sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Texto Integral do Dossier Apito Encarnado (Capítulo Final)

São os tentáculos do polvo a crescer.
Esse senhor Reinaldo foi o Delegado nomeado para o jogo Benfica-Porto da época 2005/2006 e que impediu, ainda sem as fichas de jogo entregues, a ida ao relvado, antes do início do encontro, de alguns elementos do F. C. Porto, nomeadamente um dos seus médicos e o seu presidente. Coincidência das coincidências, na época transacta, 2006/2007, o mesmo Delegado foi nomeado para o Benfica-Porto.
Mas quem é este Sr. Reinaldo?
É um fervoroso benfiquista e proprietário de várias empresas no Algarve, direccionadas para a venda e aluguer de habitação. É para as suas habitações que a Liga envia todos os elementos que têm de se deslocar para o Algarve. Por outro lado, o Sr. Luís Vieira custeia os alojamentos de férias dos árbitros e árbitros assistentes, observadores, delegados e assim por diante que frequentemente passam férias nas instalações do Sr. Reinaldo. O que receberá em troca o benemérito Sr. Luís Vieira? Traçado que está o perfil do “pagante” de toda esta farsa era importante perceber o valor das importâncias que despendeu com a D. Carolina para que avançasse com o livro, para se disponibilizar a prestar as declarações que prestou, bem como com os funcionários da nossa Instituição que deram guarida a tal estratagema.
Sabemos que o Sr. Luís Vieira virá, como é óbvio, atendendo aos seus tentáculos, a ter conhecimento desta comunicação. Não temos disso receio, apesar das ameaças veladas que alguns de nós já recebemos. Conhecemos perfeitamente os seus homens, que brindes lhes oferece e como estão estrategicamente colocados. Até ao nível da Direcção, mas isso há-de ser limpo, nem que para isso joguemos sujo, como o Sr. Luís.
O Sr. Luís frequentemente diz-se um exemplar chefe de família e não paga garrafas de champanhe. É nosso conhecimento que o Sr. gosta de outros tipos de garrafas, nomeadamente frascos de perfume, não é? E também conhecemos a sua veia caritativa para oferecer vivendas. Para já fiquemo-nos por aqui, ok Sr. Luís?
Esta comunicação está a ser efectuada num PC da Instituição, mas que não está distribuído a nenhum de nós. Talvez o seu homem de Vaiado dos Frades quando decidir descobrir em que local o documento foi efectuado tenha uma surpresa. Recordaremos, por último, ao Sr. Luís Vieira que é do nosso conhecimento que o que conseguiu com a D. Carolina já havia tentado com a anterior esposa do Sr. Pinto da Costa. Mal a separação aconteceu, convidou-a para passar a passagem de ano no Hotel Montechoro e, em seguida, tentou inúmeras jogadas, mas infelizmente para si a Sr.ª D. Filomena é uma senhora. Por fim, sugerimos a V. Ex.ª, Sr. Procurador-Geral, que providencie para serem encontradas instalações para a equipa “milagrosa” na Rua António Maria Cardoso, pois os três episódios que a seguir contamos, assemelham-se a práticas ali, em tempos, realizadas.
1. Quando da audição do empresário António Araújo o mesmo foi aliciado na presença do seu advogado a imputar as responsabilidades ao presidente do F. C. Porto, dando-lhe como contrapartida o arquivamento dos seus processos.

2. A Sr.ª D. Filomena, ex-esposa do Sr. Pinto da Costa, foi ouvida por factos relacionados com a venda de um imóvel, num período em que já estava separada do referido Sr.. Estavam em causa os valores da venda, pois havia a suspeita que o valor de escritura não seria o valor real. Prometeram-lhe o arquivamento dos autos, desde que se disponibilizasse a falar da vida do seu ex-marido. Apesar de não ter aceite não se coibiram de lhe efectuar algumas perguntas sobre tal senhor.
3. Não obstante os intensos treinos, as audições da D. Carolina não correram sempre bem.

Assim, à cautela o seu treinador colocava-se atrás do colega que procedia à audição para, por gestos, lhe poder dar indicações sobre alguma dúvida que a mesma tivesse. Entre outras indicações, recordamos a que se passou quando lhe perguntaram quem recebeu à porta da residência do presidente do F. C. Porto o árbitro Augusto Duarte. A D. Carolina respondeu imediatamente que foi o seu ex-companheiro, mas eis que o seu treinador brandindo a mão em sinal negativo, lhe dá indicações em “V” com os dedos indicador e médio, sugerindo-lhe duas pessoas e em seguida apontando para si, sugere-lhe que ela também recebeu o referido árbitro. Assim declarou a D. Carolina, pois é bem mandada.

Realça-se que a D. Carolina quando este episódio se passou encontrava-se doente, inclusivamente acamada, não tendo sido, como é lógico, quem recebeu o referido Augusto Duarte.

Presumimos que as investigações a efectuar nos processos relacionados com o apito dourado deveriam começar pelos processos arquivados, pois atentas as informações de quem não aceitou os arquivamentos será de prever inúmeras anuências aos objectivos da equipa “milagrosa”. Para tal deverão ser nomeados magistrados e polícias íntegros e sem máculas, para que se possa apurar todas as manigâncias praticadas. Acreditamos que V. Ex.ª desconhecia todos os factos aqui denunciados e que providenciará para que seja reposta a verdade, culpabilizando os verdadeiros culpados e inocentando os que não cometeram ilícitos. No entanto, como “o seguro morreu de velho”, enviaremos cópias desta comunicação a diversas entidades para que os factos aqui denunciados não “caiam novamente no silêncio”.

Assim, serão enviadas cópias para:

Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional;.Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol;.DIAP - Porto;.F. C. Porto e.Produtora Utopia (como as filmagens começaram há dias, ainda poderão “enriquecer” a personagem do Sr. Vieira).

Aproveitamos a oportunidade para solicitar a V. Ex. a que informe a Dr. a Mizé Tung que também fizemos milhares de quilómetros e falámos (sem ter nada para prometer, nomeadamente arquivamentos) com centenas de pessoas. Os depoimentos recolhidos são puros e verídicos, pois não houve qualquer tipo de manipulações, nem prévios treinos. Possuímos gravações de imagem e som, bem como documentação que comprova o aqui exposto e estaremos disponíveis para as ceder, desde que vejamos que o sentido a dar a estes casos seja o sentido da verdade e da justiça. Fá-lo-emos de forma anónima, como agora, pois não queremos colocar as nossas carreiras em risco. Mas, caso vislumbremos alguma tentativa de manipulação dos factos, temos jornalistas “prontos” para divulgar como foi criada a maior FARSA DA JUSTiÇA PORTUGUESA.

Se à D. Carolina escreveram um livro indicando-lhe o guião, também poderemos indicar o guião a alguém que queira escrever um livro, eventualmente com o título “Tu, Luís...”.

Lisboa, 3 de Julho de 2007
Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode

1 comentário:

Tiagojcs disse...

Felizmente que o clube regional dos saloios não tem nenhum canal , assim em vez de vermos os malucos do riso ou os Gato fedorento podemos sempre assistir aos jogos deles para darmos umas boas e ridiculas gargalhadas ... como o Wenger...