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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Chegadas e Partidas

Aqui há uns anos, por esta altura, chegavam paletes para engrossar o Passivo dos 3 grandes. Desta vez, ao Aeroporto, só chegou ganapada e uns gajos cheios de varizes. Sinais dos tempos e dos senhores que mandam nisto. Os de fora (Uefas, Fifas, e quejandos) ditam a Lei do Fairplay, os Bancos fecham a torneira e nós, pobres-diabos subservientes, obedecemos. Vamos ver os mais sonantes…
Sabemos que há por aí uns bananas que fazem flores com uns Fundos travestidos de Bancos (que depois levam a Tribunal), e com os Bancos verdadeiros que tem lá uns otários que ainda emprestam a clubes falidos! Outros vendem a alma ao diabo, que é como quem diz às operadoras que nos levam o pontapé-na-bola ao sofá. Nos Calimeros entra Hernán Barcos, o Pirata, a fazer-nos recordar o nosso manequim Pablo Osvaldo, mais o Coates para reforçar o meio da defesa, e saem Tanaka, Montero, Cissé, Boeko, Sacko e Labyad! “Lá vai uma lá vão duas…” perdem 7 a 2.
Na “instituição” as coisas estão um pouco pobres e a vassoura entrou em ação. Saem 10 “esperanças” da equipa B (que se lixe a formação) desde Djuricic (que nem é assim tão mau) a João Teixeira, e chega Sponjic para continuar a explorar o filão Sérvio que tem dado boas vendas. Além dos predicados naturais, jogam à charutada com a complacência do senhor Pereira tratador dos cãezinhos amestrados a vergonha da classe. Qualquer dia vão ter que recrutar árbitros na bancada. Como novidade outro paraguaio, companheiro de Maxi na seleção, o central Alan Benitez e, caído do céu, Carrillo que só calça as botas lá para Julho!
Nós por cá tudo bem. Como “temos a melhor equipa do campeonato” (kkrrrgghhh) a Sad não precisa de se meter em aventuras iguais às anteriores. Já bastou a espanholada dos últimos anos de onde se aproveitaram 2 ou 3. Despedimo-nos de Imbula, o mal-amado, por um valor fantástico relativamente ao que o atleta demonstrou. Nas Entradas chegam o coreano Suk, o franco-maliano Marega, e como contrapesos uns putos para a equipa B. Um central (pelo menos) que era o que nós precisávamos “ficou no tinteiro”! Falta de meios não deve ser, aselhice da Sad é mais que provável. À semelhança do clube da treta, entraram 2 incógnitas e partiram 4 “esperanças”.

Até à próxima

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Apuramento fechado com chave de ouro

No fecho da fase de qualificação para o Campeonato da Europa de 2016, Portugal foi à Sérvia vencer por 2 x 1, estabelecendo com isso um novo recorde de vitórias consecutivas em jogos oficiais (sete). Com 21 pontos em 24 possíveis, a Selecção Portuguesa termina no 1º lugar do Grupo I e segue para França com a possibilidade ser cabeça de série.

As contas estavam fechadas, havia apenas que cumprir calendário. Fernando Santos aproveitou o descanso matemático para promover sete alterações em relação ao jogo frente à Dinamarca, com Nélson Semedo a estrear-se em absoluto pela Selecção Portuguesa. O lateral-direito do Benfica esteve uns furos abaixo daquilo que tem feito ao serviço das Águias, justificável pela ansiedade do momento.

Quando aos 28 minutos Nélson viu o cartão amarelo, a penalizar uma entrada dura sobre um adversário, já Portugal vencia por 1 x 0. Uma boa entrada, materializada com o golo de Nani, aos cinco minutos. O extremo Português não marcava desde o Mundial do Brasil (há 12 jogos), mas em Belgrado surgiu no sítio certo para finalizar uma bola defendida para a frente por parte de Stojkovic, depois de um primeiro remate de Danny.

Se o conforto de um apuramento já alcançado retirava qualquer nota de pressão à Selecção Portuguesa, o golo madrugador conferiu uma nota de relaxamento ainda maior à exibição Lusa. Se André André e Miguel Veloso procuravam pressionar bem alto as saídas de bola dos Sérvios, os espaços foram crescendo entre os sectores. Isso criou problemas a Nélson Semedo, à direita, onde Ljajic e Kolarov não lhe deram sossego, e a Danilo Pereira, demasiado sozinho nas tarefas defensivas do meio-campo.

Ainda assim, a Sérvia nunca criou problemas maiores a Rui Patrício no primeiro tempo; um remate de Tosic à figura (31') e outro de ângulo apertado de Ljajic (37'), com boa defesa do guarda-redes Português, foram as únicas notas de relevo do jogo ofensivo Sérvio na primeira parte. Tinham mais bola, mas pouco mais. Entretanto, Fernando Santos ia testando novas fórmulas; Neto entrou para fazer dupla com José Fonte e Éder passou a ser a referência de ataque.

Mas a Sérvia, já eliminada, procurou sempre despedir-se com boa imagem. A pressão intensificou-se no segundo tempo e se aos 53 minutos Ljajc atirou ao lado, depois de Kolarov ter passado por Nélson Semedo, Zoran Tosic, aos 65', não falhou. Kolarov voltou a bater Nélson na esquerda do ataque Sérvio, a bola chega ao coração da área onde Tosic atirou sem hipóteses para Rui Patrício.

