quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Entradas e Saídas

Até parece que também queremos um “muro” à volta do Dragão. A bem dizer entrar não entrou quase ninguém. Sair saíram alguns (ver parte final da crónica) mas foram baratinhos ou mesmo à borliú! Se calhar até lhes demos uns vouchers da Easyjet ou da Ryanair. Vejamos primeiro as “entradas”!
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André Pereira da Sanjoanense foi das nossas camadas jovens mas vem para a equipa B. Soares ainda não provou nada e Kelvin só regressou porque ninguém o quer. Quem nos viu e quem nos vê! Olhem só para os últimos 11 anos!
Como vemos a média é de 55M€/ano. Esta época como não temos grandes nomes para vender, e mesmo com uma grande contenção nas entradas, quando apresentarmos as Contas deste 1º Semestre (1 de Julho a 31 de Dezembro de 2016) o prejuízo de 58,4M€ com que encerramos a última temporada (1 de Julho de 2015 a 30 de Junho de 2016) vai aumentar substancialmente. Para se entender melhor este raciocínio vejamos quais são os Proveitos “normais” durante 1 ano sem transações de passes.
Resulta então do quadro que estes números são insuficientes para equilibrar um Orçamento (imagem seguinte) onde só para os Proveitos com as transações (vendas) de passes projetaram 115M€. Sem esses Proveitos aquele valor no Orçamento revelou-se uma utopia. Mesmo não tendo entrado praticamente ninguém (Roberto foi emprestado para não influenciar os Custos) as vendas não cobrem as despesas. Fico com uma enorme curiosidade em ver o Orçamento que a Administração irá propor para a próxima época.
Notícia importante foi a anunciada pelo FC Porto sobre a antecipação do pagamento da última prestação do Estádio do Dragão que deveria ocorrer em Setembro de 2018. Diminuiu assim as elevadas taxas de juro e resgatou as garantias que estavam associadas ao empréstimo.

Quanto às “saídas” deste mês conseguimos despachar alguns atletas em definitivo (D) nunca esquecendo que continuamos a pagar, pelo menos, parte dos salários dos emprestados (E). Estes e mais uns 20 que por lá andam.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O Cantinho das Modalidades

Andebol
 
- Muda a competição mas mantém-se o hábito de vencer. A equipa de andebol do FC Porto venceu o ADA Maia, por 35-20, em jogo dos oitavos de final da Taça de Portugal, garantindo assim um lugar nos quartos de final da prova. A equipa de Ricardo Costa somou a segunda vitória em dois jogos na competição e manteve o registo cem por cento vitorioso da presente temporada, agora alargado para 28 jogos distribuído por todas as competições.

- O FC Porto vai defrontar o Marítimo nos quartos de final da Taça de Portugal, ditou o sorteio realizado nas instalações da Federação Portuguesa de Andebol, em Lisboa. O encontro frente ao atual sexto classificado da Zona 1 da Segunda Divisão está marcado para dia 18 de março, em horário a definir, no Dragão Caixa.

Basquetebol

- O poste norte-americano do FC Porto Nick Washburn aparece em destaque no ranking individual de ressaltos ganhos na FIBA Europe Cup, competição que vai entrar agora na terceira fase e da qual a equipa portista foi entretanto afastada.

O dorsal número sete dos Dragões, que tem sido um dos jogadores em foco na primeira metade da época da equipa de Moncho López, terminou a participação na prova com uma média de nove ressaltos, ocupando o quinto lugar da lista entre os melhores na especialidade. Nesse particular, é “rei” outro norte-americano, Frank Elegar, que ao serviço dos russos do BC Enisey conseguiu ume média de 11,1 ressaltos por jogo.​

- O FC Porto bateu o Galitos Barreiro (67-61), no Pavilhão Municipal Luís Carvalho, mantendo assim a liderança isolada da Liga Portuguesa de Basquetebol. Os Dragões registaram a 14.ª vitória em 17 jogos na prova e passam a somar 31 pontos, mais um do que Oliveirense e Benfica. Os campeões nacionais voltam a entrar em campo na sexta-feira, dia 3 de fevereiro, às 21h00, frente ao Illiabum, nos quartos de final da Taça Hugo dos Santos. O encontro disputa-se no Pavilhão Municipal de Oliveira do Hospital.

