Enquanto Presidente do Alverca há muitas histórias, mas focaremos a relacionada com a adulteração de resultados nas últimas jornadas num ano em que o Alverca estava em risco de descer de divisão, mas salvou-se “empurrando” para a descida o Beira-Mar.Estes factos deram origem a um inquérito no Departamento de Aveiro, pois os mesmos foram conhecidos, após aliciamento efectuado ao guarda-redes do Beira-Mar Palatsi. O Palatsi deu conhecimento ao então presidente Mano Nunes e deslocaram-se ambos ao Departamento da P. J. em Aveiro. Apesar do inquérito ter sido distribuído ao elemento mais fanático pelo Benfica daquele Departamento o processo deu alguns “passitos”. Havia no inquérito informação que revelava haver resultados combinados nas últimas quatro jornadas. O Sr. Luís Vieira telefonou ao guarda-redes Palatsi dizendo-se director do clube que se deslocava a Aveiro na jornada seguinte. Esse clube era um dos três que lutava por um apuramento para a Taça UEFA. Quão habilidade maliciosa o homem tem...! O referido jogo terminou empatado, sem aparentes casos. Todavia, os seus tentáculos tinham que se estender aos jogos onde o Alverca intervinha. Aí conseguiu, nalguns casos directamente, noutros por intervenção de outras pessoas os seus objectivos. Recordámos que um dos homens de quem se serviu foi do então presidente do Benfica, Sr. João Azevedo. Como é seu apanágio, quando já não lhe servia, esquecendo os serviços prestados, descartou-o, conseguindo mal chegou à presidência do Benfica a sua expulsão de sócio.
Um dos jogos comprados foi em Campo Maior. Existem actualmente alguns atletas, que então jogavam no Alverca, disponíveis para falar. Nesse jogo o melhor goleador do Campomaiorense ainda na primeira parte simulou uma lesão e abandonou a partida. Não obstante as facilidades concedidas o Alverca não conseguia marcar. Já na parte final da partida quando o avançado Mantorras seguia com a bola o defesa que estava à sua frente mergulhou para o chão numa queda digna de um qualquer palhaço numa pista circense. O Mantorras marcou e o Alverca venceu 0-1.
Outro dos jogos foi na Madeira com o Marítimo. Aí foi contactado o seu familiar António Simões, então treinador-adjunto. O resultado para, não dar muito nas vistas. foi um empate. Não deixou de ser uma surpresa o Alverca ter conseguido empatar no reduto madeirense. Na última jornada o Alverca recebia o V. Guimarães, candidato à Europa e o Beira-Mar deslocava-se a Vidal Pinheiro, estando o Salgueiros já com uma classificação tranquila. Houve que atacar nas duas frentes. Como o V. Guimarães não se vendia, pois pretendia ir à Taça UEFA, havia que comprar o árbitro. Aí foram contratados com êxito os serviços do ex-árbitro Sr. Pinto Correia. O Alverca venceu 2-1 (analisem-se as declarações dos responsáveis do V. Guimarães relativas a este jogo), mas não era suficiente. O Beira-Mar não podia vencer, pois se assim acontecesse seria o Alverca a descer. O Sr. Pinto Correia recebeu pelos serviços prestados neste encontro um veículo automóvel. Curioso, também, é o facto deste senhor, depois de abandonar a arbitragem ter iniciado uma actividade, até então para ele, desconhecida, comerciante de pneus - mais uma coincidência.
Vamos ao jogo de Vidal Pinheiro.
Como comprar o Salgueiros para dificultar a vida ao Beira-Mar? Através do presidente não, pois o Sr. Luís Vieira estava de relações cortadas, devido ao caso “Deco”. Há uma expressão que o Sr. Luís Vieira profere com frequência: “Se não podemos ir ao General, vamos aos sargentos”. Se assim o pensou, assim o fez. Contactou três jogadores, os mais influentes e conseguiu os seus objectivos, pois o Beira-Mar não conseguiu ganhar, apesar da excelente exibição. O jogo, que pasme-se ninguém estranhou, terminou 4-4. O pagamento aos três atletas foi efectuado pelo Sr. Manuel Bugarim.
No início da época seguinte, estava o Salgueiros em estágio no Algarve, estes factos chegaram ao conhecimento do seu presidente. Imediatamente suspendeu os três atletas e rescindiu posteriormente os seus contratos. Entretanto os dois presidentes conciliaram-se. Na parte final da época as posições dos dois clubes estavam invertidas, o Alverca em posição já tranquila e o Salgueiros em risco de descer. O Salgueiros visitava o Alverca e foi combinado que o Alverca facilitaria. Esta combinação foi conhecida. No dia do jogo o então Director Desportivo do Alverca, Sr. Couceiro foi avisado telefonicamente que havia conhecimento, por parte de outros clubes, de tal intenção. Também o titular do processo existente no Departamento de Aveiro foi avisado. Como seria difícil efectuar a prova à posteriori, o referido investigador decidiu contactar telefonicamente os dois presidentes. Assim, o jogo decorreu normalmente e o Alverca venceu.
Voltemos aos “passitos” do processo de Aveiro
O Sr. Luís Vieira já então tinha os seus homens na nossa Instituição. Foi avisado que as coisas estavam feias, pois haviam acontecido demasiados factos estranhos. Então, aquela mente matreira decide efectuar uma carta anónima dirigida ao processo onde imputa toda a responsabilidade dos factos ocorridos ao então Presidente da Assembleia-Geral do Alverca, Sr. Eduardo Rodrigues, seu único sócio na empresa que comprara a Fábrica de Louças de Sacavém. Quando o titular do processo, o tal fanático benfiquista de Aveiro, vem ouvir em declarações o Sr. Eduardo Rodrigues à sua empresa, em Alverca, por coincidência também, estava no gabinete do seu sócio o Sr. Luís Vieira. Ali se manteve e foi ele que “conduziu” as declarações do seu sócio. Também o Beira-Mar gostará de saber que não foi só prejudicado na época supra citada, com intervenção do Sr. Luís Vieira. Foi com dinheiro proveniente dele ou do Benfica que o Setúbal se “safou” na última época e o sacrificado foi novamente o Beira-Mar. Vamos aos factos. Recordar-se-ão do episódio do “rapto” do guarda-redes Moretto. Nesse ano o presidente do Setúbal chegou a anunciar que o Benfica é que pagou os ordenados em atraso ao plantei, pois conseguira contratar um jogador que já havia rescindido o contrato com o Setúbal. A História nunca foi realmente conhecida. Talvez o Sr. Rui João Soeiro que entretanto saiu de cena alguma vez fale quanto é que aceitou como dádiva para a sua conta pessoal. Entretanto, os actuais directores (Carlos Costa e Ronald Inácio) do Setúbal sabendo do que se passou contactaram o Sr. Luís Vieira e ameaçaram-no que se não fossem ajudados contariam o que sabiam. Assim, o Sr. Luís Vieira contactou o seu homólogo (e companheiro de negócios) da Naval, entrou com a “massa” e o “caldinho” foi “cozinhado”. Foi um pouco mal confeccionado, pois cheirou a esturrado, mas até agora ninguém notou o cheiro a esturro. Os negócios entre o Sr. Luís Vieira e o Sr. Aprígio Santos são a pesquisa de terrenos em conta, nem que pertençam a reservas, pois vendem-nos a preço elevado ao fundo do BPN, havendo um conluio com o seu Presidente, Oliveira e Costa. O lucro obtido é repartido entre os três, e os accionistas do Banco são severamente penalizados.
Continua na próxima semana
Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode
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