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sábado, 18 de julho de 2015

Partidas e Chegadas

Todas as épocas é a mesma história. O único interesse dos pasquins falados, escritos, ou na caixa que mudou o mundo, é o desenvolvimento das movimentações do mercado. Então nos circos da capital o movimento é desusado. Paletes de jogadores entram e saem às dúzias. Lembram-se daquele jogo da praia? “Lá vai uma barquinha carregadinha de…” e o parceiro do lado tinha que inventar uma palavra para o jogo continuar.

Como bons seguidores que somos desta atividade portuária (ou não tivéssemos um porto) não quisemos ficar atrás. Já estão a pensar na expressão aterradora não é: “Vamos começar uma equipa nova”! Onde é que eu já ouvi isto? Então, para não me esquecer resolvi anotar as Partidas até ao dia 16, altura em que escrevo esta crónica.
SÉRGIO OLIVEIRA – Os comentadores dizem estar em “integração progressiva”, metáfora que costuma significar: ir de vela como os outros. Portanto: Nim!

GONÇALO PACIÊNCIA – Mal pôs os pés em terra firme recebeu guia de marcha não se sabe bem para onde. Fala-se que para a Académica.

DIEGO REYES – Em quem “o Futebol Clube do Porto deposita grande confiança”… Já foi para o Real Sociedade

QUINTERO – Ciao bambino, vai lá para Bologna! “É para despachar e leva outro de graça”!

CASIMIRO e ÓLIVER – “A gerência agradece e deseja bom regresso a casa”

FABIANO – No meio de tanto barrete na baliza, logo te havia de calhar a ti. (Fenerbahçe)

QUARESMA – ”Para a outra vez não abraces os treinadores adversários” nem andes para aí a tirar fotos despido! Já sabes que somos todos muito puristas… (Besiktas)

E numa traineira, só para eles, uma molhada dos que nem faziam parte do plantel

Carlos Eduardo (Al Hillal); Otávio (Guimarães); Licá (Guimarães); Tózé (Guimarães); Kléber; Josué (Bursaspor); Ghilas (Levante); Roniel (Paços Ferreira); Abdoulaye (Fenerbahçe); André Fernandéz (Granada); Marco Pavlosky (Mouscron-Péruwesk); Campaña (Alcorcón).
Nas Chegadas, e até agora, temos a registar: Bueno (Rayo Vallecano); André André (Guimarães); Gudiño (Guadalajara); Imbula (Marseille); Danilo Pereira (Marítimo); Casillas (Real Madrid); Maxi Pereira (Benfica); e Cláudio (Guimarães).

As opções são as possíveis e da responsabilidade da SAD eleita por 90% dos portistas. Poderei gostar mais de uns e menos de outros, ter saudades de alguns dos que partiram e desejar que venha o tal goleador. O nosso blogue é como a SAD: não se poupa a despesas e inseriu um passatempo para os mais pequenos se entreterem a colorir.
Outra coisinha que gostava de dizer aos meus amigos é que não concordo com alguns comentários muito agressivos em blogues portistas de referência (refiro-me aos da Bluegosfera) que apenas servem para dividir a massa associativa. Discordar sim mas respeitar as opiniões dos outros. De mim podem discordar à vontade. Estou vacinado há muitos anos.
Num ano que se espera muito difícil devemos estar unidos mesmo que tenhamos que engolir alguns sapos. Como sempre digo, gostava que nas próximas eleições quem não gostar do senhor Pinto da Costa dê a cara e apareça com uma lista melhor…

ULTIMA HORA - FC PORTO CONCLUI COMPRA DO PORTO CANAL

​Medialuso permanecerá como parceiro tecnológico

Terminou esta sexta-feira, com sucesso, o processo de aquisição do Porto Canal, envolvendo a sociedade Avenida dos Aliados, detida pela Medialuso, e a FC Porto Media.

O FC Porto congratula-se com o facto de a Medialuso permanecer como sócia minoritária, conjugando a sua condição de parceiro tecnológico com a sua própria aposta no crescimento do Porto Canal.

Com o Porto Canal incluído no universo do Grupo FC Porto, seguem-se os passos atinentes ao reforço das condições de produção e emissão de uma televisão de qualidade e única no país, devido ao facto de estar destinada também a servir os interesses da região Norte, missão reiteradamente declarada pelo presidente Jorge Nuno Pinto da Costa.

Até à próxima

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O estranho caso de Ghilas.

Após várias épocas em que o F. C. Porto apresentava uma lacuna no plantel no centro do ataque, parecia ter resolvido esse problema este ano. Noutros anos na posição de ponta de lança, o Porto ora não tinha uma opção para poupar o titular ora não havia uma opção no banco capaz de o complementar para forçar situações em que fosse preciso derrubar defesas mais fechadas.
 
A questão do ponta de lança sempre foi uma questão sensível. O último ponta de lança suplente que demonstrou alguma eficácia foi Farias, mas mesmo ele era encarado como um jogador incapaz de ser titular do Porto ou de ser uma mais valia em jogos mais complicados.
 
Depois houve Kleber… O que dizer de Kleber? Uns dizem que se tratava de uma boa promessa que sucumbiu perante o peso de render Falcao... A verdade é que mesmo depois de o Porto já ter alternativas para o ataque, Kleber continuou a demonstrar ser uma das maiores nulidades das últimas décadas no centro do ataque, ao nível de um Renteria.
Sempre se reclamou que o Porto contratasse um ponta de lança de grande categoria para ser opção durante uma época longa e desgastante.
 
Esses pedidos e essas críticas adensaram-se na época passada. Porto descobriu Jackson que chegou viu e venceu, mas que nunca teve uma alternativa no banco. Isso fazia com que Jackson nunca pudesse descansar e chegou ao final da época em queda demonstrando algum desgaste complementado com algum deslumbramento.
 
O F. C. Porto falhou claramente na época passada quando deixou escapar Lima. Um jogador de qualidade reconhecida no nosso campeonato e que poderia ter reforçado o Porto. Ao não o fazer o Porto não só não ficou com um plantel mais forte como ainda permitiu que o seu maior rival ganhasse uma grande arma para o ataque ao título. Tal deslize do mercado por pouco não se revelou fatal para o F. C. Porto…
Muitas foram as queixas da falta de “banco” do Porto… A meio da época tentou-se colmatar essa pecha com Liedson… Ficou para a história o passe para o golo de Kelvin, mas a verdade é que Liedson foi um negócio muito difícil de explicar e mais ainda de ser entendido… Talvez também por isso, e não apenas pela necessidade de ter outro ponta de lança no plantel, o Porto este ano não deixou escapar Ghilas. Tal como Lima tratava-se de um ponta de lança que já havia demonstrado qualidade no nosso campeonato e tal como Lima falava-se da possibilidade de reforçar outros clubes grandes.
  • Desta vez o Porto não deixou escapar
Ghilas foi um dos destaques do campeonato passado, numa equipa que desceu de divisão, com poucos recursos. Ghilas conseguiu a proeza de marcar 13 golos no campeonato, cotando-se como o 5º melhor marcador da prova.
 
Ghilas quase que sozinho conseguia lançar o pânico nas defesas adversárias nos jogos do Moreirense, e nestas defesas acrescentamos as dos grandes…O próprio Mangala, referiu Ghilas como um dos avançados mais complicados de marcar na liga portuguesa.
 