Hóquei em Patins

- Mais de cinco anos depois, o FC Porto Fidelidade regressou a Riba d’Ave e, tal como naquele 12 de novembro de 2011, saiu com uma goleada da vila do concelho de Famalicão. Na altura venceu por 9-1, desta vez bateu um dos recém-promovidos ao convívio entre os grandes do hóquei em patins por 11-2, com Hélder Nunes a ser a figura do jogo ao marcar metade dos golos azuis e brancos, sendo que Vítor Hugo, Jorge Silva e Reinaldo Garcia contribuíram com dois cada um para o resultado final. Os Dragões terminam a 13.ª jornada do Campeonato Nacional, a última da primeira volta, com 34 pontos, menos dois do que o Benfica, primeiro da tabela.

Bilhar

- Os jogadores do FC Porto João Ferreira, Rui Manuel Costa, Manuel Oliveira, Hugo Costa, Jorge Costa e Alipio Jorge qualificaram-se para a final do 4.º Open Federativo de bilhar às três tabelas, que se realiza no próximo fim de semana, em Famalicão.

Os Dragões cometeram a proeza de colocar seis dos oito jogadores da sua equipa nesta prova de apuramento para a final do Campeonato Nacional individual de bilhar às três tabelas.

Natação

- A equipa master (maiores de 25 anos) do FC Porto alcançou o terceiro lugar no Open Internacional de Masters de Inverno, atrás de Algés e Fluvial Portuense. Os Dragões participaram na prova – que teve lugar na Piscina Municipal Carlos Manafaia, em Sines – com 21 atletas, demonstrando um crescimento no número e no nível dos nadadores, devido à utilização da nova Piscina de Campanhã, desde o final de 2015.

A comitiva azul e branca obteve vários títulos e bateu recordes de Portugal, numa competição que teve a presença de 614 nadadores, 399 masculinos e 215 femininos, em representação de 62 clubes. A organização foi da Federação Portuguesa de Natação, Associação de Natação do Alentejo e Município de Sines.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Pensamento da Semana: Vai uma aposta?

Antes de mais, os meus sinceros e merecidos parabéns ao Moreirense Futebol Clube pela conquista da última edição da Taça da Liga (Taça CTT). É um merecido “Campeão de Inverno” não só pelo que fez em campo na Final mas sim pelo seu percurso na dita competição.

E é precisamente sobre a dita competição que lanço a minha reflexão desta semana.

Eu aposto tudo o que tenho em como na próxima época o formato competitivo da Taça da Liga vai – mais uma vez - mudar radicalmente para que nunca mais uma equipa do calibre do Moreirense FC a consiga conquistar.

Tem sido esta a postura do “organizador” da dita prova desde que o Vitória FC (Vitória de Setúbal) a venceu, e é muito por isto que sempre defendi o papel terciário que o Futebol Clube do Porto atribui à dita.

E já agora um aparte não menos importante.

William Carvalho, atleta do Sporting CP, não vai poder jogar no Estádio do Dragão no próximo Sábado por ter alcançado o limite de cartões amarelos (5, salvo erro). 
 
