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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Apuramento fechado com chave de ouro

No fecho da fase de qualificação para o Campeonato da Europa de 2016, Portugal foi à Sérvia vencer por 2 x 1, estabelecendo com isso um novo recorde de vitórias consecutivas em jogos oficiais (sete). Com 21 pontos em 24 possíveis, a Selecção Portuguesa termina no 1º lugar do Grupo I e segue para França com a possibilidade ser cabeça de série.

As contas estavam fechadas, havia apenas que cumprir calendário. Fernando Santos aproveitou o descanso matemático para promover sete alterações em relação ao jogo frente à Dinamarca, com Nélson Semedo a estrear-se em absoluto pela Selecção Portuguesa. O lateral-direito do Benfica esteve uns furos abaixo daquilo que tem feito ao serviço das Águias, justificável pela ansiedade do momento.

Quando aos 28 minutos Nélson viu o cartão amarelo, a penalizar uma entrada dura sobre um adversário, já Portugal vencia por 1 x 0. Uma boa entrada, materializada com o golo de Nani, aos cinco minutos. O extremo Português não marcava desde o Mundial do Brasil (há 12 jogos), mas em Belgrado surgiu no sítio certo para finalizar uma bola defendida para a frente por parte de Stojkovic, depois de um primeiro remate de Danny.

Se o conforto de um apuramento já alcançado retirava qualquer nota de pressão à Selecção Portuguesa, o golo madrugador conferiu uma nota de relaxamento ainda maior à exibição Lusa. Se André André e Miguel Veloso procuravam pressionar bem alto as saídas de bola dos Sérvios, os espaços foram crescendo entre os sectores. Isso criou problemas a Nélson Semedo, à direita, onde Ljajic e Kolarov não lhe deram sossego, e a Danilo Pereira, demasiado sozinho nas tarefas defensivas do meio-campo.

Ainda assim, a Sérvia nunca criou problemas maiores a Rui Patrício no primeiro tempo; um remate de Tosic à figura (31') e outro de ângulo apertado de Ljajic (37'), com boa defesa do guarda-redes Português, foram as únicas notas de relevo do jogo ofensivo Sérvio na primeira parte. Tinham mais bola, mas pouco mais. Entretanto, Fernando Santos ia testando novas fórmulas; Neto entrou para fazer dupla com José Fonte e Éder passou a ser a referência de ataque.

Mas a Sérvia, já eliminada, procurou sempre despedir-se com boa imagem. A pressão intensificou-se no segundo tempo e se aos 53 minutos Ljajc atirou ao lado, depois de Kolarov ter passado por Nélson Semedo, Zoran Tosic, aos 65', não falhou. Kolarov voltou a bater Nélson na esquerda do ataque Sérvio, a bola chega ao coração da área onde Tosic atirou sem hipóteses para Rui Patrício.

Um golo que assentava na perfeição à superioridade Sérvia na segunda parte. No entanto, o herói de Braga voltaria a atacar; João Moutinho tinha acabado de entrar para o último quarto de hora quando, aos 78 minutos, marcou um golo sensacional. Eliseu trabalhou bem na esquerda (esteve muito melhor que Nélson à direita), serviu Moutinho que, em zona frontal, atirou perfeito e em arco para para o 2 x 1. Frustrados por nova desvantagem, os Sérvios perderam a cabeça. Kolarov viu o segundo amarelo e foi expulso e pouco depois foi Matic a ver o cartão vermelho directo. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: João Moutinho

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Bienvenue Portugal!

Um golo de João Moutinho, aos 66 minutos, carimbou o passaporte de Portugal para o Europeu de 2016. Sem calculadoras ou complicações, a turma das Quinas já tem presença reservada na prova.  Braga recebeu de braços abertos a Selecção que venceu a Dinamarca por uma bola a zero.
 
Perante uma equipa muito física e com um futebol muito musculado, Portugal ia tentando atacar com critério sempre que tinha bola. E ia tendo muitas vezes. A circulação era, todavia, lenta e muito à procura de um Cristiano Ronaldo vigiado de bem perto pela defesa Dinamarquesa.
 
A equipa nacional procurou sempre ser competente e consistente. Teve posse, originou ocasiões para golo e conseguiu ter o adversário controlado; adversário, esse, que tentava o "assédio" às redes de Rui Patrício em lances de bola parada e contra-ataques rápidos. Mas o possante Nicklas Bendtner, referência de área dos Vikings, esteve sempre muito desacompanhado.
 
Ao intervalo, as equipas recolheram aos balneários com um empate sem golos. Portugal tinha atacado mais mas tentou em demasia cruzamentos para a área. E o futebol aéreo ia sendo, com naturalidade, resolvido pelas "torres" made in Dinamarca.
 
