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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Crónica de um trambolhão patrocinado por Iker Casillas

O Vitória derrotou o FC Porto por uma bola a zero. Um golo madrugador, na sequência de um erro de Casillas, foi fatal para os portistas, que estão agora mais longe da liderança. Os vimaranenses fizeram um jogo competente e somaram os três pontos.
 
A equipa da casa entrou forte e não demorou a abrir o marcador, quando o relógio ainda nem tinha marcado cinco minutos. Bouba Saré, com um remate à meia-volta, atirou a contar, depois de Casillas não ter segurado um primeiro pontapé de Cafú, que ainda bateu num jogador vitoriano.
 
A perder, os portistas reagiram bem ao golo, pegaram no jogo e procuraram fazer ataque continuado, situação que era aproveitada pelo Vitória para, quando recuperava a bola, sair em contra-ataque rápido. Os vimaranenses dificultavam o processo de construção azul e branca, sobretudo nos últimos metros, e a equipa de Rui Barros - sempre em busca de Brahimi e Corona, que não estavam muito criativos - tinha dificuldades para concretizar.
 
Na lógica da quantidade e da qualidade, o FC Porto atacava mais, o Vitória atacava melhor. Os vimaranenses apostavam muito no jogo exterior e em cruzamentos frequentes para a área, ao passo que os dragões tentavam de várias formas e feitios mas Miguel Silva (o Pequeno Buffon de Guimarães) ia respondendo com categoria e fechando os caminhos para a sua baliza. 
 
Depois do descanso, o FC Porto pressionou o Vitória e montou um cerco às redes de Miguel Silva. Brahimi passou a jogar mais no meio, nas costas de Aboubakar, e viu-se um Layún mais ofensivo. Mas as várias iniciativas portistas esbarravam sempre na concentração do jovem guarda-redes dos vimaranenses. Sérgio Conceição reforçou o seu meio-campo, colocando Phete ao lado de Bouba Saré e Cafú e pedindo a Ricardo Valente para ajudar a fechar mais nos corredores. O Vitória abdicou do ataque e colocou muitas unidades atrás.
 
O FC Porto, pouco lúcido, ia tendo pouca dinâmica mas fazia o que lhe competia: atacar, atacar, atacar. O Vitória dava todo o espaço até ao último terço e depois defendia com duas linhas bem vincadas. Para tentar desbloquear a situação, Rui Barros colocou o dragão a jogar em 4x4x2, com André Silva ao lado de Aboubakar. 
 
Na luta pelo título, o dragão caiu no berço da nação e complicou as contas, não aproveitando o deslize do Sporting e tendo sido ultrapassado pelo Benfica.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Marcano

domingo, 17 de janeiro de 2016

Da obrigação de vencer

Mais logo o Futebol Clube do Porto irá disputar um daqueles jogos que está obrigado a vencer dê por onde der. Obviamente que os Azuis e Brancos sabem que tem a obrigação de vencer todas as partidas que disputam, mas o empate caseiro do Sporting e a vitória do Benfuica na Amoreira trazem uma dupla obrigação ao FC Porto que tem mesmo de ganhar em Guimarães para poder continuar a lutar pela conquista do Título de Campeão.

Coloquemos, desde já, todas as cartas em ciam da mesa. Esta partida na Cidade Berço vai ser tudo menos fácil. A arbitragem vai ser tendenciosa, o adversário combativo e o ambiente difícil. Dito de outra forma, o Futebol Clube do Porto de Rui Barros terá de entrar em campo decidido a “deixar a pele em campo” sob pena de ter depois de vir para a Praça Pública com o raio da desculpa do “colinho”.

Mas nem só de polémica se vai viver este jogo. Os media (sempre “isentos” nestas coisas da bola) colocaram o nome de Sérgio Conceição na linha de sucessão de Julen Lopetegui com o claro intuito de “espicaçar” ânimos e obrigar a que o Treinador do Vitória SC dê o seu melhor colocando em campo o melhor onze. E o Guimarães, não obstante o seu orçamento modesto, tem Atletas muito interessantes que, com liberdade e espaço, irão criar muitos problemas aos Dragões. Jisué, Otávio, Licá, Tozé, Ricardo Valente e Henrique Dorado são algumas das joias da coroa do dono do Estádio Afonso Henriques com os quais os Dragões deverão ter um especial cuidado.

Em suma, hoje mais do que nunca exige-se um Porto à Porto para se poder passar o teste de Guimarães, somar três pontos e continuar na acérrima luta pela conquista do Título que lhe escapa há já duas épocas.

Maicon e André André, recuperados de problemas físicos, e Sérgio Oliveira fazem parte da lista de convocados de Rui Barros para o jogo de hoje (20h30) no terreno do Vitória de Guimarães, a contar para a 18.ª jornada da Liga NOS. Relativamente à lista apresentada para o encontro de quarta-feira com o Boavista, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal, entram estes três jogadores e saem Evandro (lesionado), Imbula (suspenso devido ao cartão vermelho visto no Estádio do Bessa) e Tello.  

Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André Silva, André André, Miguel Layún e Danilo. 

Onze provável (4x3x3): Casillas, Maxi Pereira, Marcano, Martins Indi, Miguel Layún, Danilo Pereira, Sérgio Oliveira, Herrera, André André, Yacine Brahimi, Vincent Aboubakar

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Não é preciso repetir pois não?

Após o empate do SL Benfica no terreno do Sporting CP e a vitória Azul e Branca por duas bolas a zero no terreno do Moreirense, eis que a missão do Dragão de vencer mais logo se tornou um imperativo ainda maior porque a distância pontual para o primeiro classificado é agora de quatro pontos.
 
Como tal é natural que Julen Lopetegui tenha optado pelo discurso de que o que interessa agora neste momento é defrontar e vencer o Vitória de Guimarães e só depois pensar no confronto com os Suíços do Basileia. Concentração máxima exige-se apesar de o adversário de mais logo estar a perder alguma forma e Atletas.
 
E já que falamos da equipa de Rui vitória, primeiro que tudo há que dizer que os Vitorianos de Guimarães têm feito um Campeonato muito bom. O Guimarães ocupa neste momento um dos lugares “UEFEIROS” e está a lutar com o SC Braga para terminar o Campeonato na quarta ou quinta posição da tabela classificativa, algo que já não sucedia há muito tempo. Mas o que torna o trabalho de Rui Vitória tão especial é o facto de este estar a fazer tanto com tão pouco.
 
Olhando agora um pouco para o Plantel da equipa da Cidade Berço, apesar de este ter diminuído em termos de qualidade em quantidade por força do mercado de Inverno ainda por lá moram Jogadores com os quais a equipa Portista deve ter um cuidado muito especial.
 
Assis tem mostrado ser um Guardião que lida bem com a pressão para além de que comanda muito bem a sua área. Não vai ser fácil ao Futebol Clube do Porto marcar golos a este Guarda-redes. Josué Sá é um central forte no jogo aéreo que tenta muitas vezes a sua sorte nos lances de bola parada a favor do Vitória de Guimarães. Os escolhidos de Lopetegui deverão ter um cuidado especial com este Jogador. Bernard é um poço de força e de técnica que dá muita vida ao meio campo Vitoriano pelo que será importante evitar que este Atleta consiga ter a bola nos seus pés por muito tempo. André André é somente o melhor marcador do Vitório minhoto, mas devido a castigo este não poderá alinhar mais logo no Dragão. Na frente de ataque dos pupilos de Rui Vitória Tomané e Sami são dois avançados muito móveis que deverão estar sempre debaixo do olhar atento da defensiva Azul e Branca sob pena de poderem fazer muitos estragos.
 
Como facilmente se pode perceber, não é por acaso que o basco tem exigido muita concentração á sua equipa para esta partida de mais logo. `*e crucial vencer mesmo sem convencer. E já agora, toda a Nação Azul e Branca espera que se mantenha o mesmo onze das duas últimas Jornadas que tão boa conta tem dado de sei em todos os aspectos.
 
Para este importante jogo eis que não há novidades na lista de convocados de Julen Lopetegui para a partida frente ao Vitória de Guimarães (hoje, 20h30), no Estádio do Dragão, que marca o arranque da 21.ª jornada da Liga Portuguesa. O Técnico Espanhol chamou os mesmos 19 jogadores eleitos para a visita ao terreno do Moreirense, na ronda anterior.
 
Lista de 19 convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Evandro, Herrera, Hernâni, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Óliver Torres, Tello, Quaresma e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Pensamento da Semana: Contra tudo e contra todos (mais uma vez)

Eis que o pior dos cenários está a ganhar forma. Já são duas as Jornadas em que o Futebol Clube do Porto perde pontos frito de dois empates. 
 
Podemos dizer que foram um tudo ou nada forçados uma vez que os Dragões foram prejudicados pelas arbitragens em Guimarães ante a equipa local e no dragão ante o Boavista FC, mas é preciso ter-se em linha de conta que estamos em Portugal onde certas decisões se tomam consoante o local e cor da camisola. Vamos por partes.
 
Em Guimarães, segundo quem perde o seu tempo a esmiuçar estas coisas do apito, o fora de jogo de Brahimi foi mal assinalado e a Grande Penalidade a favor dos Vimaranenses foi inexistente. Já no Dragão ante a equipa do Bessa o jogo deveria ter sido adiado para outra data uma vez que choveu um autêntico dilúvio que colocou o relvado do Dragão em mau estado e Maicon, não obstante a estupidez da sua falta, não deveria ter sido expulso senão de outra forma a manter-se o critério da arbitragem os Boavisteiros não teriam terminado o jogo por falta de Atletas em campo.
 
Mas a Grande Penalidade do Vitória de Guimarães foi assinalada, o jogo realizou-se no Dragão por força e vontade dos Dirigentes do Clube do Bessa e não houve mais expulsão alguma no Dérbi da Invicta por muito que os Jogadores do Boavista tenham feito por isto. 
 
