segunda-feira, 18 de outubro de 2010

3-1 a Dobrar

O resultado foi o mesmo nos dois jogos embora as exibições tenham sido diferentes. No jogo do Dragão vmos a selecção a jogar solta, bom futebol, boa técnica e pecamos apenas no habitual, a finalização.

Parece que temos de volta o Ronaldo que tanto precisamos, e o Nani, e o João Moutinho, e o Pepe a central etc. etc.. Paulo Bento longe de ser genial foi prático, colocou a selecção a jogar nos seus lugares e os jogadores parecem ter outra alegria. A mudança trouxe outra confiança e o ar parece ser mais respirável agora.

Note-se no entanto que também devemos um pouco à sorte, os dois primeiros golos contra a Dinamarca foram ofertas dos jogadores adversários. Inegável o facto de que Nani soube aproveitar e ser eficaz, mas as dificuldades em marcar ainda existem.

Na Islândia foi diferente. Iniciamos o jogo com a mesma eficácia e qualidade do Dragão, mas perdemo-la. A reacção dos islandeses foi intensa e de um poderío fisico notável. Valeu novamente um Ronaldo eficaz e um Raul Meireles bombástico. Fomos superiores, não só nas estatísticas mas em campo, mas também trememos com o Eduardo a comprometer e a defesa a vacilar. A aposta num futebol muito fisico, por parte dos islandeses, fez-nos perder o fio de jogo. Mas ainda assim ganhámos como nos competia o que por si só já é algo de novo

Não estou ainda convencido mas estou agradado, talvez porque não goste muito de Paulo Bento como treinador. No entanto estamos melhor e a respirar mais tranquilamente.

Uma última nota, ou talvez duas: Gilberto Madail congratulou-se pela escolha de Paulo Bento como sendo a escolha acertada, demasiada vaidade quando se está a tentar minorizar tudo o que de mau se fez antes. Finalmente Mourinho, o homem é verdadeiramente especial, ele vê o jogo como ninguém e aquela mensagem de apoio à selecção pareceu ter algum efeito. Talvez tenha sido coincidência mas ninguém fica indiferente a José Mourinho.

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