Restavam 45 minutos (mais os descontos), em Braga. O resultado, assim, colocava, desde já, a Selecção das Quinas no Euro 2016.
 
E foi isso que os Dinamarqueses tentaram contrariar no regresso. Apostados em chegar rápido às redes de Rui Patrício, a turma de Morten Olsen teve mais iniciativa perante uma equipa nacional Lusa que ia tentando não recuar muito no terreno. Danilo Pereira, Bernardo Silva (com muito trabalho em apoio defensivo) e Moutinho equilibravam o miolo e projectavam a Selecção para a frente.
 
E seria o camisola 8 a inaugurar o marcador. Minuto 66', o Municipal de Braga viu Moutinho balançar as redes, depois de um excelente trabalho. O jogador do Monaco recebeu a bola à entrada da área, tirou dois adversários do caminho e rematou forte e colocado. Schmeichel nada conseguiu fazer. O comandante Moutinho acabava de dar ordens para o voo rumo a França levantar.
 
Até final, Portugal segurou a preciosa vantagem que coloca a turma das Quinas no Europeu de França, a realizar no próximo ano. A visita a território Sérvio será, por isso, já um teste para a prova Gaulesa.
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo: João Moutinho

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Do possível regresso de João Moutinho

Tomei conhecimento via Antena 1/RFTP de que João Moutinho poderá estar de regresso ao Futebol Clube do Porto por empréstimo ou a título definitivo. Segundo a notícia o Clube Monegasco não tem capacidade para poder continuar a pagar o elevado ordenado que o médio Português aufere, preferindo desta forma uma solução igual há que utilizou recentemente com Radanel Falcao.
 
Confesso que não me desagrada de forma alguma um eventual regresso de Moutinho ao Dragão. Até me atrevo a dizer que não haverá Portista algum que se recuse a receber o fantástico médio de braços abertos pois a sua enorme qualidade é como o algodão, não engana.
 
Contudo há aqui um grande senão. Senão vejamos; neste momento Julen Lopetegui conta com os médios Danilo Pereira, Rúben Neves, André André, Sérgio Oliveira, Imbula, Herrera, Evandro e Tiago Rodrigues. 
 
Ora, salvo erro da minha parte, André André, Imbula, Herrera, Tiago Rodrigues, Rúben Neves, Evandro e Sérgio Oliveira ocupam a mesma posição que Moutinho. 
 
Partindo do princípio que o FC Porto versão 2014/15 irá jogar preferencialmente com três médios no meio campo num sistema de 4x3x3 (ou com dois médios num 4x4x2 que parece ser o sistema alternativo), temos que alguém terá de sair para poder ceder o seu lugar a João Moutinho.
 
Ora perante o exposto das três, uma:
 
- Evandro e Tiago Rodrigues serão cedidos a outros Clubes e Imbula irá fazer o duplo papel de médio centro/médio defensivo juntamente com Danilo Pereira  e desta forma a posição 8 irá ser ocupada por Moutinho/Herrera e Sérgio Oliveira/André André ficando Rúben Neves a "rodar" na equipa B como prevenção de eventuais lesões;
 
- Evandro sai do Clube, Imbula/João Moutinho e Herrera/André André ocupam a posição 8 do meio campo Portista, obrigando desta forma a que Sérgio Oliveira e Tiago Rodrigues tenham de jogar em outro Clube ou na Equipa B. Rúben Neves/Danilo Pereira ocuparão a posição 6 (posição com a qual Rúben não se dá muito bem);
 
- Danilo Pereira será cedido a outro Clube e teremos Rúben Neves/Imbula na posição 6, João Moutinho/Herrera e Sérgio Oliveira/André/André na posição 8 com Tiago Rodrigues e Evandro a rodar na equipa B para o caso de ser necessário cobrir alguma lesão.
 
Existirão, sem qualquer dúvida, mais possibilidades mas estas são as que me parecem ser as mais óbvias.
 
Assim como também me parece que é mais provável que o Futebol Clube do Porto opte pela segunda possibilidade que formulei. E será uma pena que assim seja pois Tiago Rodrigues mostrou na Época anterior que tem muita qualidade e Sérgio Oliveira foi somente um dos melhores do último Europeu de Sub. 21.
 
Vamos a ver o que o futuro nos dirá.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

39 anos depois "matou-se o borrego"

A Selecção Portuguesa adoçou a partida para férias com um triunfo que tem o seu quê de histórico, uma vez que desde 1976 (!) que não se registava um triunfo sobre a Itália. Na noite de Genebra, Éder estreou-se a facturar de Quinas ao peito na finalização de um lance pintado de forma sublime por Eliseu e Ricardo Quaresma.
 
Fernando Santos desenhou o esquema Português num 4x3x3 tradicional e entregou as alas ofensivas a Silvestre Varela e Ricardo Quaresma. A missão do duo era servir Éder, o homem de área que acabaria por viver uma noite para mais tarde recordar, precisamente após assistência do extremo do FC Porto.
 
