sábado, 7 de janeiro de 2017

Continuar a lutar pelo título no meio do turbilhão da arbitragem

Será preciso quase um exercício de concentração para nos lembrarmos que este fim de semana existe futebol e que o FC Porto tem um jogo complicado em Paços de Ferreira. No meio das polémicas arbitragens na Taça da Liga, das ameaças aos árbitros na Maia e das reuniões de emergência surge uma importante jornada da Liga NOS, na qual os dragões podem tentar aproveitar uma deslocação complicada do Benfica a Guimarães.
 
O campo não fácil, mas o FC Porto, sabendo que está a quatro pontos da liderança, não pode pensar noutra coisa que não os três pontos. Com quatro vitórias seguidas na Liga NOS, onde não perde desde o jogo em Alvalade em agosto, os dragões vão precisar de atirar a eliminação da Taça da Liga e as críticas aos árbitros para trás das costas.
 
Mudanças anunciadas podem condicionar
 
Depois de alguma incerteza, Nuno Espírito Santo recebeu uma boa notícia na parte final da semana: André Silva está totalmente recuperado de uma mialgia de esforço e está apto para ser titular no jogo frente aos castores. 
 
Por outro lado, Danilo (castigo), Brahimi (castigo e ausência na CAN) e Otávio (lesão) são três nomes que seriam opções válidas e que não estão à disposição do técnico. E se Danilo tem em Rúben Neves uma solução imediata sem grandes alterações táticas, o mesmo não acontece no caso de Brahimi.
 
O argelino assumiu, por direito, o papel de figura da equipa nas últimas semanas, após a lesão de Otávio. Sem o criativo a jogar pela esquerda a equipa terá de mudar. Desde logo porque o único extremo puro que sobra no plantel é Varela. Tudo aponta para que a opção passe por Herrera ou por André André, sendo nos últimos jogos em que foram utilizados nos flancos, tanto um como o outro não estiveram bem. A equipa perde magia.
 
Já do lado do Paços de Ferreira são oito baixas entre lesões, castigos e emprestados pelo FC Porto. Será por isso uma equipa diferente e que terá de aguentar uma previsível entrada forte dos portistas.
clicar para ampliar

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Pensamento da Semana: Contra factos…

Comecemos por Marco Ferreira. Há duas épocas atrás, Marco Ferreira apitou duas derrotas do Benfica e, numa delas, teve o desplante de expulsar Luisão. Foi despromovido. E se tivesse sido justamente despromovido, não haveria nada a dizer, mas repare-se, o mesmo Conselho de Arbitragem que o despromoveu nomeou-o semanas antes para arbitrar a final de uma taça. E nunca, por muitos erros que cometa, Marco Ferreira seria pior que Bruno Paixão, por exemplo. Continuemos com Manuel Oliveira, árbitro que estará desempregado. Em agosto foi nomeado para arbitrar o Benfica-Vitória de Setúbal. O jogo acabou empatado e, de facto, o árbitro cometeu alguns lapsos. Foi directo para a jarra uns tempos e, desde então, passa mais tempo a arbitrar na segunda liga do que na primeira, recebendo menos dinheiro por isso. Por outro lado, Jorge Sousa. No final de novembro arbitrou um polémico Boavista-Guimarães, marcando um penalty quando uma bola rematada a menos de um metro bateu no braço de um jogador do Boavista. Nada lhe aconteceu e foi nomeado, poucas semanas depois para o Benfica-Sporting. Quando a bola ressaltou para a mão de Pizzi e depois de uma mão para a outra, nada lhe aconteceu. Mas analisando os dois lances, percebe-se que o árbitro foi incoerente. Num deles cometeu um erro muito grave, mas nada lhe aconteceu. O mesmo aconteceu a Bruno Esteves que, 3 dias depois de fechar os olhos a um penalty escabroso sobre Maxi Pereira no Porto-Marítimo foi arbitrar o Tondela-Boavista.

Neste momento, o Conselho de Arbitragem não promove os melhores árbitros e pune os piores. Promove os que ajudam o Benfica e prejudicam o Futebol Clube do Porto. E os árbitros, por mais honestos e imparciais que sejam, sabem disto e são afectados por isso. Mesmo que não façam de propósito, o seu subconsciente funciona e, na dúvida, apitam sempre contra o Porto e sempre a favor do Benfica. Só assim se percebe os inúmeros recordes de jogos sem penaltis contra e sem expulsões que o Benfica tem.


