domingo, 26 de outubro de 2008

Não há pachorra!!!

O Leixões foi vencer o FC Porto ao Estádio do Dragão por 3-2, infligindo assim a segunda derrota consecutiva do FC Porto no seu estádio em 5 dias. Com o FC Porto a tentar chegar a um resultado que permitisse esquecer a derrota caseira a meio da semana frente ao Dinamo Kiev para a Liga dos Campeões, o Leixões entrou no jogo praticamente a ganhar e chegou mesmo a estar a vencer por 2-0 ainda na primeira parte. Com esta vitória o Leixões está na liderança provisória da classificação.

O FC Porto entrou em campo com uma equipa mais atacante do que o habitual, com a inclusão de Hulk no onze inicial. Desta forma o treinador Jesualdo Ferreira tentava obter um resultado que permitisse esquecer a derrota caseira a meio da semana frente ao Dinamo Kiev para a Liga dos Campeões. Pelo seu lado o Leixões vinha de 4 jogos sem perder, e chegava ao Dragão bastante moralizado e confiante.

O jogo começou praticamente com o primeiro golo do Leixões, que aos 3 minutos e na sequência de um canto, aproveitou uma enorme desatenção de Lino, e Bruno China não teve dificuldade em bater o guardião portista que parecia um pouco desatento. O FC Porto entrava no jogo praticamente a perder, instalando-se ainda mais um certo nervosismo na equipa e também nas bancadas. O FC Porto foi tentando reagir, mas o futebol portista acontecia muito na zona central do terreno, o que facilitava a tarefa de quem defendia. E com essa tarefa facilitada, o Leixões conseguia trocar a seu belo prazer a bola no meio-campo, denotando uma grande serenidade na troca de bola entre os seus jogadores. Em mais uma desatenção da defensiva do FC Porto, nomeadamente de Lino mais uma vez, o Leixões silenciava o Dragão chegando ao segundo golo à passagem do minuto 29. Com os avançados leixonenses a trocarem a bola pelo ar, a bola chega a Braga, que aproveitou a facilidade concedida por Lino, e rematou de primeira para a baliza de Nuno. Com a equipa do FC Porto a ser brindada com um coro de assobios, o Leixões conseguia chegar a uma vantagem importante em casa do adversário.

Jesualdo Ferreira fez então entrar Candeias para o lugar do infeliz Lino, e o FC Porto melhorou conseguindo chegar com mais perigo à baliza contrária. Aos 35 minutos, Hulk é desmarcado na área leixonense e é derrubado por Joel. O árbitro da partida apontou para a marca de grande penalidade. Lucho Gonzalez chamado à marcação, não hesitou e reduziu o resultado para 2-1. Até ao final da primeira parte o FC Porto conseguiu empurrar definitivamente o Leixões para a sua área, mas não conseguiu chegar ao golo do empate.

Para a segunda parte esperava uma grande pressão da equipa azul e branca, mas nos primeiros minutos assistiu-se a uma tentativa de o Leixões acalmar e controlar a velocidade da partida. Por momentos pareceu que a turma de Matosinhos iria conseguir, mas cedo o FC Porto começou a carregar muito, criando oportunidades de golo. Aos 61 minutos o FC Porto consegue o empate, Lisandro surge pela esquerda, ao entrar na área tira um adversário da sua frente e remata para o poste mais distante da baliza do Leixões. Aos 66 minutos mais um susto para os adeptos do FC Porto, com o Leixões por intermédio de Zé Manel a colocar a bola no fundo da baliza de Nuno, mas com o árbitro a anular mal o golo por um pretenso fora de jogo. Um erro do auxiliar de Paulo Baptista que assim anulou um golo que poderia ter afectado bastante a equipa do FC Porto.

Sucederam-se duas boas ocasiões de golo, uma para cada lado, primeiro com Lisandro a obrigar Beto a uma excelente defesa e do outro lado foi Marques que à entrada da área rematou forte mas com a bola a embater nas malhas laterais. Aos 75 minutos Jesulado Ferreira fazia a última alteração na equipa, tirando Rodriguez e colocando em jogo Ernesto Farías. O FC Porto jogava agora com Farías e Lisandro no centro, apoiados por Hulk, Mariano Gonzalez e Candeias. Era uma equipa super ofensiva que tentava ainda chegar à vitoria, enquanto que os jogadores do Leixões iam tentando pausar o jogo e colocar a bola o mais longe possível da sua baliza. Mas num desses lances, o Leixões chega ao terceiro golo por intermédio de Braga, que com um remate colocadíssimo à entrada área bateu Nuno.

Até ao final do jogo assistiu-se às inúmeras tentativas do FC Porto chegar pelo menos ao empate, mas a equipa azul e branca fazia-o mais com o coração do que com a cabeça. A melhor oportunidade aconteceu aos 89 minutos, com Lucho Gonzalez a rematar ao poste direito da baliza de Beto, sobrando a bola para uma possível recarga, mas nenhum jogador do FC Porto estava por perto.

FICHA DO JOGO

Liga Portuguesa 2008/09 – 6ª Jornada
25 de Outubro de 2008
Estádio do Dragão, no Porto Assistência: 37.408

Árbitro: Paulo Baptista (AF Portalegre)
Assistentes: José Braga e Carlos Pereira
4º Árbitro: Pedro Vilaça

F.C. PORTO: Nuno; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Lino; Raul Meireles, Tomás Costa e Lucho «cap.»; Hulk, Lisandro e Rodríguez
Substituições: Lino por Candeias (32m), Sapunaru por Mariano (64m) e Rodríguez por Farías (75m)
Não utilizados: Ventura, Pedro Emanuel, Guarin e Fernando
Treinador: Jesualdo Ferreira

LEIXÕES SC: Beto; Vasco Fernandes, Joel, Elvis e Laranjeiro; Bruno China «cap.», Hugo Morais, Roberto Sousa e Braga; Diogo Valente e Marques
Substituições: Diogo Valente por Zé Manel (62m), Marques por Roberto (72m) e Braga por Sandro (88m)
Não utilizados: Berger, Ruben, Diogo Luís e Nwoko
Treinador: José Mota

Ao intervalo: 1-2
Marcadores: Bruno China (3m), Braga (29m), Lucho (36m g.p.), Lisandro (61m) e Braga (79m)
Disciplina: Cartão amarelo a Joel (35m), Lisandro (37m), Sapunaru (64m), Braga (76m), Elvis (77m) e Beto (90m)



Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode

1 comentário:

Ricardo Simães disse...

Boas Blue

Sobre o jogo, que há a dizer?... Correu tudo mal... Culpas próprias, azar puro e muito mérito do adversário.
Mas eu gostava de dizer o seguinte: eu estive no Dragão com o meu filho, que tem 8 anos, a ver o jogo. Saí de lá a pensar se tem algum sentido tentar levar uma criança que gosta de futebol e do FCP ao Dragão. Só gente malcriada, uma pressão insuportável, uma coisa horrível. O miúdo passou mais tempo a olhar para os vociferadores de bancada do que para o jogo em si. Eu próprio, e já tenho idade para ouvir de tudo, me senti incomodado. Acho que a equipa está mal mas há uma grande parte do público que não merece melhor. Que merece uma equipa que jogue mal para pderem fazer aquilo que, visivelmente lhes dá prazer, insultar o Jesualdo e mais meia-dúzia de jogadores que, vá-se lá saber porquê, estão marcados.
Fiquei desapontado com a exibição no relvado, mas enojado com a exibição nas bancadas.

Saudações!