Teria sucedido idêntico filme em Alvalade/Luz ou onde o protagonista fosse SL Benfica/Sporting CP? Claro que não! E o Futebol Clube do Porto sabe bem disto, assim como os seus Associados e Adeptos, pelo que já deveria saber que quando entra em campo, por muito feio e ridículo que possa ser hoje em dia, tem de entrar sempre com o pensamento de que é contra tudo e contra todos.
 
Agora de pouco importa estar a debater a qualidade de Lopetegui e se a forma como abordou o jogo diluviano foi a melhor ou não. De pouco interessa agora estar também a debater a arbitragem porque já se sabe que tudo é feito por outro lado. O que interessa agora é a Nação Azul e Branca unir-se em torno do Clube e fazer com que todos percebam que se voltou ao velho lema do contra tudo e contra todos o Futebol Clube do Porto será Campeão Nacional

domingo, 14 de setembro de 2014

O duro teste de Guimarães

Passado que está o descalabro da Selecção Nacional (só não contava com ele quem não queria ver, mas isto são outros quinhentos), eis que regressam as emoções do nosso Campeonato com os Dragões a terem de realizar uma complicada deslocação à terra de Afonso Henriques.
 
As deslocações a Guimarães são, por norma, sempre complicadas, mas esta Temporada em especial parece que os Vimaranenses de Rui Vitória estão a formar uma bela equipa com Jogadores poucos conhecidos mas de qualidade superior, o que torna a visita à Cidade Berço muito mais complicada.
 
Actualmente o Vitória Sport Clube popularmente conhecido como Vitória de Guimarães, encontra-se no terceiro lugar da tabela classificativa da Liga Zon Sagres, fruto de três vitórias nos três jogos já disputados até à data. A título de curiosidade diga-se que uma destas vitórias foi ante o Belenenses no Restelo, tendo a equipa Minhota jogado com dez e vencido a equipa da casa que acabou de “roubar” pontos ao Sporting em Alvalade. Um feito de uma equipa com Jogadores oriundos das Divisões Secundárias do nosso futebol e que é bem elucidativo daquilo que uma equipa moralizada e bem orientada pode fazer.
 
O FC Porto de Lopetegui terá de ter muita atenção aos seguintes Jogadores dos Vitorianos de Guimarães: Defendi que é um central com faro para o golo nos lances de bola parada, André André que é um médio muito trabalhador que parece nunca se cansar, Bernard Mensah que é um médio com um tremendo faro para o golo e o surpreendente Tomané que tem marcado muitos e bonitos golos.
 
Apesar de tudo será muito importante uma vitória Azul e Branca nesta partida para dar ainda mais moral aos comandados do Basco para calar certos críticos e porque na próxima Quarta-feira arranca mais uma odisseia Europeia e todos sabemos como é fundamental que os Dragões consigam chegar muito longe na Liga dos Campeões.
 
​E neste sentido as chamadas de Aboubakar, em estreia absoluta, e Tello, totalmente recuperado, são as novidades na Lista de Convocados elaborada por Julen Lopetegui para a deslocação a Guimarães, agendada para este hoje, às 17H, no Estádio D. Afonso Henriques, a contar para a quarta jornada da Liga. Comparativamente à convocatória para a recepção ao Moreirense (3 x 0), saem dos eleitos Óliver Torres e Adrián López.
 
Lista de 18 convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, José Ángel, Evandro, Herrera, Ricardo, Rúben Neves e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, José Ángel, Rúben Neves, Casemiro, Herrera, Tello, Quaresma e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Tanta asneira junta deu empate

