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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Fervemos em Pouca Água

Nem as comemorações dos 125 anos foram suficientes para acalmarmos e levar de vencida o nosso principal adversário na deslocação ao galinheiro. A equipa da treta  parece não ter problemas em substituir os seus jogadores quando se lesionam ou estão castigados. Pudera! Devem ter mais de 140 jogadores sob contrato profissional, saem 2 ou 3 vão buscar outros tantos ao armazém.
Vimos em alguns blogues portistas a amargura dos nossos amigos 

1 - A sensação que fica é que na época passada jogamos para ganhar e ganhamos, esta jogamos para empatar, perdemos.
2 - A equipa de Sérgio Conceição voltou a não entrar bem nunca foi capaz de pegar no jogo.
3 - Ai que o Iker salvou-nos! Ai que bom que ele é nosso guarda-redes.
4 - Este FC Porto não se distingue por ser o mais elegante ou clarividente nos jogos grandes.
5 - O FCP com Soares ainda com falta de ritmo e com Marega bem marcado, não conseguiu esticar o jogo como gosta. 
6 - Militão à parte, mas este gajo é de outro mundo.
7 - O Maxi tem de ser ajudado. Claro que tem. São assim as coisas numa equipa: quando um precisa o outro tem de ajudar.
8 - Não basta Marega, Brahimi e Soares de vez em quando. Têm que aparecer outros.
9 - Soares o melhor avançado do Porto 
10 - O FC Porto colocou Sérgio Oliveira e Corona em campo, mas pouco ou nada resultou.

Isto foi só uma amostra recolhida em alguns blogues afetos ao FC do Porto. Os sócios, adeptos e simpatizantes continuam a querer Ópera. Eu prefiro bombo. Uma coisa é criticar pontualmente um jogador, o treinador, a tática etc. Outra é criticar o mínimo deslize, a finta que calhou mal, o pontapé que “espirrou”, o penalty desperdiçado. O futebol é feito disso mesmo. Sucessos e falhanços.
O Mar Azul foi a única coisa positiva. Esteve como sempre em alta até na compostura com que reagiu à vergonhosa atuação da criadagem dos corruptos na revista aos adeptos.

Entretanto saíram as Contas da época 2017/2018 (1 de Julho de 2017 a 30 de Junho de 2018). http://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/PC69869.pdf

Os prejuízos continuam mas diminuíram em relação ao ano anterior. Desta vez o resultado do exercício foi de 28.444m€ negativos. Considera-se no Comunicado que “estamos a cumprir o compromisso assumido com a UEFA, ou seja, um défice dentro do limite desse acordo”. 
A “justificação” dada pelo Dr. Fernando Gomes para o facto “do valor do plantel estar desatualizado” não colhe visto que todos sabemos que o valor dos jogadores é contabilizado pelo preço de custo”. Se alguém der por algum deles uma verba superior ficamos muito felizes.
Temos de Ativo (tudo aquilo que possuímos ou que nos devem) 426.053m€ e de Passivo (o valor dos nossos compromissos) 464.173m€ o que resulta que o Capital Próprio é negativo em 38.120m€. A presença na próxima fase da Champions e o início do contrato dos direitos televisivos com a Altice serão fundamentais para alcançarmos, pelo menos, o equilíbrio.

Não achei graça nenhuma o Senhor Pinto da Costa vir para praça pública divulgar pormenores do contrato de Herrera. Felizmente para todos o atleta foi convocado para o jogo em Vila Real que nos calhou muito bem. Gostei do Óliver Torres. Parecia um 10 do antigamente fez excelentes aberturas os tais passes na vertical. Adrian López surpreendeu-me pela positiva.
As contratações do início da época e as lesões debeladas dão-nos esperanças para os próximos jogos. Será para valer? Poderemos baixar um bocadinho as críticas?
Ferver em pouca água nunca deu bons resultados.


Até à próxima


terça-feira, 8 de maio de 2018

Hora de Balanço

Desde o ano Calabote em 1958 e passadas 6 décadas este deve ter sido o campeonato que me deu mais gozo. Arrumamos com os cartilheiros, políticos, advogados, árbitros, deputados, meninos-queridos, pasquineiros e até coligações de construtores civis.
A TRAGÉDIA, O DRAMA, O HORROR!

Era a frase inicial de Artur Albarran quando apresentava os seus programas na caixinha que mudou o mundo. Trabalhou na RTP, TVI e SIC operadoras oficiosas ao serviço do clube da treta. Em 2005, com a falência da EuroAmer, Albarran seria alvo de uma investigação do Ministério Público mas nunca houve uma acusação. Depois da detenção Albarran saiu com termo de identidade e residência. Ao fim de sete anos, o caso foi arquivado.

Já estou a ouvir os meus habituais leitores “que raio terá isto a ver com o nosso clube”? Apenas coincidências. Recordem-se das apresentações bombásticas dos programas de Artur Albarran. Não fazem lembrar os habituais títulos dos pasquins A Bolha, O Rascord ou O Correio Manhoso durante a presente LIGA?
Outra coincidência é a detenção e posterior saída em liberdade do principal rosto do polvo encarnado Paulo Gonçalves. Até agora aparece como eixo central das aldrabices praticadas pelos meninos queridos, membros da Justiça, Arbitragem, Disciplina, Tribunal Arbitral etc. Ainda mais outra coincidência refere-se a rumores sobre o eventual arquivamento do caso dos e-mails. Já lá vão 11 meses e os juízes amigos pressionados por 4 empresas de Advogados devem ter a cabeça a fumegar pensando na melhor maneira de meter aquilo numa gaveta.
Agora como antigamente as amizades laterais com membros do Governo não auguram nada de bom. Vão fazer os impossíveis para salvar o clube do seu lugar que é a Segunda Liga. Por mim, que sou do tempo em que Salazar não deixava “Ausébio” sair do país, confesso que não tenho nenhuma esperança que se faça Justiça nos tribunais comuns. Então nos desportivos com a cambada que lá conseguiram colocar foi chão que já deu uvas. Mais importante do que pôr “o clube querido” na ordem parece ser mantê-lo à tona por mais algum tempo.

