Ansiedade controlada, concentração absoluta e determinação para alcançar o triunfo. São estes os argumentos que Jesualdo Ferreira apresenta na preparação do jogo frente ao Nacional, domingo, às 20h15, no Estádio do Dragão. O treinador portista pretende dos seus jogadores uma abordagem séria ao encontro com a equipa madeirense e espera contar com o apoio incondicional dos adeptos azuis e brancos.Ambiente normal
«O nosso sentimento é de desejo que o jogo, este e os outros que restam até ao fim da época, chegue depressa. Um sentimento de grande confiança, de vontade de estar num estádio esgotado e sentir os adeptos connosco, com a intenção de atingir os objectivos que definimos desde o início. A situação da equipa é normal, mas é natural que nestes jogos, que antecedem a conquista de títulos, os jogadores sintam mais ansiedade. Mas é um sentimento igual a muitos outros».
Adversário forte
«Vamos jogar contra uma grande equipa, que luta por um lugar europeu e que tem objectivos bem definidos. De resto, todos os adversários que vamos defrontar até ao final da época têm objectivos bem definidos. O Nacional está a fazer um campeonato excelente, é um adversário tradicionalmente difícil, mas é também um adversário que nos interessa para chegarmos aos nossos objectivos. Quanto mais difícil é o quadro que enfrentamos, melhor é a nossa atitude e a forma de ambicionarmos mais do que o quanto baste. O F.C. Porto sabe o que tem de fazer no domingo e o Nacional obriga-nos a estar atentos, concentrados e com as capacidades em alta».
Quadro motivacional alargado
«No F.C. Porto, neste momento, não existem apenas questões relacionadas com as metas do treinador. Há cinco jogadores da equipa em vias de se tornarem tetracampeões, feito que os coloca num núcleo pequeno de atletas que já o conseguiram. Há outros jogadores que podem ser tricampeões, ganhar pela segunda vez ou estrearem-se enquanto campeões, pelo que temos um quadro de motivação muito grande, que ultrapassa de longe a questão centrada no treinador. Temos também ainda muitos objectivos que perseguimos: temos mais três jogos para ganhar, vimos de uma série de dez vitórias consecutivas fora de casa e temos mais um jogo para ganhar nesse sentido, somos a equipa com menos golos sofridos e queremos manter-nos nessa condição e ainda temos a Taça de Portugal para ganhar. Neste contexto, não me parece correcto estar a falar apenas do treinador quando há muito mais motivações nos processos da equipa».
Sem razões para mudar
«Esta semana fiz o mesmo que tenho feito em outras e vou continuar a fazê-lo até ao final da época. Se essa postura tem corrido bem até aqui, porquê alterá-la?»
Outros objectivos
«Os campeonatos no F.C. Porto sabem sempre a pouco, porque esse sabor termina logo depois da conquista, já que há quase de imediato outros títulos para ganhar. Terminado o campeonato, temos a Taça para disputar, seguem-se as férias e depois começa um novo ciclo para a equipa. A missão de um treinador é ganhar e de um treinador do F.C. Porto é ganhar sempre».
Competência de Hulk
«A recuperação do Hulk é um sinal da competência do F.C. Porto e da competência do próprio jogador. Todos os atletas são diferentes e trabalham de forma distinta, mas a recuperação do Hulk é um indício da sua própria competência. Quando entender que ele está em condições de jogar, estará na equipa. Logo se vê se vai ser na final da Taça ou não».
Empenho colectivo
«Falei com os capitães de equipa num quadro de liderança para que todos estejam comprometidos com o trabalho do grupo. Temos 24 jogadores e outras tantas individualidades na equipa e é importante podermos conversar para saber das necessidades do grupo e direccionarmos as nossas atenções. Ninguém ganha nada sem o comprometimento de todos. O grupo é forte quando entende quais os objectivos que persegue. Todos temos personalidades diferentes e a forma de, colectivamente, ganharmos domingo a domingo é com todos comprometidos com o trabalho. Sabemos que temos de jogar bem e ser fortes para ultrapassarmos o adversário e, quando entrarmos em campo no domingo, será esse o nosso objectivo».
Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode
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