Um jogador de grande potência, arranque forte, vigoroso nos duelos e com capacidade de percorrer todo o espaço ofensivo e não se fixar apenas entre os centrais. Um autêntico tanque no ataque capaz de deixar qualquer defesa em sentido e com excelente capacidade de finalização.
 
Acrescendo a isso é um jogador ainda com margem de progressão, tem apenas 23 anos e tem características que o fazem adaptar-se bem ao 4x3x3.
 
Tudo para ser uma aposta certa… Ora, chegados à 3ª jornada qual não é o espanto quando se olha para a folha de serviços de Ghilas e não se vê nenhum golo ( isso até seria normal visto que vinha para ser suplente), mas acima de tudo não se vê um único minuto disputado…
Entendia-se que pudesse não ter sido utilizado se o Porto tivesse tido jogos que não pediam as suas características, ou que Jackson estivesse numa forma excepcional e não precisasse de descansar uns minutos…Acontece que nenhuma das situações se verifica.
 
Até se perceberia caso Ghilas não tivesse mostrado qualidades na pré época para ser uma opção no imediato, mas até isso não se pode conceder uma vez que Ghilas até facturou contra um rival do calibre do Napoles na pré época.
 
Na supertaça o Porto ganhou com facilidade, seria uma boa oportunidade para dar minutos a Ghilas mas a opção recaiu por outras escolhas.
No arranque da Liga o Porto esteve a perder com o Setubal mas nem aí Ghilas foi opção, tal como não foi na 2ª jornada com o Marítimo… Até Iturbe que está de saída do Dragão teve direito a minutos…
A gota de água deu-se mesmo na última jornada, num jogo contra o autocarro de Costinha, de seu nome Paços de Ferreira. Um jogo fechado, Jackson a falhar oportunidades atrás de oportunidades, o tempo a passar…e o que faz Paulo Fonseca? Lança Quintero, tudo normal, mas como derradeira substituição opta por um extremo que tinha jogado na equipa b uns dias antes.
 
O Porto curiosamente termina o jogo com apenas um ponta de lança enquanto o paços até acaba com dois…
  • Fica a questão, se nem num jogo destes Ghilas é opção, quando é que será?
No jogo em que Fonseca mais se viu apertado esta época foi quando mais claudicou naquele que foi um primeiro teste à adversidade.
O jogo com o Paços e a má forma de Jackson pedia Ghilas. Aliás as circunstâncias do jogo gritavam Ghilas.
 
O mais misterioso ainda, é que vários jogadores da equipa principal têm sido lançados em jogos da equipa b para terem ritmo para estarem preparados para a qualquer momento serem lançados na equipa principal. Falamos de casos como: Kelvin, Herrera, Ricardo, Tiago Rodrigues, Reyes ou Carlos Eduardo.
 
Destes jogadores já Herrera e Ricardo foram lançados na primeira equipa. Ora se Ghilas não acumula um único minuto na equipa principal, porque não foi ele também incluído nesta nova política para a equipa b?
  • Ghilas veio apenas para ter direito a um dragon seat privilegiado à semelhança de Liedson na época passada?
Esta ausência de Ghilas torna-se ainda mais intrigante por nestes primeiros jogos da época termos assistido a um Jackson bastante perdulário, que precisa de falhar uns 4 golos feitos para marcar um por jogo. Um Jackson que parece mais preocupado em piscar o olho a uma saída ou a forçar o Porto a pagar-lhe este e o outro mundo pelo que fez apenas numa época.
 
Até para pressionar Jackson e espicaça-lo não seria oportuno dar minutos a Ghilas e permitir-lhe mostrar a Jackson que pode ser concorrência e que se calhar em 4 oportunidades até marca dois golos? Perante um jogador que parece andar a fazer um frete até ver o seu contrato renovado, porque não lhe responder com um Ghilas que chega do Moreirense cheio de vontade de se afirmar no Porto?
Mesmo em jogos como o de Paços, não seria importante testar a opção de jogar com dois jogadores no centro do ataque para ajudar a derrubar autocarros?
  • Para quando Ghilas?

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Primeiras impressões do F. C. Porto versão 2013/2014

 
Começaram os primeiros amigáveis de pré-época do F.C. Porto. Não se podem considerar ainda verdadeiros testes por a preparação ainda estar muito no início e ainda haver a preocupação em dar minutos a todos os jogadores.
  • Ainda assim, já se conseguem apontar algumas nuances de P. Fonseca e algumas opções do novo treinador portista
A maior de todas passa pela inversão do triângulo a meio campo. O 4-3-3 é para manter, mas desta vez, e ao contrário do hábito instituído há vários anos no clube, poderá inverter-se o vértice do triangulo a meio campo.
Parece ser uma boa opção de P. Fonseca. Por um lado, acautela uma possível saída de Fernando, por outro faz subir Lucho mais no terreno, deixando mais próximo da zona de finalização e não lhe exigindo tanto do ponto de vista físico, tendo em vista que já não é um jovem e acreditando que ele poderá fazer a diferença no último passe, mais do que estando próximo do primeiro médio na zona de construção, uma vez que desse médio espera-se que tenha outra dinâmica.
 
Fernando pode sair ou não, mas mesmo que não saia não invalida a opção de P. Fonseca. É um facto que o “polvo” joga melhor sozinho, mas o Porto tem que criar alternativas à sua forma de jogar, e aproveitar os recursos que tem. Fernando não ficará para sempre no clube, e ao mudar os processos a meio campo, acautela essa possível saída, dotando a equipa de soluções eficazes e automatismos.
 
Espera-se que não haja um "polvo" mas sim dois jogadores capazes de trabalhar no processo defensivo mas que também se possam revezar na hora de construir ou de subir no terreno.
Por outro lado, é também aproveitar jogadores como Defour, Castro, Herrera e outros que o Porto tem no seu plantel que funcionam melhor jogando como 2º médio numa linha de dois, podendo sair a construir mais de trás ,sendo jogadores de grande pulmão que dão dinâmica ao jogo.
 
Poderia pensar-se que se tratava de uma opção mais defensiva pois passa-se a jogar num 2x1 e não num 1x2 como até aqui, mas na verdade esse segundo médio recuar uns metros até pode fazer com que o jogo da equipa seja mais ofensivo, mais vertical. Não se espera que esse 2º médio seja um médio defensivo. Espera-se que seja o primeiro médio a construir, daí que Josué tenha sido testado numa posição mais recuada do que vinha sendo habitual no Paços.
P. Fonseca espera que seja um médio capaz de virar o centro do jogo e oferecer alternativas na hora de construir no processo ofensivo. Uma pecha no Porto de Vítor Pereira que por vezes se perdia em tanta posse, e esgotava Lucho no momento da pressão.
 
Trata-se ainda de reconfigurar o modelo de jogo após a perda de Moutinho. Em vez de ter um jogador a fazer o papel que cabia a Moutinho, espera-se que sejam dois médios a compensar essa lacuna, e pede-se a Lucho que seja mais maestro e menos operário. Até porque era um problema recorrente na época passada, por momentos sentia-se que Jackson ficava muito desacompanhado na zona central e esperava muito tempo para que aparecessem apoios.
  • Erros do passado corrigidos
Esta época nota-se também que a direcção esteve atenta a erros do passado. Importantíssimo corrigir quando se ganha. Porque se se esperar pela derrota aí será tarde demais.
O F. C. Porto sagrou-se campeão, mas era visível que tinha poucas opções. O plantel era curto, e notava-se que não lutava com as mesmas armas que o seu principal rival, que podia até não ter um colectivo tão consistente ou um onze tão forte, mas que tinha muitas opções para alterar o decurso dos jogos e para poder fazer rotatividade, principalmente no ataque.
 
