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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Prováveis Alterações na Champions

A partir de 2018 a Liga dos Campeões pode mudar para um formato que favorece as equipas alemãs, inglesas e espanholas. A UEFA pretende alterar o modo de qualificação para garantir que as ‘grandes’ equipas estejam sempre representadas no torneio de futebol. O órgão que gere o futebol europeu está a ponderar aumentar o número de vagas das três ligas em mais um clube. Desta forma, Alemanha, Inglaterra e Espanha que têm três equipas com acesso direto à fase de grupos podem aumentar para quatro.
O aumento da ‘quota’ das três ligas não significa uma alteração do número de equipas na fase final da Liga dos Campeões. A UEFA continua a manter uma fase de grupos com 32 equipas, mas com menos lugares para a disputar. Este novo modelo prevê a existência dos play-off como este ano mas com menos vagas. Vão estar cerca de 50 clubes a lutar por seis vagas na fase de grupos da Liga de Campeões. O objetivo principal passa por garantir que os ‘tubarões’ estarão todos presentes na competição e, desta forma, aumentar o mérito desportivo da competição.

A situação de Portugal não irá ser alterada com o novo modelo. As duas melhores equipas portuguesas no campeonato continuarão a ter apuramento direto para a fase de grupos, enquanto o terceiro classificado disputará os play-off de apuramento. Logicamente a dificuldade para ultrapassar o play-off aumenta.
O novo modelo está ainda em fase de discussão e este cenário poderá ser modificado. A alteração do modelo da competição é um objetivo da UEFA para a edição de 2018/19 da Liga dos Campeões. A manutenção da rota dos campeões na qualificação para a Liga dos Campeões garante que todos os clubes de todas as associações possam apurar-se através dos respetivos campeonatos e qualificar-se para as duas provas europeias. Os vencedores da Liga Europa, atualmente obrigados a disputar um play-off, passarão a qualificar-se automaticamente para a fase de grupos da Liga dos Campeões.
Os clubes serão avaliados em função dos próprios resultados e o sucesso histórico nas competições também é tido em conta no cálculo (serão dados pontos por títulos europeus, com um sistema que irá distinguir vitórias na Liga dos Campeões e na Liga Europa). O novo modelo de distribuição de receitas garante um aumento de pagamentos a ligas e clubes que forem eliminados na fase de qualificação. Além disso, haverá uma redução do valor referente ao market pool, significando que todos os clubes irão receber mais dinheiro pelo sucesso desportivo e menos por estarem num grande mercado televisivo.

Até à próxima

quinta-feira, 31 de março de 2016

Fair Play Financeiro

O que é o fair play financeiro? 
 
É um sistema de controlo das finanças dos clubes, para verificar se cumprem os requisitos de participação nas competições organizadas pela UEFA.
 
Na prática, que critérios os clubes têm de cumprir? 
 
O conceito principal é a obrigação de os clubes não poderem ter despesas superiores às receitas no conjunto das três últimas épocas. 
 
Que receitas e despesas contam? 
 
O que será controlado é a conta de exploração dos clubes, com todas as receitas e despesas, incluindo as transferências de jogadores. Nesta análise, só não serão tidas em conta as despesas com construção de infra estruturas (como estádios e centros de treinos) e os gastos com o futebol jovem.
O fair play financeiro entra já em vigor?
 
Sim. Atualmente, as federações nacionais verificam, em Março, se os clubes candidatos à participação nas provas europeias cumprem os requisitos exigidos. Agora, a exigência passa a ser maior e será controlada pela própria UEFA.
 
As novas regras incluem alguma forma de transição? 
 
Sim. No início da época de 2013-14, os clubes não podiam ter perdas superiores a 45 milhões de euros nas duas épocas anteriores. Em 2014-15, não podiam ultrapassar os 45 milhões negativos na soma dos três últimos exercícios. E entre 2015-16 e 2017-18, a derrapagem não pode superar os 30 milhões, sempre tendo em conta os resultados financeiros das últimas três épocas. Os limites de risco continuarão depois a baixar.
 
Quem ultrapassar os limites é automaticamente excluído da competição? 
 
Não, mas corre sérios riscos de ser penalizado. Basta um clube apresentar prejuízos superiores a cinco milhões de euros, para estar sob avaliação do Painel de Controlo das Finanças dos Clubes da UEFA tendo de apresentar relatórios trimestrais e planos para solucionar o problema. Quando ultrapassar os 45 milhões, o painel de controlo envia o processo para os órgãos disciplinares da UEFA.
 