Um golo que assentava na perfeição à superioridade Sérvia na segunda parte. No entanto, o herói de Braga voltaria a atacar; João Moutinho tinha acabado de entrar para o último quarto de hora quando, aos 78 minutos, marcou um golo sensacional. Eliseu trabalhou bem na esquerda (esteve muito melhor que Nélson à direita), serviu Moutinho que, em zona frontal, atirou perfeito e em arco para para o 2 x 1. Frustrados por nova desvantagem, os Sérvios perderam a cabeça. Kolarov viu o segundo amarelo e foi expulso e pouco depois foi Matic a ver o cartão vermelho directo. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: João Moutinho

domingo, 29 de março de 2015

Vejam lá se jogam à bola

Ao contrário de muito boa gente eu, para além de Portista, sou Português e estou sempre do lado da Selecção Nacional Portuguesa de Futebol quer está leve a cabo campanhas terríveis, seja orientada por alguém de quem não goste ou a Federação seja dirigida por alguém que está contra os interesses do Futebol Clube do Porto. Nada tenho contra quem pense de forma contrária, mas é esta a minha forma de ver as coisas e dificilmente mudarei de posição.
 
Como tal é com muita preocupação que vejo o ambiente de bajulice que parece ter tomado conta da nossa Selecção antes deste importante jogo com a Sérvia. É um facto que só mesmo por uma coincidência cósmica muito negativa Portugal não irá marcar presença no próximo Europeu de Selecções, mas daí a passar-se a imagem de que hoje está ganho e venha de lá Cabo verde para despachar isto vai uma grande distância.
 
É que já ouvi e li de tudo. Já houve inclusive quem tivesse dito que os Sérvios apenas vêm jogar contra Portugal porque tem de o fazer dado que já puseram de lado o apuramento para o EURO 2016 e estão já a pensar no próximo Mundial de Futebol.
 
Fiem-se na Virgem e depois obriguem a malta a andar com a calculadora na mão… E pelo amor de Deus parem de fazer saber que Portugal irá jogar com Coentrão na ala esquerda do ataque Luso. É verdade que Fernando Santos vai estar na bancada a orientar a Equipa, mas o Homem ainda está longe de ser igual a muitos dos totós que debitam os seus bitaites nos programas televisivos dedicados à bola.

sábado, 6 de setembro de 2014

Porque não existem facilidades

Como não vivo somente de Futebol praticado pelo Futebol Clube do porto, eis que resolvi levar a cabo um breve comentário ao Grupo de Qualificação de Portugal para o EURO 2016. Mas antes de lá ir gostaria de deixar bem claro que não nutro simpatia alguma por Paulo bento, mas também não lhe sinto asco ou desprezo algum apesar de o considerar um Treinador muito limitado e demasiado teimoso. Posto isto, siga para afrente que é o caminho.
 
È useiro no nosso Portugal achar que tudo é fácil e que vencemos tudo e todos. Assim como é também usual apelidarmo-nos a nós próprios dos piores do Mundo quando algo não corre como o desejado. O exemplo mais recente disto mesmo foi o que achávamos que eramos antes do Mundial no Brasil e aquilo que achamos que somos depois do Mundial.
 
A Selecção Nacional Portuguesa é o que é. Uma equipa boa mas com limitações. Continua a faltar um Guarda-redes de top, falha que parece nunca mais ter um fim desde que Vítor Baía “pendurou as chuteiras, apesar de Beto andar lá por perto mas quase nunca lá chegar porque Paulo Bento cismou com Rui Patrício. Por resolver está também a questão do Ponta de Lança uma vez que Éder disfarça mas não “mata! A questão de uma vez por todas. De resto Portugal é uma equipa com bons valores, sendo que muitos deles começam a aparecer nas camadas jovens cabendo ao Seleccionador Nacional ir apostando nos mesmos sem os “queimar”.
 
Sim, “sem os queimar” porque este Grupo de Qualificação para o EURO Gaulês é tudo menos acessível. Primeiro que tudo há que dizer que o habitual Carrasco Luso está lá e dá pelo nome de Dinamarca. A Sérvia é uma indústria de grandes Jogadores e o seu Plantel já conta com muitos dos Jogadores que não há muito tempo estiveram numa Final das Selecções Jovens. E enganem-se aqueles que ainda cultivam a mais que batida ideia de que a Arménia e a Albânia são os “bombos da festa” das Qualificações porque o futebol evoluiu e estes Países não focaram de fora.
 
Mas o pior nem é o facto de este ser um Grupo equilibrado que terá de realizar, forçosamente, um particular com a França. O que é realmente mau para a nossa Selecção é o facto de estar neste momento num processo de forçada renovação após uma participação razoável no Mundial. Isto da renovação até que é uma coisa natural que acontece a todos, só que como já disse atrás, os Portugueses vão do 8 ao 80 num instante e a falta deste meio-termo deita muitas vezes por terra qualquer boa iniciativa que possa surgir.
 
Pessoalmente espero que Portugal consiga o seu apuramento directo, porque é sempre mais fácil ir-se mudando o que tiver de ser mudado competindo ao mais alto nível, mas tendo em consideração os adeptos, imprensa e Equipa Técnica que o nosso País tem não estou a ver o apuramento directo a ser uma realidade. Mas vamos a ver o que vai acontecer tendo sempre em linha de conta que o apuramento para o EURO de França é vital para o bem do Futebol de Selecções.