O F. C. Porto tratou de ir corrigindo erros esta época. Começou logo por apostar mais no mercado nacional, não se sabendo se por estratégia ou necessidade, mas uma política interessante atendendo que foi com base em políticas semelhantes que o F. C. Porto conheceu os seus anos mais vitoriosos.
  • Um dos erros corrigidos, foi a questão do ponta de lança
Há alguns anos que o Porto tem descurado esse sector, deixando geralmente a posição entregue a um só jogador de grande qualidade. O suplente quando havia nunca poderia concorrer pela titularidade, e noutras épocas teve mesmo que ser Hulk a ter que ser adaptado ao centro para enfrentar essa lacuna.
 
Depois ainda houve flops como Walter ou Kleber. Um dos maiores erros no planeamento da época passada, e que poderia mesmo ter custado o título ao F.C. Porto, foi ter deixado escapar Lima para o Benfica. Não só não garantiu um reforço de enorme qualidade e que estava já perfeitamente enquadrado ao nosso campeonato, como ainda permitiu que o seu rival ganhasse um argumento de peso na luta pelo título.
Ghilas este ano foi a resposta a esse erro. Ghilas tal como Lima, é um avançado que acrescenta potência, mobilidade e golos. Tal como Lima está já adaptado ao futebol português e tal como Lima poderia caber no plantel de qualquer um dos três grandes e representar uma mais valia.
 
Ghilas é finalmente o avançado capaz de discutir a titularidade ou pelo menos ser uma opção credível ao ponta de lança titular. Jackson fez demasiados jogos na época passada e acabou o ano de rastos. Com Ghilas o Porto ganha uma opção que pode juntar-se a Jackson em alguns jogos e dar uma opção que nem Kleber e menos ainda Liedson conseguiam dar.
 
Por outro lado é um avançado que pode assumir a titularidade sem que se perca qualidade. Não será também um avançado problemático para se ter no banco, pois trata-se de um jogador ainda jovem, que quer aprender e que vem para somar o máximo de minutos que consiga, e tem ainda uma boa margem de progressão.
  • O Porto também cometeu o erro no passado de ficar sem opções para as laterais
V. Pereira teve que adaptar centrais a laterais, algo que claramente atrapalhava a equipa no processo ofensivo. Boa decisão a de resgatar Fucile. Um jogador com muitos anos de clube, que ganha uma 2ª vida e que poderá preencher cada uma das laterais. Principalmente é muito bom para Danilo sentir que não pode relaxar e que tem que jogar muito mais do que tem feito até aqui.
  • O maior enigma actual do plantel trata-se do excesso de médios, mas acima de tudo o excesso de extremos
Saíram Atsu e James mas entraram: Ricardo, Quintero, Lica e regressou Iturbe. Pode ainda entrar Bernard. Com Varela, Kelvin e Izmailov são 7 extremos para duas posições.
 
Foi-se comentando a hipótese de emprestar Kelvin, contudo após o final da época passada e o seu papel decisivo em jogos chave, seria estranho não lhe dar uma oportunidade. Mas caso dúvidas houvesse, Kelvin já demonstrou nesta pré-época no jogo com o Marselha que merece ficar no plantel. Mesmo em termos comerciais e markting, seria um tiro ao lado. Kelvin é neste momento um ídolo entre os mais novos, e um dos jogadores mais populares e acarinhados pelos adeptos. Após aquele golo com o Benfica, o que não faltam são camisolas do Porto com o nome de Kelvin estampado. Essa vertente que Kelvin pode trazer, assim como a sua irreverência e capacidade de desencravar jogos complicados não deve ser desaproveitado.
  • Mas trata-se do jogo das cadeiras. 4 cadeiras para Kelvin, Iturbe, Lica, Ricardo, Quintero, Varela, Izmaylov e possivelmente Bernard
Alguns dirão que são várias opções mas que nenhum se afigura como titular indiscutível ou um jogador com a capacidade de ser a estrela da equipa como Hulk ou James. Mas a verdade é que o Porto parte melhor do que partia para a época passada. Tem mais opções, mais extremos. O Porto na época passada chegou a não ter James, e continuou a vencer. Regressou James e nunca mais voltou a ser o mesmo e o Porto sofria por falta de opções para os flancos.
 
Acima de tudo faltava banco ao Porto. Não nos esqueçamos que o Porto jogou na Luz com o banco mais jovem de sempre na história de clássicos recente. Em Alvalade tinha como opções para entrar Sebá e Tozé da equipa b. Os reforços de Inverno para dar mais opções foram Izmaylov e Liedson, um que já não chega com a capacidade física que o notabilizou, e outro que é um jogador reformado em actividade.
 Imaginar um banco do Porto esta época com Reyes, Maicon, Fucile, Defour, Castro, Lica, Josué e Ghilas dá claramente outra confiança. 
  • O reforço Herrera
Nota final para os primeiros apontamentos de Herrera. Gostei do que vi. Um jogador que tal como Moutinho é bastante dinâmico, toca rápido e vai buscar a bola à frente, demonstra ter bastante garra e parece dominar bem quer as transições ofensivas quer as defensivas.
Um primeiro esboço desta nova equipa que para já transparece boas ideias, bons princípios e mais armas para P. Fonseca do que as que teve V. Pereira na época passada.
  • Novo Porto
P. Fonseca quer um jogo menos mastigado em posse, menos interior, mais jogado pelos flancos, daí a o seu pedido a Izmailov que arrisque mais e vá para cima do lateral em vez de fazer sempre o passe para dentro.
 
Parece-me que será um Porto menos refém de uma cultura de posse, que tente chegar mais depressa à baliza, e dando maior profundidade e largura ao seu jogo. O que se manterá será um bloco médio alto de pressão no momento da perda da bola. A defesa continuará a jogar subida e as ordens são para pressionar o adversário logo na 1ª zona de construção.
 
Apontamentos para irmos confirmando. Caberá a P. Fonseca fazer escolhas para fechar um plantel que parece oferecer mais alternativas para uma época em que se pretende ganhar mais, e jogar ainda melhor.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Izmaylov e Liédson

Não tenho por hábito fazer analises “a quente” e muitos menos quero começar a avaliar um Jogador que tenha chegado recentemente ao Dragão. Contudo não posso ficar indiferente aos reforços de Inverno que o FC Porto “resgatou” de Alvalade.
 
Marat Izmaylov e Liédson (aka Levezinho”) viram os seus passes adquiridos pelos Portistas a preços muito vantajosos. A massa adepta do FC Porto reagiu de imediato e cedo se dividiu entre o “um erro absurdo da SAD” e “grande capacidade negocial do Futebol Clube do Porto”. Sentimento este que é perfeitamente natural, embora não me identifique nem com um nem com o outro. Isto porque já aqui o disse, não sou adepto de avaliações à primeira. Gosto sempre de ver para depois opinar. 
Ora, vendo as coisas por este prisma confesso que o Russo tem sido uma agradável surpresa. Não quero aqui alimentar uma perigosa ilusão pois no Sporting Clube de Portugal Marat mostrou ser capaz do melhor e do pior… E há que dizer que o feitio do Russo é tudo menos bom. Mas apesar de tudo Ismaylov tem mostrado ser Sr. de uma técnica fabulosa e tem o condão de colocar a bola onde muito bem lhe apetece. Quase que me atrevo a dizer que o Marat me faz recordar o saudoso Kulkov que quando jogava servia-se sempre da régua e esquadro para os seus passes certeiros! 
 