Que sanções podem ser aplicadas aos infratores? 
 
Em teoria, as sanções podem ir até à expulsão do clube da competição, mas cada vez mais se aponta para a retirada de pontos e proibição de inscrição de jogadores. A ideia é evitar punições como a exclusão da competição. Em casos mais graves pondera-se, por exemplo, a proibição de participar nas competições europeias durante um ano. Cada caso será avaliado individualmente, tendo em conta a situação do clube e as suas perspetivas.
Por exemplo esta temporada o Sporting só teve a possibilidade de inscrever 22 jogadores (e não os habituais 25). Isto relativamente à lista A refira-se. Esta pode ser uma das punições aplicadas. Já este ano, a entidade de controlo financeiro da UEFA retirou o Sporting do elenco de clubes em incumprimento, bem como, o Hull City e Panathinaikos.
 
O nosso Clube também não fica muito de fora destas atribulações. Como referi numa das minhas crónicas semanais, para não fugir à tradição, lá teremos que transferir alguém no final da época. Não vejo quem mas às vezes há milagres.
Até à próxima

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Jesus arranja desculpas

É esta a mentalidade de um treinador que quer ser campeão? Eu já explico.
 
Primeiro que tudo continuo sem compreender qual a admiração que o nosso presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa, tem por Jorge Jesus. O homem tem uma mentalidade perfeita para o Benfica e contrária à do FC Porto.
 
Não, não vou dizer que é um perfeito incompetente, não vou ser ceguinho a esse ponto. Tem o seu mérito, é bom treinador, mas não para o Porto. Verdade seja dita, no nosso clube teria muito sucesso, mas não me convence.
 
Esta é a última do catedrático do futebol:
 
"Não tenho dúvidas nenhumas de que entre Benfica e FC Porto, a equipa que for eliminada primeiro das competições europeias é quem terá mais hipóteses de ser a vencedora do campeonato".
 
Se ele fosse treinador do Porto acho que ia lá e dava-lhe um par de estalos. Que raio de mentalidade é esta? Ele está praticamente a dizer que não se importa de ser eliminado da Liga Europa.
 
É verdade que tanto o FC Porto como o Benfica dão prioridade ao Campeonato Nacional, mas Deus me livre que um treinador da nossa equipa viesse atirar a toalha ao chão numa prova conceituada como é a Liga Europa.
 
Nós vencemos essa competição por duas vezes e fomos campeões nacionais na mesma época. O mesmo se passou com a Liga dos Campeões em 2004. É essa a grande diferença entre nós e eles, nós vamos à luta e não desistimos, nós queremos vencer tudo e não há desculpas.
 
Claro que é muito complicado vencer tudo, mas não há derrotados antecipados nas hostes dos Dragões, ou pelo menos eu assim espero. Se me perguntarem hoje se acredito que o FC Porto vai vencer a Liga dos Campeões este ano, eu digo convictamente que sim e que estarei em Wembley para a festa.
 
Quanto a Jesus, para quem se congratulou por estar ainda em quatro competições, está agora a arranjar desculpas para o insucesso. Tanto fala, tanto fala e vai acabar a época sem nenhum troféu outra vez.
 
Mas não me estou a queixar, espero que este senhor fique por lá por muitos anos que faz boa parelha com o seu presidente, assegurando que o FC Porto continua a vencer.

domingo, 13 de maio de 2012

Afinal a vez foi de Kléber

Com festa agendada para a Avenida dos Aliados após o jogo frente ao Rio Ave, o FC Porto foi ao Estádio dos Arcos vencer os Vila-condenses por 5 x 2 e fechar com chave de ouro um Campeonato no qual conseguiu revalidar o Título de Campeão.

No reduto onde o Benfica entregou definitivamente o Título ao FC Porto, a equipa de Vítor Pereira fechou as contas do Campeonato com a 23ª vitória na Liga e nos números é clara a superioridade Azul e Branca sobre a concorrência. Apenas uma derrota em 30 jornadas (melhor no Clube só na época passada com André Villas-Boas), melhor ataque e melhor defesa do Campeonato é o saldo que se regista em 2011/2012.

Foi, por isso, um final de tarde praticamente perfeito para os Bicampeões Nacionais em Vila do Conde. Djalma, aos 14 minutos, estreou-se a marcar na Liga pelo FC Porto, James Rodríguez, segundo melhor marcador da equipa, juntou mais um tento à sua conta apenas três minutos depois e Kléber reconciliou-se com os golos e fez um hat-trick, faturando aos 50, 75 e 90 minutos. Quem sabe se não será um bom pronuncio para o que possa fazer na próxima temporada depois de tantas críticas na actual.

