sábado, 18 de março de 2017

O Cantinho das Modalidades

Andebol

- O FC Porto perdeu no pavilhão do Granollers, por 33-22, na quarta jornada do grupo B da Taça EHF, o que complica muito as hipóteses de passagem dos Dragões à fase seguinte. Os portistas são terceiros e têm apenas dois pontos, resultado precisamente do triunfo da semana passada frente ao mesmo adversário, enquanto os catalães, segundos, somam quatro, quando faltam disputar duas rondas. Neste jogo, os azuis e brancos estiveram em desvantagem desde o oitavo minuto (3-2), perderam o comboio do marcador nos últimos dez minutos da primeira parte (ao intervalo o resultado era de 14-8) e nunca mais se conseguiram colocar em posição de discutir o resultado. Para além dos erros próprios, tiveram ainda pela frente um guarda-redes adversário inspirado: Vicente Álamo fez 15 defesas ao longo de todo o encontro.

- O FC Porto fez o pleno na primeira fase do Campeonato Nacional do Andebol 1, terminando-a com 26 triunfos em 26 jogos depois de bater o Sporting da Horta (38-28), nos Açores. Repetido o feito da época anterior, na qual também venceram todos os jogos na primeira fase, os Dragões somaram os 78 pontos em disputa e olham agora para a segunda fase do campeonato, na qual a pontuação passará para metade. O FC Porto vai integrar o Grupo A, juntamente com Sporting, ABC, Benfica, Madeira SAD e Águas Santas.

- O FC Porto recebe o Madeira SAD na primeira jornada do grupo A da fase final do Andebol 1, em encontro agendado para as 20h30 da próxima quarta-feira, 22 de março, e com transmissão em direto no Porto Canal. O sorteio, realizado no Auditório do Comité Olímpico de Portugal, em Lisboa, ditou ainda dois clássicos consecutivos no Dragão Caixa: a 8 de abril, frente ao Sporting, e quatro dias depois, frente ao Benfica. Na 10.ª e última ronda, os azuis e brancos recebem o Águas Santas, a 27 de maio, mas o calendário final poderá ainda sofrer várias alterações.

Os Dragões iniciam a fase final com 39 pontos, mais três do que o segundo, o Sporting. Recorde-se que os clubes arrancam com metade dos pontos que obtiveram na primeira fase, com os arredondamentos a serem feitos para cima quando o valor é igual ou superior a 0,5. Um eventual desempate em caso de igual número de pontos nada tem a ver com a primeira fase: nesse caso, os primeiros critérios serão a diferença de golos marcados e sofridos nos jogos da segunda fase entre as equipas empatadas e, depois, entre todas as equipas.

Basquetebol

- A liderança da Liga Portuguesa de Basquetebol continua a pertencer ao FC Porto ao fim dos 24 jogos até agora disputados – a vantagem é de dois pontos para o trio que partilha a segunda posição da tabela​. A segunda jornada da segunda fase foi fechada no Dragão Caixa com uma vitória incontestável do FC Porto sobre o Benfica por 85-74 num jogo em que foi claramente mais forte e em que mandou no marcador durante quase todos os 40 minutos. Com 22 pontos, o poste sérvio Sasa Borovnjak sobressaiu por ter sido o mais eficaz dos portistas na hora de lançar ao cesto, mas a verdade é que este foi um triunfo conquistado por uma equipa que coletivamente foi superior ao adversário, sobretudo a nível defensivo.

- Depois do triunfo no clássico, o FC Porto venceu no Dragão Caixa o Illiabum, desforrando assim a derrota frente à formação de Ílhavo que ditou o afastamento da Taça de Portugal. O triunfo na partida da terceira jornada da segunda fase, por claros 85-53, permite aos Dragões continuar confortavelmente na liderança da tabela, com dois pontos de vantagem sobre Benfica e Oliveirense.

Hóquei em Patins

- Terminou com um empate a sete golos a primeira mão dos quartos de final da Liga Europeia de hóquei em patins, que colocou frente a frente o FC Porto Fidelidade e os catalães do Reus. No Dragão Caixa, os azuis e brancos estiveram praticamente toda a partida em vantagem no marcador, mas nos minutos finais foram obrigados a recuperar de uma desvantagem de um golo para segurar o empate que serve de base para o decisivo jogo da segunda mão, agendado para 1 de abril.

Bilhar

- O portista Tiago Teixeira, de apenas 14 anos, venceu o 6.º Open Federativo de snooker, no qual competem jogadores dos distritos do Porto, Braga e Aveiro, derrotando na decisiva partida o atleta do Leixões Mário Maravilhas, por 3-1.

No percurso até à final, a jovem promessa, há dois anos nos quadros azuis e brancos, deixou pelo caminho nos quartos de final Tiago Silva (3-1) e na meia-final Luís Alves (3-1).