Ora eu gostava mesmo muito de saber porquê razão tal não sucedeu esta época na partida que antecedeu a visita dos Dragões a Alvalade… É que na altura William também deveria ter ficado de fora por expulsão na partida anterior, mas na altura o árbitro da tal partida entendeu que não deveria prejudicar o espéctaculo (comentador desportivo da rádio Antena 1 dixit).

domingo, 29 de janeiro de 2017

A vitória de Nuno

imagem retirada de zerozero
Hoje o Futebol Clube do Porto levou a cabo aquele tipo de jogo que dá força aos portistas exigentes. Os supra sumos da bola que tudo sabem. A lenga, lenga de hoje desta malta tem a ver com os extremos (a falta deles). Foi por isto que a equipa portista entrou algo lenta e previsível no jogo da Amoreira. Esquecem-se os tais doutores de que o SL Benfica teve de passar pelo mesmo problema diante do mesmo adversário no mesmo reduto de jogo. A diferença é que o FC Porto teve de se reinventar e de lutar contra uma arbitragem caseirinha q.b. para poder sair do António Coimbra da Mota com os 3 pontos. Já o maior do mundo e arredores teve direito a – mais um – penalti por instinto (se não fosse tal teria saído de Estoril com um empate a zero bolas). Ah, e o Futebol Clube do Porto conta no seu actual plantel com uma abundância tal de extremos que dá para dar e vender… Adiante.
 
Tenho para mim que os azuis e brancos até que não jogaram nada mal. Tiveram pela frente uma equipa pequena que pensa pequeno. O Estoril nunca teve como objectivo vencer para poder fugir à despromoção. Pelo contrário. Os canarinhos tinham como único objectivo fazer o impossível para empatar.
 
O GD Estoril Praia apresentou um meio campo reforçado cuja única preocupação era a de cortar toda e qualquer iniciativa de construção de jogo da parte do Futebol Clube do Porto. Ora tal num dia bom da parte do meio campo portista teria sido a morte do artista para os canarinhos, mas com Oliver em baixo de forma (mais uma vez) e com Héctor Hererra a regressar ao seu normal (ou seja; péssimo em todos os aspectos) era natural que o jogo dos dragões não passasse do simples e enfadonho balão para um dos flancos na esperança de que Alex Telles fizesse o cruzamento para golo. Isto porque um grande Danilo Pereira e um esforçado André André eram manifestamente insuficientes para fazer frente ao autocarro que equipa da linha estacionou diante do seu meio campo.
 
Era necessário fazer algo. E Nuno Espírito Santo (NES) fez. Fez o que pôde com o limitado plantel que tem ao seu dispor. É deveras complicado um treinador ter de dar a volta a uma situação como esta que se viu em Estoril recorrendo a um jogador que a meio da semana estava no Gabão (Brahimi), a um miúdo da formação (Rui Pedro) e a um atleta que nos últimos jogos tem tido prestações miseráveis (Jesús Corona). E a verdade seja dita que a coisa resultou. Não que os jogadores aqui referidos tenham feito algo de muito diferente daquilo que vínhamos vendo até à altura da sua gradual entrada em campo, mas sim porque o cavalheiro do apito resolveu assinalar uma grande penalidade evidente a favor do FC Porto.
 
Após o golo azul e branco o Estoril foi obrigado a abdicar da sua estratégia do autocarro mas a expulsão tardia mas justa do seu defesa central Diakhité abriu caminho ao bonito golo de Corona. O resultado parecia estar mais do que encontrado não tivesse a azelhice tomado conta dos centrais Marcano e Felipe que permitiram o golo de honra dos canarinhos.
 
Em suma; este Futebol Clube do Porto de NES venceu e demonstrou – mais uma vez - que tem capacidade para dar a volta aos acontecimentos mesmo que não o faça de uma forma brilhante. E para mim isto chega e basta. Já para os egos inchaditos dos portistas exigentes não sei nem quero saber.
 
MVP (Most Valuable Player): Danilo Pereira. Danilo está efectivamente a passar por um dos seus melhores momentos de forma. Excelente a recuperar as bolas e a impedir os ataques da equipa adversária, Danilo foi hoje a âncora de que qualquer equipa de top necessita. Quando o marasmo e a falta de soluções imperaram no meio campo portista, Danilo foi o único que procurou sempre remar contra a maré. A manter Danilo!
 
