Num jogo em que sofreu muito para alcançar um resultado positivo, o FC Porto saiu de Sevilla com mais uma vitória, desta feita por 1 x 2. No Ramón Sánchez Pizjuán, os Azuis e Brancos adiantaram-se no marcador por Rolando, Kanoute empatou para os espanhóis, que poderiam ter chegado por várias vezes ao 2 x 1, mas Guarín fechou as contas da partida já perto do apito final. Com este resultado, o FC Porto deu um passo de gigante rumo aos oitavos-de-final da Liga Europa, derrotando uma equipa que nunca havia perdido em casa na primeira mão de uma prova da UEFA.
Depois de ter sido derrotado por 3 x 2 na última partida frente ao Racing Santander para a Liga Espanhola, o Sevilla, que não está a fazer um bom campeonato, recebeu o FC Porto com o Estádio a apresentar muitas clareiras, e longe de atingir a esperada "enchente".
Naturalmente motivado pela vitória em Braga, os Dragões começaram muito bem a partida, fazendo uma forte pressão sobre o último reduto andaluz, dificultando ao máximo a transição e organização ofensiva da equipa espanhola. Actuando com o mesmo onze que subiu ao relvado do Estádio AXA, os comandados de André Villas-Boas teve uns 15 primeiros minutos de grande fulgor, onde apesar de não criar ocasiões de golo deixou em sentido os adeptos e a equipa Sevilhana.
A partir do quarto de hora, a equipa de Gregorio Manzano equilibrou a contenda e começou a criar perigo junto da baliza de Hélton, normalmente pelos movimentos incisivos de Luís Fabiano. Aos 18 minutos, o Avançado Brasileiro apareceu em zona frontal na área Portista, mas é lento e permite o corte a Rolando no último instante. Poucos minutos volvidos, o mesmo Fabiano, fugiu pela meia esquerda, entrou na área mas Otamendi travou o remate do Internacional Brasileiro.
Sem Falcao, que não se equipou sendo um dos preteridos de Villas-Boas apesar de convocado, o ataque Azul e Branco mantinha-se entregue ao tridente móvel Varela, Hulk e James, mas até ao final da primeira parte a equipa Portista não mais conseguiu ganhar e manter com regularidade a posse de bola.
A segunda trouxe um Sevilla mais perigoso, mas foi o FC Porto a conseguir chegar ao golo através de uma bola parada. Na marcação de um livre, James Rodríguez cruzou para a área sobre a direita e Rolando emendou de pé direito à boca da baliza inaugurando o marcador, um pouco contra a corrente do jogo, ainda que o Sevilla não exercesse um domínio claro sobre os Dragões.
No entanto, a partir da marcação do golo Portista, o jogo foi claramente dominado pela turma de Gregorio Manzano, que criaram muitas situações de golo junto da baliza de Helton, enquanto o FC Porto sentia muitas dificuldades na saída de bola. Foi também na marcação de um livre que o Sevilla empatou, com Kanoute a corresponder de cabeça a um cruzamento de Rakitic, num lance sem qualquer hipótese de defesa para Helton.
Após o golo do empate continuou o domínio Espanhol, com Sapunaru e Fucile em claras dificuldades perante Navas e Perroti, e não fosse a ineficácia dos Avançados Sevilhanos e a boa exibição de Helton, os comandados de Gegrorio Manzano teriam chegado ao 2 x 1. Como muitas vezes acontece, quem não aproveita as oportunidades de golo arrisca-se a sofrer num lance fortuito, e este encontro foi um exemplo disso.
Aos 85 minutos, Belluschi ganha uma bola no seu meio campo ofensivo, que sobra para Cristián Rodríguez, este com felicidade isola-se perante Palop, e é Guarín que aproveita a sobra de bola entre o Guardião e o Avançado Portista para fazer o 2 x 1. Se o 1 x 0 aconteceu um pouco contra a corrente do jogo, o 1 x 2 foi claramente inesperado face à produção das duas equipas. O Sevilla ainda procurou reagir, mas não teve forças nem motivação para voltar a marcar enquanto o FC Porto apenas controlou a partida, com o objectivo de manter esta importante vantagem.
Esta vitória coloca o FC Porto com um pé na fase seguintes da prova, onde a turma de Villas Boas poderá encontrar o PAOK ou o CSKA de Moscovo, sendo que os Russos estão em vantagem após vencerem na Grécia por 1 x 0. Este foi o 9º encontro dos Azuis e Brancos na Liga Europa, sem qualquer derrota (8 vittórias e 1 empate), sendo a 3ª vitória consecutiva.
Como curiosidade de referir que em eliminatórias a duas mãos da UEFA, nas 10 ocasiões em que o FC Porto esteve em vantagem após a 1ª mão fora de casa, apenas foi eliminado por uma vez (vs Sampdoria nos quartos-de-final da Taça das Taças de 1994/95). Já do lado do Sevilla, nunca antes os Andaluzes haviam sido derrotados em casa na primeira mão de uma eliminatória a duas mãos, e nunca uma equipa Espanhola recuperou de uma derrota caseira na primeira mão de uma eliminatória da UEFA.