Voltando ao presente que é a parte que mais nos interessa. Não quero deixar ninguém de fora mas em primeiro lugar gostava de salientar o brio de toda a equipa técnica com natural relevo para Sérgio Conceição. Provou contra tudo e contra todos que se consegue ganhar uma LIGA cheia de armadilhas com querer, vontade, brio e competência.
A seguir “a estrutura”. Vai entre aspas porque trata-se de uma figura de estilo. É como se não existisse. Elogios ao nosso presidente apenas pelo acerto na contratação do treinador. Compreendemos que é muito complicado lidar com o polvo que tomou conta do futebol nos últimos anos mas muito nos admirou toda a passividade da “administração”.
Depois a onda Azul e Branca. Um nome para os mais novos transmitirem à sua geração. Recorda-me o Tribunal das Antas quando estivemos 19 anos sem ganhar nada. Esta época conseguimos vencer os jogos limpinho, limpinho com a ajuda de uma massa humana de sócios, simpatizantes e adeptos como eu nunca tinha visto e já cá ando há muito tempo.

Quero englobar nos vencedores o contributo, o saber e a dedicação de toda a equipa do Universo Porto da Bancada e a coragem de Diogo Faria e Francisco J. Marques na publicação do seu livro O Polvo Encarnado.

Quanto tempo mais vamos esperar para os Tribunais verdadeiros e as instâncias do futebol como a FPF, a LIGA, a Comissão de Arbitragem, Disciplina e o TAD se pronunciem sobre as toupeiras (observadores e restantes lacaios do clube do regime)? Abençoada atitude da UEFA que teve a coragem de deixar os árbitros paridos por Vítor Pereira a ver o Campeonato do Mundo pela televisão.
Para terminar com Ouro Sobre Azul mais um magnífico trabalho do nosso Bruno Sousa.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Rápido e mal

imagem retirada de zerozero
Dia de muito calor na cidade do Porto e futebol a horas impróprias para quem tem de trabalhar. Contudo a paixão pelo Futebol Clube do Porto fala mais alto e eis que fui mais um do imenso mar azul que encheu o Estádio do Dragão - quase – até transbordar. Tamanho sacrifício da parte de tantos portistas merecia outro tipo de exibição deste FC Porto que voltou a evidenciar os velhos problemas do costume. Obviamente que o que interessa é o “gordo” resultado final alcançado pela equipa de Sérgio Conceição, mas não devemos cair na ratoeira de que bastará jogar assim nos próximos três jogos para que o título de campeão seja uma realidade.

Os azuis e brancos venceram é um facto, mas a verdade é que o fizeram porque das quatro vezes em que foram á baliza sadina marcaram. E o mesmo se pode dizer da equipa de José Couceiro que na primeira vez em que atirou à baliza de Casillas fez golo. A eficácia ganha jogos e campeonatos, mas a segurança defensiva e capacidade de gestão da posse da bola também. São três ditames do futebol moderno que este (já cansadíssimo!) Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição tem imensa dificuldade em aplicar.

Sem e disserem que hoje o jogo no Dragão se resumiu a uma primeira parte fraquita em que a equipa da casa foi eficaz eu assino por baixo e acrescento que o público presente merecia mais. Muito mais. E merecia também que esta equipa mostrasse a segurança de que necessita para enfrentar com sucesso as três jornadas que se seguem. Ao intervalo do jogo um amigo meu que prezo bastante dizia o seguinte sobre a primeira parte do FC Porto: “Estamos a defender mal. Se jogarmos assim na Madeira enfardamos, que eles não perdoam.” Falo sinceros votos de que Sérgio Conceição também tenha visto o mesmo…

E já que aqui falei no Sérgio, confesso que até que gostei das suas substituições. Não creio é que este tenha feito a melhor das preparações para este jogo. Mas também não o censuro pois já são demais os atletas azuis e brancos que se levarem a mão à boca estouram. Um aspecto a rever na próxima temporada esta da gestão do físico, pois a qualidade está lá.

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. Optei pela escolha do público presente no Estádio do Dragão porque este marcou um “golão” de livre. Tirando o esforçado Moussa Marega não me pareceu que qualquer atleta do FC Porto se tivesse destacado da medianidade exibicional dos demais.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 72´ para colocar um ponto final no jogo. È nesta altura que Alex Telles marca um excelente golo de livre acabando, de vez com a vontade do Vitória FC de tentar fazer mais golos a uma “tremida” defesa portista.

Arbitragem: Ficaram dúvidas sobre um lance ainda com 0 x 0 no marcador, mas leva o benefício da dúvida. De resto, uma arbitragem sem problemas.

Positivo: Mar Azul. Segunda-feira, dia de trabalho e um calor fora do normal para a época. Nestas condições há que louvar os adeptos do Futebol Clube do Porto que hoje fizeram do Mar Azul uma realidade.

Negativo: Marcar quatro golos, sofrer um, “tremideira” com a bola nos pés, final da primeira parte e ponto. Muito pouco para uma equipa que tem ainda de vencer três jogos bem complicados para se poder sagrar campeã ao fim de quatro longos anos. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (23/04/2018)