- O FC Porto bateu a Académica de Leça, por 3-1, em jogo da nona jornada da zona Norte do Campeonato Nacional de bilhar às três tabelas. Foi a 35.ª vitória consecutiva na prova, a nona em outras tantas jornadas já disputadas nesta temporada que fazem dos campeões nacionais a única equipa invicta das 16 que disputam esta primeira fase da competição maior do bilhar a nível nacional, depois da derrota do Benfica diante do Sporting nesta mesma ronda da zona Sul.

Ciclismo
 
- O algarvio Amaro Antunes foi o melhor ciclista da W52-FC Porto-Mestre da Cor na Clássica Aldeias do Xisto, que foi ganha pelo espanhol Vicente de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé). Este resultado deixou o portista no segundo posto do troféu Liberty Seguros, que, além desta prova, foi composto pela Clássica da Serra da Arrábida e pela Prova de Abertura-Região de Aveiro.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Mais um Rombo no Porta-aviões

O sonho lindo da passagem aos quartos-de-final acabou. Esta eliminação, ao contrário de outras, pode ficar-nos bastante cara. Compromissos inadiáveis e a impossibilidade de contrair novos empréstimos transformam a próxima época numa grande incógnita.

Depois de terem “escondido” os resultados do 1º Trimestre, talvez para não desmobilizar as tropas à espera que a situação melhorasse (leia-se transacionar alguém), e embora ninguém ligue nada às Contas, a SAD apresentou no último dia do prazo, 28 de Fevereiro, os resultados do 1º Semestre (1 de Julho a 31 de Dezembro de 2016).

Como sabem a legislação anterior obrigava a que as Contas de cada trimestre fossem divulgadas na CMVM e no sítio do Clube. Com as alterações nesta lei (Dec. Lei 22/2016) a apresentação intercalada de gestão passa a ser facultativa embora o nosso rival Sporting continue a publicar os resultados trimestrais. Todos sabemos que estamos mal de dinheiros. Houve um enorme prejuízo (58,4M€) no exercício que terminou a 30 de Junho de 2016. Desta feita nos últimos resultados consolidados até ao fim do 1º Semestre apresentamos um prejuízo de 29,5M€.

Pior do que isso foi a queda do Capital Próprio (diferença entre o Ativo e o Passivo) de quase 30M€) pelo que continuamos na situação de falência técnica (sempre que o Capital Próprio é inferior a metade do Capital Social). Foram apresentadas as habituais desculpas pelos maus resultados como a não transferência de jogadores e a eliminação nas competições da UEFA em 2016. Sim já sabíamos isso mas se não conseguimos vender quase ninguém em Janeiro e apenas “entrou” Soares não vejo quem se possa transacionar no final da época. Os “mais fracos” ninguém os deve querer e não gostava que saísse nenhum dos ”melhores”. 
imagem; Dragão Ruben
Tecnicamente é sempre difícil integrar as novas “importações” para que que encaixem nos titulares do plantel. Cabe aqui agora apresentar um pequeno quadro com o resumo das Contas mais significativas dos RC para se avaliar a performance dos 3 grandes.
Como podem verificar nenhuma SAD tem o Capital Próprio que seria necessário para não se encontrar na situação de falência técnica. Devia ter, pelo menos, metade do Capital Social, ou seja: Porto 56.250M€; Benfica 57.500M€; e Sporting 33.500M€. Acresce que a nossa além de ter ficado sem cheta do Capital Social ainda deve mais 3.449M€.

Outra análise que também pode ser feita é comparar o nosso Ativo Corrente (97M€) com o Passivo Corrente (210M€). Significa que todos os nossos Ativos “vendáveis” não chegam para pagar metade dos compromissos. Os Ativos do Benfica não chegam nem para 1/3. Por isso o clube da treta está a preparar um novo Empréstimo Obrigacionista de 50 milhões de euros!

Claro que daqui até ao final da temporada muita coisa se pode passar mas não prevejo grandes vendas. Não vamos nunca conseguir atingir os valores projetados no último Orçamento, ou seja, realizar 116M€ nas transferências de jogadores. Nem quero pensar no resultado das avaliações que a UEFA faz em Março de cada ano no que respeita aos pressupostos do fair-play financeiro. Pelo andar da carruagem desconfio que vem penalizações a caminho. Ainda agora nos condenaram a pagar 650 mil euros aos Calimeros pelas mais-valias a que tinham direito na transferência do João Moutinho, mais 350 mil ao Verona pela transferência de Iturbe e outras que aguardam desenvolvimentos.

Não sei mesmo se deveríamos contratar os caixeiros-viajantes do clube da treta para nos ajudarem. Afinal andam por todo o Mundo a impingir os renatinhos deles. Não custava nada meterem mais umas folhinhas A4 na pasta a ver se nos livramos de alguns. Pagamos boas comissões.
imagem; José Lima
Até à próxima

quarta-feira, 15 de março de 2017

Dores de crescimento

imagem retirada de zerozero
Derrota “natural” de um Futebol Clube do Porto em construção diante de uma equipa da Juventus FC que está consolidada há mais de cinco épocas. Não deixa é de ser engaçado que foi preciso reduzir o FC Porto a dez elementos para que a natural superioridade italiana viesse ao de cima nas duas partidas da eliminatória. Daí os ““ no natural.

