Três golos argentinos redireccionaram o Dragão num farto historial de vitórias, que, no caso, bem que poderia ser mais ampla e rigorosa na aplicação da justiça. Aos golos de Lisandro e Mariano poderiam
ser somados os vários que estiveram para nascer e, em particular, aqueles que não chegaram a ser quando a bola encontrou o poste. Primeiro, num remate colocado de Farías, mais tarde, num disparo de Lisandro. Face visível de um lance genial, concluído com um misto de rigor e desplante, o incontornável Lisandro decompôs o intrincado problema em que a estratégia pacense ameaçava tornar-se. Servido pelo «chapéu» perfeito com que Lucho superou a linha defensiva do opositor, que assumira, pela enésima vez, uma configuração alongada pela integração de seis elementos, o avançado recebeu e escolheu, inesperadamente, o espaço reduzido entre as pernas de Peçanha para colocar a bola e fazer o primeiro golo. A poucos segundos do intervalo, o caso, que chegara a parecer bicudo, assumia o aspecto de uma dúvida facilmente resolúvel, especialmente depois da mais básica das adições, de que o mesmo Lisandro se incumbiria após o recomeço, no final de um movimento colectivo que envolveu praticamente toda a equipa portista e
começou junto à baliza defendida por Helton, antes do endosso de Farías. A trama pacense, que envolvia uma forte componente de expectativa e contra-ataque, ficara irremediavelmente desfeita. Já não haveria retorno, porque o campeão recusava a oportunidade para o descanso, desenhando um incalculável número de ocasiões de golo de um futebol inspirado, que até prescindia de Quaresma, o seu principal factor de criatividade e desequilíbrio, e redescobria nas alas a genialidade de outros intérpretes.Dos flancos (no caso, do direito) surgiu também o terceiro golo, num rápido contra-ataque integralmente assumido por Mariano, que marcou pela primeira vez na liga portuguesa com um remate cruzado ao poste mais distante. Então, já Lisandro deixara o relvado, sob um intenso aplauso e com 18 tentos apontados nos 19 jogos em que alinhou.
FICHA DE JOGO
Liga 2007/08, 20ª jornada
Estádio do Dragão, no Porto
23 de Fevereiro de 2008
Assistência: 31.209 espectadores
Árbitro: Paulo Costa (Porto)
Assistentes: João Santos e Nuno Manso
4º Árbitro: Filipe Alves
F.C. PORTO: Helton; Bosingwa, Pedro Emanuel «cap», Bruno Alves e Cech; Lucho, Paulo Assunção e Raul Meireles; Sektioui, Farías e Lisandro
Substituições: Raul Meireles por Mariano (76m); Lisandro por Hélder Barbosa (79m); Sektioui por Kazmierczak (87m)
Não utilizados: Nuno, Fucile, João Paulo e Adriano
Treinador: Jesualdo Ferreira
PAÇOS DE FERREIRA: Peçanha, Ferreira, Rovérsio, Kiko e Mangualde; Filipe Anunciação, Paulo Sousa e Pedrinha; Wesley; Edson e Cristiano
Substituições: Pedrinha por Dedé (54m); Edson por Furtado (67m); Wesley por Renato Queirós (76m)
Não utilizados: Coelho, Tiago Valente, Fábio Paim e William
Treinador: José Mota
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Lisandro (45m e 53m) e Mariano (90m)
Disciplina: cartão amarelo a Kiko (51m), Filipe Anunciação (67m), Paulo Sousa (85m) e Mangualde (86m)