Mais uma travagem brusca dos Tricampeões Nacionais na intenção de revalidar o título. No Estádio D. Afonso Henriques, o FC Porto esteve a vencer por 2 x 0, permitiu a recuperação para 2 x 2 do Vitória de Guimarães e o primeiro lugar é cada vez mais uma miragem.
Quando estão por disputar nove jornadas na Liga Zon Sagres, os Azuis e Brancos, que levam dois jogos sem ganhar no Campeonato, estão já a nove pontos do Benfica e a quatro do Sporting, primeiro e segundo classificado, respectivamente, pelo que só o mais crente dos adeptos, tendo em conta o comportamento da equipa esta temporada, acreditará que é possível recuperar na tabela classificativa.
O apuramento conseguido na Liga Europa na última quinta-feira não parece ter moralizado o FC Porto, mas o Vitória de Guimarães fez por merecer o empate e até podia ter conseguido a reviravolta total, tendo visto a cambalhota no marcador a ser impedida pelo poste a quatro minutos dos 90.
O jogo começou equilibrado, com as duas equipas a tentarem rondar a área adversária. No entanto, aos poucos foi o FC Porto quem começou a ter o controlo da partida e sem ter criado qualquer oportunidade flagrante para marcar beneficiou de uma grande penalidade após um lance bem ajuizado pelo árbitro Marco Ferreira, que assinalou falta de Douglas sobre Carlos Eduardo dentro da área.
Ricardo Quaresma, aos 17 minutos, bateu com sucesso a grande penalidade e deu vantagem aos comandados de Paulo Fonseca que, fruto desse golo, passaram a jogar com mais tranquilidade no Estádio D. Afonso Henriques e podiam ter ampliado o resultado pouco depois, com Ghilas a aparecer na área e a rematar em arco mas à barra.
A meio da primeira parte o FC Porto estava claramente por cima do jogo e Ghilas, uma vez mais, voltou a ter uma clara oportunidade para marcar. O internacional Argelino saltou mais alto que os centrais do Vitória de Guimarães e de cabeça fez a bola passar a poucos centímetros da baliza à guarda de Douglas, guarda-redes que ficou pregado ao chão e limitou-se a ver a bola passar-lhe ao lado.
O Vitória de Guimarães, por seu lado, tentou responder algumas vezes por intermédio de Maazou, mas o avançado, apesar de ter aparecido um par de vezes em boa situação para marcar, não conseguiu incomodar verdadeiramente Helton até então. De resto, a maioria das jogadas dos Minhotos começaram após perdas de bola dos jogadores do FC Porto, nomeadamente dos médios Herrera e Carlos Eduardo, que nesse capítulo estavam verdadeiramente desastrados.
Ainda assim, os Azuis e Brancos conseguiram chegar ao segundo golo aos 41 minutos, num lance protagonizado pelas duas principais novidades que Paulo Fonseca apresentou no 11 inicial. O domínio de peito de Ghilas dentro da área foi perfeito, o qual foi seguido de um remate para defesa para a frente de Douglas. No entanto, oportuno, Licá apareceu em zona de finalização para a recarga e rematou para o fundo da baliza.
A quatro minutos para o intervalo o FC Porto vencia por 2 x 0 com alguma tranquilidade, mas no último lance da primeira parte permitiu que o Vitória de Guimarães reduzisse a diferença no marcador para 2 x 1. Maazou, que foi o jogador mais perigoso dos Minhotos ao longo dos primeiros 45 minutos, finalizou com sucesso uma jogada de insistência dentro da área dos Dragões, aproveitando um atraso posicional de Abdoulaye para ficar em situação regular na hora do desvio para a baliza de Helton.
De resto, em relação ao defesa Senegalês do FC Porto que vestiu a camisola dos Vimaranenses na primeira metade da época, é de referir que o Vitória de Guimarães já tinha reclamado a sua expulsão aos 34 minutos, quando o resultado ainda estava em 1 x 0. Na verdade, Abdoulaye devia ter visto o segundo cartão amarelo por ter jogado a bola com a mão e, com isso, ter impedido um ataque do adversário.
O golo que Maazou marcou mesmo a fechar a primeira parte relançou o Vitória de Gimarães no jogo. Com o tento do jogador do Níger, os Minhotos ganharam uma nova esperança de chegar ao empate e conseguiram esse objectivo praticamente a abrir o segundo tempo. Maazou foi inteligente na forma como viu Marco Matias em boa posição e passou-lhe a bola, com o jogador Português a isolar-se e perante Helton a não desperdiçar a oportunidade de fazer o empate.
Pela segunda vez nos últimos quatro jogos, o FC Porto desperdiçou uma vantagem de dois golos e com isso colocou-se em apuros que pareciam impensáveis durante grande parte do primeiro tempo. A verdade é que o golo fez acordar ainda mais o Vitória de Guimarães e por isso os comandados de Rui Vitória foram mais perigosos que os Azuis e Brancos.
Os Tricampeões Nacionais colocaram a olho nu as dificuldades sentidas para chegar ao último terço do terreno e por isso, apesar de estarem obrigados a ganhar para impedir os dois primeiros classificados do Campeonato de aumentarem a distância, não conseguiam criar oportunidades, nem sequer incomodavam a defesa do Vitória de Guimarães. A excepção foi um remate de trivela com pouca força de Ricardo Quaresma.
A 20 minutos do fim, Paulo Fonseca decidiu começar a mexer na equipa e em poucos minutos colocou em campo Silvestre Varela e Jackson Martínez. É certo que o FC Porto melhorou, passou a tornar-se mais perigoso mas a única vez em que esteve perto de desfazer o empate foi quando Ghilas rematou de primeira mas torto após assistência de Varela.
Rui Vitória, consciente de que o perigo iria aumentar com o passar dos minutos, decidiu refrescar o meio campo e dar maior poder de combate e também alguma velocidade para tentar aproveitar algum espaço que o FC Porto pudesse deixar no momento de se balancear para o ataque. Para isso, optou por colocar em campo Nii Plange e Leonel Olímpio.
A dez minutos dos 90, Juan Quintero, pouco utilizado esta temporada, foi a última opção de Paulo Fonseca para tentar conquistar os três pontos, mas o resultado não mais se alterou, acabando por obrigar o FC Porto a deixar dois pontos no Estádio D. Afonso Henriques perante um Vitória de Guimarães que teve o mérito de chegar à igualdade após ter estado a perder por dois golos de diferença e que aos 86 minutos viu Nii Plange a rematar ao poste.
O resultado de 2 x 2 é justo e não merece qualquer contestação porque o FC Porto apenas esteve bem no encontro até à altura em que fez o 2 x 0, A partir daí, a superioridade no jogo terminou, com a equipa a tremer com o primeiro golo do Vitória de Guimarães e a não mostrar capacidade de reacção para ganhar após o empate dos da casa.
Agora, a revalidação do título de Campeão é cada vez mais uma miragem, estando, quando faltam nove jornadas para o final, a nove pontos do líder do Benfica e a quatro do Sporting.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Nabil Ghilas