Excerto de artigo de opinião publicado no blog mística do dragão

Obviamente que percebo e até que concordo com muito daquilo que João Ferreira escreveu, mas há que ter também em linha de conta que a forma como o Futebol Clube do Porto aborda certos jogos e o plantel de mediana qualidade que Pinto da Costa e seus pares (e por pares entenda-se Alexandre Pinto da Costa, Jorge Mendes e Doyen) “criaram” para que Nuno Espírito Santo enfrentasse a actual época desportiva não abona muito a favor das múltiplas e justificadas razões de queixa que o Clube tem sobre as arbitragens…

Contra factos não há argumentos, e como tal há que dizer que o principal culpado de toda esta situação é Jorge Nuno Pinto da Costa. E pelos vistos tal situação vai perdurar ab eternum porque Pinto da Costa só fala e defende o Futebol Clube do Porto nas horas boas. Nas más deve tomar chá de sumiço
 
E é lamentável que assim seja pois nunca como hoje o Futebol Clube do Porto necessitou tanto de um Presidente - e estrutura - à altura dos pergaminhos do Clube!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Cambada de Incompetentes

Sim estou a falar dos árbitros. Mas haverá qualquer dúvida que Vítor Pereira deixou um bando de mal preparados que erram em jogadas idênticas sempre para o lado do clube da treta e raramente termina algum jogo em que não sejam criticados por todos? Intitulam-se estes cavalheiros bem remunerados “profissionais”, embora como saibamos, todos tenham os seus ganchos.
Apenas vejo os tristes da Comissão de Arbitragem e dos Sindicatos dos pobres-diabos (afinal tudo farinha do mesmo saco) virem defendê-los daquilo que toda a gente observa. Recentemente até Costinha uma pessoa reconhecidamente ordeira e cordata, sentiu-se lesado (e com inteira razão) no último jogo, foi alvo daquela seita de incompetentes que vão chorar no ombro do Sindicato e cinicamente protestar contra as palavras do treinador.
 
A Comissão de Arbitragem que verdadeiramente é a responsável pelo estado lastimoso em que se encontra a arbitragem em Portugal, não sei se por falta de dinheiro para fazer cursos de formação condignos e ensinar estes árbitros, ou se padecem eles próprios de incapacidade total para gerir a classe. Se assim for penso que os clubes, vítimas de atropelos semanais às mais elementares leis do futebol devem por todos os meios legais ao seu alcance denunciar às autoridades competentes estes verdadeiros roubos de lesa-futebol que põe em causa os muitos milhões de euros que estão em jogo em cada campeonato.
Vemos futebol há muitos anos e, graças às TV’s, jogos de todo o Mundo. Claro que há erros naturais sejam por uma grande rapidez de um lance, falta de visão noutro, a bola que entra ou não entra etc. Mas o que preocupa são aqueles que estão a acontecer: as mãos a tocarem na bola, foras de jogo mal tirados, agressões de jogadores/caceteiros não assinaladas, só mesmo em Portugal. Haverá algum país que aceitasse para dirigir as suas partidas “artistas” da raça dos Paixões, Xistras, Capelas ou dos novos juízes de aviário que passam diretamente à primeira categoria sem prestar provas nos escalões mais baixos? Se mais provas fossem necessárias, bastaria ver o trabalho do incompetente que apitou o Moreirense x Porto na 3ª feira.
Já vamos no terceiro ano consecutivo do colinho a fazer lembrar aos mais antigos o tempo em que o clube do regime dominava o futebol em Portugal. Em boa verdade nunca deixou de mandar. Basta ver os “notáveis” da classe estatal e política que se pavoneiam no camarote presidencial do clube da treta. Também sabemos que Fernando Gomes só está na Federação porque não levanta ondas com a “instituição” encarnada, faz orelhas moucas às críticas que surgem de todo o lado, nunca lhe ouvimos uma intervenção de fundo sobre esta matéria. Ainda há alguns “portistas” que gostavam que o homem, um dia, viesse gerir os destinos do nosso clube. Livra!
 