Melhor em Campo: Helton
Um aparte que tenho o dever de realçar; quando o Brasileiro Maicon cometeu um erro grave em Alvalade que deu o golo ao Sporting (houve uma falta clara de Liedson que o Árbitro não marcou), os adeptos Portistas resolveram "cair" em cima do Jogador como os Romanos/Judeus em Cristo. Nesta partida de Sevilha o tão adorado Otamendi fez uma "cena" muito parecida que deu o empate aos Espanhóis... Agora quero ver se vão crucificar o Argentino, porque ou são coerentes ou então mostram que não pensam pela própria cabeça e que tem a terrível doença de fazer o que o Dono manda.











8 comentários:
concordo com 95% do que foi escrito,mas acho completamente faccioso comparar o lance do Otamendi (que até parece ter sofrido falta) com a paragem cerebral do Maicon contra o SLB....
@ Anónimo
(...) "comparar o lance do Otamendi (que até parece ter sofrido falta) com a paragem cerebral do Maicon contra o SLB...."
Eu não fiz tal comparação. Nem pretendo fazer tal coisa porque não faz sentido.
Eu comparei o erro/falta sofrida de Otamendi com o erro/falta sofrida de Maicon em Alvalade.
Cumprimentos.
P.S.: Para quem quiser saber; as fotos do jogo só serão colocadas ao fim do dia de hoje (sexta)
Olá
Rolando para a próxima eliminatória.
SEMPRE FC PORTO.
Num jogo em que a sorte foi elemento fundamental, o FC Porto lutou com raça e fez por merecê-la.
Primeira parte de pressão alta, domínio, controlo e muita cabecinha.
Segunda parte de menor pressão face à perda de força física, mais sofrida pela cavalgada sevilhana, alguma felicidade na obtenção da vitória, em momentos cruciais.
Destaque pela positiva, a coesão defensiva, onde Rolando, Helton e Otamendi foram gigantes (por esta ordem)e pela negativa o incompreensível desbaratar de fáceis lançamentos do contra-ataque perigoso, por irritantes passes mal dirigidos de que abusaram Belluschi e Moutinho!
Quarta-feira espera-nos uma missão ingrata pois o Sevilha patenteou grande capacidade ofensiva.
Teremos de ser um Porto de boa colheita para prosseguirmos na prova.
Um abraço
Caros amigos desta vez optei por não responder a cada um individualmente porque todos mostram ter a mesma linha de pensamento.
Foi uma partida complicada que eu assisti como nos tempos de Mourinho, ou seja, com muita calma e confiança apesar de saber que do outro lado da barricada estava uma Equipa muito forte.
Ainda nada está resolvido, mas também não estou a ver o Sevilha a marcar dois golos no dragão, assim como também não estou a ver o FC Porto a não marcar pelo menos um golo aos Andaluzes no Dragão.
Cumprimentos a todos.
P.S.: pelos vistos não vamos ter fotos desta partida... Tentarei compensar-vos com fotos do jogo da próxima quarta que poderá marcar mais um passo que o Porto dá rumo a Dublin.
Caso não saiba, o Otamendi sofreu falta do Kanouté do golo enquanto que o Maicon poe-se a brincar e perde bolas com o scp(nem foi falta de leidson) e com o benfica.
Claramente, penso que qualquer adepto prefere o Otamendi ao Maicon mas prontos...
@ QUIM!
"Caso não saiba, o Otamendi sofreu falta do Kanouté do golo (...)"
Não é isto que diz o Jornal OJOGO da altura:
"Craig Thompson saiu do estádio com os ouvidos cheios e, se tem um mérito claro, é o de não se deixar influenciar pelo ambiente. Os andaluzes falam de um possível fora-de-jogo no lance do golo de Rolando e os portistas de falta de Kanouté sobre Otamendi no golo do Sevilha, mas em ambos o juiz escocês merece o benefício da dúvida."
Repare bem que o Jornalista tem tanta a certeza de que o Otamendi sofreu falta que até dá o benefício da dúvida ao árbitro no que a este lance diz respeito.
Não existiu falta sobre Maicon no lance do golo do Sporting em Alvalade? Leias as Crónicas da altura com olhos de ver e vai perceber rapidamente como está redondamente enganado.
Fica é mais uma vez comprovado que os adeptos Portistas têm a mania de julgar os jogadores pelo Estatuto que os Empresários/SAD/Valor do passe atribuem a um certo Jogador... O Otamendi pode fazer as asneiras que quiser, enquanto o Maicon não tem nenhuma margem de erro.
Cumprimentos.
Creio que a questão Otamendi/Maicon ou, melhor dizendo, a cruxificação Maicon/Deixa andar Otamendi é, e sinceramente sou dos que penso dessa forma, crucificando Maicon e deixando andar Otamendi, porque enquanto Otamendi falhou sim senhor e sofreu falta sim senhor ele pouco mais podia fazer no lance (a não ser ter-se antecipado ao gajo, claro...até era a sua obrigação) que era, recorde-se, com os jogadores todos à molhada na área. Já Maicon, recebeu de um colega (ou se foi de adversári ofoi à vontade) e estava sozinho com tempo e espaço para resolver mas facilitou e tentou inventar...tal como facilitou contra os encornados na Taça!
http://odiabodeazul.blogspot.com/
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