Foi ao minuto 52, já depois de uma primeira parte onde Quaresma fez pouca coisa bem para quem reclama um lugar ao sol na equipa nacional. Mas com ele – e com os da sua 'espécie' – tudo pode mudar num piscar de olhos e a trivela com patente do «mágico» do Dragão encontrou um Éder pleno de atitude a ser feliz entre os centrais Italianos. O avançado do SC Braga andou bem perto da melhor exibição de sempre pela Selecção. Bravo!
 
Mas seria de uma tremenda injustiça narrar esta história apenas pelo ponto de vista destes intérpretes, porque a felicidade Portuguesa começou nos pés de um herói improvável. Eliseu, que até tinha começado no banco mas foi chamado depois da lesão de Fábio Coentrão (24'), deixou dois Azzurri para trás numa iniciativa individual digna de um playmaker e lançou Quaresma para o resto da história.
 
Antes e depois do golo Português houve oscilação no domínio do jogo mas uma constante na equipa Portuguesa. Ou melhor, duas constantes. José Fonte e Danilo Pereira foram chamados pelo «Engenheiro» e a resposta de ambos não podia ter sido mais afirmativa. O defesa central do Southampton mostrou ser de aço: frio e inquebrável, nunca complicou o que não era para ser complicado e foi em grande parte obra sua que Immobile, El Shaarawy e companhia raramente criaram estragos na defensiva Lusa.
 
Quanto a Danilo, uma aparição de luxo num palco maior de Selecções. Sereno e com sentido de posição, limpou muitas bolas e ajustou-se rapidamente após uma entrada em que as linhas estavam mais longe. Numa altura em que o Sporting e o Benfica são apontados como interessados, o Marítimo sorri perante a valorização internacional de um «diamante» cada vez mais lapidado.
 
Pouco mais sobra para contar de um compromisso que se jogou com a cabeça no descanso. Como notas de rodapé, ficam um cabeceamento de Bonucci ao poste da baliza de Beto (50') e um remate perigoso de El Shaarawy ainda no primeiro tempo. A Itália chegou a ter o domínio do encontro – com Pirlo, sempre ele, na batuta – e até estava melhor quando Éder escreveu a história do encontro. Já bem perto do minuto 90 - e depois disso - Beto reclamou para si as defesas da noite. E depois acabou.

Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: João Moutinho

segunda-feira, 30 de março de 2015

Eis a Liderança

Não foi simples muito menos fácil para a Selecção vencer por 2 x 1, no Estádio da Luz e passar para a frente do Grupo I de qualificação para o Euro 2016. A verdade é que a turma das Quinas derrotou os Sérvios, na Capital Portuguesa, e este triunfo será, por certo, fundamental nas contas finais rumo ao apuramento. Ricardo Carvalho e Coentrão fizeram os golos Portugueses, Matic o tento Sérvio.
 
O Estádio da Luz estava à pinha, com milhares a gritar bem alto pela Selecção, quando Cristiano Ronaldo e companhia avançaram para o relvado. O objectivo era claro: vencer. Sem Fernando Santos no banco, os jogadores catapultaram a equipa para uma ofensiva sobre as linhas recuadas dos Sérvios que tinham no ex-benfiquista Matic uma espécie de pronto-socorro.
 
Em busca de rigor defensivo, a equipa dos Balcãs tentava refrear o ímpeto atacante com que Portugal se apresentou. Mas não era fácil. Com alguns momentos de aceleração pelos flancos, Portugal tentava desmontar o bloco defensivo Sérvio, que entregou as despesas de jogo à turma Lusa.
 
A jogar num clássico 4x4x2 losango (Danny e Ronaldo na frente, Coentrão e Nani nas laterais), a equipa das Quinas não precisou de muito para chegar com sucesso à baliza Sérvia. Aos 10 minutos, Ricardo Carvalho, solto de marcação na área, abriu o activo de cabeça e deixou em festa os adeptos Lusos. O central do Monaco acabaria por sair lesionado, logo depois, tendo entrado para o seu lugar José Fonte.
 
A Sérvia reagiu bem ao golo sofrido e ia chegando com relativo perigo às imediações da área de Rui Patrício, embora o jogo fosse caindo de intensidade. Era preciso um abanão no jogo e ele foi dado por Ronaldo que, à passagem da meia hora, disparou com força e colocação às redes de Vladimir Stojković. A verdade é que a Selecção Nacional Portuguesa recuperou o controlo da partida e chegou ao intervalo a vencer pela margem mínima.
 
