sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

“Meio” Porto chegou e bastou

imagem retirada de zerozero
Jogo com pouca - ou nenhuma - história que os azuis e brancos souberam tornar fácil não obstante o “nome” do adversário. É o que se me apraz dizer acerca de mais uma goleada portista (desta vez a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal).

Defrontar o Vitória SC (Vitória de Guimarães) nunca é uma tarefa fácil. Mesmo quando se joga em casa como foi o caso do Futebol Clube do Porto que recebeu os vimaranenses no seu Estádio do Dragão, mas o actual Guimarães está longe de ser aquele Guimarães aguerrido que luta sempre até ao fim por um dos pouquíssimos lugares europeus da nossa Liga. Claro que a juntar a isto há o (não menos importante) facto de os Dragões não terem nunca virado a “cara à luta” mesmo quando já se encontravam a vencer no minuto 12' da partida.

Esta foi uma partida que correu de feição a Sérgio Conceição. O técnico portista fez descansar algumas das suas “pedras nucleares” (Brahimi e Ricardo Pereira) e ainda teve a oportunidade de dar tempo de jogo a quem dele precisa como é o caso de Óliver, Reyes e Corona. Com tudo isto a moral no Dragão está em alta. E ainda bem que tal é assim pois na próxima Segunda-feira o FC Porto vai “fechar” o calendário competitivo de 2017 diante de um fortíssimo e muito bem orientado CS Marítimo.

Uma última nota para aqui levantar a seguinte questão. O que será que Pedro Martins vê de bom no guardião Miguel Silva? O moço até que se posiciona bem na baliza mas é muito fraquinho em todos os outros aspectos. Espacialmente nos lances de bola pelo ar… Em Guimarães as coisas não devem estar mesmo muito famosas no que à tesouraria diz respeito.

MVP (Most Valuable Player): Vincent Aboubakar. Hoje o internacional camaronês lutou contra a frágil defesa vimaranense, criou espaços para os seus colegas de equipa, procurou fazer assistências para golo e até visou na partida. Vincent Aboubakar está efectivamente em grande forma!

Chave do Jogo: O golo inaugural do FC Porto marcado no minuto 12. Este golo acabou por ser o factor determinante de tudo o que viria a suceder até ao fim do jogo. Tal como no jogo anterior diante do Vitória FC.

Arbitragem: Boa arbitragem da parte de Carlos Xistra e restante equipa. Boa decisão no lance da grande penalidade cometida por Victor García. A esse momento seguiram-se, ao longo do encontro, outras decisões menos marcantes, mas globalmente correctas. Um lance entre Hélder e Marcano suscita algumas dúvidas, mas o jogador vitoriano pareceu ter forçado a queda.

Positivo: Querer sempre mais, Este FC Porto de Sérgio Conceição bem que pode ser acusado de ser um tudo ou nada “vertiginoso”, mas é sempre importante para a moral da equipa e dos adeptos quando este FC Porto procura fazer sempre mais e mais mesmo quando já está a vencer por uma boa margem de golos.

Negativo: Horário dos jogos. Não cabe na cabeça de ninguém marcar-se uma partida dos oitavos-de-final da segunda competição mais importante de Portugal para as 20h15 de uma Quinta-feira (dia de trabalho para muito boa gente). Haja mais respeito pelos adeptos dado que quem não trabalha não pode pagar a entrada nos Estádios e a transmissão televisiva dos jogos.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/12/2017)

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Dragões e...Conquistadores do Jamor?

Só haverá lugar para possivelmente um. A festa da Taça está de regresso ao estádio do Dragão, depois da emocionante eliminatória com o Portimonense, que quase terminava com vitória algarvia. Os dragões aprenderam a lição e estão bem alerta para defrontar a equipa de Pedro Martins, que quer voltar ao Jamor. Tarefa árdua? É para conquistador...
 
Três ou dois médios? Eis a questão

Tem sido a grande dúvida e, ao mesmo tempo, a grande variante do FC Porto de Sérgio Conceição. os últimos jogos não dissipam dúvidas. Houve mão cheia para o Dragão em ambos, uma vez com 4-4-2, outra com 4-3-3. Por ser um jogo em casa, é natural que Ricardo Pereira, extremo em Setúbal, possa voltar ao onze...na lateral. Felipe deve substituir Reyes e, depois, há a grande dúvida: Marega a segundo avançado ou a extremo? Corona ou Sérgio Oliveira/Óliver/André André?