domingo, 2 de março de 2014

O melhor possível

Depois das emoções europeias onde o Futebol Clube do Porto se viu aflito para eliminar um adversário Alemão acessível, eis que a atenção dos Portistas se volta a centrar no Campeonato onde a renovação do título de Campeão começa a ser cada vez mais uma missão impossível graças ao fraco futebol que os dragões vão apresentando jogo a jogo.
 
O adversário de mais logo é o Vitória Sport Clube. O Guimarães, como é mais conhecido por todos os adeptos, está a atravessar uma má fase da temporada e a equipa Vimaranense parece estar a ter dificuldades em regressar ao bom futebol que lhe valeu uma Taça de Portugal na época anterior.
 
Mas isto não é sinónimo de facilidade. Rui Vitória pode não ter muita matéria-prima para trabalhar, mas com o pouco que tem consegue fazer com que a sua equipa venda cara a derrota e bata o pé com força aos seus adversários. Para mais a defesa Portista encarrega-se sempre de complicar aquilo que á partida parece fácil.
 
Douglas é um Guardião eficiente e muito difícil de se bater e que com toda certeza vai dificultar ao máximo a tarefa dos avançados do FC Porto. André André e Lionel Olimpo fazem do meio campo da equipa da cidade berço um poço de força que recupera muitas bolas e na frente de ataque Marco Matias, Tomané e Maazou tem por hábito marcar muitos golos.
 
Perante tal cenário é natural que se exija a Paulo Fonseca e companhia e exija que faça m o melhor possível uma vez que GD Estoril Praia e Sporting CP venceram os seus jogos.
 
O defesa central Abdoulaye e o avançado Kelvin são as novidades da convocatória elaborada por Paulo Fonseca para o encontro no terreno do Vitória de Guimarães (19h15, 21.ª jornada da Liga Portuguesa). Mangala, que cumpre um jogo de castigo devido à expulsão na recepção ao Estoril, no passado domingo, sai dos eleitos.
 
A lista é alargada a 20 elementos e o único disponível que não foi chamado é o guarda-redes Kadú. Abdoulaye está impedido de alinhar na Liga Europa e por isso ficou de fora do jogo em Frankfurt, na quinta-feira, enquanto Kelvin já não era convocado desde a deslocação ao terreno do Marítimo, da 17.ª jornada da Liga Portuguesa.
 
Lista de 20 convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Danilo, Maicon, Quaresma, Josué, Jackson Martínez, Quintero, Ghilas, Reyes, Herrera, Varela, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Abdoulaye, Fernando, Alex Sandro, Kelvin e Defour.
 
Onze provável (4x2x3x1): Helton, Danilo, Maicon, Abdoulaye, Alex Sandro, Fernando, Heretra, Josué, varela, Quaresma e Ghilas.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Assunto arrumado. Próximo!

