quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O Fantástico 8

Prossegue imaculada a carreira do FC Porto na Bwin Liga, tão imaculada que tudo aquilo que se pode dizer é repetição ou parece um pleonasmo. Mais uma vitória, a oitava consecutiva, sétimo jogo consecutivo sem sofrer golos e a ideia de que um FC Porto assim não é deste campeonato. A defesa, por exemplo, é, a par do AEK de Atenas, a menos batida da Europa. Pode ter sido resultado da mensagem do treinador, que alertara para o perigo do Leixões poder tornar-se num adversário mais difícil do que fora o Marselha, mas a verdade dos factos é que os portistas nunca haviam sido tão rápidos a inclinar a tendência de um resultado. Ainda o jogo não chegara aos 10 minutos e já Lisandro e Tarik haviam tratado de estabelecer uma vantagem a salvo de qualquer surpresa. Se os primeiros minutos são de estudo, então o professor dera uma lição exemplar. Com dois golos tão madrugadores, o FC Porto condenou o adversário a arrastar-se pelo jogo. Os portistas não precisaram de volta de lançamento, entraram a todo o gás e até Bolatti - rodeado de curiosidade por todo o lado - começou por se destacar na condução de jogadas de ataque, até porque o Leixões dispensou-o, inicialmente, do papel de trinco. Com maior ou menor intensidade, a primeira parte foi disputada com a mesma partitura: FC Porto com controlo absoluto, somando ataques ante um Leixões a tentar perceber que como sofrera dois golos antes mesmo de começar a suar. A partitura sofreu alterações com o intervalo, mas porque o FC Porto baixou o ritmo, ligou o piloto automático e ficou à espera que o relógio fosse consumindo minutos. O que foi conseguindo sem sobressaltos de maior, apesar de uma evidente melhoria do Leixões, em especial porque o suplente Filipe Oliveira se revelou melhor do que o titular Jorge Gonçalves. Já se sabe, com o FC Porto não se pode ficar pelas ameaças, resultando da quebra da promessa o regresso ao passado recente. A meio da segunda parte o jogo voltou a ganhar apenas um sentido e quando assim é, o mais certo é que Lisandro volte a marcar. O que sucedeu, numa altura em que Jesualdo Ferreira fizera duas substituições por livre vontade - a saída de Bosingwa fora forçada por nova lesão do lateral, ainda na primeira parte -, proporcionando mais uma oportunidade a Mariano e Postiga, ambas mal aproveitadas.
Fonte: OJOGO
Oito jogos, oito vitórias, oito pontos de vantagem sobre o segundo classificado. Melhor era impossível. O FC Porto de Jesualdo Ferreira transformou-se esta semana no líder mais poderoso e fulgurante do Século XXI depois de disputadas oito jornadas do campeonato. É que nunca uma equipa - FC Porto incluído - conseguiu chegar a esta fase da prova com oito pontos de diferença para o segundo classificado, nem com oito vitórias. Parece não existirem grandes dúvidas de que os dragões caminham rapidamente para a conquista do tricampeonato e só mesmo um desastre, e dos grandes, pode contrariar este presságio. Parecido com este arranque, só mesmo em 2003/04, ano da conquista da Liga dos Campeões (!): por esta altura, os dragões contabilizavam sete vitórias, um empate e cinco pontos de vantagem para o segundo classificado, que era, uma vez mais, o Benfica. Essa temporada, com José Mourinho no comando técnico da equipa, terminou em Gelsenkirchen e recheada de boas recordações. Será mais um presságio? Lá mais para a frente se saberá. Certo é que nunca ninguém liderou com tantos pontos de diferença em apenas oito jornadas, nem sequer se recuarmos à primeira época (1995/96) que a vitória começou a valer três pontos ou até mesmo aos últimos quinze anos. Mas há mais um factor capaz de potenciar esta vantagem; desde a época passada que o campeonato passou a contar com apenas 16 equipas, ou seja, e por outras palavras, os principais adversários do FC Porto têm ainda menos tempo para recuperar. Mas estes números não retiram motivação aos dragões, simplesmente porque há mais recordes para bater. Poucas serão, aliás, as pessoas que presenciaram um arranque de temporada tão magistral: é que a última vez que o FC Porto conseguiu um feito ainda maior no arranque de um campeonato - 13 vitórias consecutivas - foi na longínqua temporada de 1939/40, numa equipa então treinada pelo húngaro Miguel Siska. E esse é o objectivo que se segue.
Saudações Portistas

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