quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Flops Atrás de Flops

O primeiro flop começou com o Correio Manhoso um pasquim da Cofina. O presidente do Benfica Luís Filipe Vieira teria sido constituído arguido há quase um ano no chamado caso dos emails. Em causa estavam suspeitas de corrupção desportiva. No âmbito do processo os telemóveis e tablets de LFV foram apreendidos tendo sido feita uma cópia dos conteúdos, sob ordem do juiz, avançou o Correio da Manhã.
Mais tarde um comunicado da PGR veio dizer que há um arguido mas “não é nenhum dos nomes referidos na notícia”. Curiosamente o alibi que as sociedades de advogados ensinaram a Vieira é que “a SAD não sabia das tropelias de Paulo Gonçalves”. É um bom argumento. Vieira está “amnésico”, a SAD “desconhece” e os diretores “não sabiam de nada”! As missas nunca existiram, os padres são uma invenção. Entretanto os emails que Francisco J. Marques entregou com tanto carinho à PJ devem ter sido colocados no peitoril de uma qualquer janela e com o vento desapareceram no éter! 
Acredito que a SAD não soubesse de nada. Nenhum dos figurantes daquele filme de terror faz ideia onde está metido. Devem andar lá pelas senhas de presença ou para distribuir convites pelos amigos. Rui Costa e o papagaio que lê uns papéis rabiscados pelo gabinete de crise são apenas verbos de encher. O imbecil do Dia Seguinte foi um rato que saltou da carroça em andamento. Compartilhou tudo durante 7 anos mas fugiu a tempo. Quem manda no clube da treta (clube e a SAD) desde que chegou do Alverca é APENAS o senhor Vieira. José Eduardo Moniz só empresta o nome. Como “consultor” da TVI trabalha na Média Capital mas despachou para a SIC o flop lá de casa.
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Se na primeira semana tinha ido atrás dos temas que Miguel Sousa Tavares comentou 1 hora antes (Bolsonaro, Ronaldo, Tancos e PGR) desta vez seguiu o mesmo caminho com o inconveniente de aparecer sempre depois dele. A remodelação governamental foi o assunto escolhido mas teve uma novidade. A senhora parecia uma hospedeira de bordo antes de levantar voo tal a linguagem gestual que utilizou. Miguel Sousa Tavares é um jornalista. Manuela Moura Guedes não se sabe o que é. Mais lhe valia ter um ataque de amnésia como o senhor Vieira e aparecer somente nos programas de culinária.

O flop do Sporting foi Frederico Varandas. Antes das eleições tínhamos colocado reticências sobre a capacidade do médico para gerir problemas financeiros da SAD. 
A confirmação veio agora pela voz de José Maria Ricciardi que sempre teve a mesma opinião. “A situação é alarmante. Nesta altura o Sporting encontra-se em situação de falência.” A resposta de Frederico Varandas foi pronta “acabou o tempo em que o clube era um circo». Apoiado! Circo só há um. O do galinheiro e mais nenhum! 
Outro flop é a cambada de árbitros incompetentes e os VAR que a Comissão de Arbitragem perfilhou. Vasco Santos, Bruno Esteves, Luís Ferreira, e Bruno Paixão. Uma espécie de Lar do Comércio da Arbitragem herdada do tratador de cãezinhos amestrados Vítor Pereira.
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Foto montagens de JOSE LIMA
Até à próxima

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Triunfo da naturalidade

imagem retirada de zerozero
Efectivamente pouco mais me apraz dizer sobre esta vitória portuguesa em terras escocesas senão que foi a vitória da naturalidade. Isto muito por culpa, ora pois, da enorme discrepância em termos qualitativos entre a equipa nacional da Escócia e a nossa equipa. Esta Escócia nem parece uma equipa do século XXi, tal é o futebol primitivo que pratica… Trata-se de um futebol que assenta, quase que em exclusivo, no bola para a frente e toca a correr muito até à baliza adversária. Mau demais… Só mesmo a actual Alemanha para empatar a zero com esta equipa numa partida da Liga das Nações da UEFA. 

E já agora, só mesmo a Rádio Antena 1 para num jogo da nossa selecção desatar a analisar o que espera o SL Benfica na próxima jornada da Liga dos Campeões dado que este vai defrontar o Ajax em Amesterdão. O que interessa tal para o caso? Nada. É a velha retórica dos não sei quantos milhões. Adiante. 