O FC Porto foi a Guimarães vencer o Vitória por 0 x 2 e segue em frente na Taça de Portugal. Fernando e Lucho foram os elementos em destaque numa equipa que voltou às boas exibições defensivas, mas que viu Mangala ser expulso por acumulação. Caiu por terra o detentor do Troféu.
No confronto mais recente, os Dragões tinham nove vitórias consecutivas frente aos Vitorianos e o registo foi melhorado num jogo em que os Dragões forma mais astutos na forma como encararam os principais momentos do desafio.
Rui Vitória, que se debatia com o cansaço do jogo da Liga Europa nos seus jogadores, não podia contar com Douglas, Abdoulaye, Marco Matias ou Malonga, pelo que fez alinhar Assis na baliza, Moreno no centro da defesa ao lado de Paulo Oliveira, Ricardo Gomes de um lado do ataque e Jean Barrientos do outro, ambos no apoio ao avançado Maazou.
Quanto a Paulo Fonseca, o técnico Portista também sabia que existiria algum desgaste pela longa viagem à Rússia a meio da semana, mas não foi em cantigas e, com excepção da baliza, onde Fabiano foi titular (como é hábito em jogos de Taça), o treinador repetiu os dez jogadores de campo que tinham empatado a meio da semana contra o Zenit.
É inegável que o golo inaugural da partida, alcançado aos 15 minutos de jogo, resultou de um lance fortuito de Fernando, que recebeu a bola de Lucho González e, ao tentar cruzar na direita para Jackson Martínez, acabou por fazer um golo de belo efeito, surpreendendo Assis num cruzamento/remate.
Porém, o Polvo tratou de explicar, como tem acontecido nos últimos jogos, que é um batalhador por esse tal factor designado sorte, mas que, como uma vez foi dito, «dá muito trabalho». O Brasileiro foi incansável no meio campo e realizou mais uma exibição de bom nível, agora que se começa a adaptar a um esquema táctico que lhe permite mais subidas no terreno.
O Brasileiro teve, porém, que dividir o protagonismo da primeira parte com Lucho. El Comandante não perde uma oportunidade de demonstrar toda a sua classe em jogo e fez as duas assistências para os golos Portistas, separados por 25 minutos onde o Vitória SC tentou pegar no jogo, mas sem efeitos práticos.
Aliás, entre os 15' e os 40', pontos de referência por serem os minutos dos golos, o FC Porto protagonizou mais três oportunidades: duas por Jackson Martínez e uma por Eliaquim Mangala, sendo que o Francês ia fazendo um golo brilhante, num pontapé de bicicleta que saiu a rasar o poste.
Perto do intervalo aconteceu, portanto, o golo dos Azuis e Brancos, o segundo e que tranquilizava a equipa antes da recolha aos balneários. Num cruzamento rasteiro e rasgado de Lucho, a bola chegou redondinha aos pés de Jackson Martínez, que regressou aos golos depois de um ciclo em branco.
Ao intervalo, o FC Porto vencia bem, num jogo onde os adeptos Vimaranenses iam protestando a arbitragem do árbitro Jorge Sousa, por alguns lances que não colheram aceitação. 
Vindos do intervalo com a cara refrescada, os jogadores Vitorianos entraram no segundo tempo de forma mais pressionante e a procurarem chegar mais perto da baliza de Fabiano.
Maazou ia dando trabalho, Ricardo Gomes mostrava atrevimento em remates de meia distância e Barrientos tentava desequilibrar pelo lado direito, só que a defesa Portista ia chegando para as encomendas, bem mais concentrada do que aquilo que se tem visto nos últimos jogos.
O ritmo de jogo era relativamente forte e apenas as substituições quebravam a velocidade da bola: Tiago Rodrigues entrava para o lugar de André Santos, Kelvin e Carlos Eduardo também eram lançados no jogo por Paulo Fonseca.
A posse de bola era dada cada vez mais pelos Dragões aos Vimaranenses, até porque os Azuis e Brancos percebiam que os ataques da equipa da casa eram estancados com maior ou com menor dificuldade pela defensiva, que ia lançando rápidos contra-ataques em busca dos avançados Portistas.
Carlos Eduardo esteve em foco por duas vezes ao surgir em boa posição, mas, se da primeira foi egoísta, na segunda foi desarmado na hora certa por um Paulo Oliveira que cada vez mais promete ser um caso sério no futebol Português.
Quando o jogo já se arrastava para a recta final, eis que Mangala vê o segundo cartão amarelo e é expulso por Jorge Sousa, deixando os Portistas com menos um elemento para os últimos 10 minutos, mais as compensações, só que os homens de Paulo Fonseca foram astutos o suficiente para carimbarem o passaporte para a próxima fase da Taça de Portugal.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Fernando

domingo, 10 de novembro de 2013

Mata, mata (outra vez)

Se o último jogo do Futebol Clube do Porto era muito importante, o de hoje é crucial e irá com toda a certezas definir o futuro da equipa Portista na Taça de Portugal. Se os dragões perderem dizem adeus a esta edição da Prova Rainha do nosso país e ficam com menos um trofeu para conquistar.
 
Nesta prova que não é do agrado de muitos Portistas mas que todos querem que o FC Porto conquiste, saiu em sorte o Dragão ter de jogar em Guimarães com a sempre complicada equipa local. O Vitória Sport Clube é um clube falido e uma margem financeira que não permite que este consiga contratar nomes soantes do futebol e uma grande parte do seu plantel é oriundo da sua equipa B, mas Rui Vitória já mostrou por mais que uma vez que consegue levar acabo a proeza de fazer omeletes sem ovos.
 
A equipa Vitoriana está neste momento a atravessar um mau momento de forma dado que jogadores importantes como Moussa Maazou estiveram lesionados e não encontraram ainda a sua boa forma. Para mais o goleador Marco Matias está lesionado e o Guardião Douglas não está no melhor dos seus momentos tendo ficado muito mal na fotografia em Barcelos na última jornada da Liga Zon Sagres e no jogo contra o Bétis de Sevilha da Liga Europa também não esteve grande coisa. Para mais Douglas não vai poder jogar contra os azuis e Brancos dado que lhe foi imposto um jogo de castigo por ter agredido um jogador do Gil Vicente em Barcelos.
 
