Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Nas Meias da Taça. Venha o próximo

A equipa azul e branca venceu o Leixões por uma bola a zero, carimbando assim o passaporte para as meias finais da Taça de Portugal. Depois da vitória da equipa matosinhense no jogo da Liga, aguardava-se com expectativa o jogo desta noite, mas um golo madrugador de Mariano Gonzalez ajudou à definição do vencedor.

O FC Porto alinhou com Nuno na baliza, seguindo-se uma linha defensiva composta por Fucile, Stepanov, Bruno Alves e Benítez. No meio campo, e com a ausência de Fernando, Jesualdo Ferreira fez alinhar Raul Meireles, Guarín e Lucho, ficando na frente de ataque Mariano, Lisandro e Hulk.

O golo acabou por surgir logo à passagem do minuto 5, quando numa jogada de insistência Mariano viu um centro seu ser devolvido pela defesa do Leixões, finalizando depois o argentino com um remate cruzado que bateu Beto.O jogo foi bastante disputado, com inúmeros remates, tendo o FC Porto tentado o remate por 20 vezes, enquanto os comandados de José Mota o fizeram por 17 ocasiões.

Os próprios técnicos, no rescaldo da partida, elogiaram o espectáculo proporcionado, tendo o Leixões jogado «olhos nos olhos» com o Campeão Nacional e onde as oportunidades de parte a parte poderiam ter resultado num colorido diferente no marcador.

FICHA DE JOGO


Taça de Portugal, quartos-de-final
28 de Janeiro de 2009
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 17.611 espectadores

Árbitro: João Ferreira (Setúbal)
Assistentes: Luís Ramos e Rodrigo Pereira
4º Árbitro: Nuno Campos

F.C. PORTO: Nuno; Fucile, Stepanov, Bruno Alves e Benítez; Lucho «cap», Raul Meireles e Guarin; Mariano, Hulk e Lisandro
Substituições: Hulk por Rodríguez (62m), Mariano por Tomás Costa (74m)
Não utilizados: Ventura, Pedro Emanuel, Rolando, Bolatti e Farías Treinador: Jesualdo Ferreira

LEIXÕES: Beto; Laranjeiro, Nuno Silva, Élvis e Angulo; Roberto Sousa, Bruno China «cap» e Hugo Morais; Zé Manel, Chumbinho e Diogo Valente
Substituições: Angulo por Nwoko (65m) e Diogo Valente por Sandro (80m)
Não utilizados: Berger, Ruben, Diogo Luís, Castanheira e Paulo Tavares
Treinador: José Mota

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Mariano (5m)
Disciplina: cartão amarelo a Roberto Sousa (34m), Raul Meireles (87m), Bruno China (88m) e Sandro (90m)



Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode

6 Comentadores:

dragao vila pouca disse...

Sinceramente, já começo a ficar cansado de ver o F.C.Porto jogar abaixo dos mínimos exígiveis.
Ontem, com um dia de cão, bom para ficar em casa a ver no sofá, muitos portistas desafiaram a intempéride para irem ver ao vivo. E que viram, viram mais uma vez um mau jogo da sua equipa e, quando, estavam reunidas as condições - um golo logo aos 5 minutos -, para jogar bem, ganhar tranquilamente e sem estarmos o tempo todo, com o credo na boca.
Já é tempo para Jesualdo de deixar de desculpas com a falta deste ou daquele ou com cansaço para a frente e poupanças para trás. O Leixões ontem, em relação à equipa que ganhou para a liga, jogou sem os dois melhores jogadores - Wesley e Braga - e continuou a jogar bem e a ser uma equipa que sabe jogar, ao contrário do F.C.Porto, que joga aos repelões, não pressiona, erra passes atrás de passes, coloca-se a jeito e ontem, só não teve de enfrentar um prolongamento, que seria muito mau, porque Nuno foi o seu melhor jogador.
Os pragmáticos dirão que o que é preciso é ganhar, eu, talvez por estar mal habituado, digo que para mim é perfeitamente possível ganhar e jogar bem melhor.

Um abraço

José Campos disse...

tamos a caminho do jamor com todo o merito.
marcamos cedo e deu-nos confiança pra fazer um jogo equilibrado.
vitória justa e que venha o proximo!
abraço

a nação azul e branca

The Blue One disse...