ser somados os vários que estiveram para nascer e, em particular, aqueles que não chegaram a ser quando a bola encontrou o poste. Primeiro, num remate colocado de Farías, mais tarde, num disparo de Lisandro. Face visível de um lance genial, concluído com um misto de rigor e desplante, o incontornável Lisandro decompôs o intrincado problema em que a estratégia pacense ameaçava tornar-se. Servido pelo «chapéu» perfeito com que Lucho superou a linha defensiva do opositor, que assumira, pela enésima vez, uma configuração alongada pela integração de seis elementos, o avançado recebeu e escolheu, inesperadamente, o espaço reduzido entre as pernas de Peçanha para colocar a bola e fazer o primeiro golo. A poucos segundos do intervalo, o caso, que chegara a parecer bicudo, assumia o aspecto de uma dúvida facilmente resolúvel, especialmente depois da mais básica das adições, de que o mesmo Lisandro se incumbiria após o recomeço, no final de um movimento colectivo que envolveu praticamente toda a equipa portista e
começou junto à baliza defendida por Helton, antes do endosso de Farías. A trama pacense, que envolvia uma forte componente de expectativa e contra-ataque, ficara irremediavelmente desfeita. Já não haveria retorno, porque o campeão recusava a oportunidade para o descanso, desenhando um incalculável número de ocasiões de golo de um futebol inspirado, que até prescindia de Quaresma, o seu principal factor de criatividade e desequilíbrio, e redescobria nas alas a genialidade de outros intérpretes.Dos flancos (no caso, do direito) surgiu também o terceiro golo, num rápido contra-ataque integralmente assumido por Mariano, que marcou pela primeira vez na liga portuguesa com um remate cruzado ao poste mais distante. Então, já Lisandro deixara o relvado, sob um intenso aplauso e com 18 tentos apontados nos 19 jogos em que alinhou.FICHA DE JOGO
Liga 2007/08, 20ª jornada
Estádio do Dragão, no Porto
23 de Fevereiro de 2008
Assistência: 31.209 espectadores
Árbitro: Paulo Costa (Porto)
Assistentes: João Santos e Nuno Manso
4º Árbitro: Filipe Alves
F.C. PORTO: Helton; Bosingwa, Pedro Emanuel «cap», Bruno Alves e Cech; Lucho, Paulo Assunção e Raul Meireles; Sektioui, Farías e Lisandro
Substituições: Raul Meireles por Mariano (76m); Lisandro por Hélder Barbosa (79m); Sektioui por Kazmierczak (87m)
Não utilizados: Nuno, Fucile, João Paulo e Adriano
Treinador: Jesualdo Ferreira
PAÇOS DE FERREIRA: Peçanha, Ferreira, Rovérsio, Kiko e Mangualde; Filipe Anunciação, Paulo Sousa e Pedrinha; Wesley; Edson e Cristiano
Substituições: Pedrinha por Dedé (54m); Edson por Furtado (67m); Wesley por Renato Queirós (76m)
Não utilizados: Coelho, Tiago Valente, Fábio Paim e William
Treinador: José Mota
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Lisandro (45m e 53m) e Mariano (90m)
Disciplina: cartão amarelo a Kiko (51m), Filipe Anunciação (67m), Paulo Sousa (85m) e Mangualde (86m)
Saudações Portistas!!!
4 comentários:
Sessenta minutos de muito boa qualidade, apesar do desperdício.Depois de ouvir as declarações do treinador adjunto do Paços a culpar o árbitro pela derrota, fiquei ainda, com mais pena de não termos marcado mais dois ou três golos.
Estes pastores mesmo quando perdem de uma forma clara contra o Porto, queixam-se sempre.
Um abraço
Ora viva caro amigo, mas os castores queixam-se sempre da arbitragem quando perdem... O Mota tem a escola do Jaime Pacheco e o que há a fazer é ignorar...
Saudações Portistas!!!
Mais um passo rumo ao Tri! Não há em Portugal quem tenha vida para nos fazer frente. Isso dói a muita gente... Para o ano há mais.
Cumprimentos.
Este FC Porto vai conquistando o TRI ao ritmo do tango argentino.
É um regalo ver a classe e os passes do Lucho e a garra do Lisandro que bem mereçe os aplausos de todos os adeptos do FC Porto.
Agora é só adivinhar em que jornada vamos ser TRI-Campeões :)
Abraço
http://estrelas-do-fcp.blogspot.com/
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