Regresso ao jogo para dizer que é engraçado que quem se fartou de dizer na Praça Pública que era impossível promover-se a renovação da nossa Selecção esteja agora tão calado. Claro que podemos apontar aqui e acolá um outro erro à gestão de Fernando Santos (eu acho que este por vezes aposta em desmaia em que já deu provas de que não tem “estofo” para estar entre os melhores), mas a verdade seja dita que Fernando Santos tem mostrado por a+b que é possível renovar-se a Selecção mantendo o nível de exigência bem elevado. Hoje em Glasgow tivemos mais uma prova de tal embora Renato Sanches tenha voltado a mostrar – mais uma vez - que não está ali a fazer nada (tal como o médio Bruno Fernandes).

MVP (Most Valuable Player): Hélder Costa. O “desconhecido” extremo português mostrou que é possível ser-se maus uma opção válida para a Nossa equipa quando se tem um bom treinador no clube. Gostei muito de ver o Hélder em campo e do seu sentido de posicionamento, sentido este que lhe valeu um golo. 

Chave do Jogo: O golo inaugural marcado por Hélder Costa. Até esta altura a equipa escocesa acreditava que podia “fazer a Vida negra” aos lusos não obstante o seu futebol primitivo e altamente previsível. Depois do golo sofrido não tiveram capacidade alguma para incomodar as redes portuguesas (a não ser no erro defensivo que lhes deu o golo da consolação).

Arbitragem: Nada a relatar sobre a equipa de arbitragem. Jogo tranquilo e sem casos.

Positivo: Beto. “Velhos são os trapos” e o guardião Beto mostrou que tal provérbio é bem real. Excelente sempre que a equipa escocesa criou algum perigo na área portuguesa.

Negativo: Golo sofrido. A equipa britânica não joga nada, é um facto, mas não desperdiça uma oportunidade patética criada pelp adversário para marcar o seu golo.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/10/2018) 

NOTA: A partir de hoje, durante uma semana, irei publicar neste blog artigos agendados com intervalos de dois dias. O mesmo é dizer que não será publicada a antevisão e análise do jogo da Taça de Portugal que o Futebol Clube do Porto irá realizar em Vila Real com a equipa local. Grato, desde já, pela vossa compreensão.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Era escusado

imagem retirada de zerozero
Vitória lusa em território polaco faz com que a qualificação para a fase a eliminar da Liga das Nações (UEFA Nations League) seja uma realidade com o acréscimo de que a qualificação para o próximo Europeu está, também ela, quase que garantida. Este é um dos aspectos positivos que retiro da partida que se realizou em solo polaco (mais concretamente no Stadion Slaski).

Para mais tenho de deixar aqui bem claro que gostei mesmo muito da reacção da nossa equipa quando se encontrou em desvantagem no marcador. Liderada por um fantástico Bernardo Silva (que enorme jogador!) na faixa direita, a nossa selecção foi para cima da equipa da casa e impôs o seu futebol. A ajudar ao caso esteve um cada vez mais “matador” André Silva (os “ares” de Espanha estão-lhe a fazer bem) e a Deusa da Fortuna que protegeu os nossos audazes rapazes aquando da marcação do segundo golo luso.

O problema esteve – lamentavelmente, digo eu – quando Portugal estava a vencer por 3 a 1 e Fernando Santos resolveu apostar no flop mais mediático de sempre da história do nosso futebol. Diante de uma equipa que por opção e forma natural de estar (digo eu) aposta num meio campo bem povoado e nas transições rápidas, colocar em campo um jogador que não sabe o que é vir atrás recuperar uma bola é o mesmo que dar o flanco ao adversário numa batalha decisiva. Renato Sanches é um jogador sobrevalorizado que tem como principal vantagem o facto de ser Senhor de um físico e técnica que lhe permite arrancar em força com a bola nos pés… O problema é que do “outro lado da barricada” estava uma equipa que em termos de físico e técnica não fica atrás do Renato… Daí que este tenha acabado por ser um “estorvo” e uma menos valia de um meio campo português que pretendia, naturalmente, controlar o meio campo dado que a vantagem de dois golos a isto lhe permitia. Felizmente Fernando Santos não é nenhum tolo nestas coisas do futebol e com a entrada de Danilo Pereira em campo este “emendou a mão” dado que Portugal conseguiu controlar o meio campo e colocar um ponto final nas perigosíssimas transições rápidas da equipa polaca.

