segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Na Raça!

imagem retirada de zerozero
Contra tudo e contra todos, este Futebol Clube do Porto mostrou – mais uma vez – que vai lutar até ao fim pela conquista do título. Bem que podem “fazer as coisas pelo outro lado” que este Dragão tem hoje algo que faz frente a tudo e a todos: uma equipa!

Já se sabia que o jogo no Bessa ia ser complicado. Miguel Leal está, pouco a pouco, a recuperar o Boavista de outros tempos. Nuno Espirito Santo (NES) sabia disto e apostou num 4x3x3 onde Yacine Brahimi e Jesús Corona tinham como tarefa abrir os flancos da defesa boavisteira. André André ficou encarregue de pressionar o centro da defensiva axadrezada, Óliver Torres, recuado no terreno de jogo, pautava todo o jogo ofensivo dos azuis e brancos e Danilo Pereira era o recuperador de bolas que fazia com que a pressão ofensiva do Futebol Clube do Porto fosse uma constante. Tudo funcionava na perfeição e o golo portista acabou por vir bem cedo na partida por obra e graça de um Soares cada vez mais decisivo.

Os problemas vieram depois do golo. Muito porque o Boavista não desistiu nunca de lutar e como os comandados de Miguel Leal não tem qualidade suficiente para fazer frente a jogadores como Brahimi, Corona, André André, Oliver e outros eis que recorriam vezes sem conta à pancadaria. Fábio Veríssimo “ajudava à missa”, ora pois ou não tivesse Rui Vitória feito notar na passada Sexta-feira que o “trabalhinho estava feito”. NES é expulso ao intervalo (vá-se lá saber porquê) e Jesús Corona teve de ser substituído ao intervalo porque minutos antes Talocha, defesa lateral esquerdo do Boavista FC, fez um “miminho” ao mexicano e nem sequer foi admoestado por tal. Apesar de tudo o FC Porto foi muito melhor na primeira parte do que a equipa da casa.

Com a entrada de Jota e a descida de forma de Brahimi os azuis e brancos foram perdendo alguma verticalidade e fulgor. Já a malta do xadrez aproveitou a ocasião para bater ainda mais em tudo quanto fosse azul e branco (o Fábio deixava). André André, por exemplo, foi o saco de pancadaria preferido de Carraça. Foi precisamente nesta altura que ficou patente - mais uma vez - que este Futebol Clube do Porto é uma equipa com todas as letras. Especialmente após a estapafúrdia e injustificada expulsão de Maxi…. Um aparte; se aquilo que Maxi fez é falta para segundo amarelo, então as faltas grosseiras que os boavisteiros foram fazendo durante o jogo todo eram para quê? Adiante.

Claro que podemos dizer que foi um Dérbi interessante, contudo este bem que poderia ter sido bem mais interessante se a equipa do Bessa tivesse estado bem mais interessada em jogar à bola do quem em distribuir sarrafada.

Está dado mais um passo difícil dos muitos que ainda restam ao Futebol Clube do Porto percorrer até à conquista do título de campeão. Mas depois do que vi hoje acredito plenamente nesta equipa que – mais uma vez - mostrou estar disposta a lutar contra tudo e contra todos.

Para terminar queria só desejar que a dita “cultura de exigência” do adepto portista se mantenha. Continuem a “bater” em NES. Continuem a dar “sovas tácticas” a um indivíduo que pegou num Brahimi completamente perdido para fazer deste um líder em campo. Continuem a dizer mal de um gajo que transformou Marcano num dos melhores centrais da europa. E nem vou aqui fazer referência ao que NES tem feito de Casillas. Continuem com a “cultura de exigência”, mas depois não tenham a distinta lata de virem festejar para os Aliados.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. O argelino deu tudo em campo. Jogou na extrema-esquerda do ataque, veio para o meio, foi para extrema-direita do ataque do FC Porto e até veio atrás recuperar bolas. Este Yacine foi um verdadeiro “mouro de trabalhos” que deu o que tinha e não tinha em campo. Apenas se lamenta algum egoísmo em certos momentos do jogo, mas é deste Brahimi que o Dragão necessita para atacar o título.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas foi capaz de construir um lance que fizesse com que a vitória pendesse claramente para o seu lado.

