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sábado, 30 de novembro de 2013

Grito de revolta

Hoje tem de ser o dia em que o Futebol Clube do Porto vai dar o seu grito de revolta e calar os injustos contestatários que pedem a cabeça do treinador quando este não é o grande responsável pelos resultados menos conseguidos deste mês de Novembro que está quase a terminar.

Contudo do outro lado da barricada vai estar uma equipa que à imagem do seu Comandante dá sempre muita luta. A equipa de Sérgio Conceição pode não estar bem classificada na Liga Zon Sagres assim como o futebol que actualmente pratica está longe daquele tempo não muito longínquo em que venceu a Taça de Portugal, mas é certo que vai dar que fazer aos comandados de Paulo Fonseca. Escusado será dizer que concentração precisa-se e exige-se a todos os sectores da Equipa Portista.

Do plantel da Briosa destacam-se pela positiva o Guardião Ricardo que nos jogos contra os “grandes” costuma brilhar, Fernando Alexandre que é detentor de um pontapé canhão, Marinho que é um avançado muito rápido e Ivanildo que com toda certeza vai querer mostrar ao Clube que o formou que foi um erro não ter apostado mais nele. Temos portanto que a Associação Académica de Coimbra não é das melhores equipas do nosso Campeonato mas é uma equipa organizada e muito combativa.

Quanto aos Dragões a inclusão de Carlos Eduardo é a nota de relevo na convocatória elaborada por Paulo Fonseca para a deslocação a Coimbra, onde o FC Porto defronta a Académica, hoje, às 20h15, em jogo a contar para a 11.ª jornada da Liga.

O médio Brasileiro regressa assim aos eleitos do técnico Portista, substituindo o central Mexicano Diego Reyes em relação à Lista de Convocados para a recepção ao Áustria Viena, na passada terça-feira, para a UEFA Champions League.

Lista de Convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Danilo, Lucho, Maicon, Josué, Jackson Martínez, Quintero, Herrera, Varela, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Mangala, Fernando, Alex Sandro, Otamendi e Defour.

Onze provável (4x2x3x1): Helton, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Josué, Lucho, Varela, Licá e Jackson.

Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

sábado, 16 de março de 2013

Um Conto das Arábias

Os 24 maiores clubes do mundo, vão participar numa liga fechada e meios colossais, em 2015, neste campeonato que vai reunir no Golfo a elite do futebol mundial.
Não é uma revolução é o mundo novo do futebol que o Qatar, aliado com emirados vizinhos dentro do consórcio DFL, quer criar com o lançamento da Dream Football League, cuja apresentação oficial foi marcada para o início de Abril. O investimento em direitos desportivos e em alguns clubes como o Paris Saint-Germain foi o balão de ensaio de uma operação com grande amplitude: a ATP teve acesso a documentos que estabelecem a criação iminente de um campeonato mundial reunindo numa liga semi- fechada, 24 dos clubes mais prestigiados do mundo.
Manchester United, Manchester City, Arsenal, Chelsea, Bayern de Munique, Real Madrid, FC Barcelona, ​​Juventus, Milan e Inter, e Paris Saint-Germain estão entre os clubes europeus que já confirmaram a sua presença. Eles fazem parte dos 16 clubes “permanentes”, aos quais se irão juntar oito clubes "convidados", ainda desconhecidos.
 
A competição terá início em 2015 com a duração de cinco meses em 10 estádios do Qatar e 6 outros locais no Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. É uma questão de orçamentos iniciais de dois biliões de euros anuais e um prémio de presença de 200M€ por clube, e bónus em função do desempenho. Cada equipa "permanente" terá o seu estádio privativo e um complexo centro de treino, instalações médicas, centro de formação, e museu do clube. Os jogadores recebem salários líquidos de impostos três a quatro vezes mais elevados do que os seus níveis actuais. Está previsto que vivam em residências de luxo construídas em penínsulas artificiais com estatuto extraterritorial, e isenção da legislação fiscal em vigor no continente.
Questionado pela ATP, um responsável do Qatar que quis ficar anónimo, resumiu o projecto: "A Europa em crise não está em condições de suportar o custo dos clubes de futebol. Nós propomos um outro fairplay financeiro: todos os clubes vão ser tão ricos, uns como os outros, um caminho para preservar o grande espectáculo, com as melhores equipas. Vamos construir o futebol do futuro que será como um paraíso para os jogadores”. Alguns componentes do projecto confirmaram estas propostas: o modelo da Ferrari World Abu Dhabi, e um parque de diversões gigante dedicado ao futebol já estão a ser construídos em Doha.
 
Para compensar os fãs com a deslocalização da sua equipa, viagens low-cost serão criadas. O consórcio conta com a experiência da Arábia Saudita na organização de deslocações em massa. Além disso, os jogos serão transmitidos ao vivo com imagens holográficas para os estádios originais dos clubes. O Qatar Technologies Institute garante que o processo estará operacional a partir de 2016 e associado com várias tecnologias participativas pode proporcionar uma "experiência de futebol acrescida”. Old Trafford poderá ficar cheia de apoiantes, cujos cânticos de apoio serão ouvidos em tempo real nos jogos do Golfo.
 
Para a UEFA e FIFA o pressuposto desta “revolução” não será possível, pois a criação dum campeonato como este precisa do seu aval, bem como ter datas disponíveis, e implicará a penalização dos clubes que adiram à sua revelia. “A Fifa pode excluí-los mas isto não vai mudar”, diz Luc Dayan, que participou do projecto. Pode ser que a Dream Football League mude de nome, mas só se nós quisermos: regras, número de jogadores, a duração dos jogos a cor da relva ou o terreno ". Para já a Copa do Mundo de Clubes até já tem data e locais marcados…
O Director do IBIS (Instituto de Bruxelas Inteligência Estratégica), Bonnie Pascal Fasse tenta tomar o pulso a esta revolução: "Nós pensamos que o futebol era simplesmente um instrumento da diplomacia do Qatar, na realidade, é quase um fim em si mesmo. Trata-se de aproveitar todo o futebol, pelo menos na maioria dos seus meios de comunicação, a sua hiper-elite, que fica com as rédeas".
 
Uma Disneylândia do futebol: um sonho que apenas os líderes do Qatar poderiam oferecer. Pensei publicar esta crónica no dia 1 de Abril mas pronto… lá vai.
 
Até à próxima