Mas atenção. A aposta fora de tempo em Renato Sanches não justifica, de forma alguma, o tremendo erro da defesa portuguesa no segundo golo polaco… Está bem que muitos dos que jogaram hoje são atletas jovens que ainda tem muito para aprender, mas fossem outras as circunstâncias e lá se ia a margem de erro porque “são jovens”.

Em suma; missão cumprida, mas era escusado ter-se passado por aquela recta final da partida. Que sirva de lição para o que aí vem.

MVP (Most Valuable Player): Bernardo Silva. Nunca me canso de ver este atleta a jogar. Classe, técnica, remate fantástico, físico invejável e uma calma olímpica em qualquer situação de jogo. Este foi o Bernardo que tive o prazer de ver a jogar na Polónia com a camisola da nossa selecção, Marcou um “golaço” e fez a assistência que permitiu a André Silva empatar o jogo. Decididamente o MVP deste jogo sem sombra de qualquer dúvida.

Chave do Jogo: A entrada de Danilo Pereira. A entrada do internacional português fez com que a equipa de Todos Nós voltasse a tomar o pulso a uma partida cujo controle tinha perdido, acabando, desta forma, com a “fúria” de uma equipa polaca que acreditava piamente num empate a três golos.

Arbitragem: Del Cerro Grande começou muito bem, deixando jogar, sem muitas paragens, mas acaba por deixar muitas dúvidas num lance que poderia ter saído muito caro a Portugal. Por altura do segundo golo da Polónia, fica a ideia de que o lance é antecedido de uma bola fora. A equipa de arbitragem assim não entendeu e deixou seguir até ao golo.

Positivo: André Silva. E havia quem há uns tempos apontasse o seu injusto dedo acusador ao “matador” de Portugal. O jovem ponta de lança português continua a “dar cartas” em campo e a calar muita gente.

Negativo: Fernando Santos. A “tara” de Fernando Santos pelo Renato Flop Sanches ia custando uma vitória portuguesa em solo polaco. Nunca vou perceber a adoração do Mister por um atleta que só tem trancinhas para exibir. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/10/2018)

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Classificação das Ligas do Porto com Mística

classificação completa aqui
Treinador da Semana: Parabéns ao arieiv_ordep (Treinador da equipa Arieiv) que foi quem fez mais pontos na 7.ª Jornada da Liga NOS
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Treinador da Semana: Parabéns ao pedro_martins_96_58 (Treinador da equipa Pancas Hermanos) que foi quem fez mais pontos na 8.ª Jornada da La Liga Santander
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Treinador da Semana: Parabéns ao lindemberg_bezera (Treinador da equipa linfemberg) que foi quem fez mais pontos na 8.ª Jornada da Serie A TIM
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Treinador da Semana: Parabéns ao Pedro Maia (Treinador da equipa Margaridos) que foi quem fez mais pontos na 8.ª Jornada da Premier League

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O Cantinho das Modalidades

Andebol

- O FC Porto regressou às vitórias ao bater o Arsenal Devesa (50-20), no Pavilhão Flávio Sá Leite, em Braga, em jogo referente à 6.ª jornada da 1.ª fase do Campeonato Nacional do Andebol 1. Os Dragões passam agora a somar 16 pontos, menos dois do que o Benfica, primeiro classificado.

- Thomas Bauer é o mais recente reforço da equipa de andebol do FC Porto, tendo rubricado com o clube um contrato válido até ao final da presente temporada. O guarda-redes internacional austríaco, de 1,92m e 32 anos, representava os noruegueses OIF Arendal.

- O FC Porto venceu o SKA Minsk por 34-29, na 1.ª mão da 2.ª ronda de qualificação da Taça EHF. Com um belo desempenho colectivo no Dragão Caixa, perante o seu público, a formação portista garantiu uma vantagem de cinco golos para o jogo na Bielorrússia.

Basquetebol

- O FC Porto recebeu e bateu o recém-promovido Imortal Basket (94-65), no Dragão Caixa, em partida referente à 1.ª jornada da 1.ª fase da Liga Portuguesa de Basquetebol.

Hóquei em Patins

- O FC Porto Fidelidade conquistou a 22.ª Supertaça (terceira consecutiva) da história do clube. Os Dragões venceram o Sporting por 4-1 no jogo realizado no Pavilhão Municipal da Mealhada.

Bilhar

- Dick Jaspers sagrou-se Campeão do Mundo de bilhar às três tabelas no Cairo, Egipto. Este é o quarto título mundial que o atleta do FC Porto conquista.