Num final de tarde de festa forasteira, Rafael Bracalli rendeu Helton no 11 habitual e também se sagrou Campeão Nacional, embora tenha ido buscar a bola duas vezes ao fundo das redes, embora nunca o tenha feito com o FC Porto numa situação de desvantagem no marcador. João Tomás, de grande penalidade, e Atsu, jogador emprestado pelos Dragões, foram os autores dos tentos da equipa de Carlos Brito.

Kadu, terceiro guarda-redes da equipa de Vítor Pereira, também teve direito a alguns minutos de jogo e garantiu o seu primeiro Campeonato Nacional numa partida que pode ter marcado a despedida de vários jogadores Azuis e Brancos. Casos de Álvaro Pereira, Rolando e até Hulk, que foi suplente utilizado, apesar de ainda ter a possibilidade de tentar alcançar Cardozo e Lima na lista dos melhores marcadores.

O sol que brilhou em Vila do Conde contrastou, no entanto, com a realidade do Rio Ave, que ainda acalentava a esperança de poder disputar as competições europeias na próxima temporada. A derrota frente aos Bicampeões Nacionais e o triunfo da Académica em Guimarães deixam a formação de Carlos Brito de fora.

Na verdade, o apuramento para a Europa seria um extra para a equipa e para o clube, uma vez que o principal objectivo, a permanência, já tinha sido conseguido na jornada passada em Paços de Ferreira. Assim, está fechado o Campeonato e as duas equipas terminam com a sensação de ver cumprido: o FC Porto Campeão Nacional e o Rio Ave com a manutenção no principal escalão assegurada pelo quinto ano consecutivo, algo histórico para o clube.

Retirado de zerozero
Melhor em Campo: Kléber

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mais Uma Ronda Europeia

Braga x Arsenal
O jogo foi um pouco aborrecido, com o Braga na espectativa e o Arsenal sem grande vontade de fazer pela vida. Poucos lances de perigo e um futebol pouco atractivo. No final saiu premiado o Braga sem que tivesse feito muito por isso. Um Arsenal adormecido, alguma sorte e matreirice e o sonho continua vivo. mais que tudo foi uma lição sobre como os menos favoritos podem contrariar a má fortuna, o David e Golias ou algo assim. 2-0 para os arsenalistas do Minho a embelezar uma campanha que já deixou de ser tão má como no seu inicio. Com a Liga Europa garantida 4-0 frente ao Shaktar podem ser o sonho tornado realidade, por muito dificil que isso possa parecer.

Nota do autor:
Que me perdoem aqueles que caridosamente leêm os meus artigos, mas não consigo deixar de ser parcial e dar a minha opinião pessoal. Aqui vai mais uma.

Como pode uma equipa passar de bestial a besta em tão pouco tempo? De um futebol dominador, brilhante em certas alturas, empolgante (não imaginam como me é dificil dizer isto sobre o Benfica) a um futebol mediocre, atabalhoado e banal em poucos meses. Mais ainda quando não sairam assim tantos jogadores, tudo bem que Di Maria e Ramires eram importantes, mas não tanto assim. Não tanto que justifique este descalabro.

Para mim é o treinador, não só mas principalmente. Eu sei que o nosso presidente até gosta dele, mas eu nunca gostei. Ainda pior desde que foi para o Benfica e se auto-intitulou de mestre do futebol. Para ele o Braga, que tão boa época fez no ano passado, era uma equipa feita por si, o seu Benfica por outro lado já não tinha nada do treinador anterior. O Benfica era graças a ele uma máquina de futebol, invencível e capaz de ganhar tudo. No entanto, ganhou o campeonato mesmo mesmo no fim e a Taça da Liga e ficou-se por aí.

As aspirações para esta época eram de ganhar mais uma vez a Liga Sagres a dominar tudo e todos. E a Liga dos Campeões? Estava no papo. Agora, encontra-se tão longe do Porto que o campeonato começa a parecer uma miragem e depois de Israel talvez nem na Liga Europa joguem esta época. O mestre da táctica equivoca-se constantemente com substituições e formações que ninguém compreende, junta-lhe a isso uma catástrofe de contratações que, no entanto, foram as mais caras de sempre. Mas vamos ao jogo.