No reatamento, duas equipas mais preocupadas em defender do que em atacar, com o jogo mais adormecido. Muita circulação de parte a parte mas a bola quase sempre longe das balizas. Portugal foi recuando e quando deu conta já Matic tinha feito o empate. Aos 61', o ex-benfica, solto na área, fez um golo para mais tarde recordar. Com um remate à meia volta, ao segundo poste, o médio bateu Rui Patrício.
 
Mas o empate durou pouco. Dois minutos volvidos, Fábio Coentrão fez o 2 x 1. Ronaldo serviu Moutinho na direita, este foi ao vértice da área cruzar para Coentrão, ao segundo poste, encostar e festejar virado para o topo Sul da Luz.
 
Até final, a Sérvia ainda tentou chegar ao empate mas Portugal segurou a vantagem e passa para a liderança isolada deste Grupo I de apuramento para o Campeonato da Europa de 2016, a realizar em França.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: João Moutinho

sábado, 15 de novembro de 2014

Os suspeitos do costume

Missão cumprida. Portugal demorou a chegar ao golo, mas no Algarve a Selecção orientada por Fernando Santos garantiu a conquista dos 3 pontos com uma vitória por 1 x 0 e subiu ao segundo lugar do grupo.
 
Cristiano Ronaldo, aos 72 minutos, foi o autor do golo da Selecção das Quinas e, tal como na Dinamarca, voltou a formar sociedade com Ricardo Quaresma, jogador que foi lançado na segunda parte e precisou apenas de dois minutos para ajudar Portugal a chegar à vantagem e colocar a Selecção novamente na rota do Campeonato da Europa.
 
Não foi brilhante a primeira parte de Portugal. Aliás, não foi brilhante e isso é facilmente percetível quando Rui Patrício foi um dos elementos em destaque durante os primeiros 45 minutos. Apesar da Selecção Portuguesa ter tido a bola na sua posse durante mais tempo que o adversário, a verdade é que a Arménia, fazendo uso da técnica e da inteligência de Henrikh Mkhitaryan, deixou por duas vezes a defesa Lusa em sentido, tendo o guarda-redes brilhado com duas boas defesas.
 
Tal como os jogadores foram prometendo durante a semana, Portugal entrou ao ataque frente a uma Arménia que defendeu com muitos jogadores atrás da linha da bola. No entanto, foram poucas as vezes em que souberam decidir da melhor maneira, para além dos lances ofensivos terem ocorrido quase todos pelo corredor esquerdo, onde Raphael Guerreiro apareceu muito bem a apoiar o ataque, o que deu um toque de previsibilidade aos movimentos Lusos.
 
Além disso, ao contrário do que Fernando Santos pediu na conferência de imprensa de antevisão, Portugal abusou dos passes longos e perante essa opção a defesa da Arménia sentiu-se confortável para manter a bola longe da zona de perigo. Cristiano Ronaldo ainda apareceu por várias vezes dentro da área junto de Hélder Postiga (pouco ou nada acrescentou ao ataque), mas isso de nada valeu para ultrapassar a defesa sólida dos Arménios, pois foram poucas as vezes em que a sua baliza foi ameaçada.
 
Diga-se, contudo, que ficou uma grande penalidade por assinalar a favor de Portugal, num lance em que Hélder Postiga foi empurrado pelas costas dentro da área quando tentava chegar à bola.
 
Fernando Santos optou por não fazer nenhuma alteração ao intervalo, mas aguentou apenas 11 minutos na segunda parte sem mexer na equipa, trocando Hélder Postiga por Éder. Em pouco tempo, o avançado do SC Braga, pelo seu porte físico, mostrou que podia dar mais trabalho à defesa da Arménia e assim aconteceu, embora mais no sentido de arrastar os marcadores directos e assistir os companheiros, do que em ganhar espaço para poder rematar à baliza.
 
Portugal mantinha o domínio no jogo, mas continuava com dificuldades para conseguir entrar com perigo na área, até porque Danny e Nani claramente não estavam inspirados. Consequentemente, as oportunidades para marcar continuavam a escassear e isso só se alterou quando o Selecionador Nacionador decidiu voltar a mexer, apostando na entrada de Ricardo Quaresma e na saída de Danny.
 
Na jornada anterior, na Dinamarca, a parceria Quaresma/Ronaldo funcionou na perfeição e tal voltou a acontecer no Algarve, pois o jogador do FC Porto, apenas dois minutos depois de ter entrado, foi fundamental na forma como conseguiu «rasgar» a defesa da Arménia e rematar para defesa de Roman Berezovsky, guarda-redes que não agarrou a bola e permitiu que Cristiano Ronaldo, após toque de Nani, inaugurasse, finalmente e com justiça, o marcador aos 72 minutos.
 