O atleta holandês eliminou o turco Semih Sayginer nas meias-finais, por 40-37, batendo na grande final o francês Jeremy Bury. Depois de um 40-40, Dick Jaspers superiorizou-se no desempate, por 3-2.
Boxe

- Dois atletas do FC Porto conquistaram os cinturões nas categorias de 60kg e 64 kg no torneio Golden Gloves 2018, realizado no Complexo Municipal de Ténis da Maia.

Destaque para Bertinho Júnior (18 anos), o mais jovem na história do torneio a ganhar o cinturão na categoria de 60kg. Pedro Ribeiro, de 22 anos, conquistou o cinturão na categoria de 64kg.

O Golden Gloves foi criado em 1923, em Chicago, e tornou-se o mais prestigiado torneio de boxe amador dos Estados Unidos da América, sendo a rampa de lançamento para nomes icónicos como Muhamed Ali, Mike Tyson, Evander Holyfield ou Oscar de la Hoya.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Nova Competição da UEFA

Quando numa das últimas crónicas escrevemos sobre a UEFA NATIONS LEAGUE (uma nova prova bianual para as seleções) nunca imaginamos que outro projeto do organismo que gere o futebol europeu já estava na forja, desta vez, para os clubes.

Ainda não se sabe qual será o nome, modelo competitivo e regulamento mas é certo que o futebol europeu terá uma terceira competição de clubes a partir de 2021 juntamente com a Champions League e Uefa League. O anúncio foi feito por Andrea Agnelli, membro do Comité Executivo da UEFA, durante a ECA (Associação Europeia de Clubes). 
Este homem assumiu a presidência da Juventus depois do pior momento da história do clube em 2006. Tinha rebentado o escândalo de corrupção que envolvia o clube de Turim num esquema de suborno a árbitros e futebolistas (onde é que eu já ouvi falar disto?). A Juventus foi despromovida para a segunda divisão italiana e perdeu os scudettos conquistados em 2005 e 2006 com o treinador Fabio Capello. O então presidente, Luciano Moggi, foi destituído e Andrea Agnelli arregaçou as mangas, rodeou-se de dirigentes que já tinham passado pelo clube e devolveu a glória de outros tempos à Juventus. 

Foi adiantado que a nova competição terá 32 equipas como já acontece com a Champions e irá ficar brevemente a UEFA League. Isto significa uma redução no número de participantes desta última que atualmente tem 48 equipas a participar na fase de grupos.
Já houve competições semelhantes entre 1960 e 1999. A Taça dos Vencedores de Taças (que teve um vencedor português, o Sporting, em 1964) e a Taça Intertoto que se realizou sempre sob a tutela da UEFA entre 1995 e 2005 e que atribuía vagas para a Taça UEFA. O Sporting de Braga foi até ao fim na competição em 2008. 

Sem mais pormenores revelados é clara a intenção de abrir as competições europeias a mais clubes e países mantendo ao mesmo tempo a Champions League, a competição de maior projeção com prémios monetários apetecíveis, de acesso quase exclusivo aos chamados “Big Five”: Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália e França. Estes países englobam 19 das 32 equipas participantes na fase de grupos em 2018/19 entre representantes de 15 países diferentes. Já a Uefa League está representada por 27 equipas na fase de grupos, sendo que ainda irá absorver os terceiros classificados das eliminatórias da Champions.

Assim a Champions League deverá manter-se como está e os participantes na Uefa League terão um acréscimo de receitas. A nova competição irá necessariamente ter um nível competitivo mais baixo mas dará projeção internacional aqueles clubes que geralmente não passam das pré-eliminatórias. Sobre a prova que poderá ser já oficializada em Dezembro próximo numa reunião do Comité Executivo da UEFA o dirigente diz que ainda está muita coisa por decidir. A ECA na qual está filiada a Liga Portuguesa diz que esta proposta está a ser construída “sem o conhecimento das Ligas nacionais.”
Resumindo: a partir de 2021 vamos ter as competições internas Liga NOS, Taça da Liga, Taça e Supertaça. As provas internacionais de clubes Champions League, Uefa League e agora esta anunciada nova prova a realizar de 2 em 2 anos. Se somarmos a tudo isto os jogos das seleções para o Campeonato do Mundo, Campeonato da Europa e a novíssima UEFA Nations League aqui anunciada há 3 semanas (todas intercaladas de 2 em 2 anos) não imaginamos de que forma os nossos atletas cedidos às seleções vão conseguir responder a este calendário.

Até à próxima