Mas é como digo, ainda é cedo para se olhar para Ismaylov como uma boa/má aposta da parte de quem comanda os destinos do FC Porto.    
 
Quanto a Liédson, o meu raciocínio é o mesmo, se bem que me parece que a sua contratação não se deve à necessidade de se colmatar uma lacuna do Plantel mas sim a um tremendo erro de planeamento. Isto porque no in9cio da Temporada Vítor Pereira afirmou em muitas ocasiões que contava com Kléber e que não precisava mais do que dois Pontas de Lança para poder “atacar” as competições em que o FC Porto está envolvido, e para mais é sabido que o Futebol Clube do Porto tentou, sem sucesso, contratar Lima do Sporting Clube de Braga. E acrescente-se ainda que o mau comportamento do jovem Kléber na janela de transferências de Inverno quando foi abordado por um Clube Belga levou a que a Direcção Azul e Branca perdesse de vez a paciência com o Brasileiro.
É neste contexto que surge o “Levezinho”. Trata-se de um Jogador experiente, conhecedor do Futebol Português e que irá permitir a VP apostar num sistema diferente do 4x3x3 quando este assim o entender, mas apesar de tudo não deixa de ser uma segunda escolha que aufere de um salário bastante elevado e que sofre de uns tiques de “Vedetismo”….
 
Contudo o tempo nos dirá se a aposta num “Reformado” foi a mais inteligente ou se foi somente a possível.

domingo, 18 de novembro de 2012

Chegar, ver, vencer e convencer

Um golo em cada parte, de Lucho e Mangala, sempre com o mesmo assistente – Atsu – e outro de Kléber conduziram um FC Porto pouco exuberante aos oitavos-de-final da Taça de Portugal. Pior está o Nacional da Madeira, que juntou esta prova à crise na Liga Nacional.

Ainda que sem a revolução total verificada na eliminatória anterior – Vítor Pereira tinha-o deixado bem claro -, o onze Portista na Choupana foi substancialmente diferente do habitualmente lançado em jogos do Campeonato e da Liga dos Campeões. Abdoulaye foi opção no eixo, Mangala na esquerda e Castro assumiu o lugar de Moutinho no meio-campo; Kleber, Atsu e Iturbe fizeram de Jackson Martínez, James e Varela no ataque dos Dragões.

O ritmo foi necessariamente mais lento, porque Lucho estava longe de Kléber na equipa do FC Porto e no Nacional as peças tardam a encaixar harmoniosamente esta temporada. Até ao golo, nota para um belo cabeceamento de Kléber após antecipação a Vladan, mas por cima da baliza não conta.

Aos 27 minutos, a vantagem Portista no pé esquerdo de Lucho González. A jogada é toda ela uma construção perfeita, desde o passe aéreo de Steven Defour para Atsu, que no flanco direito tirou o adversário da linha de tiro e cruzou ao segundo poste, onde apareceu Lucho a rematar de primeira para um golo de artista. Tudo bem feito, com Atsu a materializar a primeira de duas assistências, ele que já estava a ser o mais desperto entre os 22 jogadores em campo.

O tento do Argentino funcionou como toque de alerta para o Nacional. Manuel Machado assistiu a uma tentativa de reacção dos seus Homens, que de livre directo (28’) ou num cabeceamento de Manuel da Costa (32’) ainda ameaçaram Fabiano antes da troca de campos.

As boas intenções Madeirenses prosseguiram no primeiro quarto de hora da segunda parte. Embora pairasse a convicção de um FC Porto controlador dos acontecimentos, o Nacional surgiu mais afoito nas saídas em direcção a Fabiano; contudo, nada de prático resultaria desse facto e seria outra vez a equipa Azul e Branca a chegar ao golo.

Tal como no primeiro, voltou a ser Atsu o servente do sucesso, agora com uma finta num curto espaço de terreno e um cruzamento rasteiro para o desvio à boca da baliza de Mangala. Terminavam aqui as esperanças Madeirenses e as dúvidas Portuenses sobre o desfecho da eliminatória, numa altura em que o "medo" de Vítor Pereira já se tinha traduzido nas entradas de João Moutinho e James Rodríguez.

Para o final estava reservado o golo de Kléber, que passou por Vladan e atirou para o 0 x 3 final. Na génese da finalização do Brasileiro está mais um grande passe, agora de João Moutinho, que assim tirou a Atsu a totalidade das assistências esta noite. Pormenores, numa vitória tranquila e sem contestação do FC Porto no Estádio da Madeira.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Lucho González

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Olhar o Dragão 2012/13 (parte 4)

Chegamos agora á penúltima fase desta análise que tenho feito ao FC Porto versão 2012/13. Depois de ter analisado e opinado sobre a baliza, defesa e meio campo Azul e Branco, eis que irei agora dissecar o sector onde o Dragão tem muitas e boas opções (ao contrário da Temporada anterior).

Na época anterior o ataque foi o calcanhar de aquiles do FC Porto pois a saída fora do tempo deixou algumas mossas que custaram uma boa prestação na Liga dos campeões, uma eliminação prematura na Taça de Portugal e um Campeonato ganho com muita sorte á mistura. Ora precisamente para contrariar este cenário eis que os dirigentes do FC Porto colocam á disposição de VP e seus pares nada mais, nada menos do que 3 Pontas de Lança e 6 Extremos.

Para mim o n.º ideal de avançados cifra-se em 3 pontas de lança e 4 extremos. Ou seja, Jackson Martinez, Kléber e Janko deverão permanecer no Plantel pois cada um deles fornecerá a Vítor Pereira uma solução diferente consoante o tipo de adversário que os Dragões terão de enfrentar. Resta então saber quais dos extremos devem sair do Plantel definitivamente ou por empréstimo. Sendo assim, e tendo em conta os onzes que Vítor Pereira tem apresentado, estou em crer que James, Varela, Atsu e Hulk ficarão no Plantel principal. Iturbe será um Jogador a ter em linha de conta caso Hulk se vá embora depois da sua participação nos Jogos Olímpicos.

Pessoalmente preferia que Djalma fosse cedido de uma vez por todas a outro Clube porque este não tem qualidade para estar no FC Porto apesar de ser muito esforçado, dando assim espaço a Iturbe, mas o Treinador Portista parece gostar muito de Djalma que joga e todas as posições menos na baliza (joga sem qualidade nenhuma, mas joga diga-se de passagem).

De fora deste lote ficará quase de certeza o Brasileiro Kelvin. Não que Kelvin não seja um excelente Jogador que a qualquer momento pode resolver uma partida com o sue espectacular drible, só que este ainda muito jovem Atleta ainda precisa de melhorar o tempo de passar a bola e tal só será possível se este jogar com alguma regularidade. Deixar o Kelvin no banco é o mesmo que deitar ao caixote do lixo um saco carregado de diamantes. Mais uma temporada a jogar numa equipa da Liga Zon Sagres será o melhor para este talentoso Brasileiro

De resto neste sector o FC Porto dispõe de muitas soluções. Resta agora é saber se Vítor Pereira vai ou não saber aproveita-las quando delas necessitar. Sinceramente não creio que tal vá suceder pois o Treinador Português não tem outro plano senão o que tem apresentado nos jogos de preparação que a Equipa realizou até á data… È uma pena que assim seja pois esta temporada é sem sombra de dúvidas a mais rica no que ao ataque diz respeito. Não me recordo de um Futebol Clube do Porto com tanta qualidade na sua linha de ataque.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Há mais Marés do que Marinheiros

A culpa foi minha! Quem me mandou pegar no jornal de cima da arca da OLÁ?

