sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Caráter à prova na terra dos valentes

A visita do FC Porto a Chaves na 4ª eliminatória da Taça de Portugal é um teste ao caráter das duas equipas. Se os flavienses não vencem há quatro jogos, os dragões ainda estão a digerir o empate com sabor amargo frente ao Benfica, há praticamente duas semanas.

Contextos que exigem uma resposta de parte a parte. Jorge Simão não quis colocar demasiada pressão na sua equipa e reduziu as possibilidades teóricas para um valor entre os cinco e os 10 por cento, enquanto Nuno admitiu que os compromissos internacionais afetaram a preparação.

Nesse sentido, são esperadas algumas mexidas na equipa do FC Porto. Ainda sem a confirmação dos convocados, há vários em nomes em dúvida. Maxi Pereira, Miguel Layún, Rúben Neves, Jesús Corona ou André Silva são alguns desses pontos de interrogação para Nuno Espírito Santo.

Do lado transmontano o cenário não é menos nublado. Luís Alberto, Gustavo Souza, João Mário e Rafael Lopes falham a receção aos dragões por problemas físicos. Já Hamdou chegou na quinta-feira a Chaves depois de ter representado a seleção da Líbia mas foi chamado por Jorge Simão.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O Cantinho das Modalidades

Andebol

- Ao fim de 11 jornadas, quando faltam duas para terminar a primeira volta, o FC Porto segue invicto na liderança desta primeira fase do Andebol 1, agora com 33 pontos. No Dragão Caixa, o FC Porto venceu sem dificuldades o Arsenal da Devesa por 39-25, num jogo em que depressa conseguiu uma vantagem no marcador que permitiu a Ricardo Costa gerir o esforço do plantel tendo em conta que se seguem dois jogos no espaço de três dias.

- O FC Porto mantém o registo 100 por cento vitorioso esta época, após bater o Madeira SAD, por 33-30, em jogo antecipado da 12.ª jornada do Andebol 1, devido ao encontro desta sexta-feira (18h00 de Portugal Continental) frente aos austríacos do Bregenz, para a primeira mão da terceira eliminatória da Taça EHF. Apesar de os portistas aparecerem como visitantes a partida decorreu no Dragão Caixa, pois houve uma inversão de jornada (a viagem à Madeira será na segunda volta). Mas nem o fator casa evitou que o encontro fosse dos mais difíceis da temporada, com os madeirenses a manterem a incerteza quase até ao final. A vitória era mais importante do que a exibição, visto que dá provisoriamente aos portistas cinco pontos de vantagem sobre os perseguidores Benfica e Sporting.

- O sorteio dos 16 avos de final da Taça de Portugal, realizado na sede da Federação de Andebol de Portugal, em Lisboa, ditou a visita do FC Porto ao recinto da Sociedade de Instrução e Recreio 1.º Maio, de Picassinos, Marinha Grande, da 3.ª Divisão Nacional. O encontro está agendado para 10 de dezembro (sábado), na Escola Nery Capucho.

Os Dragões estreiam-se na edição deste ano da segunda competição mais importante do andebol português, enquanto a equipa do distrito de Leiria eliminou o Andebol Clube de Lamego na primeira eliminatória (zona dois), por 36-21, e o São Paio de Oleiros, do Andebol 2, por 27-24. Ambos os encontros foram disputados na Marinha Grande.

Basquetebol

- O FC Porto recebeu e bateu o Galitos Barreiro (82-66), no Dragão Caixa, somando assim a quarta vitória em cinco jogos na Liga Portuguesa de Basquetebol. Em partida a contar para a sexta jornada do campeonato, os azuis e brancos superiorizaram-se ao conjunto barreirense e voltam agora a focar-se na Taça da Europa da FIBA.

Hóquei em Patins

- O FC Porto Fidelidade segue invicto no Campeonato ao vencer o Candelária por 10-4 na ilha do Pico, nos Açores. Numa noite cheia de golos, os Dragões marcaram dez para garantir a sexta vitória na prova, com Gonçalo Alves e Hélder Nunes a chegarem aos três golos cada, a que se somaram dois de Vítor Hugo, um de Reinaldo Garcia e outro de Jorge Silva. A equipa de Guillem Cabestany mantém-se assim no grupo dos primeiros classificados que somam por vitórias os jogos disputados no escalão máximo do hóquei em patins nacional.

Ciclismo
 
- A equipa de ciclismo do FC Porto, que terminou a temporada de 2016 a ser distinguida como a melhor equipa portuguesa do ano, já está a preparar a nova época, registando três entradas e apenas uma saída (Rafael Reis).

Entre entradas e saídas, Nuno Ribeiro, diretor desportivo do W52-FC Porto-Porto Canal, fez as contas e garante que a equipa vai estar tão ou mais forte do que em 2016, até porque os ciclistas que chegam permitem à equipa encarar novos desafios.

Amaro Antunes é talvez o nome mais conhecido dos três novos Dragões. Aos 25 anos, o ciclista algarvio chega aos portistas depois de ter terminado a última edição da Volta a Portugal no sexto posto, ao serviço da LA Antarte. Nuno Ribeiro prefere não comparar Antunes com Rafael Reis, pois são ciclistas muito diferentes, mas não tem dúvidas em classificar o novo Dragão como “uma das promessas do ciclismo português”.

A aposta no futuro parece ter sido um fator determinante nas escolhas do diretor desportivo azul e branco e “promessa” foi também a palavra utilizada por Nuno Ribeiro para classificar o português Tiago Ferreira e o espanhol Jacobo Ucha, que representava o Boavista.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O Estranho Caso do Cuspo Electrónico

“Cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta”! Os pasquins escritos e falados conseguiram preencher o vazio que se formou com as jornadas de qualificação do Mundial 2018.

O presidente do Zbórden fez uma espera ao seu congénere de Arouca (clube que chega a ter o extraordinário número de espectadores inferior a 1.000) ou foi o seu presidente que o provocou dando-lhe uns encontrões na pança com o dedo indicador em riste?

No primeiro caso, parece que o badocha já estava à espera que tal acontecesse. Batia com o pé várias vezes no chão indiciando nervosismo (versão de Sherlock Aguiar Holmes) ou pelo contrário fumava tranquilamente o seu cigarrito (segundo o adjectivista de serviço da coletividade verde Rogério Alves)?
Nenhum deles viu nada, apenas se suportando nas imagens das câmaras. TRÊS, gritou o “moderador” benfiquista carinhosamente tratado por Paulo, “são 3 câmaras”! E lá vem os planos próximos, laboriosamente montados, também conhecidos como Grandes Planos ou para dar mais categoria à peça “close ups”! É aí que começa a confusão. Foi cuspo, ou vapor do cigarro eletrónico (estranho aparelho que trabalha a água)?
Em qualquer dos casos dificilmente os doutos “instrutores de inquérito” conseguirão medir a “intensidade do jato”. O banana cuspiu na cara do outro saiu-lhe um perdigoto maior, ou amandou-lhe mesmo um vapor narcotizante? Isto porque o recetor da baforada iniciou um estranho ritual de vai-e-vem pelos corredores dos mijadouros (os participantes estavam na área do mijo normal e do mijo para análise) clamando por alguém que mais tarde se percebeu serem os atletas arouquenses mais os pobres delegados técnicos que nunca esperavam ver uma trapalhada daquelas em tão ilustre casa de viscondes.

Assim, sim. O programa desta operadora (SIC) engrandeceu o desporto do pontapé-na-bola. Que se lixem os passivos, as classificações tremidas da maior parte dos participantes, a possibilidade de ficarmos fora do Mundial e do Euro, servirmos de escárnio por esse mundo fora. O que interessa é deslindar este mistério. “Cuspir ou não cuspir eis a questão”!

Até à próxima

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Pensamento da Semana: Caminhos

in zerozero
Salvo erro da minha parte, recentemente Pinto da Costa veio a público dizer que o Futebol Clube do Porto está no bom caminho.

Se o Presidente Azul e Branco se referiu ao desempenho desportivo da equipa, então estou em crer que este se precipitou pois ainda é cedo (muito cedo) para se fazerem avaliações sérias e lúcidas sobre o caminho que a equipa de futebol está a traçar. Para mais fazer este tipo de declarações nesta fase da época é o mesmo que colocar em cima da equipa uma pressão maior do que aquela que esta já sente e tem de lidar todos os dias. Se foi esta a intenção, então lamento dizer que Pinto da Costa escolheu mal a estratégia.
 