Após o golo, a Selecção das Quinas manteve o domínio no jogo e até podia ter dilatado o marcador por intermédio de Éder por duas ocasiões. Na primeira, o ponta de lança falhou escandalosamente o golo e na segunda possibilidade que teve apenas o ferro impediu que a bola entrasse dentro da baliza de uma Arménia que na etapa complementar poucas vezes mostrou capacidade para incomodar a defesa Lusa.
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo: João Moutinho

sábado, 31 de agosto de 2013

A lista do sargentinho.

 
  • Saiu mais uma lista de convocados da selecção para o importante embate com a Irlanda do Norte. Lista mais uma vez tão previsível como a risca ao meio de P. Bento.
Tão previsível como discursos totalmente vazios e pouco ambiciosos como os de P. Bento a cada jogo a dizer que os jogos não são decisivos… Nunca são, até ficarmos de fora do Mundial, nunca são.
 
Um seleccionador que não gosta de mudar. Tem aversão à mudança e que segue as pisadas do seu ídolo, o Sargentão Scolari que também fazia listas de convocados sem ter que ver jogo nenhum. As convocatórias estavam feitas independentemente do que cada jogador fizesse em campo. Ambos têm também em comum o facto de gostarem de dar uma de disciplinadores.
Scolari fez isso ao deixar de fora da selecção jogadores como Baía ou Sérgio Conceição, P. Bento com a birrinha que fez com Ricardo Carvalho. Ambos gozam de uma enorme benevolência da imprensa. A imprensa que sempre crucificou os seleccionadores, veja-se o caso recente de Carlos Queiroz… mas que é muito amiga do sargentinho e do sargentão que parecem estar acima da crítica.
 
O Sargentão podia insultar, não convocar jogadores do Porto campeão da Europa, deixar de fora o melhor guarda redes do Mundo, e todos achavam bem… P. Bento pode fazer convocatórias ridículas, convocando um grupo de amigos tal como fazia Scolari sem ouvir uma crítica.
Fico estarrecido quando ouço os amiguitos de P. Bento na imprensa a terem a distinta lata de dizer que ele faz milagres com os jogadores que tem… Ou seja, devemo-nos convencer que uma selecção com 3 jogadores do Real Madrid, um do Manchester United, dois do Zenit, e ainda jogadores do Porto e ainda Moutinho do milionário Monaco deve ser uma selecção que deve estar a lutar taco a taco com a poderosa selecção de Israel…
 
Quando era Carlos Queiroz o seleccionador, Portugal tinha uma grande selecção e era o seleccionador que não a sabia aproveitar, com P. Bento em poucos anos já os jogadores não são assim tão bons e coitadinho do sargentinho que tem muitas dificuldades em encontrar jogadores para a selecção… Talvez por haver tão poucos jogadores de qualidade, é que durante anos ignorou as grandes épocas de Hugo Viana no Braga, ou a preponderância de Manuel Fernandes no Besiktas, a grande época de Eliseu no Málaga, ou mais recentemente Licá, o seu novo alvo de estimação.
  • Paulo Bento quando foi apresentado como seleccionador referiu que os critérios para um jogador ser convocado seriam a assiduidade desse jogador no seu clube e a qualidade. Que só em casos muito contados em posições deficitárias é que ponderaria convocar um jogador que não jogasse no seu clube…
Ora se assim é, fica a pergunta. Portugal tem falta de opções no meio campo ao ponto de Ruben Amorim ( jogador fetiche de P. Bento), ter sempre lugar entre os convocados? Ruben Amorim que é um jogador tremendamente regular porque consegue ser suplente no Braga com a mesma qualidade que é suplente no Benfica…
 É que só assim de cabeça para o meio campo ficam de fora: Adrien Silva, André Leão, Manuel Fernandes, André Castro, Paulo Machado etc.
 
Fiquei estarrecido quando soube que P. Bento havia estado no estádio da Luz a ver o Benfica x Gil Vicente, jogo em que o Benfica não se apresentou com um único jogador português no onze. Das duas uma: ou estaria a fazer uma observação da selecção da Sérvia, já contando que Portugal pode encontrar os sérvios no play off, ou então estaria a observar os jogadores portugueses do Gil Vicente.
Tendo em conta a convocatória agora tornada pública, afinal nenhuma das hipóteses colhe. Pelos vistos estava mesmo a observar a forma como Ruben Amorim se mexe no banco de suplentes. Se aquece bem, se está atento ao jogo, se brinca muito ou pouco com os colegas no banco, esse tipo de observação técnico táctica de valor inestimável para a selecção.
  • Nisso P. Bento segue o seu mentor…
Scolari de burro não tem nada, e identificou logo que neste país para se ser protegido pela imprensa tem que comprar uma guerra com o F. C. Porto e o seu presidente. Daí não ver jogos do Porto porque segundo ele “ O Porto fica lá longe…”. Lema que parece estar a ser seguido agora pelo Sargentinho.
 