Do lado dos homens de Guimarães, há sobrecarga de partidas. houve jogo europeu na passada quinta, vitória sofrida perante o Feirense na última segunda. Mais do que o cansaço físico, há emoções e equilíbrio para gerir. O coletivo até pode nem responder, mas Pedro Martins, aquando da antevisão, realçou a qualidade individual dos seus jogadores. Responsabilidade para Raphinha e companhia se a equipa estiver em perigo.

A Festa da Taça faz-se com surpresas, superação e qualidade, claro está. É tudo o que o Dragão não quer ver representado no adversário. Os dois querem chegar ao Jamor, mas só um vai poder continuar a alimentar o sonho.
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Retirado de zerozero

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Classificação das Ligas do Porto com Mística

classificação completa aqui
Treinador da Semana: Parabéns ao LAeB (Treinador da equipa Do Porto com Amor) que foi quem fizeram mais pontos na 6.ª Jornada da Fase de Grupos da UEFA Champions League
classificação completa aqui
classificação completa aqio
Treinador da Semana: Parabéns ao botaquartilho (Treinador das equipas AOCC3) que foi quem fez mais pontos na 6.ª Jornada da Fase de Grupos da UEFA Europa League.

NOTA: Por motivos de força maior foi-me de todo impossível publicar a tabela classificativa do Fantasy Premier League – jornada 16.º. As minhas desculpas a todos os participantes aos quais apelo à sua cabal compreensão.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Pinto da Costa Veio à Tona

Tarde e a más horas. Mas ainda bem que acordou. Foi a surpresa do último feriado. Ao comprar os jornais dei de caras com O JOGO e nem hesitei. No Sábado saiu a Parte II.
Curiosamente no mesmo jornal José Eduardo Moniz, vice-presidente e administrador da SAD do Benfica que ninguém sabe o que por lá faz a menos que seja passar informações para aquele nojo de programas da TVI24 disparou contra FC Porto e Sporting: "Não me interessa o que os outros dizem de nós. É-me indiferente ouvir os outros a ladrar. A caravana passa e nós continuamos a trabalhar", disparou. Quando falou em ladrar lembrei-me que devia estar a referir-se à Moura Guedes que tem a boca do tamanho de uma cloaca. Só pode.
Pinto da Costa começa logo com a sua habitual ironia a propor “candidatar” ao Guiness o fora-de-jogo tirado pelo VAR que Jorge Sousa aproveitou para interromper a jogada. Depois relata partes da conversa com Fernando Gomes que incidiu sobre as claques ilegais, a atitude irresponsável (o termo é meu) do IPDJ, a ausência de respostas à carta enviada para o Ministro da Educação, a enormidade de asneiras cometidas por todos os vídeo/árbitros, e estranhou a escolha de Rui Costa que “não tem condições para continuar a apitar” assim como “a ausência de Artur Soares Dias” num jogo entre grandes. 

Seguiram-se várias perguntas e respostas sobre o tema “arbitragem” completando “por mim acabava já com o VAR”. Como no espaço disponível para esta crónica não cabem todas as perguntas e respostas aconselho todos os Portistas a lerem a entrevista na edição impressa porque a mesma tem “pano-para mangas”. Também os painéis televisivos carregados de cartiheiros “benfiquistas irresponsáveis e fanáticos” mereceram referência. Apontados a dedo Rui Gomes da Silva, João Gobern, Diamantino, Rui Pedro Braz, Luís Aguilar.
Sobre os emails e perguntado porque não foi feita inicialmente a entrega à polícia disse: “primeiro mostramos e depois entregamos”. “Não podíamos estar calados perante aquela bandalheira e compadrio”. Mais afirmou que “do Governo não espero nada!” “Quando se trata do Benfica assobia para o lado!” “Mas da Polícia Judiciária espero pela seriedade com que estão a trabalhar.
 
Abordado o castigo de 6 meses a Fernando Madureira o presidente mostra-se indignado. “Foi usado pela FPF durante o Europeu como homem-do-dia pelo apoio e liderança da claque”. “Agora leva 6 meses não por ter cantado mas porque alguém cantou”. “Vi com indignação o lagarto ardeu foi o very light que o coseu (mas com f). Aconteceu alguma coisa? Nada!”
 