Já se Pinto da Costa quis com isto do bom caminho dar a entender que se vai levar a cabo uma renovação de uma estrutura que outrora recebia loas de toda a europa do futebol, eu sou como o outro e fico deveras satisfeito pois é bom saber que – finalmente – o Clube tenta colocar ao seu serviços pessoas que não conhecem outra casa senão o Futebol Clube do Porto como é o caso de João Pinto. Contudo faço votos de que isto não fique por aqui, porque de nada serve ter a “prata da casa” se não houver o devido acompanhamento e apoio de quem manda na dita casa. Doto de outra forma; se Pinto da Costa insistir em manter-se mudo e calado como tem feito até aqui, então de nada nos serve ir buscar o João Pinto & Companhia.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Não houvesse um Quaresma…

imagem retirada de zerozero
É neste tipos de jogos diante de adversários acessíveis que se comprometem as qualificações caso não se tenha a devida postura dentro e fora de campo. A nossa Selecção já deveria saber disto dado que já teve muitos – demais - dissabores com equipas do estilo desta Letónia, mas parece que os nossos jogadores e técnicos gostam de dar uma de “burros” sempre que jogam contra um adversário teoricamente acessível, Não se aprende de uma vez por todas o raio da lição e depois andamos todos de coração numa mão e máquina de calcular na outra… Para mais o Grupo B de Qualificação para o Mundial da Rússia está a ser deveras complicado porque nem Suíça nem Hungria parecem querer dar-nos sossego dado que não perdem um único ponto (ao contrário de Portugal que já perdeu 3 pontos diante da formação helvética).

Não percebi o que quis dizer Fernando Santos com “falta de dinâmica” para justificar uma primeira parte onde a Equipa de Todos Nós teve mais do que oportunidade de ter colocado um ponto final no jogo. A Letónia em certos momentos tinha não uma, mas sim duas linhas defensivas diante da sua baliza. Cabia a Portugal explorar ao máximo os flancos em vez de insistir nu futebol afunilado que esbarrava, invariavelmente, no muro letão. Não fosse a fraca qualidade técnica dos jogadores da Letónia e não teríamos Cristiano Ronaldo a marcar o golo inaugural (mas que grande penalidade tão mal marcada CR7!). Na primeira parte a única coisa que me pareceu positiva foram as antecipações dos jogadores portugueses que eram, quase sempre, feitas no timming certo, impedindo que os letões pudessem criar perigo junto da baliza de Patrício. Tudo o resto foi o insistir e insistir num modelo de jogo que não nos estava a levar a lado algum a não ser à moralização da equipa do leste europeu.

Foi preciso Cristiano Ronaldo ter falhado uma Grande penalidade e a Letónia ter marcado o seu golo para que Fernando Santos pusesse – finalmente! – de lado a tal de “falta de dinâmica” para retirar de campo um apagadíssimo Nani e feito entrar Ricardo Quaresma. E o jogo transformou-se de imediato. Foi como se tivesse havido um “clic” que acendeu a lâmpada fundida que se encontrava em cima da cabeça dos jogadores lusos. Quaresma entrou, o ataque passou a ter outro estilo, surgiram as variações de flanco e tal desconcertou por completo a defesa da letónia. Até Cristiano Ronaldo que es5tava algo em baixo em termo de rendimento passou a jogar de outra forma. Foi, portanto, com naturalidade que os golos surgiram e acabaram por se multiplicar com a ajuda do recém entrado Gélson Martins que com a sua velocidade e técnica (aliada à mestria de Quaresma) arrasou por completo o muro letão.

No final tudo acabou bem e Portugal goleou. A nossa Selecção tem o melhor ataque e defesa do seu Grupo. Tal poderá ser muito importante na hora de se fazerem as contas finais do apuramento, mas se Portugal tiver um desempenho igual ao da primeira parte do jogo de hoje diante da Hungria e/ou Suíça (e até mesmo diante desta Letónia) e não sei se vamos ter de fazer umas contas bem mais complicadas.

Chave do Jogo: Apareceu ao minuto 65' para resolver a contenda a favor da nossa Selecção. A entrada de Quaresma na partida revelou-se fundamental para que Portugal pudesse vencer o jogo.

Arbitragem: Não creio que haja muito a dizer sobre o desempenho do Sr. Bobby Madden e sua equipa de arbitragem. O escocês teve algum trabalho dado que os letões estiveram sempre muito mais interessados em “distribuir” pancadaria do que em jogar futebol, mas no cômputo geral o trabalho da equipa de arbitragem foi bom. O árbitro esteve bem ao ter assinalado as duas Grandes Penalidades a favor de Portugal.

Positivo: Ricardo Quaresma. Se há jogador que “mexeu” com o jogo a favor da equipa portuguesa foi, sem sombra de qualquer dúvida, Ricardo Quaresma.

Negativo: A tal de “falta de dinâmica”. Contra equipas que jogam fechadas na sua área não adianta insistir num estilo de jogo que faz com que o jogo ofensivo seja uma nulidade. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado

sexta-feira, 11 de novembro de 2016