Vitor Baía é talvez o mais emblemático de todos os grandes jogadores que já passaram pelo Futebol Clube do Porto. Jogador que simboliza melhor que qualquer outro o carisma, o querer e a vontade de ganhar que está enraizado no clube que representa, agora como dirigente.Tendo nascido no dia 15 de Outubro de 1969, começou desde miúdo a jogar no Académico de Leça. Aos treze anos mudou-se para o FC Porto onde passou a maior parte da sua brilhante carreira. Com apenas dezanove anos, foi chamado pela primeira vez à equipa principal pelo então treinador Artur Jorge, para disputar um jogo contra o Vitória de Guimarães em Setembro de 1989.
Com 21 anos chegou a baliza da selecção nacional, tendo a sua estreia acontecido no dia 19 de Dezembro de 1990 para disputar um encontro particular contra a selecção dos Estados Unidos.
Até 1996, ano em que esteve presente em Inglaterra para ser titular da baliza da selecção de Portugal no Euro 96, Vítor Baía ganhou cinco campeonatos nacionais e duas taças de Portugal ao serviço do FC Porto. Após o Europeu transferiu-se para o FC Barcelona, transformando-se no mais caro guarda-redes do mundo. Em Espanha conquistou um campeonato nacional, duas taças do rei, uma taça das taças e uma supertaça europeia, foi ainda eleito pelo jornal espanhol “A Marca” o melhor guarda-redes da época 1996/97. Mas nem tudo foram alegrias porque uma grave lesão atirou-o para o banco de suplentes.
No ano de 1999 regressou ao FC Porto por empréstimo e um ano mais tarde o azar voltou-lhe a bater à porta e a sofrer nova lesão o que fez muita gente ter dúvidas quanto à sua recuperação. Mas Baía voltou no seu melhor, esteve no Mundial da Coreia/Japão em 2002. Quando Luiz Felipe Scolari foi escolhido para ser selecionador de Portugal, Vítor Baía nunca mais foi defendeu as cores de Portugal.
Em 2003, Baía foi o guarda-redes titular da baliza do FC Porto na final da Taça Uefa em Sevilha, onde a equipa portista defrontou e venceu o Celtic de Galsgow no prolongamento por 3-2. No ano seguinte volta a ser o dono da baliza na final da Liga dos Campeões em Gelsenkirchen na Alemanha, onde o FC Porto venceu o AS Mónaco por 3-0 e Baía foi considerado pela UEFA o melhor guarda-redes da Europa. No final desse ano de 2004, em Dezembro, volta a escrever uma brilhante pagina no seu vasto currículo ao ser mais uma vez titular da baliza dos dragões no Japão num jogo a contar para a Taça Intercontinental, onde o FC Porto venceu a equipa campeã da América do Sul, o Once Caldas da Colômbia.
Em 2007 e com 37 anos, Vítor Baía despediu-se como jogador no Estádio do Dragão perante o público que sempre o acarinhou.
È hoje o futebolista com mais títulos a nível mundial, tendo conquistado 32. Pelé, Frank Rijkaard e Marius Lăcătuş contam com 25 cada um.
3 comentários:
Muito bem Paulo!!! Começaste em grande esta tua participação no Mística Azul e Branca ao evidenciares aquele jogador que mais marcou o nosso FC Porto nos últimos anos.
Espero que este seja o primeiro de muitos Posts da tua autoria.
Saudações Portistas!!!
Obrigado.
Acho que o Vitor Baía é a "cara" do FC Porto. Foi um jogador ganhador, professional e com um agrande humildade.
Abraço
V.Baía futuro presidente do F.C.Porto e da Sad azul e branca.A maior referência portista dos últimos 15 anos.
Já respondi ao teu convite através do mail indicado.
Um abraço
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