sábado, 26 de abril de 2008

Estrelas do passado: Pinga

Artur de Sousa, mais conhecido por: Pinga, nasceu na ilha da Madeira no dia 30 de Setembro de 1909.
Começou a sua carreira ao serviço do Marítimo, e não demorou a despertar a cobiça dos dirigentes do Futebol Clube do Porto, onde chegou nos finais do ano de 1930. A sua contratação pelo clube azul e branco esteve envolta em alguma polémica, tendo mesmo os dirigentes do clube maritimista acusado o FCP de falsificação de documentos. Polémicas à parte, Pinga desde cedo começou a cativar os adeptos portistas porque era dono de uma técnica invejável, tinha um fantástico domínio de bola e era um jogador completo porque tanto atacava como ajudava a defender.
Formava o grande meio-campo do Futebol Clube do Porto nos anos 30 juntamente com: Acácio Mesquita e Valdemar Mota, que ficaram conhecidos como: “os três diabos do meio-dia”. O nome apareceu depois de na época do natal de 1933 o FCP ter disputado 2 jogos, o primeiro foi contra uma Selecção de Budapeste em que os portistas venceram por 7-4. Uma semana mais tarde foi a vez de realizar novo jogo mas desta vez contra uma das equipas mais poderosas da altura, o First de Viena. O jogo foi ao meio-dia, e o FCP venceu por 3-0. Sobre isso, Pinga disse o que pensava antes da sua despedida como futebolista: “Nós os três... Aquilo é que era jogar... Que desculpem a vaidade, mas parece-me que nunca mais se arranjam três rapazes da bola tão intimamente ligados a acertar na borracha. Se até nós, às vezes, nem sabíamos como aquilo era...”.
Foi durante muitos anos considerado como o melhor jogador português de futebol, e tinha uma grande importância para a Selecção de Portugal onde se estreou no dia 30 de Novembro de 1930 para defrontar a Selecção da Espanha.
Em Julho de 1946 foi a festa da despedida de Pinga com a realização de um jogo contra uma Selecção que era formada por jogadores do Sporting, Belenenses, Académica e Benfica. Quando deixou o terreno de jogo do Estádio do Lima, estava emocionado e com lágrimas nos olhos por toda aquela multidão também emocionada, lhe estar a acenar com lenços e a gritar o seu nome.
Depois da despedida, Pinga tornou-se treinador e iniciou o percurso no Tirsense onde viveu mais um momento de glória quando a sua equipa eliminou o Sporting da Taça de Portugal. Regressou ao Futebol Clube do Porto para ser treinador adjunto e mais tarde tomou conta dos mais jovens para ensinar aquilo que tão bem tinha feito enquanto futebolista.
Faleceu em 1963 vítima de cirrose.

Palmarés:
Campeão da Liga 3
Campeão Nacional 2
Campeão de Portugal 1
Campeão do Porto 13
Campeão do Funchal 3
Jogos: 400
Golos: 394

1 comentário:

dragao vila pouca disse...

É um nome de referência do F.C.Porto, mas que as novas gerações não podem( não há nada sobre ele em filme)fazer uma ideia sobre a sua qualidade, que dizem os mais velhos era muita.
Um abraço