Foi o que fez Scolari ao deixar Baía de fora do europeu, mesmo sem explicação alguma, comportamento digno de um cobarde. Veja-se onde anda o seu delfim, Ricardo, o guarda redes que defendia sem luvas mas que fechava os olhos quando saía a cruzamentos…
Paulo Bento não tardou em comprar uma guerra com Pinto da Costa e com o Porto a propósito da utilização obsessiva de João Moutinho. Paulo Bento tal como Scolari vende a imagem de independência para fora, de não estar sujeito a pressões, mas quando escavamos um pouco mais fundo vemos que é bastante influenciável para não dizer que por vezes é um pau mandado.
Foi assim quando Mourinho era para treinar uns joguitos da selecção e não pôde e lá foi o sargentinho como 2ª opção mas bem mandado por Jorge Mendes.
 
Curiosamente a gestão de esforço que não fazia com os jogadores do Porto, especialmente Moutinho, sempre fez com os jogadores do Real Madrid…Pepe, Ronaldo e Coentrão eram geridos com pinças para não incomodar os trabalhos do Real Madrid. Aqui entra a falácia de suposta independência de Paulo Bento… É que esta selecção não é apenas um grupo fechado como era com Scolari onde o mérito não se reconhece e sim se valorizam os compadrios…
  • Esta é a selecção de Jorge Mendes
É só ver as convocatórias e facilmente se percebe porque é que faltam alguns nomes e outros aparecem de forma algo inexplicável, mesmo que não joguem. É só fazer as contas. Quantos jogadores desta selecção são agenciados por Jorge Mendes?
 
Desta lista temos 16 jogadores representados directa ou indirectamente por Jorge Mendes.
 
Eduardo, por exemplo não é agenciado directamente, mas foi Jorge Mendes o intermediário que participou nas suas transferências.
Os únicos jogadores da lista que não são do Jorge Mendes são: Beto, Neto, Josué, Raul Meireles, Vieirinha e Ricardo Costa. Mesmo estes, alguns deles mantém boas relações com Mendes,e viram no passado Jorge Mendes a intermediar algumas das suas transferências.
Outros como Neto são jogadores que certamente estarão no radar de Jorge Mendes que os “roubará” sem dó nem piedade seja quem for que os represente.
 
Também seria pedir muito que todos os convocados fossem Jorge Mendes… Por um lado porque Jorge Mendes não tem jogadores para todas as posições. Guarda-redes para terceiro teria mesmo que ser o Beto.
 
Para centrais Jorge Mendes também não tem mais. Meireles teria que ser convocado pela influência que tem, e depois Josué cumpre o plano de ter que ter alguém do Porto caso contrário seria demasiado ostensivo… Outra opção é Varela que também não é Jorge Mendes e que por isso fica de fora desta convocatória. Mendes perdeu influencia no Porto no pós 2004 e por isso se querem convocar jogadores do Porto o mais normal é que não sejam agenciados por Jorge Mendes.
 
Mas é curioso que também os jogadores convocados que não são Jorge Mendes, são representados por agentes que não atingem os mesmos mercados nos quais Mendes se movimenta nem lhe tapam jogadores que ele tem que colocar.
A selecção é a montra de Mendes. Pizzi, por exemplo, foi bem promovido na selecção. Brilhou no Corunha, e logo teve a sua chance. Já Lica como não é Jorge Mendes bem que pode brilhar que tem as portas da selecção fechadas.
 
  • Ficando de fora Varela, seria natural que entrasse Licá, do mesmo clube e a ser titular na sua vaga para a selecção… Mas não.
P. Bento disse mesmo que Nani mesmo não jogando teria que ser convocado porque não se poderia desperdiçar o seu talento… Ora, sabe-se que Nani esta época praticamente nem convocado foi no seu clube, mas sabe-se também que está num processo de negociação ou para sair ou para renovar com o Manchester, assim que a exposição na selecção lhe dá bastante jeito…
 
Por essa ordem de ideias porque nãos e aproveita o talento de Bruma? Nem nos sub-21? Não está a treinar? Tem jogado tanto como Nani nestes últimos tempos… Só que um é Catio Baldé, outro é Jorge Mendes.
Ruben Amorim foi titular da selecção no último jogo. Qualquer outro seleccionador que o fizesse seria bombardeado… P. Bento não. Ninguém questiona, ninguém coloca o dedo na ferida, as conferências de imprensa e entrevistas são de uma subserviência bacoca.
 
