Só uma nota rápida e inevitável para a vitória do Porto, uma montanha de erros de Jorge Jesus e um Dragão de luxo. Classe e destruição foi o que se viu no domingo. Somos cada vez mais primeiros.
Na segunda-feira mais uma pesada derrota do Sporting e um abalo nas suas aspirações. A ganhar por 2-0 a 11 minutos do fim não se pode perder o jogo, mesmo a jogar com 10. Para muitos o momento chave foi a expulsão de Maniche, mas quem tem aspirações reais não se pode deixar abater com tal situação. O Leão está fragilizado e sem força para lutar contra as adversidades. Fez uma boa partida até ao minuto 79 e depois só deu Guimarães. Os minhotos estiveram excepcionais no aproveitar das fragilidades do adversário e Targino foi o maestro. Guimarães apanha o Benfica e sonha com glórias passadas.
Será mesmo do vento? Na Figueira da Foz volta-se a falar da influência do vento no jogo, em especial contra os da casa que parecem não saber lidar com esta adversidade. Na primeira parte a Naval, a jogar a favor do vento, dominou, escostou o Olhanense e chegou mesmo à vantagem. Pecou por os seus jogadores serem perdulários e não ter aumentado a diferença no marcador. Na segunda parte invertem-se os papeis, Olhanense ao ataque e a Naval a lutar contra o vento, resultado final 1-1. Desta vez pelo menos os figueirenses ainda levam 1 ponto.
No Portimonense x Académica tudo começou como esperado, a Briosa a fazer valer a sua maturidade e bom futebol e a expressar a sua superioridade em campo. Com uma arbitragem polémica com lances duvidosos para os dois lados, os estudantes chegaram ao intervalo a ganhar por 2-0. Situação normal face ao que se viu. Na segunda parte e contra todas as previsões, o Portimonense saiu com vontade de equilibrar. Assim o fez e encostou a Académica as cordas acabando por conseguir o empate. Nos últimos minutos foram ainda os da casa que mais perto estiveram da vitória, no geral o resultado final adequa-se.
O Braga tem vindo a perder o seu fulgor, não é fácil a equipas com a estrutura dos bracarenses materem-se no topo por muito tempo. Já outras o haviam feito e continuam as flutuações. Desta vez foi a invencibilidade em casa que se perdeu. Não destaco tanto o facto de ter perdido em casa mas sim contra a equipa que foi. O Beira-Mar parecia ser uma equipa de outro campeonato e terminou este jogo a igualar em pontos os arsenalistas. Imaginem a surpresa das gentes da terra dos Arcebispos, e daqueles que seguem o futebol portugês, ao verem o Braga já bem dentro da segunda parte a perder por 0-3. valeram uns 15 a 20 minutos finais de grande pressão para reduzir a diferença para 2-3 e evitar escândalos maiores. A aposta na Liga dos Campeões tem as suas repercussões negativas.
Num jogo entre equipas da metade inferior da tabela, Maritimo e União de Leiria disputaram um jogo morno, à medida destas duas equipas. Os madeirenses continuam sem mostrar o que os levou aos lugares europeus na época transacta e os leirienses também não fazem melhor. Os visitantes adiantaram-se no marcador já na segunda parte, após um dominio inicial inesperado. O marcador habitual, Kléber, acabou por empatar e dar um ponto a cada equipa.
O Nacional parece querer ocupar o lugar da equipa sua conterrânea e está bem situado na tabela em lugar europeu. Mais uma vitória frente a um Paços de Ferreira que tinha um dos terrenos mais dificeis de ganhar. Este ano muito macio apesar de ter começado com uma promissora vitória sobre o Sporting. Num jogo sem grande história foram os visitantes que quebraram a rotina e marcaram já muito perto do fim, establecendo o 0-1 final.
Quem diria que o Setúbal x Rio Ave iria ser tão emotivo. Num verdadeiro espetáculo de futebol as duas equipas degladiaram-se corajosamente. Com o marcardor a alternar de uma forma pouco habitual, as duas equipas a colocaram-se na frente do marcador alternadamente, o empate já perto do final veio premiar os protagonistas do encontro. Com futebol assim e um resultado final de 3-3, sadinos e vilacondenses mereciam ter levado um ponto por cada golo que marcaram. Muito muito bom, para variar.

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