Como era 3ª feira, o jornal jazia como os cadáveres dos afogados. De papo para o ar. Lá vinha na “direita/baixa” (em linguagem teatral é o lado direito de quem observa da plateia, junto ao proscénio) o logótipo da croniqueta/epitáfio do costume. Um epitáfio, tanto pode ser uma simples “inscrição num túmulo”, como um “breve elogio fúnebre”.

De repente lembrei-me dum autor da minha infância Mickey Spillane que escrevia, livros, entre outros, policiais. Então, num deles, começava assim a narrativa, logo na primeira linha do Capítulo I: “O cadáver estava confortavelmente morto”. A seguir descrevia o “local do crime”, e por aí fora.

Miguel Sousa Tavares, mais à frente também designado como MST não escreve scripts para filmes de série B. Escreve calhamaços para oferecer no Natal. O exemplar que me tocou tem muita utilidade. Está a calçar uma estante que partiu uma perna. MST, nas horas vagas, também escrevinha umas croniquetas para um pasquim. A última chama-se Marés de Julho, e começa com o tal epitáfio “choraminguento”: “O fim do basquetebol profissional no FC Porto foi uma notícia muito triste”. Já todos o lamentámos. Coloquei há dias uma crónica aqui no Mística (Algo Vai Mal no Reino da Dinamarca) onde superficialmente, abordo o tema. Hoje não vou falar desse assunto, há várias soluções em estudo, e certamente quem de direito, escolherá a melhor.

MST mostra logo ao que veio. Primeiro as cortesias: “o FC Porto abandona o basquete depois de provocado pelo treinador do Benfica”. A seguir começa a faena com uma pega de cernelha. O touro foi o futebol profissional. “O futebol tudo devora nos clubes”. “O preço do desconhecido Jackson Martinez, seguramente que dava para a continuação do basquete pelo menos mais um ano”. Foi de cernelha porque não teve coragem de pegar de caras. Sabe lá ele o que vale ou deixa de valer este novo atleta! Quem conhecia Madjer, Jardel, Falcão ou Hulk, só para citar alguns, antes de estarem integrados?

Como nos romances policiais, habilmente dá sugestões para descobrirmos o culpado. Não, não é o mordomo! É o Senhor Pinto da Costa. Confesso que nunca compreendi a fixação que MST tem pelo nosso presidente. Eu sou do tempo, como ele, em que não ganhávamos peva. Como dizia o Pedrotinho, só de atravessar a ponte já estávamos a perder. E então, com um historial de títulos que me escuso de referir, por que raio o homem há-de ser sempre o “culpado” de tudo o que de menos bom acontece?

Logo a seguir lá vem as farpas, o chavão dos 8 milhões. Para MST os jogadores tem que ser bons, bonitos, baratos e, ainda por cima darem milhões. Seria engraçado recordar agora os “preferidos”, melhor dizendo, “usados” por MST quando quer embirrar com as contratações do nosso presidente. Os candeias, paulos costas, ou vieirinhas, jogadores com manifesta falta de qualidade, que gostaria de ver por cá.

E termina com o habitual leitmotiv das suas crónicas: desestabilizar. Os alvos são os mesmos do ano passado: Fernando, Défour, Kléber, Janko, e pois claro, Vítor Pereira. Atsu, “com um treinador minimamente competente, vai ser um fora de série”. Leram bem? “Minimamente competente”. É engraçado que mudou um pouco de estratégia. Nos últimos anos, tantos que já nem me lembro, devem ser aí uns 28, costuma criticar o presidente, os jogadores e os treinadores, de Agosto a Maio. Depois, quando ganhámos os campeonatos, desfaz-se em elogios entre Maio e Junho. Esta época, as viagens ao Brasil devem ter-lhe trocado o calendário, começa a dizer mal, logo em Julho.

O que vale, é que tal como o Senhor Pinto da Costa, os Portistas que percebem alguma coisa disto, já não lhe ligam, é uma espécie de sanita falante. Como escreve num pasquim para analfabrutos e faz comentários numa operadora televisiva hostil ao Futebol Clube do Porto, o melhor será dar-lhe a equivalência. Sapateiro-Mestre.

Até para a semana

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Nada mau para segundo jogo treino


Aprovado. No segundo teste da pré-temporada, o primeiro visível aos olhos do público, o FC Porto deixou excelentes indicações diante de um Servette que no próximo fim de semana começa a competir na Liga Suíça.

Perante uma equipa mais adiantada na preparação, não parecia que o FC Porto tinha começado a treinar apenas há uma semana. Christian Atsu e Kléber, autor dos dois golos da vitória por 2 x 0, foram as principais figuras no encontro disputado em Genebra.

Vítor Pereira apostou num 11 mesclado por jogadores fulcrais na época passada, com outros que procuram um lugar ao sol no plantel dos Bicampeões Nacionais.

Helton, David Bruno, Otamendi, Maicon, Sereno, Fernando, Defour, Lucho González, Djalma, Christian Atsu e Kléber foram os jogadores que alinharam de início e que dominaram a primeira parte do jogo.

Atsu, internacional Ganês que esteve emprestado ao Rio Ave na última época, deixou excelentes indicações e a continuar assim pode perfeitamente garantir um lugar nas opções de Vítor Pereira. O extremo de 20 anos mostrou grande velocidade no corredor e destacou-se ao assistir Kléber para o primeiro golo.

O avançado Brasileiro, com os concorrentes Jackson Martínez e Marc Janko na bancada, também mostrou serviço neste primeiro jogo, depois de ter acabado a época com um hat-trick apontado ao Rio Ave, na derradeira jornada do último campeonato.

Ao primeiro golo, marcado na primeira parte após assistência de Atsu, o atacante Brasileiro concluiu da melhor forma um cruzamento de Lucho González na segunda. Kléber, dentro da área, voou para bola e bisou no jogo, estabelecendo o resultado final de 2x0 aos 61 minutos.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Christian Atsu

domingo, 13 de maio de 2012

Afinal a vez foi de Kléber

Com festa agendada para a Avenida dos Aliados após o jogo frente ao Rio Ave, o FC Porto foi ao Estádio dos Arcos vencer os Vila-condenses por 5 x 2 e fechar com chave de ouro um Campeonato no qual conseguiu revalidar o Título de Campeão.

No reduto onde o Benfica entregou definitivamente o Título ao FC Porto, a equipa de Vítor Pereira fechou as contas do Campeonato com a 23ª vitória na Liga e nos números é clara a superioridade Azul e Branca sobre a concorrência. Apenas uma derrota em 30 jornadas (melhor no Clube só na época passada com André Villas-Boas), melhor ataque e melhor defesa do Campeonato é o saldo que se regista em 2011/2012.

Foi, por isso, um final de tarde praticamente perfeito para os Bicampeões Nacionais em Vila do Conde. Djalma, aos 14 minutos, estreou-se a marcar na Liga pelo FC Porto, James Rodríguez, segundo melhor marcador da equipa, juntou mais um tento à sua conta apenas três minutos depois e Kléber reconciliou-se com os golos e fez um hat-trick, faturando aos 50, 75 e 90 minutos. Quem sabe se não será um bom pronuncio para o que possa fazer na próxima temporada depois de tantas críticas na actual.