Tema quente foi a análise da calendarização dos jogos da LIGA na medida em que o FCP foi prejudicado nos dias de descanso. “O FC Porto mostrou o seu desacordo mas não teve poder. Fizemos um contrato com a SportTv, fizemos com a MEO que entrega os jogos a quem quiser. Protestámos no jogo com o Benfica por ser em cima do jogo com o Besiktas, mas não adianta nada protestar, porque a última palavra é deles”.
Sobre o Grupo G-15 Pinto da Costa comentou; “achei muita graça a essa apologia do ódio (referia-se à entrevista dada por António Salvador no final do jogo com o Sporting) no fundo o que querem é mais dinheiro. Mas há uma coisa que não compreendo. Se os clubes são os donos da Liga, se estão na Direção da Liga faz algum sentido reunirem-se em Vila do Conde, amanhã em Cabeceiras de Basto e depois em Olhão?
 
Acerca da proposta da criação de um Órgão Autónomo para a arbitragem foi muito claro: “Quem propõe isso não conhece os Regulamentos da UEFA e da FIFA que não permitem”. Sobre a greve anunciada pelos árbitros e a decisão de retirarem o símbolo da Liga NOS o presidente foi perentório. “Sei o que faria se fosse eu o patrocinador. Não pagava e rescindia o contrato!
No tema plantel foi afirmativo: “se a disposição do Sérgio fosse essa, por mim renovava contrato com ele já hoje”. “Óliver não está de saída, quero renovar com Ricardo e Marcano”. Com Casillas não há qualquer razão para que não fique até ao fim do contrato”. Sobre entradas: “estamos a tratar de contratar dois jogadores, podendo Wendel ex-Fluminense vir por empréstimo do clube atual o PSG”.
Por último à pergunta sobre como vê o futuro das competições internacionais lá foi dizendo: “é só ver o dinheiro que os clubes portugueses recebem das televisões e das camisolas e o que recebem os estrangeiros”! “Vejo que países como Portugal cada vez terão mais dificuldades para lá entrar. “Este ano quem fez pontos? O FC Porto e o Sporting. Quando temos um clube que até é campeão e acaba com zero pontos na Liga dos Campeões, como podemos pensar que vamos ter muitos participantes na Europa
 
Quanto à inflação nas transferências e salários perguntado pelo que faz a UEFA respondeu: Não pode fazer nada nem pode limitar os salários porque ninguém aprova. Os representantes que lá estão dos países como a Inglaterra, Espanha e Alemanha serão contra.
 
Até à próxima

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Para o Coentrão com amor

imagem retirada de zerozero
Após a vitória do Sporting Clube de Portugal no Estádio do Bessa, Fábio Coentrão, atleta do Real Madrid CF que está emprestado ao Sporting, veio para a Praça Pública dar uma de vidente- Ora segundo o Vidente Coentrão o Futebol Clube do Porto ia perder em Setúbal diante ad equipa local. Era um felling, dizia o entendido nestas coisas da adivinhação. Ora como sucede com qualquer outro vidente, Coentrão enganou-se no seu desej… (perdão) na sua previsão. Isto porque os Dragões ganharam em Setúbal e até que foram capazes de produzi um resultado tal que coloca o Sporting CP numa posição na tabela classificativa que nem deveria ser o seu dado que têm sido muitos e manifestos os “empurrõezinhos” para a frente que “amigos do apito” tem dado aos leões. Mas eu se fosse ao Coentrão voltava a tentar adivinhar o resultado final dos próximos jogos do FC Porto dado que tal façanha “coentriana” parece dar ênfase e força a este Futebol Clube do Porto.

Colocando de lado as patetices “coentrianas”, vamos então ao jogo do Bonfim.

Foi uma partida que se realizou em condições atmosféricas terríveis e num relvado que até que se aguentou razoavelmente bem não obstante a enorme quantidade de chuva e vento que se fez sentir durante os 90 e poucos minutos. Estes goram dois males que, à partida, deveriam ter prejudicado ambas as equipas. Contudo o Vitória FC (ou Vitória de Setúbal, como é mais conhecido) parece ter-se ressentido das más condições climatéricas e da ridícula estratégia que José Couceiro escolheu para este jogo. Couceiro já deveria saber que isto de se jogar com um autocarro na defesa/bola para a frente e Edinho que resolva funciona quando os minutos passam e a equipa adversária não marca. E tal também não funciona quando tudo se desmorona após o primeiro golo sofrido… O José que pense bem nisto em vez de vir para a Comunicação Social queixar-se de uma falta que mais ninguém viu (a não ser os “isentos” comendadores da SportTv e a cambada do “Benfiquistão”). Salvo alguma “prova” em contrário, o primeiro golo de Aboubakar é (perdoem-me a expressão) “limpinho, limpinho”. O resto é música.