Tudo parece indicar que os Dragões têm uma passadeira estendida para a fase seguinte da Taça de Portugal, mas as péssimas exibições que a defesa Portista levou a cabo nos últimos jogos colca sérias dificuldades a uma passagem tranquila à fase seguinte. Mas apesar de tudo o FC Porto já conhece bem este adversário dado que vai ser a terceira vez esta época que o defronta em jogos oficiais e em todos eles os Portistas cataram sempre vitória. 
 
As chamadas de Bolat, Herrera, Carlos Eduardo e Kelvin são as novidades na convocatória elaborada por Paulo Fonseca para o jogo com o Vitória de Guimarães, a contar para a 4.ª eliminatória da Taça de Portugal. A partida disputa-se hoje, pelas 19h30, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.
 
De saída das opções do treinador Portista, em relação ao empate (1 x 1) com o Zenit, para a UEFA Champions League, da passada quarta-feira, estão Helton, Reyes, Mikel (chamado à equipa do FC Porto B) e Licá.
 
Lista de Convocados: Fabiano e Bolat (g.r.); Danilo, Lucho, Maicon, Josué, Jackson, Ghilas, Herrera, Varela, Carlos Eduardo, Ricardo, Mangala, Fernando, Alex Sandro, Kelvin, Otamendi e Defour. 
 
Onze provável (4x2x3x1): Fabiano, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Lucho, Josué, Licá e Ghilas.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam acompanhar esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A força de Jesus.

Jorge Jesus é uma personagem peculiar no futebol português. Um megalómano que se considera o mestre da táctica e que consegue realmente coisas prodigiosas que vão muito para além do simples resultado desportivo.
 
Falamos de um treinador que consegue estar 4 anos num clube como o Benfica, ganhar apenas um campeonato e vê ainda assim o seu contrato renovado sendo o treinador mais bem pago da história do futebol português e um dos mais bem pagos em todo o Mundo neste momento.
 
Jesus é realmente um fenómeno estranho. Mas o seu poder vai muito para além destas façanhas. Jesus está acima do bem e do mal, está acima da lei, está acima da sociedade em que todos vivemos.
Jesus é provavelmente dos treinadores que mais vocifera contra árbitros assistentes que saem todos os jogos com as orelhas a arder. Não me recordo de um jogo em que Jesus tenha sido expulso. Jesus que sempre sai da sua área técnica e que deve ter dos comportamentos mais inflamados desde o banco de suplentes de que há memória em Portugal.
 
Por menos já vimos treinadores considerados como sendo exemplos de cordialidade e desportivismo como Jesualdo Ferreira ou André Villas-Boas a serem expulsos. O que tinham em comum? Ambos treinavam o Porto...
O que dizer dos treinadores temperamentais como Jorge Jesus… Ora bem, Jorge Regadas já deve ter penhorado quase todos os bens só para pagar as multas à liga. Sérgio Conceição por exemplo, ferve também em pouca água e por isso já foi expulso umas 3 vezes mesmo com uma carreira ainda curta.
  • Jorge Jesus está há 4 anos no Benfica, não me recordo de uma vez que tenha sido expulso
Será que seria o mesmo se ele ainda treinasse o Felgueiras ou o Estrela da Amadora? Claro que não. Jesus é forte, mas porque tem como escudo um clube que gosta de se dizer sério e que nada tem a ver com sistemas, mas que na realidade goza de um grau de inimputabilidade único no futebol português, algo que obviamente se estende aos seus assalariados. Que o diga Maxi Pereira que consegue ano após ano a proeza de acabar todos os jogos sem ser expulso.
  • Mas voltemos a Jesus
No início desta semana ele demonstrou bem o peso e a influência que tem no decurso do que se passa neste país futebolístico. Um campeonato que começou cambaleante para o seu Benfica com derrota na Madeira e empate em Alvalade e vitória sofridíssima com o Gil Vicente.
 
Jesus via o Porto a descolar-se e até o Sporting, até então visto como fora da corrida pelo título. Ora o que fez Jesus? Lança pressão na conferência de imprensa prévia ao jogo com o Guimarães. Resultado? O Sporting empata com o Rio Ave com um penalti por marcar a seu favor e o Porto no Estoril empata com dois golos ilegais do Estoril,um deles num penalti por uma mão que é dada a uns bons 2 metros da grande área.
 
Nisso Paulo Fonseca tem razão. Jorge Jesus consegue mesmo ser omnipresente. Ele conseguiu estar em 3 jogos ao mesmo tempo. Sim, porque o Benfica também ganharia o Vitória de Guimarães a jogar contra 10.
  • Mas o poder de Jorge Jesus nunca se esgota
Já sabíamos que junto da arbitragem a sua influência pesa, e esta semana foi prova disso. Mas também em anos anteriores tínhamos visto que mesmo em termos de comissão disciplinar, Jesus mete muito medo. Lembremo-nos que o mestre da táctica por mais que uma vez ameaçou adversários e uma vez chegou mesmo a agredir um jogador do Nacional. O que resultou daí? Uma suspensão mínima mas apenas para a altura das férias em que Jesus não necessitava de ir para o banco.
Contudo em Guimarães vimos nova face do poder de Jorge Jesus. O homem está também acima da lei. Da lei comum que todos nós, comuns cidadãos, temos que respeitar. Para Jorge Jesus não existe autoridade acima da sua. Ele está acima da própria autoridade policial. Para ele não existe nenhum código penal ou regulamento disciplinar que o possa refrear.
 
