo e teriam marcado as duas grandes penalidades que ficaram por marcar a favor do FC Porto na primeira parte da partida. E Carlos Xistra terá também de explicar a razão pela qual William Carvalho não foi expulso por duplo amarelo dado que este se fartou de distribuir pancadaria. Por perceber está também a razão da existência do VAR? Estará lá somente para fazer número?

Positivo: Yacine Brahimi da primeira parte. O Brahimi da primeira parte deste jogo é aquele Brahimi que gostaria de ver muito mais vezes em campo. Excelente no passe e com uma visão de jogo fantástica.

Negativo: A recta final do FC Porto. Isto de se encolher no campo, bola para a frente e Brahimi que resolva poderia ter sido o fim de uma equipa que se bateu muito bem num campo tradicionalmente difícil.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (01/10/2017)

sábado, 10 de junho de 2017

Como tornar um jogo fácil em 3 lições

imagem retirada de zerozero
Tal como eu tinha previsto, esta deslocação da nossa Selecção a Riga - capital da Letónia – foi tudo menos fácil. Felizmente Portugal soube fazer bom uso da sua experiência e como tal acabou por vencer uma partida que não era, nem nunca foi, fácil não obstante a Letónia ser uma equipa muito mais fraca do que os Campeões da Europa.

Fernando Santos escolheu um bom onze para este duro teste de Riga. A ideia de colocar na frente de ataque um Gélson veloz e um André Silva que abria os espaços para Cristiano Ronaldo poder explanar o seu futebol foi, sem sombra de dúvida, muito bem pensado. Contudo a estratégia de Fernando Santos pecou em dois aspectos. André Gomes e William Carvalho são uns autênticos “pastéis de nata” que retiram toda e qualquer velocidade de execução à nossa equipa. E isto contra equipas como a Letónia que jogam com um bloco defensivo bem recuado e dois avançados velozes que estão à espera de um disparate por parte da defesa adversária para poderem facturar é deveras complicado. Foi muito por isto que Portugal passou a primeira parte quase toda deste jogo a “passear” a bola e a levar as mãos à cabeça sempre que alguém se desconcentrava numa das necessárias trocas de bola. Alias, nesta primeira parte somente um lance de bola parada poderia resolver a contenda a favor da equipa de Todos Nós. E foi isto mesmo que aconteceu com Cristiano a aparecer na pequena área letã para, mais uma vez, marcar o tão fundamental golo.

Mas não se pense que este golo inaugural resolveu a partida a nosso favor. Com os dois “pastéis de nata” em campo era natural que Portugal não conseguisse estar tranquilo na partida. A Letónia continuava a pressionar e ainda forma alguns os momentos em que poderiam ter empatado a partida. Felizmente os avançados letões não são lá grande coisa. Tal como a sua linha defensiva que numa jogada de mestre de Ricardo Quaresma (que tinha entrado para o lugar de um desinspirados Gélson) consente mais um golo a Cristiano Ronaldo. André Silva marcaria o terceiro pouco tempo depois em mais um lance disparatado por parte da defesa da Letónia.

Em suma, esta foi uma partida que Portugal soube tornar fácil mas continuo a ser da opinião de que a nossa Selecção poderia ser muito mais forte diante de equipas como a Letónia se André Gome e William Carvalho deixassem de ser titulares. Contra equipas mais fortes nas fases finais das competições eu ainda sou como o outro dado que é necessário gerir esforços e a pontuação nas fases de grupo, mas quando é tão importante vencer numa “maratona” como esta do apuramento para o Mundial da Rússia exigia-se um outro tipo de meio campo.

Agora venha de lá a Taça das Confederações. O jogo do gato e do rato com a Suíça regressa somente em Agosto.

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. O capitão da nossa selecção joga e faz jogar. Lutador e sempre disponível, Cristiano foi hoje o melhor em campo. Autor de dois golos em fases cruciais, CR7 foi o principal responsável de uma vitória importante na corrida para o próximo Mundial,

Chave do Jogo: Surge no minuto 63´ para colocar um ponto final na partida a favor de Portugal. Até esta altura a contenda estava algo equilibrada embora Portugal já tivesse mostrado por a + b que era superior à Letónia. Só depois de terem sofrido o segundo golo é que os letões desistiram completamente de lutar.

Arbitragem: István Kovács e rest6ante equipa de arbitragem tiveram uma prestação que se pode considerar normal. A equipa de arbitragem romena poderia, e deveria, ter sido um pouco mais rigorosa para com a dureza demonstrada pelos jogadores da Letónia num ou noutro lance.

Positivo: Fernando Santos. Não obstante a sua manifesta teimosia em das opções que toma, Fernando Santos é hoje o Homem certo no lugar certo. A vitória portuguesa de hoje passou muito pela sua intervenção no jogo ao ter feito entrar Quaresma em campo no momento certo. 
 
Negativo: André Gomes e William carvalho, a dupla “pastel de nata” do meio campo de Portugal. André Gomes mostrou – mais uma vez – porque é tão mal amado em Barcelona e William justificou a razão pela qual o Sporting CP teve a época que teve.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (09/06/2017)

domingo, 26 de março de 2017

Crónica da normalidade

imagem de zerozero
Se me pedirem para descrever o Portugal 3 x Hungria 0 numa frase, eu diria de imediato “crónica da normalidade”. Não que a nossa selecção não tenha tido as suas dificuldades em levar de vencida uma equipa húngara que tanto deu que fazer no último Europeu de selecções, mas a verdade seja dita que hoje Portugal foi muito mais competente do que na altura e, desta forma, evitou os dissabores que já tinha sentido no já aqui citado passado recente.

