quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Sofrer até ao prolongamento

Não poderia ter havido um final mais inesperado para a via sacra pela qual o FC Porto passou boa parte do jogo com o Besiktas. É certo, que os portistas não permitiram que os turcos lhes tornassem a vida num inferno, mas até ao golo de Quaresma, quase em cima do apito final, o jogo tinha sido um género de purgatório "light". Muitas vezes por culpa própria, esporadicamente por mérito de um adversário a quem a vontade acabou por não chegar. Certo é que os maus bocados por que foi passando coincidiram com os momentos em que o Besiktas acumulava minutos de posse de bola, aproveitando muitas vezes a falta de capacidade do FC Porto para aproveitar as fases em que recuperava o esférico. Um pecado original que valeu um par de sustos na primeira parte e trabalho a que Helton não está habituado. Nem o plano do contra-ataque funcionou nestes 45 minutos, até porque havia quase sempre demasiados portistas longe da campo turco e excessivamente encostados à defesa. A fogueira em que os portistas se poderiam ter queimado perdeu força na segunda parte. E se nos derradeiros 45 minutos a equipa de Istambul manteve a vontade de ganhar - tantas vezes parecendo funcionar ao ritmo dos cântigos dos adeptos, daqueles que vimos em documentários sobre o império otomano -, o FC Porto fez-se melhor equipa. Não tinha, aliás, outra solução, porque estaria a condenar-se à derrota se continuasse a não controlar a bola quando a tinha em seu poder. Foi esse o grande problema até ao intervalo. O jogo passou a ser mais controlado e mais ainda ficou quando Jesualdo Ferreira decidiu dar mais uma unidade ao meio-campo, com a entrada de Cech. O FC Porto passaria por mais um valente susto, valendo de novo Helton, mas foi alimentando a ideia de que com um pouco mais de jogo ofensivo o Besiktas era um adversário perfeitamente ao alcance dos bicampeões portugueses. Optimizada a exibição, o FC Porto corria o risco de deixar o amargo de boca por uma vitória ao seu alcance, valendo então três passes com mais vontade do que jeito, mas que deixaram Quaresma com a oportunidade de marcar. E o génio de Harry Potter não falhou a poucos segundos do apito final.

Fonte: OJOGO

E mais uma vez o Dragão não desilude os adeptos Portistas e Portugueses em mais uma jornada Europeia, desta vez a vítima foi o Besiktas de Istambul que a verdade seja dita apesar de ser uma equipa em crise interna deu imenso trabalho ao Futebol Clube do Porto. Foi preciso aguardar quase até ao último minuto dos descontos dados pelo arbitro Holandês para que a magia de Lucho, Leandro e Quaresma viesse ao de cima e desse mais uma vitória sem mácula ao Dragão. O senhor que se segue na Europa do Futebol é o Marselha em França, e não nos podemos esquecer que esta equipa foi a Liverpool vencer a equipa local que é só o Vice Campeão Europeu…


Positivo: Acho que aqui é mais do que evidente o que se destacou pela positiva nesta jornada Europeia, estou a falar é lógico da magia que surge em campo quando Leandro, Lucho e Quaresma jogam juntos… Até parece que a bola deixa de ter vontade própria e amansa com a presença destes mágicos, obedecendo-lhes á risca e depois surgem jogadas de primeiro toque como as que sucederam em Istambul.

Negativo: A destacar pela negativa desta jornada da Liga dos Campeões o facto de Milão e Liverpool, Campeão Europeu e Vice Campeão respectivamente, averbaram duas derrotas inesperadas (Milão perdeu com o Celtic de Glasgow na Escócia e Liverpool perdeu em casa com o Marselha, ambas equipas modestas). Será este o fim dos grandes do ano passado? Será que vamos ver o Mourinho a treinar em Milão? Aguardemos…

ANDEBOL

Terminou com vantagem forasteira, 28-31, o encontro da quarta jornada da liga de andebol, que colocou frente-a-frente as formações do F.C. Porto Vitalis e do ABC. Os Dragões dominaram o jogo até bem perto do final, mas acabaram por deixar escapar o triunfo nos derradeiros dez minutos da partida. Apesar do resultado desfavorável, a formação portista deixou sempre uma boa imagem ao longo do encontro, chegando ao intervalo com uma vantagem de três golos, 18-15. Em plano de destaque esteve Eduardo Filipe que, com 10 golos apontados, acabou por cotar-se como o melhor marcador da partida. A segunda metade ficou marcada pelo equilíbrio, com o marcador a registar um empate a 24 golos a dez minutos do final do encontro. Só então a formação bracarense conseguiu adiantar-se no resultado, acabando por vencer por três golos de diferença, 28-31. A competição não pára para a formação de Carlos Resende, que tem pela frente novo desafio este sábado, desta vez a contar para a segunda mão da segunda eliminatória da Taça das Taças, perante os holandeses do Eurotech Bevo, em Panningen. Depois do triunfo claro no encontro da primeira mão (39-21, em Santo Tirso), os Dragões têm em perspectiva uma deslocação tranquila à Holanda. Já no que diz respeito à liga de andebol, a formação azul e branca desloca-se ao Minho na próxima ronda da competição, a quinta, para defrontar a formação do ISAVE, em encontro agendado para o dia 13.


Saudações Portistas

1 comentário:

Duarte disse...

Grande Marquês: viva o nosso Porto carago. Uma vitória caída no céu mas que soube muito bem, para além de poder vir a revelar-se essencial para a qualificação. Gosto de ganhar jogos internacionais fora de casa. Motiva os jogadores e os adeptos.
Grande abraço
E segunda-feira ganhas a final vais ver carago.