Arbitragem: Fábio Veríssimo foi hoje a encarnação do tal de “trabalhinho feito” de Rui Vitória. Confesso que já tinha visto más arbitragens, mas ainda não tinha visto algo tão à “Fábio Veríssimo. Duas grandes penalidades claríssimas a favor do FRC Porto que ficaram por marcar. Expulsão de NES e de Maxi inexplicáveis, expulsão perdoada a Talocha e, o cúmulo dos cúmulos, passividade total perante a tremenda sarrafada boavisteira. Fábio Veríssimo e a sua equipa de arbitragem não tiveram influência no resultado final, mas estiveram longe de terem feito um bom trabalho.

Positivo: Tiquinho Soares. O avançado portista jogou e fez jogar. Muito forte de costas para a baliza e com um sentido posicional tremendo, Soares foi o principal responsável pela vitória suada do Futebol Clube do Porto no Estádio – campo de batalha - do Bessa.

Negativo: Willy Boly. Não é por mero acaso que Boly só joga quando Felipe e/ou Marcano não o podem fazer. Muito forte no jogo aéreo e muito fraco com os pés, Boly um defesa central muito limitado que não serve para uma equipa como o FC Porto.
 
 Artigo publicado no blog o gato no telhado (26/02/2017)

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Ir ao vizinho pedir pressão ao líder

Voltamos à velha questão de jogar antes ou depois. O FC Porto entra este domingo no Estádio do Bessa já sabendo da vitória do Benfica e a quatro pontos da liderança da Liga NOS. A nossa opinião é muito semelhante com o que os treinadores defendem, ou seja, mais importante que jogar antes e depois é vencer e é isso que os portistas vão ter de fazer para manter tudo na mesma no topo, quando se aproxima rapidamente a deslocação à Luz (2 de abril).
 
Apesar dessa necessidade há pela frente um dérbi. O FC Porto terá pela frente um Boavista em crescendo e que nos últimos nove jogos apenas perdeu por uma vez. Miguel Leal tem no Bessa um grupo que para além de guerreiro tem também qualidade no seu jogo. A missão da equipa de Nuno Espírito Santo não será fácil, mas quem ser campeão tem de saber vencer este tipo de partidas.
 
Baixas na ressaca europeia
 
A semana portista fica marcada pela derrota frente à Juventus. Para além do resultado ficaram também marcas na equipa. Desde logo o desgaste de ter jogado mais de uma hora apenas com 10 jogadores e essa questão obrigou jogadores como Soares a uma exibição de grande sofrimento. Depois a questão de Herrera que se lesionou e não joga no Bessa. Para terminar há ainda a questão de Alex Telles que foi expulso na Liga dos Campeões e pode não estar no melhor momento emocional.
 
Todas estas questões vão pesar para Nuno Espírito Santo que terá de mexer onde não gosta, na defesa. Não há Felipe, castigado, e será Bolly a atuar no centro da defesa com Marcano. Tendo em conta a pouca utilização do francês será também uma questão a ter em atenção.
 
Já Miguel Leal não tem Idris para a luta de meio-campo, mas já pode contar com o central Philipe Sampaio.
 
Se o FC Porto entra pressionado no jogo (como entra em todos) o Boavista sabe que os seus objetivos estão praticamente garantidos. Será um derbi portuense daqueles que Nuno Espírito Santo gosta, já que pode puxar pelo sentimento dos seus adeptos. Ainda assim, é um jogo fora e nem sempre a equipa portista tem sabido gerir estes jogos fora e na luta pelo título já não há espaço para deslizes. 
clicar para ampliar

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Pouca história

imagem retirada de zerozero
Penso que o título resume bem a derrota europeia do Futebol Clube do Porto. Os portistas até que entraram bem no jogo - Nuno Espírito Santo (NES) “montou” a estratégia - e deram uma boa resposta a uma equipa italiana que não já á italiana. A Juventus pressionou muito, mas os azuis e brancos deram sempre uma boa resposta à forte pressão da Juve. E até que a coisa podia ter resultado caso Alex Telles não tivesse tido uma espécie de “paragem cerebral”… Isto e se um Sr. chamado Felix Brych tivesse tido a veleidade de ajuizar todos os lances por igual e não consoante a cor da camisola.

A somar a tudo isto temos um outro factor muito importante que os comentadores da nossa praça se estão a esquecer (para não variar) quando analisam este FC Porto 0 x Juventus 2: o banco de suplentes. Bem vistas as coisas Nuno Espírito Santo (NES) não tem ao seu dispor o mesmo banco de que dispõe Massimiliano Allegri. A prova disto mesmo é que o técnico italiano foi ao banco buscar o resultado final da partida. Já NES teve no banco mais uma das razões para a derrota caseira de hoje.