Assistimos a mais uma cena que parece demasiado ridícula e grave para ser verdade mas aconteceu. Após uma invasão de campo em que as forças de segurança tentavam travar e fazer o seu trabalho vimos Jorge Jesus tresloucado a agredir agentes de autoridade, desde stewards passando por polícias.
Ora fica a questão: ter-se-á inventado uma nova categoria de inimputabilidade? Que raio de exemplo se dá para a sociedade quando um treinador faz aquela figura e nem sequer é detido pela polícia como seria qualquer outro cidadão que investisse contra um agente de autoridade?
 
Fica aqui apenas o artigo 347º do Código Penal: ”Quem empregar violência ou ameaça grave contra funcionário ou membro das Forças Armadas, militarizadas ou de segurança, para se opor a que ele pratique acto relativo ao exercício das suas funções, ou para o constranger a que pratique acto relativo ao exercício das suas funções, mas contrário aos seus deveres, é punido com pena de prisão até 5 anos.”
 
Qualquer cidadão que tivesse cometido o acto que cometeu Jesus teria sido automaticamente detido e presente a juiz. Como se tratava do treinador do Benfica nada aconteceu. Aliás a cara do polícia era sintomática. Nem sabia o que fazer e só pedia ao treinador do Benfica para se acalmar. Isto fez-me lembrar na meiguice com que as forças de segurança costumam tratar manifestantes, por exemplo… Mesmo quando estes não agridem forças de autoridade, ou quando oferecem resistência mas não neste grau.
Porquê dois pesos e duas medidas? É isto um Estado de Direito Democrático?
 
Por outro lado, sei que os órgãos de comunicação social tentarão abafar o caso e relativizar tudo o que se passou… É um facto que Jesus é um homem desesperado. Só um homem desesperado faz aquilo após ganhar um jogo dizendo que o faz para defender os adeptos do Benfica… Claramente é um homem que quer ganhar o respeito dos adeptos que tem-se vindo a perder desde o caso Cardozo. É alguém que sente o seu lugar em risco e vive debaixo de uma grande pressão…
Mas não nos desfoquemos.
  • O que se passou foi apenas um caso de polícia? Não. A Justiça Desportiva não pode nem deve fechar os olhos para um acto tão grave como este.
E o F. C. Porto devia ser o primeiro a esta relativamente atento a este caso. Sim, porque não nos devemos esquecer do que foi o campeonato dos tuneis. Da forma ignóbil como Hulk e Sapunaru foram suspensos. Na altura por terem agredido Stewards que estavam colocados estrategicamente numa zona de acesso vedado para provocar os jogadores portistas.
Vimos a Comissão Disciplinar da Liga a condenar em suspensões de 3 e 4 meses. Mesmo que mais tarde se tenha verificado que de forma errada. Contudo o serviço estava feito e o campeonato ganho pelo Benfica. Agora fica a pergunta. O que mudou? Mudou o regulamento disciplinar que entretanto incluiu, agora sim, os Stewards como agentes desportivos quando nessa época não eram.
  • Assim sendo o que acontecerá a Jorge Jesus por agredir agentes de autoridade?
O artigo 168º do Regulamento disciplinar da Liga inclui os treinadores numa série de sanções previstas no mesmo regulamento disciplinar.
Mais concretamente, artigo que refere que os dirigentes ( neste caso aplica-se por remissão também aos treinadores) que “agredirem voluntariamente agentes de segurança pública(…) são punidos com pena de suspensão a fixar ente o mínimo de 3 meses e o máximo de 3 anos”
 
Os treinadores ao abrigo do artigo 168 nº 2 gozam da benesse de verem as penas mínima e máxima reduzidas em ¼. Ainda assim, não escapam de suspensão. No caso de Jorge Jesus poderíamos até falar de uma reincidência, pois no seu cadastro já conta uma agressão a um jogador.
 
Por muito que muitos tentem abafar este caso, caberá ao F. C. Porto e aos demais competidores exigirem que se cumpram os regulamentos e não apenas para alguns. E cabe à justiça comum não se eximir igualmente de tratar Jorge Jesus como trataria a qualquer outro comum cidadão que tivesse a infeliz ideia de agredir de forma reiterada um agente de autoridade.
 
Se uma vez mais nada ocorrer, é a prova provada de que Jorge Jesus goza mesmo de um estatuto especial de inimputabilidade e deveria alterar-se o código penal e incluir essa especificidade.