Até à próxima e fiquem atentos à roubalheira

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Tinha de correr mal (II)

imagem retirada de zerozero
Resumo o meu comentário a este triste jogo a dois únicos pontos:

- Nuno Espírito Santo (NES) disse n o treino aberto do passado domingo - salvo erro - que há que lutar contra tudo e contra todos (penso ter sido mais ou menos isto aquilo que NES disse), mas quem aposta em Héctor Herrera e em André André num jogo onde só a vitória poderia não bastar para se passar à fase seguinte da dita prova denominada de “Taça da Liga” é pouco. Manifestamente pouco. Para mais isto de se andar uma primeira parte a passar a bola para trás e para os lados a um ritmo lento (a roçar o lentíssimo) na vã esperança de que Yacine Brahimi tivesse uma jogada de génio que resolvesse a contenda a favor do Futebol Clube do Porto é caricato (para não dizer ridículo) pois bastaria um lance de desconcentração da parte dos azuis e brancos para que o ultra defensivo Moreirense marcasse o seu golo. Golo que acabou por ser o da vitória da equipa cônega.

- Começa a ser demais a quantidade de jogos em que o Futebol Clube do Porto é prejudicado por chicos-espertos que tem o condão de poder apitar uma partida de futebol. Não terá sido somente (repito: não terá sido somente) por causa da cegueira selectiva de Luís Godinho e seus pares que os Dragões perderam em Moreira de Cônegos, mas há que ser justo e dizer que o amigo Luís fez aquele jeitinho aos comandados de Augusto Inácio que estiveram sempre mais interessados em fazer o impossível para que não se jogasse futebol. Como se não bastasse Luís amigalhaço Godinho teve ainda a ideia peregrina de expulsar Danilo Pereira. 2016 terminou com o cartão amarelo mais estapafúrdio de sempre. 2017 começa com o cartão vermelho mais estapafúrdio de sempre.

Agora que cada um retire as suas conclusões. Eu continuo a defender que a prestação do FC Porto nesta tal de “Taça” não interessa para nada, mas era escusado ter-se aumentado a pressão a que os azuis e brancos vão ser submetidos em Paços de Ferreira. Para além de que era sempre importante manter e melhorar a sempre importante “dinâmica de vitória”. 

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. O defesa lateral esquerdo do FC Porto acabou por ser o menos mau da equipa portista. Alex esteve sempre bem a defender e a atacar e foi dos poucos (juntamente com Maxi) que procurou lutar contra o rumo dos acontecimentos. 

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 49´, altura em que Francisco Geraldes marca o único e decisivo golo da partida. A partir daí a equipa do Moreirense limitou-se a “levar a água ao seu moinho” gerindo tempo e esforço diante de uma equipa portista que (por culpa própria e do amigo Luís) nunca se encontrou. 

Arbitragem: Luís Godinho e a sua equipa de arbitragem foram hoje tudo aquilo que uma equipa de arbitragem não pode ser em campo. Ficaram duas grandes penalidades por marcar a favor do Futebol Clube do Porto e ainda se está para se perceber a expulsão de Danilo Pereira. Para além disto pactuou com o anti jogo do Moreirense FC. Apesar de tudo ajuizou bem o lance que ditou a expulsão de Yacine Brahimi do FC Porto. Má arbitragem com influência directa no resultado final (mais uma). 

Positivo: Inexistente. 

Negativo: A apatia portista. É verdade que as arbitragens têm sido habilidosas e que há que “lutar contra tudo e contra todos”, mas cabe ao FC Porto mostrar em campo aquilo que diz aos seus adeptos. Coisa que hoje não fez (obviamente).

Artigo publicado no blog o gato no telhado (03/01/2017)

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O «grande» encostado à parede

Há uma inversão de hábitos no pré-jogo entre o Moreirense e o FC Porto. À entrada para a última jornada da fase de grupos da Taça da Liga, os cónegos lideram o Grupo B, com quatro pontos, enquanto os dragões, com dois pontos, estão no risco da eliminação.

Dois empates em pleno estádio do Dragão complicaram as contas do FC Porto. O nulo frente ao Belenenses e o 1x1 diante do Feirense deixam a equipa de Nuno Espírito Santo em situação delicada: só uma vitória mantém a esperança viva, mas pode não ser suficiente.

Para chegar à final four da Taça da Liga, o FC Porto precisa de vencer em Moreira de Cónegos e esperar que o Belenenses não ganhe na receção ao Feirense. E caso os azuis do Restelo vençam mesmo, aí os dragões terão de acabar com maior diferença de golos para se apurarem.