Vila Pouca, eu sei muito bem o que passaste no Estádio, pois semana sim e semana não eu também passo por este calvário, pois este Porto de Jesualdo até parece que tem gosto em jogar assim... Quando o "Mestre" tem o jogo na mão e a possibilidade de alcançar uma goleada ou até mesmo de encostar o adversário á parede este resolve fazer das suas e põe a equipa á defesa a andar ao sabor da sorte... Ao menos ganhou e o jogo valeu pelos momentos emotivos que teve. Vamos a ver no Domingo em Belém onde o Pacheco até se vai "matar" para vencer o FC Porto.

José Campos, valeu ao FC Porto a passagem á fase seguinte, porque no jogo jogado foi mais uma "Jesualdice"... Mas sobre o Professor já eu "bati" muitas vezes nestas teclas do computador... É esperar que este vá embora mo final da época.

Adversário para as Meias? Paços no Dragão. Que vos parece?

Forte abraço para os dois e saudações Portistas!!!

Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode

Tiago Araújo disse...

Directo ao assunto: o primeiro ataque a sério do FC Porto deu golo, terapia quase perfeita para uma equipa com dificuldades em marcar em casa. Mas o melhor mesmo é insistir nessa ideia do "quase perfeita", porque o que se viu a seguir, sobretudo na primeira parte, foi o outro significado da palavra "embalar": o FC Porto começou embalado, já se disse, aos pés do improvável Mariano, mas depois deixou-se embalar num ritmo sonolento espevitando a reacção de um Leixões que se aproximou, de carrossel, da área portista. E foi esta reacção enérgica, misturada com um provável puxão de orelhas de Jesualdo ao intervalo, que recolocou o FC Porto em campo para uma segunda parte sem golos, é verdade, mas com todos os outros ingredientes indispensáveis ao entretenimento e à emoção. Aplausos, aplausos.

Puxando a fita atrás, volte-se ao golo de Mariano. Apanhados em desvantagem, contrariedade que atrapalhou uma equipa talhada para contra-atacar, os leixonenses souberam reconfigurar os planos. A bola girou sempre bem, de pé para pé, mas esse domínio não camuflou uma fragilidade que haveria de hipotecar as aspirações - faltaram centímetros na área. Chumbinho foi ligeiro na condução de jogo, mas a ideia de o obrigar a incomodar Meireles e ainda fazer frente aos centrais foi quase sempre ineficaz. E não é difícil perceber porquê: aqui, o tamanho contava, apesar da ajuda de Diogo Valente e Zé Manel.

Asfixiado na rede de passes curtos e certeiros do adversário, o FC Porto chegou a navegar à deriva durante uns bons minutos. As mudanças operadas por Jesualdo Ferreira ajudam a explicar parte do problema. Mariano foi uma aposta certeira, apesar de continuar a ser desconcertante no que faz de bom e mau, mas Benítez e Guarín encravaram mais do que ajudaram. A coisa compôs-se na segunda parte, com Hulk e Lisandro a tirarem Beto do anonimato. Do outro lado, Nuno também travava um duelo particular com Zé Manel; José Mota, esse, tratava de mostrar que queria mais do que a vitória moral trocando o defesa Angulo pelo avançado Nwoko. Importa acrescentar, num ritmo de escrita que se desejava tão frenético quanto o jogo, que, pelo meio, ainda houve uma bola a acariciar a barra - saiu dos pés de Lucho - e outros lances, de parte a parte, que tornaram as duas áreas em locais de presença assídua. E, dito isto, pausa para respirar.

Pausa também no jogo. Falta dizer o óbvio: o FC Porto está nas meias-finais, mas as duas equipas estão de parabéns.

Tiago Araújo disse...

retirado do jogo

The Blue One disse...

Muito boa analíse Tiago, só faltou uma coisinha que muito pouca gente fala... Se o FC Porto tivesse jogado em ataque continuado teria ganho não por uma bola, mas sim por muito mais, mas pronto o "Mestre" gosta das "Transições Rápidas" e de ter a equipa toda na área quando o a equipa tem um pontapé de canto a desfavor.

Mas isto são outras cantigas, pois neste momento o que interessa é que o Porto está nas Meias.

Tiago volta mais vezes que és sempre bem recebido.

Saudações Portistas!!!

Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode