Manuela Ferreira Leite, especialista em Acções para forrar paredes, resolveu dar uma ajudinha ao irmão Dias Ferreira tendo provavelmente apoiado a sua candidatura em nome dos valores que já vem de há muitos anos, honrando a memória do Visconde de Alvalade.
Dias Ferreira apresentou na passada semana um forte trunfo. Nada mais, nada menos, do que o convite ao ex-jogador Paulo Futre que entre uma dezena de clubes representou a equipa nos anos 83 e 84 onde nada ganhou, sendo transferido para o Futebol Clube do Porto comandado por Pinto da Costa, contribuindo para o triunfo em 2 Campeonatos, 2 Supertaças, e 1 Taça dos Campeões. Na novela destas eleições já tínhamos percebido que os homens de Alvalade gostam de ir procurar referências às suas mais longínquas figuras, uma lista interminável de notáveis que ao longo dos últimos anos se pavoneiam na Comunicação Social num alucinante Carroussel de vaidades.
Depois de caixeiros-viajantes, advogados, gestores, representantes de águas minerais, golpistas, banqueiros etc, juntou-se agora, um empresário de hotelaria, José Eduardo, provavelmente para servir refeições no camarote presidencial nos dias dos jogos ou na Academia de Alcochete onde se espera grande actividade com a inscrição de novos candidatos a talentos para exportação.
Interessante também a entrevista de um alto quadro, José Maria Ricciardi presidente do BES INVESTIMENTO, provavelmente em substituição do outro Fiscal que por lá andava, José Eduardo Bettencourt do qual não se lhe conheceu outra tarefa senão, face aos Balanços que apresentou, a de ter conseguido a confiança da Banca para novos empréstimos mascarados de Fundos. Diz então o referido senhor que para presidente do Clube “não é preciso perceber de futebol”, uma informação também já ouvida a outro candidato e até ao “senhor Atletismo”, o Professor Moniz Pereira que parece mais, apostar nas actividades lúdicas do eclético Clube, do que numa SAD profissional e vencedora. José Couceiro, com o handicap de ser sobrinho-neto doutro ídolo do passado, Peyroteu, deve ter lugar garantido na estrutura do futebol. Com tantos e tão bons candidatos, provavelmente só teremos mesmo um ganhador nas cenas finais desta coboiada.
Das várias candidaturas em presença, ninguém parece muito preocupado com a verdadeira razão de ser da SAD, a equipa representativa do Clube que é quem atrai os sócios (fonte importante das receitas), os investidores, os êxitos desportivos, no fundo a sustentabilidade económica do tão falado “projecto” que ninguém sabe muito bem como se concretiza na prática, não se preocupando muito com a sua estrutura, excepção feita ao candidato que abriu esta nossa crónica. Mesmo assim, tenho sérias dúvidas que o futuro Presidente, seja ele quem for, não passe duma marionete nas mãos dos credores (leia-se: a Banca) que no essencial o que pretendem é ter os seus empréstimos assegurados. Daqui se aconselha que falem uma linguagem de verdade aos sócios e não continuem a apresentar números de ilusionismo como os amigos do outro lado da circular.





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