E realmente o resto do jogo é mesmo música. Após o primeiro golo o Futebol Clube do Porto consegue assentar o seu jogo e o Vitória simplesmente desaparece. Mérito dos portistas que souberam aproveitar um lance de boal parada para se colocar em vantagem, mas era perfeitamente escusado terem passado por dificuldade até este tal golo. E também não percebo porquê razão se deixou de rematar de longe à baliza dos sadinos. Espacialmente depois de ter visto Danilo Pereira a fazer tal coisa com uma eficácia quase sublime (faltou ter entrado na baliza).

E mais não há para dizer de uma partida que Sérgio Conceição aproveitou – e bem - para gerir o esforço dos seus jogadores dado que na próxima Quinta-feira há que medir forças com o outro Vitória (este de Guimarães) em mais uma eliminatória da Taça de Portugal.

MVP (Most Valuable Player): Vincent Aboubakar e Moussa Marega. Dois “tanques” que espalharam o “terror” na defesa sadina. Nem as condições climatéricas adversas os conseguiram parar. Os 5 golos que marcaram foram o corolário de uma excelente exibição a todos os níveis.


Chave do Jogo: O golo inaugural do FC Porto marcado no minuto 31. Este golo acabou por ser o factor determinante de tudo o que viria a suceder até ao fim do jogo. Tal como no jogo anterior diante do AS Mónaco.

Arbitragem: Tiago Martins apareceu muitas vezes na partida, e isso não costuma ser um bom sinal. No lance do penálti portista, errou ao não expulsar Vasco Fernandes quando o próprio pensava que a partida para si já tinha acabado, mesmo depois de ver as imagens. Até admira o VAR ter funcionado num jogo do Futebol Clube do Porto. A ver se tal volta a suceder mas em situações bem mais complicadas do que esta.

Positivo: A vontade de vencer. Não sei se hoje o FC Porto entrou “picado” pelas declarações de Fábio Coentrão ou se este sabia que tinha de vencer para voltar a liderar isolado a Liga NOS, mas confesso que gostei de ver esta vontade de vencer.

Negativo: Tremedeira inicial (outra vez). Já aqui falei nisto e volto a tocar no assunto pois no futuro tal não pode (nem deve) acontecer numa equipa como o FC Porto. Tanto passe falhado no início da primeira parte diante de um adversário que pouco pressionava é incompreensível.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (10/12/2017)

domingo, 10 de dezembro de 2017

Sobrevivência a alta pressão

Depois do apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões, o FC Porto está de volta ao campeonato. Os dragões viram, do sofá, os principais rivais ultrapassarem os seus adversários e colocarem pressão numa equipa que já vinha estando habituada a impor o ritmo do campeonato. Ainda que seja por um dia, a equipa de Sérgio Conceição terá, frente ao Vitória de Setúbal, uma missão diferente, sobreviver à pressão e provar que este Dragão está pronto para qualquer desafio.
 
Mas a pressão é mesmo a palavra-chave deste desafio. Do outro lado também existe, mas os motivos são bem diferentes, e menos simpáticos. Os sadinos não vencem há quatro jornadas e começam a ver a linha de água cada vez mais próxima. Couceiro tem tentado remar contra a maré, mas no Sado têm surgido corrente perigosas e o próximo adversário não promete uma navegação mais tranquila.
 
Ritmos diferentes
 
Ao seu dispôr, Sérgio Conceição conta com um plantel curto, mas o lema de que «a qualidade é melhor do que a quantidade» acenta que nem uma luva nos azuis e brancos. O ataque dos Dragões tem sido a sua principal arma, e a dúvida maior surge na opção de Conceição em lançar as feras africanas à equipa sadina com um meio campo mais recheado ou juntar-lhe um ritmo mexicano com a entrada do irrequieto Corona. Seja qual for o ritmo que os dragões tencionam impor (4x3x3 ou 4x4x2), os setubalenses terão de estar bem afinados para não tocarem a música dos ouvidos de Conceição, que ainda não sabe o que é perder em competições nacionais.
 
Se de um lado há um plantel curto, José Couceiro conta, ainda, com mais problemas. A primeira ausência, essa, até é burocrática. Gonçalo Paciência começou como suplente mas foi cimentando o seu lugar e tem sido essencial, não apenas pelos golos que tem marcado mas também pela profundidade que oferece à equipa. Sem ele, Edinho deverá ser o escolhido e a missão será lutar, lutar, lutar... e aproveitar qualquer oportunidade que possa surgir perante uma equipa que em 13 jornadas apenas sofreu por cinco vezes.

Prevê-se, no Sado, um teste de alta pressão. Quem terá o melhor kit?
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Retirado de zerozero