domingo, 18 de novembro de 2007

Reboleira para relembrar...

Para o FC Porto, o jogo teve cinco minutos a mais. Os astros alinharam-se a favor do Estrela nessa parte final, conjugando-se, aí, com uma sucessão de erros portistas que desencadearam a inesperada reviravolta num resultado que parecia certo. É o que dá pôr pontos finais onde se pedem apenas vírgulas. Na procura da causa das coisas, rebobina-se o filme e a resposta andará algures entre essa ilusão de que estaria tudo resolvido, em parte reflectida nas substituições de Jesualdo, passando também pela saída precipitada de Helton ou pela asneira ainda maior de Stepanov. Dois deslizes separados por instantes e que moralizaram um adversário ainda a tentar perceber como lá chegou. O certo é que chegou e subtraiu mais dois pontos às contas do FC Porto, que viu a vantagem na classificação emagrecer em duas jornadas consecutivas. Pior: ficará a remoer nisso durante quinze dias. Antes desse caos de cinco minutos, houve um paraíso de 85. Vamos a ele, embora já se saiba que a coisa não acaba bem. Os portistas entraram de pé esquerdo, o que nem sempre é mau. Se for o de Lisandro, é, até, meio caminho andado para se marcar. Mas houve outro argentino antes desse. Voltou Lucho e o FC Porto organizou-se. Ou melhor: desorganizou-se de forma ordenada. Para que o jogo de palavras não embrulhe o cérebro, explique-se a ideia, que é bem mais simples do que parece. O regresso de Lucho permitiu a Jesualdo reposicionar as peças no sítio certo, mas sem as amarrar aos espaços onde rendem mais. Sentindo-se segura, a equipa soltou-se, trocando os olhos às marcações do Estrela. Raul e Lucho andavam de um lado para o outro, num movimento sincronizado com Tarik, Lisandro e Quaresma, também eles apostados em circular para baralhar. Apesar da resistência inicial do Estrela, que avançou uns metros na tentativa de impor respeito, o FC Porto progredia no campo numa mistura de movimentos. Entre o carrossel, com a linha da frente a rodar por completo, e o acordeão. Curioso, este último: Quaresma e Tarik procuravam zonas interiores, enquanto Lucho e Meireles flanqueavam. O ataque encolhia e esticava de forma harmoniosa. E eficaz. Afinal de contas, os dois golos nasceram de jogadas flanqueadas pelos médios. Primeiro Meireles, a cruzar para Lisandro; depois Lucho, a começar o que Meireles concluiu. Vantagem confortável e um Estrela incapaz de dar a volta, apesar das entradas de Jeremiah e Mateus. Daí à gestão portista, foi um instante: saiu Lucho, Tarik e Meireles. O problema é que os outros também saíram. Não o corpo, mas a cabeça. E já se sabe o que acontece quando não há cabeça…
Fonte: OJOGO

Não quero ser muito crítico, mas o que se passou na Amadora foi de bradar aos céus com tanta asneira em campo... Por vezes estes resultados são necessários para obrigar as equipas a despertar para a realidade e enfrentarem os próximos jogos com seriedade e garra, mas não posso deixar de reparar que em dois jogos o Futebol Clube do Porto perdeu 4 pontos e agora tem o Benfica a 4 pontos... Basta um empate frente ao Setúbal no Dragão no próximo fim de semana e lá vai o Campeão Portista á Luz sob brasas... Isto para não falar na euforia que anda pelas hostes Vemelhas (e não encarnadas que eu não sou Mouro) dado que tem sido um desespero para aqueles lados da 2ª circular no que concerne a resultados da equipa da Águia... São como os parasitas que vivem na dependência dos outros. Passemos aos pontos Positivos e Negativos deste jogo:

Positivo: A única coisa de positivo que se retira deste tão mau jogo é o facto de o Porto ter um goleador que faz lembrar os bons tempos de Jardel, marcando um golo por jogo. Estou a falar de Lisandro Lopez e esperemos que esta boa forma do argentino continue porque nada me dará mais prazer do que ver Lisandro a fuzilar a baliza de Quim mais do que uma vez quando o Dragão for á Luz.
Negativo: Eu disse no último Post que ia estar atento a Stepanov e mais uma vez este jogador esteve mal (já são 3 jogos seguidos a errar e a sofrer golos por causa destes erros) , pois a falta que este cometeu na grande área Portista foi do mais infantil que já vi no futebol... Não será hora de Jesualdo voltar a pôr o João Paulo? Helton também falhou a meu ver e Jesualdo está a começar a fazer a asneira do costume e mostrar que é cobarde... Faça a gestão da equipa Professor!!!!
Saudações Portistas!!

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