Quanto ao Moreirense, é a equipa em melhor posição para avançar na prova. Um empate pode bastar aos cónegos para garantir um lugar no Algarve (onde se joga a fase final), desde que o Belenenses não vença o Feirense.
clicar para ampliar

domingo, 1 de janeiro de 2017

O Cantinho das Modalidades

Basquetebol

- Desde que se tornou treinador do FC Porto, Moncho López sempre dotou as suas equipas de uma particular apetência para o lançamento exterior. Além de uma defesa agressiva e de um ritmo alto constante, a capacidade para converter triplos é uma das imagens de marca dos atuais campeões nacionais, que ano após ano se superam também para lá da linha dos 6,75 metros. Não é segredo para ninguém que o FC Porto faz do lançamento exterior uma das suas mais-valias, mas são os números que atestam esta conclusão.

Antes de 2015/16, a última vez que os Dragões conquistaram o título nacional foi em 2010/11, uma época desportiva que tanto diz aos portistas. Na fase regular desse campeonato, mais concretamente a 13 de novembro de 2010, o FC Porto converteu 19 triplos num triunfo por 91-74 sobre o Benfica, no Dragão Caixa. Foi tão-somente a melhor performance triplista dos azuis e brancos de que há memória, superando, por exemplo, os 17 diante dos lisboetas, na Luz, nessa mesma época, ou os 14 apontados frente à Ovarense (81-73), em Ovar, no terceiro jogo das meias-finais dos Playoffs da temporada transata.

Para se ter uma pequena noção do pecúlio portista nos Playoffs de 2015/16, aqui ficam mais números: 102 triplos convertidos em dez jogos, à média de 10,2 por partida, significando mais de um terço dos pontos marcados pelos Dragões (306 de 872). Não admira, por isso, que o melhor ataque da edição anterior da Liga Portuguesa de Basquetebol pertencesse ao FC Porto. Esta época, os azuis e brancos mantêm a mão quente e só não têm o melhor ataque do campeonato porque o Vitória de Guimarães tem mais um jogo disputado: 1021 pontos marcados para o FC Porto em 12 jogos, 1022 para os vimaranenses em 13 encontros.

Líderes da fase regular do campeonato, em igualdade pontual com o Galitos Barreiro, os portistas têm uma média ligeiramente superior a 85 pontos por jogo e já converteram 121 triplos em 317 tentativas até ao momento, registando 38% de eficácia para lá da linha dos 6,75 metros. Neste particular, só o CAB Madeira e o Benfica, ambos com 39%, conseguem superar os Dragões, sendo que só os madeirenses marcaram mais triplos (131). Se individualizarmos a questão, encontramos no plantel do FC Porto o jogador mais eficaz da Liga Portuguesa de Basquetebol a lançar de três pontos: José Silva marcou 30 dos 64 triplos que tentou (47%).

O internacional português não é o único representante portista na lista dos mais profícuos triplistas do campeonato, pois Pedro Bastos também aparece na sexta posição, com 44% de aproveitamento (18/41). Esta faceta do FC Porto tem sido verdadeiramente decisiva ao longo do tempo e ficou uma vez mais expressa no derradeiro jogo antes da pausa para o Natal: 17 triplos marcados (recorde da temporada) no triunfo sobre o Eléctrico (97-76), no Dragão Caixa. O coletivo de Moncho López é uma máquina de lançar ao cesto e está recheado de individualidades que podem fazer a diferença a qualquer momento. Afinal de contas, treino, talento e triplos começam pela mesma letra.

- Thomas Bropleh é o mais recente reforço da equipa de basquetebol do FC Porto, tendo assinado com o clube um contrato válido por um mês. O extremo norte-americano de 25 anos, que também tem nacionalidade liberiana, junta-se ao plantel campeão nacional para colmatar a vaga deixada em aberto por Jeff Xavier, que ficará pelo menos mais quatro semanas afastado da competição devido a lesão.

Thomas Bropleh, hoje com 1,96 metros e 91 quilos, fez a sua formação na George Washington High School de Denver, no estado do Colorado, e na Boise State University, no Idaho, tendo vestido a camisola dos Broncos de 2010 a 2014.

Em 2010, no seu último ano na George Washington High School, Thomas Bropleh liderou a equipa numa série de 26 vitórias e duas derrotas, e ao segundo lugar do campeonato estadual, marcando 25 pontos e conquistando 11 ressaltos no jogo do título. Foi ainda eleito Jogador do Ano pelo Scout.com.

