Na edição de hoje do jornal desportivo argentino, Olé, saiu uma entrevista com Lucho González, que falou sobre o Tri Campeonato recentemente conquistado pelo FC Porto e também sobre o seu futuro. Fica aqui uma parte da entrevista, já traduzida claro.- O FC Porto conseguiu o seu 23º título, e pela primeira vez a faltarem 5 jornadas. Que importância das a este facto?
- Por vezes não sabemos o quanto fomos fortes. Tínhamos sido Bi-Campeões e com isso ficamos na história do clube. Aos três títulos dou-lhes o mesmo valor. Tive a sorte de vir para o Porto com o Lisandro, e isso ajudou-me muito. E futebolisticamente tudo nos saiu bem.
- McCarthy, ex-jogador do Porto, disse que Lisandro não faz nada sem te consultar…
- Mas não é bem assim… Não nos conhecíamos até termos chegado ao Porto. Fizemos uma grande relação e isso reflecte-se no relvado. Mas não me pergunta tudo.
- No sábado, todo o plantel deu a volta ao estádio com a camisola de Tri-Campeão vestido, mas tu vestis-te uma com a foto dos teus filhos…
- Lógico, eles estão sempre comigo. A minha família as vezes vê-me chegar com a cara triste depois de uma derrota e as vitórias só tenho que lhas dedicar.
- O FC Porto joga em 4-1-2-3. É a equipa mais ofensiva onde jogas-te?
- Não. No primeiro ano, com o holandês Co Adriaanse, jogávamos com quatro atacantes, Com o brasileiro Diego como médio ofensivo. Em Portugal temos a obrigação de atacar em todos os estádios. Na Champions já temos mais cautelas.
- Acreditas que no próximo abertura de mercado te possam vender?
- Estamos a conversar. Todos sabem que quando uma equipa é Campeã e joga bem as ofertas acabam por chegar. Mas eu estou tranquilo. Se chegar algo que seja bom para mim e para o clube, decidimos em conjunto.
- O ano passado o Valência queria-te e o Porto pediu 20 milhões de euros pelo teu passe…
- Começaram por pedir 18 e depois 20. Não chegaram a acordo. Mas não gosto de falar sobre isso. Também sei que o Porto fez um grande esforço por mim e dou valor a isso. E se tiver que ficar não é nenhum problema. Ainda que o que conseguimos não tem grande repercussão na Argentina.
- Isso incomoda-te?
- Não, é lógico que se veja mais o que se passa noutras Ligas. Eu também espero que me reconheçam pelo que consegui. Já fiz o que tinha de fazer tanto ao serviço do Huracán como no River Plate, e na Selecção também. As pessoas guardam essas boas recordações.
- Quando jogam Huracán e River, qual apoias?
- Pelos dois. Huracán é a minha casa, River deu-me uma projecção que poucos me podem dar. Dos dois sai da melhor maneira.
- Se te dessem a escolher, que Liga europeia escolhias para uma transferência?
- Prefiro a Espanha, pelo idioma e porque creio que seria mais fácil a minha adaptação a esse futebol.
- Vemos imagens de uma idolatria muito forte contigo. Os adeptos são incómodos?
- Não, é gente muito boa e respeitosa. Saiu a rua e me pedem um autografo ou uma foto.
1 comentário:
Lucho é um grande senhor dentro e fora do relvado. Oxalá seja possível ao Porto manter no seu plantel um dos melhores médios a jogar no Velho Continente!
Cumprimentos.
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