Num final de tarde de festa forasteira, Rafael Bracalli rendeu Helton no 11 habitual e também se sagrou Campeão Nacional, embora tenha ido buscar a bola duas vezes ao fundo das redes, embora nunca o tenha feito com o FC Porto numa situação de desvantagem no marcador. João Tomás, de grande penalidade, e Atsu, jogador emprestado pelos Dragões, foram os autores dos tentos da equipa de Carlos Brito.

Kadu, terceiro guarda-redes da equipa de Vítor Pereira, também teve direito a alguns minutos de jogo e garantiu o seu primeiro Campeonato Nacional numa partida que pode ter marcado a despedida de vários jogadores Azuis e Brancos. Casos de Álvaro Pereira, Rolando e até Hulk, que foi suplente utilizado, apesar de ainda ter a possibilidade de tentar alcançar Cardozo e Lima na lista dos melhores marcadores.

O sol que brilhou em Vila do Conde contrastou, no entanto, com a realidade do Rio Ave, que ainda acalentava a esperança de poder disputar as competições europeias na próxima temporada. A derrota frente aos Bicampeões Nacionais e o triunfo da Académica em Guimarães deixam a formação de Carlos Brito de fora.

Na verdade, o apuramento para a Europa seria um extra para a equipa e para o clube, uma vez que o principal objectivo, a permanência, já tinha sido conseguido na jornada passada em Paços de Ferreira. Assim, está fechado o Campeonato e as duas equipas terminam com a sensação de ver cumprido: o FC Porto Campeão Nacional e o Rio Ave com a manutenção no principal escalão assegurada pelo quinto ano consecutivo, algo histórico para o clube.

Retirado de zerozero
Melhor em Campo: Kléber

quinta-feira, 1 de março de 2012

Os dilemas de Vítor Pereira.

Aproxima-se o jogo que poderá ser decisivo na atribuição do título esta época. Se há duas semanas atrás este jogo era mais decisivo para o Porto que para o Benfica, agora a pressão inverteu-se.

Jorge Jesus que fez questão de uma forma bastante irritada, após o jogo de Guimarães, dizer que pressão era de quem vinha atrás… então por uma questão de coerência deveria dizer que a pressão agora está do lado do Benfica que está atrás.

Na imprensa que pintava um Benfica invencível já se instalou alguma insegurança e nervosismo, o mesmo que assola já os adeptos que até já criticam as opções do treinador e até já esboçaram protestos contra o seu presidente. O Benfica perdeu uma oportunidade única de matar a Liga. O Porto estrutura, equipa técnica, jogadores e adeptos, já estavam preparados psicologicamente para encarar o jogo da Luz como a última oportunidade de relançar o campeonato. O Benfica sempre encarou esse jogo como um “match point”. Uma oportunidade para fechar a Liga e sem grande pressão, uma vez que se perdessem continuariam na frente e a depender apenas de si próprios para serem campeões ao contrário do Porto.

Agora tudo mudou. O Benfica é que tem que vir para cima do Porto e tentar roubar a liderança. O Porto pode e deve jogar para ganhar e para ganhar uma vantagem de 3 pontos que na prática passarão a ser 4. Por sso mesmo, a vitória será tão importante para cada um dos rivais. Numa liga que promete ser disputada taco a taco, poderão ser decisivos os factores de desempate, um deles será o confronto directo e, por isso, quem ganhar vantagem neste clássico fica com um trunfo importante…Mas parece-me também que se estão a esquecer de incluir o Braga nesta equação…Os jogos com o Braga serão também importantíssimos para definir posições. E em confrontos directos o Porto está melhor uma vez que já derrotou o Braga enquanto o Benfica empatou.

O Benfica abordou esta época com uma atitude e uma estratégia que passava por evitar erros do passado, discursos inflamados e projectos e objectivos megalómanos… Não falariam de arbitragens até porque tudo lhes estava a correr bem. Actualmente já estão a vacilar… O presidente e os comentadores já têm que falar de árbitros para serenar adeptos que não conseguem entender como é que uma equipa perde 5 pontos de distância para o seu directo rival antes do clássico… Adeptos que podem ser enganados pela onda benfiquista, mas que também se questionam como é que se podem desculpar 5 pontos perdidos pelo cansaço de um jogo de Champions… Existe uma confiança hesitante por parte do Benfica. Por um lado a confiança de sentirem que têm jogado bem durante grande parte da época e de que terão o estádio cheio, e ainda aproveitaram a prorrogativa de anteciparem o jogo para 6ª prejudicando assim a preparação do Porto para o clássico…Mas o que os assusta mais é o que acontece se o Porto ganhar novamente na Luz…Principalmente este Porto de Vítor Pereira. Um Porto eliminado da champions e derrotado de forma clara pelo City e que mereceu tantos sorrisos por parte dos benfiquistas…Como ficarão esses benfiquistas se este Porto em crise, que não joga o mesmo futebol da época passada, que tem Hulk em baixo de forma, que tem um treinador no banco que não inspira confiança de ninguém…este Porto que está longe do que pode fazer e que mesmo assim está empatado em pontos com o melhor Benfica…? Eles obviamente terão que pensar…Se o Porto mal tem os mesmos pontos que o tal super Benfica e até tem vantagem na diferença de golos, imaginem se entretanto o Porto arranca para um bom final de temporada…Seria um rude golpe no orgulho benfiquista já tão mal tratado na época passada com goleadas, eliminações da taça, festas de título na Luz sem luz e com muita água à mistura…

Foi devolvida uma nova vida a este F. C. Porto de Vítor Pereira e agora caberá a ele tomar as decisões estratégicas de como gerir esta nova oportunidade e não a desperdiçar pois poderá não haver outra.

Que Porto poderemos esperar para a Luz? Com a mesma estratégia caso estivesse a 5 pontos do Benfica? Será isso aconselhável? O Porto da 1ª parte no Dragão com o City? O Porto mandão em grande parte do jogo em Manchester, capaz de circular a bola rápido e criar desequilíbrios e assumir as despesas do jogo? Ou o Porto lento e previsível visto neste último jogo numa exibição tirada a papel químico de tantas outras já efectuadas esta temporada?

E a atitude? Será a de querer segurar um empate como fez em Alvalade, jogando directo para um Hulk totalmente isolado? Ou será a de um Porto que quer deixar vincado que o campeão voltou para ficar e que quer dar um golpe bem forte na moral benfiquista no seu próprio estádio? O mesmo Porto que no ano passado deu esse grito de revolta nos jogos com o Benfica, vai decidir aparecer? Vítor Pereira dará oportunidade para que a equipa se exprima dessa forma em campo?

Muitas interrogações passarão pela mente de Vítor Pereira. E se estrategicamente já teria muito que pensar, esta alteração pontual juntada ao facto de receber grande parte dos jogadores a 48h do jogo e de ainda poder ter que superar ausências como as de Varela e James, obrigará a que V. Pereira tenha que repensar muito do plano de jogo. Vamos então por sectores:
- Defesa

Porto perdeu Danilo para esta importante batalha, mas por outro lado nas últimas semanas tivemos a boa notícia da recuperação de Sapunaru como opção. O que fará Vítor Pereira? Optará por manter a aposta de Maicon na direita, amputando assim a equipa de um apoio ofensivo num flanco e reforçando o jogo interior em termos defensivos, esperando por extremos do Benfica que jogam muito por dentro, como Gaitan ou Nolito ou Bruno Cesar? Olhará Vítor Pereira primeiro para a forma do Benfica atacar e a melhor forma de o parar, ou a sua preocupação será mais no processo ofensivo do Porto e deixar que seja o Benfica a ter que se adaptar…?

