Notícias vindas de Inglaterra davam conta há meses da presença do senhor Vieira, qual caixeiro-viajante dos anos 60, em visita aos redutos de vários clubes, com os catálogos debaixo do braço, a impingir as suas “pérolas”. Há uns tempos atrás, a “instituição” recusava-se a negociar qualquer jogador das dezenas que estão congelados no aviário do Seixal à espera de melhores dias. Com a aproximação dos compromissos pendentes chegou a vez de saírem para a rua em “missões sorriso” de aproximação aos potenciais compradores.
Acabaram as “juras de amor eterno”, o momento é de aperto, foram pela borda fora na Champions, e com a Liga praticamente perdida, precisam de dinheirinho vivo para as paletes de “charutos” que não param de chegar. O affair David Luiz, provavelmente pelo ar novelístico do atleta, foi o que mais fez as delícias da BOLHA, do RASCORD, do Correio Manhoso e outras publicações choramingas que fazem de qualquer drama a razão da sua existência.
A “instituição” e os habituais pasquineiros, aproveitando a “honrosa” 26ª posição do clube do regime na listagem da Deloitte, que só lhe publicam as notícias favoráveis, “esqueceram-se” de mencionar o endividamento e os prejuízos. É que a UEFA que recentemente fez um estudo sobre mais de 700 clubes, chegou à conclusão que cerca de 60% apresentam prejuízos de exploração corrente (aquele que consta dos RC de cada ano) e o consequente aumento do serviço da dívida entretanto acumulada. A Banca está cada vez mais a colocar dificuldades aos empréstimos a clubes com Passivos galopantes mesmo sendo, alguns deles, habituais “clientes” dos Empréstimos Obrigacionistas, Fundos de Jogadores e/ou Investimentos. Basta ler a Nota 38 (pág. 139) do último RC da “instituição” (exercício 2009/2010) que descreve as garantias prestadas à Banca (passes de jogadores; receitas de quotas e bilheteira; namimgs; patrocínios; contrato com a Cervejas Sagres até 2021, etc.) para se ver como difícil será, a partir de agora, sacar mais algum às entidades financeiras.
Com as regras do fair-play à porta e as fiscalizações que se anunciam, cada vez se torna mais difícil o recurso ao crédito para estourar em jogadores de qualidade duvidosa que todos os anos vem engrossar o contingente de excedentários nos Centros de Estágio das colectividades da 2ª Circular. Enquanto, segundo a BOLHA, quase todos os dias se negoceiam novas vedetas para a “instituição”, do outro lado da circular, a ordem foi despachar tudo quanto poderia render uns cobres. Miguel Veloso, João Moutinho e, mais recentemente Liedson, para só falar de alguns, eram “apenas” jogadores que faziam a diferença e cuja “dispensa” se revelou agora fatal, precipitando o Clube num processo eleitoral, no mínimo surrealista. A um mês das eleições, já existem 12 “presidenciáveis” sem que, de momento, se conheçam propostas concretas para resolver a questão financeira do Sporting, a verdadeira mola real sem a qual não vale a pena pensar no projecto desportivo.
Godinho Lopes, o provável vencedor, disse que a SAD precisa pelo menos de 20M€ para fazer face a “necessidades imediatas de tesouraria”. Contudo, a primeira preocupação dos outros candidatos a candidatos, parece ser a de se escudarem atrás de nomes sonantes para o lugar de Treinador, situação facilitada a partir do último Sábado quando foi anunciada a entrada de Paulo Sérgio para o Cemitério de Alvalade que custou aos depauperados cofres da SAD mais 600 mil euros.
Contudo, se compararmos desde o ano 2000 os treinadores dos dois clubes rivais, verificamos que a “instituição” ganha por 12 a 8. Teve Heynckes, Mourinho, Tony, Jesualdo, Camacho, Trapattoni, Koeman, Fernando Santos, outra vez Camacho, Chalana, Quique Flores, e Jorge Jesus, enquanto o Zbórdem ”apenas” teve: Inácio, Manuel Fernandes, Boloni, Fernando Santos, Peseiro, Paulo Bento, Carvalhal e Paulo Sérgio. Campeonatos da LIGA são 2 para cada: Benfica em 2000 e 2005 (ambos gamados: Algarvegate e Túneis) e o Sporting outros 2 em 2000 e 2002. Quanto aos dinheiros gastos e aos Passivos acumulados os encarnados, como é conhecido, ganham por larga vantagem. Não se compreende assim, o desânimo porventura exagerado nas hostes Zbórdenguistas, em contraste com a euforia das hordas caceteiras da “instituição”. Está na altura de fazer render mais os atletas pagos a peso de ouro para ficarem sentados no banco.
Até para a semana




3 comentários:
Atenção que a instituição ganhou em 2005 e 2010, e não em 2000.
Em 2000 ganharam os calimeros.
Obrigado caro Alex pela correcção.
Mea culpa pelo erro na data.
Abraço
Texto Muito Bom. Hilariante
En passant
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