Lamento mas eu não vou embarcar no discurso dos coitadinhos. É verdade que a equipa azul e branca está ainda em construção e que o embate com a Juventus era desigual, mas há que dizer que foi preciso expulsar um jogador do dragões em ambas as partidas(!) para que a Juventus ficasse por cima em ambas as partidas. E mesmo a jogar com 10 o FC Porto de NES foi sempre capaz de criar problemas à “toda poderosa” Juve.


É óbvio que a Juventus é mais forte do que o FC Porto. Mas há que dizer que este Porto de NES - tão criticado e mal tratado num passado não muito distante - foi capaz de lutar até ao fim pela passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões. E isto quer dizer muita coisa, especialmente se tivermos em linha de conta que uma outra equipa portuguesa bem mais rotinada e apetrechada levou uma tremenda “tareia” do quarto classificado da liga alemã.

E pouco mais há a dizer sobre a partida de Turim. O Futebol Clube do Porto foi derrotado mas caiu de pé e com o sentimento de dever cumprido. E isto é de extrema importância pois vai ser fundamental dar a devida resposta no próximo domingo diante do Vitória FC no Estádio do Dragão.

MVP (Most Valuable Player): Felipe. Incansável, lutador, aguerrido e arrojado q.b. O central brasileiro foi hoje. Sem sombra de qualquer dúvida - o melhor em campo da parte da equipa portista. Felipe foi o “porta-estandarte” do Porto combativo que lutou até ao fim contra a Juventus. E era o moço tão criticado e rebaixado no início da época pelos “crânios da bola”.

Chave do Jogo: Se olharmos somente para a eliminatória tenho de dizer que a estúpida expulsão de Maxi colocou um ponto final na partida, mas no jogo jogado no Juventus Stadium não se pode dizer que tenha havido um qualquer lance que tenha resolvido a contenda a favor de qualquer um dos lados. Em suma; chave de jogo inexistente.

Arbitragem: Nada a apontar ao trabalho do Sr. Ovidiu Haţegan e restante quipá de arbitragem. Ao contrário do que tinha sucedido no jogo do Dragão, Ovidiu Haţegan procurou sempre ser o mais justo e imparcial possível no julgamento dos lances nesta partida de Turim. Maxi Pereira é bem expulso e a grande penalidade bem assinalada.

Positivo: Nuno Espírito Santo (NES) e adeptos do FC Porto. NES porque “montou” bem a equipa e “mexer” bem quando esta se viu reduzida a dez elementos. Os adeptos do FC Porto pelo apoio incansável à equipa do Futebol Clube do Porto.

Negativo: Maxi Pereira. Não quero individualizar a derrota do FC Porto, mas é de todo impossível não criticar o uruguaio por ter sido tão infantil no lance da grande penalidade. Maxi é um jogador internacional muito experiente que não pode – nem deve – fazer tamanha figurinha.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/03/2017)

terça-feira, 14 de março de 2017

Um toque azul na cidade dos museus

São várias dezenas os museus em Turim, cidade conhecida também por esse aspeto. Um deles, o da Juventus, está repleto de êxitos e aí parece já estar reservado - pela conversa dos italianos - um espaço para nova chegada aos quartos de final. Uma pintura que pode ser borrada por um FC Porto, se se levantar o astral que invadiu Roma em agosto.

Agora, a tarefa é ainda mais difícil. Quase impossível, se considerarmos os impressionantes números caseiros de uma Juventus que tem 31 vitórias consecutivaspara a Serie A no seu recinto e que não perde nas provas europeias desde 2013.

Mas... este FC Porto também é bem melhor do que aquele que ganhou à Roma. Disso ninguém pode duvidar. Por essa altura, Nuno tinha, em termos práticos, pouco mais de 11 opções válidas. Agora tem 20 e delas se pode socorrer para, sem prejuízo do campeonato, ainda tentar deixar de boca aberta a Europa.

O estádio tem um ambiente infernal, mas as circunstâncias da eliminatória fazem com que, no arranque para este jogo, muitos dos adeptos pensem apenas nos números de uma eventual goleada e no próximo adversário rumo a uma final de Cardiff onde querem estar.

Tem a palavra o conjunto português, onde subsiste uma grande dúvida: jogar com dois avançados, como aconteceu no Dragão, e tentar o golo logo no início, ou fazer uma gestão mais cautelosa, colocar mais um médio e dar prioridade a uma consistência que permita, depois, arriscar a sorte numa desatenção italiana?

Dúvidas tem também Allegri. Chiellini é uma delas, pelo que não deverá arriscar a sua utilização. A outra está no lado direito, com Dani Alves a ameaçar cada vez mais Lichtsteiner. A última é entre Khedira e Pjanic, descansando um e jogando o outro ao lado de Marchisio.
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