domingo, 16 de dezembro de 2007

Um jogo á TriCampeão


O problema bicudo, proposto por Manuel Cajuda num género de indecifrável equação, foi resolvido em menos de uma hora, num momento de redenção de Tarik, que tivera a resposta para o enigma na ponta do pé 30 minutos antes de assinar a resolução do enunciado. A validade do desafio vimaranense, assente numa ousadia prometida de véspera e em inegáveis exercícios de pressão, que sugeriram uma abordagem diferente aos Dragões, poderia ter caducado em menos de dez minutos. Na verdade, o segredo para a trama oculta quase foi descoberto nos primeiros ensaios ou pontapés. Não fosse o deslumbre de Quaresma, que errou o alvo sem Nilson no caminho, e a tese do insondável teria sido refutada nos primeiros instantes de decomposição e pesquisa. A apreciável estrutura do Vitória, que zelava cuidadosamente pela inviolabilidade da sua baliza como se se tratasse de um labiríntico esconderijo, tentando esconder muitos metros adiante, entre avisos e ameaças, a chave do problema, mal tivera tempo de se recompor quando Tarik quase decifrava o mistério e libertava, com estrondo, a aprisionada solução. Nilson, o último guardião do desconhecido, estava novamente batido, assistindo, resignado e agradecido, à caprichosa trajectória da bola. Outros compostos e alternativas foram somados à persistência portista, entre toques de calcanhar, transições profundas e o cintilar de uns quantos desequilíbrios. Jesualdo Ferreira não prometera, mas admitira a existência de uma saída, pelo menos. Da adição nasceu a descoberta: o golo, trilhado num misto de prudência e arrojo, numa mescla que combinou um recomendável estado de alerta, uma fibra invejável e uma notável velocidade de execução, na qual é de elementar justiça incluir Helton, autor de um par de defesas brilhantes que ajudaram a traçar o destino da ininterrupta busca. A interrogação Vimaranense tinha, contudo, outras variantes, possibilitava mais do que uma resposta, conforme Lisandro faria questão de demonstrar adiante, numa cambiante individual e de genuíno ponta-de-lança, daquelas que lhe permitem distinguir-se, a léguas, como o melhor marcador da Liga e uma das boas razões para justificar a ampla vantagem portista, que alargou o fosso para o segundo classificado de sete para dez pontos.
Este ano o Tri é nosso e disso não há que ter duvidas!!! Saudações Portistas!!

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