A nível europeu, Bropleh, que pode fazer as posições 2 e 3, regista uma passagem pelo Finke Baskets, de Paderborn, da ProA League (segunda divisão alemã) na época de 2014/15, antes de regressar aos EUA para jogar a NBA D-League com a camisola dos Texas Legends.

- O FC Porto perdeu frente ao Benfica (69-56), no Pavilhão da Luz, em Lisboa, somando desta forma a terceira derrota em 13 jogos na Liga Portuguesa de Basquetebol. No clássico da 13.ª jornada do campeonato, os azuis e brancos não lograram levar a melhor sobre os lisboetas e passam agora a somar 23 pontos, menos um do que o líder Galitos Barreiro, que também venceu nesta ronda. O FC Porto volta a entrar em campo em 2017, no dia 7 de janeiro, às 19h00, no Dragão Caixa, frente ao Lusitânia. O encontro, referente à 14.ª ronda, terá transmissão em direto no Porto Canal.

Hóquei em Patins
 
- À 10.ª jornada, o campeonato nacional de hóquei em patins parou para que se cumpram as habituais miniférias de natal e ano novo e, se é certo que há mais para jogar do que o que já foi jogado (faltam três jornadas para terminar a primeira volta), a verdade é que já é possível fazer um pequeno balanço do que se viu do FC Porto Fidelidade nos poucos mais de três meses de competição.

Para começar a temporada dificilmente se poderia pedir mais ou melhor do que um Benfica-FC Porto, frente a frente, na luta pela Supertaça de Portugal. A primeira “amostra” da temporada foi um autêntico “​hino” ao hóquei, num dos clássicos mais emotivos dos últimos anos em que os azuis e brancos estiveram sempre (desde os 10 segundos) na frente do marcador. O resultado fechou com um 13-7 favorável e com a turma de Guillem Cabestany a trazer para o Porto o primeiro troféu da época.

O campeonato começou no primeiro dia de outubro com uma vitória (4-2) na receção à sempre difícil equipa do Óquei de Barcelos, seguindo-se um “tranquilo” percurso até ao mês de dezembro, cujo calendário reservava os testes de maior dificuldade teórica à equipa azul e branca.

O decisivo mês começou com uma deslocação a Alverca, para defrontar o Sporting, e logo aí que os Dragões deixaram os primeiros e únicos pontos do campeonato até ao momento. Um empate a três foi o resultado que por uma jornada atirou os azuis e brancos para o terceiro lugar e para fora do comboio dos 100% vitoriosos. Isto porque ainda antes da paragem, foi a vez da Oliveirense, que seguia no duo da frente, visitar o Dragão Caixa e ser derrotada por 6-4.

Recuperado o segundo lugar, é agora tempo de esperar para ver como se saem os principais rivais nos confrontos diretos. Como afirmou o técnico portista, “só o tempo dirá se o empate em casa do Sporting foi um bom ou um mau resultado”, mas a verdade é que os Dragões até entram em 2017 com a possibilidade de subir à liderança. A 7 de janeiro jogam no Pavilhão da Luz com o líder e, em caso de vitória, passam a somar mais um ponto do que o Benfica.

Para já, fica o registo de um percurso sem qualquer derrota da equipa que até ao momento tem a melhor defesa do campeonato, com 23 golos sofridos, e a que tem uma melhor relação entre golos marcados (69) e golos sofridos (três marcados por cada sofrido).

Mas não só de I Divisão se fez a época portista até ao momento. O sorteio da Liga Europeia deixou o FC Porto no Grupo B, juntamente com os franceses do Mérignac, dos italianos do Bassano e do “todo-poderoso” FC Barcelona e se é verdade que os Dragões nem começaram bem (empate surpreendente em casa com o Mérignac) também o é que cumpriram nas duas jornadas seguintes: venceram em Itália (4-3) e na receção aos espanhóis (2-1)​ e lideram o Grupo B.

Encerrado o ano de 2016, ficam na retina as últimas exibições de grande nível da equipa portista, em especial a última, frente ao Barcelona, que deixou bem evidente o potencial da formação azul e branca.

Ultrapassado o ciclo de dezembro, abre-se agora um novo, mas não menos exigente em janeiro, em que além da visita à Luz, os portistas jogam também em Barcelona, no Palau Blaugrana, muita da definição do Grupo B e do futuro na Liga Europeia, tendo depois uma receção ao Valongo e uma deslocação ao terreno do Riba D´ave para encerrar a primeira volta de um campeonato com a competitividade em níveis que há muito não se via.