Autoritária e determinada, executada num processo de asfixia a dois tempos, a exibição portista produziu o temível efeito de vulgarizar a equipa que aterrorizara a Liga e a sua Taça. A contar para a outra, a de Portugal, a imparável locomotiva azul traçou, com pormenores de pura classe e requinte, o percurso final em direcção ao Jamor, vergando Setúbal ao peso de uma goleada, num género de suplemento decidido, apesar de dispensável, à vitória conseguida três dias antes. Como se dúvidas restassem. Os milhares de adeptos que embarcaram na aventura emprestaram o colorido merecido a um futebol arrasador.O ataque, imutável fórmula de abordagem do campeão, não gerou, no entanto, resultados imediatos. Foram precisos dez minutos de discussão de cada palmo, de cada porção de terreno, antes do ziguezagueado de Bosingwa e os passes de ruptura de Lucho desenharem os primeiros traços de desequilíbrio, indícios indeléveis de um punhado de preparativos com pretensões mais vastas do que a mera expressão de uma ameaça.
A seguir ao período de encaixe e estudo, que chegou a ser confundido com sinais de uma equilibrada divisão de território e domínio, o meio-campo portista desfez as aparências e assumiu integralmente a condução do jogo, inserindo coordenadas, rota e destino.
A seguir ao período de encaixe e estudo, que chegou a ser confundido com sinais de uma equilibrada divisão de território e domínio, o meio-campo portista desfez as aparências e assumiu integralmente a condução do jogo, inserindo coordenadas, rota e destino.
À terceira, outra vez assistido por Tarik, o argentino marcou. E à quarta também, já na execução de um remate escrupulosamente colocado, que condenava ao fracasso o voo de um dos mais queridos heróis de Setúbal, simplesmente porque o trajecto conferido à bola não reconhecia defesa possível.
Com meia-hora para jogar, a eliminatória estava sentenciada e em aberto restavam por apurar apenas os contornos da goleada, que ficou a dever novos golos ao campeão, mesmo que a anos-luz de poder oferecer resistência à caminhada insuperável e imaculada para final. Não há registo de qualquer golo nos cinco jogos que fizeram o trajecto para o Jamor.
FICHA DE JOGO
Taça de Portugal, meias-finais
Estádio do Bonfim, em Setúbal
15 de Abril de 2008
Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)Assistentes: Tiago Trigo e André Campos 4º árbitro: José Gomes
V. SETÚBAL: Eduardo; Janício, Auri, Robson e Jorginho; Elias, Sandro, Ricardo Chaves e Bruno Gama; Leandro e Cláudio Pitbull
Substituições: Ricardo Chaves por Filipe Gonçalves (58m); Leandro por Bruno Severino (58m); Bruno Gama por Paulinho (72m)
Não utilizados: Milojevic, Hugo, Bruno Ribeiro e Adalto
Treinador: Carlos Carvalhal
F.C. PORTO: Nuno; Bosingwa, Pedro Emanuel «cap», Bruno Alves e Fucile; Lucho, Paulo Assunção e Raul Meireles; Tarik, Lisandro e Quaresma
Substituições: Tarik por Farías (75m); Quaresma por Mariano (79m); Paulo Assunção por João Paulo (82m)
Não utilizados: Ventura, Lino, Kazmierczak e Adriano
Treinador: Jesualdo Ferreira
Ao intervalo: 0-1Marcadores: Jorginho (autogolo, 37m), Lucho (51m e 60m)
Disciplina: cartão amarelo a Paulo Assunção (8m), Sandro (21m), Jorginho (36m), Quaresma (49m), Elias (67m), Pedro Emanuel (90m)
fonte: FCPorto.pt
3 comentários:
A classe e a magia do campeão. A BELEZA DO BELO TANGO,a onda imensa da Nação Portista, varre o País e contribui, ainda mais para a depressão nacional.
Um abraço
Grande Porto! O Vitória nada fez para merecer outro resultado. Contra tudo e contra todos rumo à dobradinha.
Cumprimentos.
Muito bem Paulo :) Eu tive uma semana muito cheia e quase nunca podia passar aqui pelo Blog. Obrigado pelo trabalho.
Quanto ao nosso Porto é caso para se dizer que ninguem nos para ... E no Domingo é que vai ser eh eh eh
Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode.
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