Chave do Jogo: Apareceu no minuto 89` para resolver a contenda a favor do FC Porto. Nesta altura os dragões já se encontravam em vantagem, mas a expulsão de Diakhité no minuto aqui referido deitou por terra toda a estratégia do Estoril Praia que no minuto seguinte acabaria por sofrer mais um golo.
 
Arbitragem: É muito por causa deste tipo de coisas que eu não me canso de falar dos árbitros. Não que eu goste de o fazer, mas quando é nomeado para um jogo do FC Porto um artista do calibre deste Manuel Oliveira é impossível não se falar na equipa de arbitragem. Manuel Oliveira permitiu durante tempo a mais o anti jogo da equipa do Estoril. Pactuou com o jogo violento e perdas de tempo dos atletas canarinhos. Esteve bem na marcação da grande penalidade e na expulsão de Diakhité, mas ainda tem de explicar porquê razão anulou um golo limpo a Rui Pedro e porque não marcou uma grande penalidade a favor do FC Porto após carga de um defesa do Estoril sobre André Silva na grande área estorilista. Má arbitragem que poderia ter tido influência directa no resultado final da partida.
 
Positivo: Nuno Espírito Santo (NES). Mexeu na equipa quando esta mais precisou com as armas que tinha ao seu dispor no banco de suplentes. Se hoje o Futebol Clube do Porto venceu num estádio tradicionalmente complicado foi muito por culpa do seu treinador.
 
Negativo: Héctor Herrera e Oliver Torres. O primeiro após uns jogos a um nível bastante razoável regressou ao seu normal e o segundo já vai no segundo jogo consecutivo onde joga pouco (muito pouco).
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/01/2017)

sábado, 28 de janeiro de 2017

Ida a Lisboa com uma missão: Pressionar o líder

É aparentemente simples a fase da temporada em que se encontra o FC Porto. A jogar de fim de semana em fim de semana (enquanto não chega a Liga dos Campeões), os dragões só têm que apontar à conquista dos três pontos em todos os jogos, para assim colocar pressão sobre o líder Benfica. É nessa ideia que chega a partida deste sábado no terreno do Estoril-Praia.

A quatro pontos do Benfica e a jogar dois dias antes, o FC Porto tem uma oportunidade para se colocar provisoriamente a um ponto da liderança e, quer se assuma quer não, não é mesma coisa entrar em campo com uma vantagem de um ponto, ao invés de ter quatro.

Por seu lado, o Estoril perdeu sete dos últimos 10 jogos e parece não haver meio de Carmona colocar a equipa a jogar à sua imagem. Já foi tentado o futebol de posse e as transições rápidas, mas ainda não houve resultados consistentes e já só há três pontos de vantagem para os lugares de despromoção.
 
Brahimi na equação dos jogos fora
 
Foi uma espécie de semi-reforço para Nuno Espírito Santo, que ainda não vai ter o novo homem do ataque, Soares, que está castigado. Brahimi partiu para a CAN e pensou-se que apenas ia regressar em fevereiro. O certo é que a má prestação da Argélia trouxe o criativo de volta a Portugal e em boa hora. Se nos recordarmos do último jogo fora de casa dos portistas, frente ao Paços de Ferreira (0x0), sentiu-se, e muito, a falta do extremo Brahimi no ataque azul e branco.
 
Sem ter toda a informação sobre o estado físico de Brahimi, parece claro que apenas uma péssima condição poderá tirar o argelino do 11 de Nuno Espírito Santo e percebe-se bem o porquê. Antes de partida para a CAN, muita da qualidade ofensiva do FC Porto passava por ele. Não só pelo que jogava, mas também por libertar Óliver e Diogo Jota para não terem de aparecer tanto na esquerda e focarem-se nas suas tarefas primordiais.
 
É um jogo de risco para o FC Porto, como vão ser todos até ao fim do campeonato. Mas este jogo ganha ainda mais relevo se nos lembrarmos que os dragões apenas venceram um dos últimos sete jogos fora da «fortaleza do Dragão».
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