Não há coragem nem vontade que se lhe coloquem questões directas sobre a sua própria ligação com Jorge Mendes e a curiosidade de que quase sempre as suas listas são constituídas maioritariamente por jogadores de Jorge Mendes.
Mais ainda. Notou-se que alguns jogadores viram o seu caminho facilitado no acesso à selecção nacional após serem representados por Jorge Mendes… Veja-se o caso de André Martins. Quando representado por Pina Zahavi não era convocado, bastou mudar para a Gestifute e passou a aposta mesmo que não seja preponderante no Sporting.
Mas há mais… Nelson Oliveira. Engraçado que para este jogo já não foi convocado… Mas durante vários jogos em que foi suplente do Deportivo da Coruña tinha vaga assegurada. Mesmo com o seu futuro indefinido foi convocado para o jogo anterior e até jogou, o que foi um bom cartão de visita para chegar ao Rennes e se afirmar.
 
O critério de P. Bento nunca é questionado. Porque é que Nelson Oliveira era convocado quando não jogava, e agora que até marcou 3 golos pelo Rennes já ficou de fora?
  • Com Licá, P. Bento mata dois coelhos com uma só cajadada 
Por um lado chateia o Porto e mostra-se à imprensa como um seleccionador de ideias fixas e inabalável a pressões, por outro abre a vaga a Nani, jogador Jorge Mendes.
 
Para Licá fica o recado: para ser convocado ou é melhor ser suplente do Benfica ( visto que são jogos que P. Bento gosta mais de assistir), ou então passa a ser representado por Jorge Mendes e de um momento para o outro até parece que passará a ser outro jogador. Até lá, P. Bento estará mais ocupado a ver as movimentações de Ruben Amorim no banco do Benfica…
Ps- E o que dizer do compadrio total na federação ao entregar a Rui Jorge a selecção de sub-21 só porque é amigo de P. Bento? Que resultados conseguiu Rui Jorge com a selecção? Nada. Recompensa? Recebe uma geração de enorme talento outra vez para que uma vez mais falhe a qualificação para o Europeu.
 
Enquanto isso fica a questão: O que fizeram a Ilídio Vale?

sábado, 17 de agosto de 2013

A saída de Castro ou a forma como se tenta apagar o jogador à Porto...

 
 O empréstimo de Castro ao Kasimpa da Turquia devo admitir que caiu como um balde de água fria, num certo entusiasmo que vinha tendo em relação à política de contratações do Porto para esta época.
 
Um ano em que se parecia apostar novamente no mercado nacional e no aproveitamento de jovens portugueses como Licá, e jogadores adaptados ao nosso campeonato como Ghilas, ou ainda o recuperar de jogadores da casa que haviam sido dispensados, como Josué. Contudo, aquilo que parecia ser uma inflexão a uma política que optava sistematicamente por apostar em mercados estrangeiros, sofreu um rombo grande.
O conceito do jogador à Porto nos dias de hoje levaria a muita discussão. Já não será possível voltar a ter jogadores portugueses formados na casa como nos anos 80 e 90, a lei Bosman é um dos motivos mas não só.
 
O futebol assumiu-se como uma indústria, um negócio. Já não se fala de jogadores, fala-se de activos, já não há uma ideia de continuidade. Já não existe uma relação exclusiva clube-jogador. O empresário veio abalar por completo o vínculo emocional que ligava um atleta a um clube. Hoje em dia falar de futebol é falar de contratos, de fundos, de cláusulas, de comissões. Perdeu-se um certo romantismo.
O jogador à Porto não morreu. Alterou-se. Hoje em dia podemos considerar João Moutinho que foi formado num rival um jogador à Porto apenas pelas características técnicas e de carácter que coloca em campo. Fala-se de uma forma de estar, de característica algumas delas inatas, que fazem com que um jogador à Porto possa inclusive ser um estrangeiro como Lucho Gonzalez que chega e se acultura e depois vai passando a mensagem para os novos que chegam.
Castro é um jogador à Porto puro. Daqueles que não são fabricados, ou trabalhados. Está-lhe no sangue. O bisavô foi jogador do Porto. Castro é portista nascido e criado, que percorreu todos os escalões de formação do clube. Ele sofre cada derrota não como um profissional. Sofre como um portista como o mais apaixonado dos adeptos. Nos dias que correm em que parece ser impossível falar de amor à camisola, um jogador como Castro é a possibilidade de devolver algum romantismo à fria máquina da tão elogiada “estrutura”.
O enésimo empréstimo de Castro por tudo isto e por outros motivos, tem uma simbologia superior ao que se pode previamente perceber. Não é apenas mais um jogador que é emprestado. Trata-se do Porto, clube, e não sociedade, não gestor de activos, não entreposto de jogadores para grandes campeonato, abdicar de um pouco de romantismo. De um pouco de sentimento. Castro passou anos em sucessivos empréstimos, onde sempre deixou excelente impressão, começando no Olhanense e passando pelo Gijon onde deixou excelente imagem, pautando as suas exibições por tudo aquilo que reconhecemos ser as características de um jogador à Porto. Competência, paixão, raça, dedicação e entrega total. Castro saiu para crescer, mas sempre deixando claro que o fazia para um dia realizar o sonho de vestir a camisola que sente ser um prolongamento da sua própria pele. A camisola do clube pela qual ele sofre e que ama.
O Porto a isso respondeu com tímidas tentativas de o incluir no plantel nos trabalhos de pré-época mas sem lhe dar a real hipótese de ser alternativa. Com Villas Boas realizou o sonho de fazer parte do plantel, mas logo para ser emprestado a meio da época. O ano passado parecia ter sido o ano de Castro. Vítor Pereira abriu-lhe as portas do plantel, fez dele opção para alguns jogos e Castro respondeu sempre muito bem, demonstrando que para além de tudo é um jogador capaz de transportar a mística portista e é um jogador que faz bom balneário e que não faz birras a pedir mais minutos, coloca os interesses do clube à frente das suas ambições pessoais.
 