Incompreensível, é o que se pode dizer. Atacaram, atacaram, atacaram. Dominaram e perderam por 3-0. Muito mau. Não marcaram um único golo fora e despedem-se sem honra nem glória comprometendo até o lugar na Liga Europa. Vergonhoso. Estou curioso para ver o que vai acontecer no jogo com o Braga na Luz para a taça. E mais não digo.

Objectivo cumprido para o Sporting, apuramento e primeiro lugar no grupo C. Frente a um Lille demasiado macio, bastou um golo de Polga para garantir a vitória. No entanto os Leões não deram espetáculo como noutros jogos europeus, mas fica a nota positiva. Uma boa prestação no geral, serão também cabeças de serie no sorteio para a fase seguinte.

23 anos depois da inolvidável final de Viena, o Porto volta a ser feliz nesta cidade. Com o jogo a fazer lembrar a final contra o Penarol, tais eram as condições atmosféricas. Um forte nevão poderia ter condicionado a caminhada invicta na Liga Europa. Verdade que até estivemos a perder primeiro mas quem tem Falcão não tem falta de golos. Primeiro hat-trick de Dragão ao peito e um mais uma vitória, suada, muito trabalhada e com muito coração. Primeiro lugar no grupo assegurado com uma jornada ainda por disputar, muito bom.

sábado, 13 de novembro de 2010

Equipas Portuguesas Ainda Se recomendam na Europa


O Braga, que parece um pouco mais longe do fulgor da época passada e do inicio da presente, surgiu em Belgrado com a obrigação de ganhar para manter vivo o sonho. Assim o fez, num jogo em que surgiu bem arrumado. Criou oportunidades de jogo, dominou e marcou. Isto tudo na primeira parte e apenas pecou por levar a vantagem mínima para o descanso. Na segunda parte a estratégia mudou, contenção do adversário e contra-ataque. Tudo executado quase com perfeição e o Partizan foi incapaz de mudar o rumo dos acontecimentos. No final o apuramento para a Liga Europa estava garantido, o sonho de continuar na Champions ainda vivo, embora muito dificil. O Braga na Europa este ano cumpre os objectivos mínimos e pode dar-se, para já, por satisfeito.

Benfica 4-3 Lyon
O que dizer deste jogo? De bestiais a quase bestas. Os encarnados, obrigados a ganhar para manterem a esperança de passarem a fase seguinte, entraram como deviam, a mandar no jogo, com um futebol vibrante e de pendor atacante. O adversário, que só precisava de um ponto, entrou espectante e a espreitar o contra-ataque. Carlos Martins em noite inspirada fez a assistência para o primeiro golo. Os franceses, agora em desvantagem, tentaram pressionar e atacar mais, no entanto, isto abriu espaços na defesa e os da casa marcaram novamente, por duas vezes mais antes do intervalo.

Na segunda parte invertem-se os papeis, o Benfica com vantagem confortável deixa o Lyon tomar a iniciativa e com isso consegue o seu quarto golo, fruto de um contra-ataque mortífero. Os gauleses não estavam há espera de tal resultado e feridos no seu orgulho carregam sobre os encarnados que, nesta altura, já pensavam no jogo do Dragão. Jorge Jesus começa a poupar Carlos Martins para o clássico e a estrutura desmoronou. 3 golos sem resposta ensombram uma boa exibição, conclusão, este Benfica não tem soluções no banco. Objectivo cumprido e apuramento ainda possivel.

Este Sporting não está bem. Uma afirmação tão simples e tão complexa. Tem tudo para fazer mais e melhor (e por vezes faz) mas tem ficado aquém do esperado. Na Bélgica terminou a sua fase de sonho na Europa e baixou violentamente à Terra. Sem o futebol bonito e eficaz que apresentou nos outros jogos da Liga Europa, com a equipa apática e sem soluções, com vários erros à mistura foram derrotados por 3-1. Felizmente que o apuramento ainda é possivel e só mesmo um descalabro o evitará, falta 1 ponto. Com vários jogos importantes este mês, a culminar com o grande jogo com o Porto, o espirito da equipa parece quebrado.

Não pode ser sempre tudo bom. Foi assim o jogo do Porto com o Besiktas, um pouco por culpa do Rodriguez mas não exclusivamente. Não sei se as mentes estavam já no jogo com o Benfica. No entanto começou bem, a dominar da forma que nos tem vindo a habituar e chegou mesmo à vantagem. Depois, com a expulção de Rodriguez tudo piorou e acabamos por empatar. Objectivo mínimo cumprido com o apuramento garantido.