segunda-feira, 28 de abril de 2008

V.Guimarães 0-5 F.C.Porto

Uma segunda metade sublime do Tricampeão, com a combinação perfeita de engenho e arte, esclareceu os cépticos quanto à seriedade de uma equipa que, incontestavelmente, se superioriza a qualquer preconceito ou ideia feita. Um problema resolvido à mão cheia, sem equívocos e com toque deslumbrante de um reconhecido mágico: Ricardo Quaresma.

Num encontro de metades distintas, a resolução das contas em disputa ficou irremediavelmente ligada à suprema habilidade do Dragão, que apresentou, na etapa complementar, um inquebrantável desejo de provar uma vez mais que a realidade supera, quase sempre, uma enganadora ficção. Imperial, portanto.

Se aos primeiros ensejos, perpetrados por Bruno Alves ou Quaresma ainda durante o primeiro tempo, a formulação não foi bem sucedida, já o arranque da segunda parte foi definitivamente esclarecedor. Bastaram oito minutos de prelúdios para que os comandados de Jesualdo Ferreira, que mexeu na equipa ao intervalo lançando Kaz para o lugar de Paulo Assunção, expusessem uma vez mais os seus inesgotáveis argumentos de líder.

Foi pela cabeça de Bruno Alves que começou a ser escrita a exibição de antologia da segunda metade azul e branca, com o central a responder afirmativamente à solicitação de Lino, dando expressão à supremacia que começava a fazer-se sentir e abrindo caminho à contundente vitória que se antevia.

Sem descanso, o Tricampeão deu novo golpe nas artificiais suspeições de falta de seriedade da equipa, voltando à carga seis minutos após o primeiro golo, através de um lance de pura magia: Quaresma (quem mais?), recebeu uma assistência de longa distância enviada por Raul Meireles, realizou um supremo bailado na cara do defesa contrário e desenhou um disparo de recorte perfeito, que se encaminhou sem sobressaltos para o canto superior direito da baliza vimaranense. Deslumbrante, então.

A partida entrou, aqui, numa fase de salutar loucura concretizadora do F.C. Porto, que criou, sucessivamente e sem repouso, inúmeras oportunidades para um inevitável avolumar do resultado. O colectivo azul e branco funcionou em pleno à passagem do minuto 71, com o nº 7 dos Dragões a assumir o papel de fiel executor das ambições veladas: rematou sem temores para o fundo das redes minhotas, bisou no encontro, 27 jornadas depois de o ter feito em Braga, e atribuiu ainda mais brilho a um desempenho já de si encantador.

Antes ainda do quarto golo portista, Adriano iniciou um duelo sem tréguas com o guarda-redes contrário, permitindo uma primeira vitória a Nilson aos 76 minutos. Logo depois, aos 78, foi Farías a assinar o seu nome na categórica história azul e branca do encontro, dando a melhor sequência a um novo entendimento perfeito do sector ofensivo dos Dragões, para premir a tecla do golo pela quarta vez na liga.

A batalha à margem entre Adriano e Nilson conheceu um novo capítulo benéfico para o defensor minhoto, três minutos antes de o avançado portista vencer em definitivo a guerra, depois de nova combinação exemplar entre o imparável tridente ofensivo azul e branco, com o trabalho de Quaresma, primeiro, e de Farías, depois, a redundar na justa aplicação prática de Adriano, que encostou para selar o marcador e atribuir uma ainda mais evidente supremacia à destemida exibição portista. Triunfal, certamente.

Ficou escrita a história do jogo, desenhada a hegemónica força do Dragão e finalizada a intenção de anular com classe as mais desfasadas acusações. Ainda restam dúvidas?

Ficha de Jogo
Liga Portuguesa 2007/08 - 28ª jornada (27 de Abril de 2008)
Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães
Árbitro: Paulo Costa (AF Porto)
Assistentes: João Santos e Nuno Manso
4º Árbitro: João Vilas Boas

V. GUIMARÃES: Nilson; Andrezinho, Sereno, Geromel e Momha; Flávio «cap.», Moreno, Desmarets e Alan; Ghilas e Miljan
Substituições: Miljan por Roberto (55 min), Moreno por Carlitos (61 min), Momha por Fajardo (72 min)
Não utilizados: Serginho, Radanovic, Marquinho e Paulo Henrique
Treinador: Manuel Cajuda

F.C. PORTO: Helton; Fucile, Bruno Alves «cap.», Stepanov e Lino; Paulo Assunção, Bolatti e Raul Meireles; Quaresma, Lisandro e Mariano
Substituições: Paulo Assunção por Kazmierczak (46 min), Lisandro por Adriano (63 min), Raul Meireles por Farías (69 min)
Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, João Paulo e Hélder Barbosa
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 0-0
Disciplina: Cartão amarelo para Bruno Alves (90 min)
Marcadores: Bruno Alves (53 min), Quaresma (59 e 71 min), Farías (78 min) e Adriano (84 min)

fonte: www.fcporto.pt

3 comentários:

Pedro Silva disse...

Eu se fosse ao Presidente do Benfica ia a correr á PJ pedir para investigar este jogo... Cheira mesmo a Apito Dourado... Não viram o Árbitro a marcar os golos Portistas e a dizer ao Quaresma como marcar??? E não se esqueçam dos Foras de Jogo de todos os golos Portistas...

Dra. Morgado por onde anda???

Já está na hora do nosso FC Porto começar a disputar a Liga Espanhola, uma vez que em Portugal já não tem piada nenhuma... O Dragão ganha tudo!!

Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode.

dragao vila pouca disse...

Campeões da honestidade e da seriedade.
Coram de vergonha os anões que envergonhados nem falam.
Um imenso orgulho em ser Dragão!
Um abraço

Nicolau d'Almeida disse...

Foi uma vitória espectacular! Guimarães já não via assim uma chuva de golos desde 1960!

Cumprimentos.