E pouco mais há a dizer senão que o próximo jogo é fundamental. Não que a eliminatória da Champions esteja irremediavelmente perdida (no futebol tudo é possível), mas após uma derrota tão amarga como a de hoje vencer no Bessa é fundamental para que a moral da equipa se mantenha em alta. A partir de hoje é fundamental que não se deite por terra todo o bom trabalho que NES e Jogadores têm vindo a levar a cabo nos últimos tempos.

Uma nota final: não entremos no triste “joguinho” do linchamento público do jogador A ou B. Já são muitos os jogos em que Alex Telles foi fulcral para a vitória do FC Porto. Repito; a partir de agora é fundamental que não se deite por terra todo o bom trabalho que NES e Jogadores têm vindo a levar a cabo nos últimos tempos. Há uma Liga NOS para conquistar e todos contam (Alex Telles inclusive).

MVP (Most Valuable Player): Desta vez o MVP portista não foi um jogador, mas sim dois. Felipe e Marcano mostraram hoje o que é uma dupla de centrais de nível mundial. Nada passou por eles e foram eles os “bombeiros> de serviço” do FC Porto nos momentos em que a equipa de Turim mais pressionou.

Chave do Jogo: Veio tarde. Veio tarde para resolver a contenda a favor da equipa forasteira dado que foi somente no minuto 72´ que a Juventus se adiantou no marcador. Até esta altura a equipa portista ia controlando - com maior ou menor dificuldade – o jogo. Após este golo toda a concentração e organização dos dragões “caiu por terra”, entregando, desta forma, a partida à equipa de Turim.

Arbitragem: Parece ser uma triste sina, mas sempre que o Futebol Clube do Porto defronta a Juventus numa fase a eliminar tem a pouca sorte de ser brindado com uma equipa de arbitragem tendenciosa. Na minha perspectiva Alex Telles até que é bem expulso. O problema é que o Sr. Felix Brych e restante equipa de arbitragem esqueciam-se com muita facilidade do rigor arbitral quando eram os atletas da Juve a fazer o mesmo que Alex Telles. Em suma; Felix Brych realizou hoje no Estádio do Dragão uma má arbitragem com influência directa no resultado final.

Positivo: A boa organização ad equipa do Futebol Clube do Porto. Muito boa a resposta que o Futebol Clube do Porto deu a uma Juventus superior e com mais opções. Só foi pena o momento de desconcentração que deu origem ao golo inaugural dos italianos.

Negativo: “Manias UEFEIRAS”. Porquê razão as equipas portuguesas tem - quase sempre - de lidar com arbitragens pouco ortodoxas e nada isentas nas competições da UEFA. Será tal fruto de algum complexo?
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (22/02/2017)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Confronto de lendas à prova de balas

Pouco ou nada passa ao lado do frente a frente entre Iker Casillas e Gianluigi Buffon. Duas lendas do futebol mundial que esta quarta-feira (19h45) vão procurar erguer aquilo que têm feito como ninguém esta temporada: um muro à prova de balas à frente das respetivas balizas.

Três golos sofridos na Liga dos Campeões, 11 na Liga portuguesa. A defesa do FC Porto tem sido o pilar fulcral da retoma azul e branca depois de um início de época titubeante e o internacional espanhol é amplamente responsável, evidenciando um grande momento de forma.

À sua frente, Casillas vai ter Felipe. O defesa brasileiro é outro dos rostos que tem vindo a fazer uma época em crescendo, sendo nesta altura o segundo jogador com mais cortes defensivos na Liga dos Campeões. Números que sustentam o bom momento do FC Porto, mas que Nuno Espírito Santo não quis destacar em prol do comportamento coletivo da equipa.
Do outro lado, a outra lenda. Gianluigi Buffon vai cumprir no estádio do Dragão o jogo 100 na Liga dos Campeões. Um número que está longe dos 162 de Casillas e da própria noção do internacional italiano. «Sinceramente pensava que eram mais [risos]... o meu ego sofreu um golpe duro», disse Buffon na conferência de imprensa, em jeito de brincadeira.

Para tudo menos brincadeira tem estado a Juventus, que venceu o grupo da Liga dos Campeões com 14 pontos (quatro vitórias e dois empates), tendo sofrido apenas dois golos nessa fase. Na Serie A, o domínio continua claro, com a Vecchia Signora a liderar a classificação.
clicar para ampliar
in zerozero