Sapunaru oferece rotinas de lateral direito, a capacidade de dar apoio ao extremo. É um lateral que sabe subir sem ser no entanto tão ofensivo como Danilo, por exemplo. No entanto, relativamente a Maicon tem a enorme vantagem de ter rotinas na posição e não se limitar a defender. O ponto a menos para Sapunaru poderá ser este tempo longo de paragem e a falta de ritmo para um jogo que se prevê muito quente.

Com Maicon a lateral, o Porto perde aquele que é neste momento o central em melhor forma. Otamendi tem estado em baixo de forma, mas assim teria que formar dupla com Rolando. Há também o problema da mensagem que se passa para dentro do campo… A mensagem de que é mais importante não perder do que tentar ganhar.

A decisão que Vítor Pereira tomar em relação ao lateral direito irá influenciar não apenas a forma do Porto se posicionar a defender, mas acima de tudo muito da forma como o Porto abordará o jogo no momento de transição ofensiva e de organização ofensiva.

- Meio campo

Muitos pensarão que aqui não haverá margem para discutir. Os nomes estão mais que escolhidos: Fernando, Moutinho e Lucho. Disso não restam grandes dúvidas. Seria importante que o Porto não recebesse um Moutinho muito desgastado. Isto porque neste jogo, mais que em muitos outros será importantíssimo o desempenho do trio do meio campo portista e a sua coesão. Provavelmente jogarão em inferioridade numérica em relação à estrutura táctica do Benfica. Será então necessária muita inteligência na ocupação de espaços e a capacidade de fazer o campo parecer pequeno quando o Benfica ataca, mas terem a capacidade de serem rápidos a abrir os caminhos para o ataque portista mal o Porto recupere a bola.

Aqui também Vítor Pereira terá que assumir uma posição estratégica. Desde o regresso de Lucho que Vitor Pereira tem aproveitado Lucho em terrenos mais adiantados, quase como 2º avançado por vezes, fazendo a aproximação a Janko mais do que propriamente sendo o maestro da equipa. Janko por ser um ponta de lança tão fixo, obriga a ter apoios mais directos. Lucho aparece por isso frequentemente nesses espaços para tentar aproveitar as 2ªas bolas de Janko para tentar rematar ou assistir um companheiro.

Daí que como vemos, tudo estará relacionado e será também importante saber quem será a referência ofensivo portista, se Janko, se um avançado mais móvel, assim como será necessário saber que tipo de extremos serão escolhidos e a sua capacidade para fecharem no meio e ajudarem a equipa nas missões defensivas.

Parece-me que para este jogo seria recomendável que Lucho recuasse uns metros no terreno. Tem sido claro o enorme espaço que vai entre a dupla Fernando/ Moutinho e Lucho. Moutinho constrói mais desde trás e é o 1º a iniciar a construção, num papel que pertencia a Lucho nos tempos de Jesualdo Ferreira em que Lucho era essencial para lançar a tão propalada transição rápida nos momentos em que o Porto recuperava a bola. Moutinho é mais dinâmica mas não é tão forte como Lucho a fazer esse passe.

Neste jogo, a batalha a meio campo não se poderá dar ao luxo de dispensar el comandante, que para além de maestro terá que ser operário neste jogo. Lucho terá que descer uns metros e juntar-se a Moutinho e Fernando na luta a meio campo. O meio campo portista tem que jogar mais junto, dar mais apoios e linhas de passe e terá que alternar as subidas de Moutinho com as de Lucho. Será importante que Lucho utilize toda a sua inteligência táctica para fechar linhas de passe, e deixar o trabalho mais pesado de recuperação para o Polvo Fernando e para João Moutinho.

- Ataque

Este será porventura o maior quebra-cabeças para Vítor Pereira. Se antes de se conhecerem as possíveis ausências de Varela e James já era difícil de adivinhar a estratégia, agora será ainda pior.

Qual será a opção? O Porto com Janko na frente? Um jogador com pouca mobilidade mas capaz de dar lutar no confronto aéreo com os centrais benfiquistas? Poderá a opção recair em Hulk e jogar tal como em Alvalade com 10 mais Hulk? Com extremos mais preocupados em defender e com a equipa a tentar jogar nas costas da defesa adversaria pedindo a Hulk que preencha toda a zona ofensiva, com as dificuldades que Hulk tem em jogar de costas voltadas para a baliza que toda a gente conhece…?

Janko pressupõe uma de duas situações: ou um jogo directo para ele, uma vez que o Porto será bastante pressionado na sua 1ª zona de construção, e assim terá sempre uma saída fácil para sair da zona de pressão sem se arriscar a perder a bola em zonas proibitivas como tem acontecido nos últimos jogos, com principal destaque para as falhas comprometedoras com o City. A solução será então jogar para a referência Janko esperando que ele ganhe os duelos aéreos com Luisão, ou que pelo menos possa forçar o erro. Ou então a opção Janko poderá fazer parte de um plano mais ambicioso e corajoso. Um Porto que pretende assumir o jogo, ter a bola, e por isso poderá necessitar de alguém que se fixe perto dos centrais e que seja capaz de acorrer aos cruzamentos de Hulk ou Alvaro Pereira. Duas estratégias diferentes e que são perfeitamente plausíveis com Janko como solução.

Se o objectivo fosse repetir os últimos onzes, então Hulk ficaria na direita, com mais liberdade mas sem apoios caso Maicon seja o escolhido para lateral direito, ou com o apoio de Sapunaru que já conhece a forma de Hulk jogar e como o apoiar nos momentos certos.

Varela seria o natural escolhido por Vítor Pereia para a esquerda. Um jogador que vem subindo de forma, que costuma dar-se bem nos jogos com o Benfica e que oferece equilíbrio à equipa. Um jogador que vigiaria de perto as subidas de Maxi e o obrigaria a atenção reforçada.

James seria uma apostada mais arrojada, uma vez que nem nos jogos com equipas mais pequenas em casa, VP tem arriscado a titularidade do jovem colombiano. Vítor Pereira gosta mais de o ver como um agitador saído do banco. Com James acabam-se as amarras tácticas e dele se pode prever o imprevisível sempre que tiver a bola nos pés. Muitos movimentos interiores mas também a capacidade para assistir companheiros mesmo partindo de uma linha, tal como Hulk faz no flanco contrário. James poderia ser importante para se aproximar mais de Janko podendo assim Lucho organizar o jogo uns metros mais atrás.

Se James estiver em condições físicas acredito que ainda possa ser um trunfo a lançar durante os 90 minutos para agitar o jogo portista e semear a dúvida nas marcações da defesa benfiquista.

Ora estes dois jogadores seriam duas excelentes soluções, mas a sua possível ausência lança a duvida… Quem acompanha Hulk? Jogará Hulk no meio novamente, ou terá Janko esse papel?

O Porto vai querer assumir o jogo e ter bola? Ou vai entrar na expectativa sabendo que é líder e que o Benfica terá que assumir o risco, e o Porto assim poderá aproveitar mais para jogar em transições? E se esse for o objectivo, será mesmo Janko a melhor solução para esta estratégia de jogo? Um jogador com pouca mobilidade e que precisa de ser servido? Seria menos um para esse tipo de acções, a não ser que a estratégia seja o jogo directo para Janko e que ele seja capaz de segurar a bola permitindo a subida da equipa no terreno.