Mas não se pense que a equipa de Todos Nós teve pela frente uma partida fácil. A Hungria veio a Portugal com um único objectivo: empatar! E para tal o seu seleccionador montou uma equipa que durante muito tempo pareceu a selecção da Bolívia.

A Hungria começou o jogo com uma linha defensiva de cinco defesas (3 centrais e dois laterais), um meio campo densamente povoado e na frente apresentou um ponta de lança que mais parecia um “tanque humano”. Era tremendamente difícil à linha avançada de Portugal criar perigo na baliza húngara. Para mais no meio campo luso coabitavam duas “moscas mortas” de nome William Carvalho e André Gomes que não sabem o que é velocidade de execução. Durante muito tempo o futebol ofensivo de Portugal era quase que exclusivamente lateralizado.

Felizmente nas zonas laterais estava um Ricardo Quaresma, um João Mário e um Raphael Guerreiro que, por força da insistência, ajudaram André Silva a abrir uma brecha no tremendo “muro” húngaro. Cristiano Ronaldo aproveitou esta mesma brecha para derrubar, de vez, o dito muro mas os problemas da nossa selecção continuavam a ser os mesmos por força da estratégia húngara e da insistência de Fernando Santos em manter as duas “moscas mortas” em campo.

Com a chegada da segunda parte e a perder por duas bolas a zero a Hungria mudou o seu sistema de jogo, procurou pressionar os defesas de Portugal e a partir daí as tais “moscas mortas” começaram a jogar melhor. Mas mesmo assim não se pode dizer que Portugal tenha tomado conta do jogo, não obstante a vantagem no marcador e a mediana qualidade do adversário assim o permitir. A tal tranquilidade só apareceu após Cristiano Ronaldo ter marcado um grande golo de livre.

Mas pronto, o importante é que Portugal ganhou e continua a perseguir uma Suíça que teima em não vacilar nesta longa corrida para o Mundial da Rússia.

MVP (Most Valuable Player): João Mário. O médio do Inter jogou e fez jogar. Foi muito por causa do excelente trabalho ofensivo de João Mário que a nossa selecção levou de vencida uma “chatinha” Hungria. Apenas faltou o golo para “coroar” a enorme exibição do médio.

Chave do Jogo: Veio tarde. E veio para resolver a contenda a nosso favor. Apareceu no minuto 65´, altura em que Cristiano Ronaldo marcou o terceiro golo de Portugal. Só neste momento é que acabou a resistência húngara.

Arbitragem: Não há nada a apontar ao trabalho da equipa de arbitragem. A partida foi tranquila e ambas as equipas procuraram - quase sempre - levar a cabo um jogo limpo não obstante aqui e acolá os húngaros terem abusado um pouco do físico. O Sr. Szymon Marciniak e restante equipa estiveram bem neste jogo de selecções que se realizou no Estádio da Luz.

Positivo: André Silva/Cristiano Ronaldo. Qualquer equipa do mundo daria tudo para ter uma frente de ataque composta por Cristiano Ronaldo e André Silva. O entendimento quase perfeito entre ambos permite a Portugal ter uma frente de ataque temível que tem sido o “abono de família” da equipa das Quinas neste apuramento.

Negativo: André Gomes. Agora percebo porquê razão este é tão criticado no FC Barcelona. Lento a executar, lento a ler o jogo e muito lento com a bola nos pés. Pior do que ele na sua posição só mesmo o Héctor Herrera do Futebol Clube do Porto.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (25/03/2017)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Pensamento da Semana: Vai uma aposta?

Antes de mais, os meus sinceros e merecidos parabéns ao Moreirense Futebol Clube pela conquista da última edição da Taça da Liga (Taça CTT). É um merecido “Campeão de Inverno” não só pelo que fez em campo na Final mas sim pelo seu percurso na dita competição.

E é precisamente sobre a dita competição que lanço a minha reflexão desta semana.

Eu aposto tudo o que tenho em como na próxima época o formato competitivo da Taça da Liga vai – mais uma vez - mudar radicalmente para que nunca mais uma equipa do calibre do Moreirense FC a consiga conquistar.

Tem sido esta a postura do “organizador” da dita prova desde que o Vitória FC (Vitória de Setúbal) a venceu, e é muito por isto que sempre defendi o papel terciário que o Futebol Clube do Porto atribui à dita.

E já agora um aparte não menos importante.

William Carvalho, atleta do Sporting CP, não vai poder jogar no Estádio do Dragão no próximo Sábado por ter alcançado o limite de cartões amarelos (5, salvo erro). 
 
Ora eu gostava mesmo muito de saber porquê razão tal não sucedeu esta época na partida que antecedeu a visita dos Dragões a Alvalade… É que na altura William também deveria ter ficado de fora por expulsão na partida anterior, mas na altura o árbitro da tal partida entendeu que não deveria prejudicar o espéctaculo (comentador desportivo da rádio Antena 1 dixit).