Cebola Rodriguez e Djalma serão as opções com mais possibilidades de entrarem na equipa face às ausências de Varela e James. Curiosamente ambos foram titulares naquele empate em Alvalade em que o Porto jogou para o pontinho.

Cebola Rodriguez a jogar será no lado esquerdo do ataque, permitindo que Hulk possa assumir a direita. Cebola poderia dar nervo à equipa. Acrescenta raça e entrega e ,por um lado, pode ser um precioso apoio nas missões defensivas e ser mesmo o 4º jogador a fechar no meio campo e ajudar a encravar as transições fortes e verticais do jogo do Benfica, abrindo logo de seguida na esquerda mal o Porto recuperasse a posse de bola.

Ponto negativo em relação a Rodriguez, é que não apresenta a mesma frescura física de outrora para correr tanto tempo com a mesma intensidade. Outra desvantagem é a sua incapacidade para desequilibrar… Nesse quesito fica claramente atrás de James e Varela. É esforçado mas não é um jogador de grande criatividade. É um jogador de entrega.

Outra hipótese será Djalma. Djalma que antes da Can já se havia tornado um indiscutível de Vítor Pereira, ainda que as suas exibições parecessem sempre sem sal. Djalma é um jogador rápido e muito vertical, mas que desde que chegou ao Porto demonstra ainda sentir alguma pressão sempre que veste a camisola azul e branca. A camisola ainda lhe pesa. Isso nota-se principalmente no tipo de decisões que toma em termos ofensivos. Falta-lhe assumir o risco, ter o discernimento necessário para saber quando meter a 5ª e arrancar para cima dos defesas, ou quando fazer o passe. Como sabe que não cria grandes desequilíbrios ofensivos e como demonstra algum receio de tomar esse tipo de decisões, Djalma opta antes por ajudar a equipa em termos defensivos. Aproveita a sua velocidade para funcionar quase como um 2º lateral direito.

Acontece que Djalma sempre que jogou, foi com Hulk no meio. Djalma não jogará certamente na esquerda. A entrada de Djalma poderá pressupor a passagem de Hulk para o meio e a titularidade de Cebola Rodriguez, numa abordagem cautelosa e pouco ambiciosa em tudo idêntica à que Vítor Pereira apresentou em Alvalade…Uma táctica que coloca demasiadas expectativas na capacidade de Hulk assumir as despesas ofensivas praticamente sozinho. Hulk contra o Mundo. O que ainda para mais numa fase em que Hulk não vive um grande momento, significará vermos um Hulk perdido em campo, frustrado por não poder arrancar no um para um, e um Hulk que será mais individualista que nunca…Não me parece que seja o melhor neste momento nem para Hulk nem para o Porto, estar a retirá-lo do seu habitat natural.

Outra solução seria passar Hulk para a esquerda… Esta opção teria maior sustentação caso Janko assumisse a posição de ponta de lança… Na esquerda Hulk feria menos movimentos para a zona de finalização, mas teria que ir mais vezes à linha de fundo e poderíamos ver aquelas jogadas como vimos em Manchester em que Hulk ganha a linha e faz um cruzamento remate que desviado é quase golo certo. Em Manchester faltou Janko para encostar… Na Luz Janko poderá dar essa opção.

O problema de Djalma na direita será a pouca profundidade ofensiva que a equipa terá, quase como que optando antes por defender aquele flanco, do que propriamente atacá-lo…Principalmente se Maicon for escolhido para lateral direito. Não tem grande lógica ter um extremo que funcione quase como segundo lateral, quando já se joga com um central a lateral direito.

Outra opção que parece totalmente descartada e confesso que para alguma surpresa minha…é a opção por Kleber. Desde a chegada de Janko que parece que Kleber foi ostracizado e deixou de ser opção.

Aquilo que poderia ser um bom momento para Kleber ir entrando no decorrer dos jogos e ir crescendo sem tanta pressão, transformou-se antes numa desculpa para o afastar da equipa…Deverá andar perdido no mesmo laboratório onde anda perdido Iturbe…

Kleber em termos estratégicos até seria uma opção bastante lógica para se ter em conta neste tipo de jogo. Se o Porto quiser apostar num futebol de transições mas não quiser sacrificar Hulk, então o jogador ideal para preencher a vaga no centro do ataque seria Kleber. É claro que ele tem acusado a pressão, que tem tido dificuldade em gestos técnicos essenciais como a recepção e o passe, mas a verdade é que é um avançado que oferece mais mobilidade que Janko. E de nada valerá ter Janko na área se a equipa não jogar com ele. Kleber não necessita tanto desse tipo de adaptação colectiva às suas características. É mais rápido e móvel que Janko e o seu lançamento para o onze inicial poderia até funcionar como uma boa forma de surpreender Jorge Jesus que esperará as várias soluções debatidas neste texto, mas não a aposta em Kleber que nem convocado foi para o último jogo. Há ainda a vantagem de Kleber não ir à selecção e ter esta semana para treinar com a equipa e ser preparado para este jogo com o Benfica. Não nos esqueçamos também que Kleber já marcou ao Benfica na 1ª volta e teria esse factor motivacional a seu favor também…

Outra opção, no entanto um pouco mais improvável seria a apostar em Alex Sandro para extremo esquerdo. Trata-se de um lateral com grande aptência para atacar. Creio no entanto que poderá ser uma opção a lançar durante o jogo sempre e quando a equipa não tenha soluções para as faixas no banco. Este jogo poderia ser uma situação dessas.

Muitas duvidas, muitas questões e muitos nomes que estarão dependentes não apenas da questão física, mas principalmente do tipo de abordagem e plano de jogo que Vítor Pereira terá para o importante jogo da Luz. Seja qual for o planeamento só espero que seja ambicioso e que encare um jogo como um jogo para buscar a vitória e não para defender o pontinho como em Alvalade. Desejo que o Porto aborde este jogo com a coragem e a ambição de campeão.

E para que não digam que só levantei questões e não arrisquei em dar as soluções, deixo aquio onze que eu escolheria para o clássico: Helton, Sapunaru, Maicon, Rolando, Alvaro Pereira ; Fernando , Moutinho, Lucho ; Cebola Rodriguez, Hulk e Janko.

Optaria por recuar Lucho uns metros no terreno, pedir a Cebola que apoiasse no meio sempre que o Porto perdesse a bola e que abrisse na esquerda sempre que a equipa recuperasse a bola. Pediria também que fechasse por dentro, dando a oportunidade para que Alvaro Pereira pudesse aparecer no momento ofensivo e cruzar bolas para Janko. Não descartaria ao longo do jogo de lançar nomes como: Kleber, Djalma e Iturbe ( se bem que VP parece ter-se esquecido de Iturbe no laboratório…). Outras opções a entrar mais conservadoras seriam Defour e Otamendi. Outra opção consoante a questão física dos jogadores regressados das selecções poderia ser também a entrada de Alex Sandro.

Acima de tudo espero que VP apresenta uma equipa que vá à Luz para ganhar e para demonstrar que merece ser campeã mesmo numa época com tantos momentos menos bons. Uma equipa que dê finalmente o grito de revolta e que demonstre que o campeão voltou e que vai à Luz reclamar o seu trono.