Esta época o Porto perde Moutinho, contrata Herrera por uma pequena fortuna, mas traz ainda Tiago Rodrigues, Carlos Eduardo e traz Josué.
 
Josué parecia ser um sinal do Porto a dar a mão à palmatória por ter deixado sair um jogador da casa que provou ter qualidade para fazer parte do plantel. Josué juntar-se-ia a Castro e finalmente vislumbraríamos aquilo que deveria ser a concretização do afamado projecto visão 611 que previa incluir alguns atletas formados no Porto na 1ª equipa. 
Durante a pré época P. Fonseca demonstrou confiar em Castro e fez dele um dos jogadores com mais minutos. Um dos jogos em que o reformulado meio campo melhor funcionou foi exactamente contra o Galatasaray em que Castro jogou a titular e rubricou uma excelente exibição. Castro partia também na poule position para ser um dos capitães de equipa. Um núcleo duro interessante de jogadores como Lucho, Helton e o regressado Fucile. Jogadores com muitos anos de casa e que podiam passar aos novos o que representa ser jogador do F. C. Porto.
 
Havia alguma abundância de opções para o meio campo, contudo Castro nunca havia sido colocado em causa até há cerca de uma semana. Os sinais da pré época foram claros, Carlos Eduardo pouco tempo jogou, e pouco mostrou. Tiago Rodrigues se jogou 5 minutos na totalidade foi muito. Falava-se na possibilidade de Tiago Rodrigues sair para rodar no Guimarães (algo totalmente lógico), e que Carlos Eduardo corria riscos, até pelo pouco tempo de utilização.
Qual não é a surpresa quando vemos depois nos últimos tempos os jornais a passarem a notícia que apesar de pouco ter jogado que Carlos Eduardo tinha a garantia de ficar no plantel…Esse foi para mim o primeiro sinal, que uma vez mais a fava saíria a Castro. O tal jogador que se sacrifica pelo clube e que por isso não faria como Rolando e não colocaria entraves a uma saída desejada pelo clube. Não levantaria ondas, algo que à administração dava um certo jeito.
 
E assim aconteceu. Castro prejudica a sua carreira desportiva, ao ir-se esconder numa equipa turca que não disputará as competições europeias e ainda ficando o clube com direito de opção sobre o jogador o que só demonstra que o Porto efectivamente não valoriza Castro como jogador. Não valoriza o aquilo que pode dar ao clube e a sua qualidade. O que pretende apenas é despachar um activo, e ganhar dinheiro com ele. No fundo trata Castro como um jogador qualquer. Não um jogador que carrega a mística do clube e que merecia ser tratado com o mesmo carinho que os adeptos lhe dispensam.
Mesmo para a carreira do atleta, nota-se que o Porto pouco se preocupou. Garantiu-lhe estabilidade económica mas condenou-o a ficar bem longe da hipótese de ir ao Mundial do Brasil. Podia tê-lo emprestado a um clube espanhol, uma liga onde Castro já jogou e valorizou-se, mas optaram por negociar com um clube turco que já havia recebido Djalma.

Esta cedência é a prova da falência e da hipocrisia do projecto visão 611. Onde está a preocupação do clube em promover os jogadores da casa?

Seria assim tão impossível voltarmos a ter jogadores portugueses formados no clube como no passado com: Baía, Domingos, Fernando Couto, Jorge Costa etc?
Muitos arautos dizem que o clube tem é que ganhar e que os jovens não têm qualidade suficiente?
Tal argumento cai por terra quando o Porto teve a espinha dorsal de uma equipa campeã da Europa de sub-17. A geração de 2003 campeã da Europa em Viseu tinha como máximas referências: Márcio Sousa, P. Machado, Bruno Gama, Vieirinha e Hélder Barbosa. Tudo jogadores do Porto. O que aconteceu a esses jogadores? O mesmo que está agora a acontecer a Castro. Sucessivos empréstimos a clubes com pouca dimensão, até ao ponto que nunca deram o salto competitivo para chegarem à dimensão que prometiam chegar.
 
Por outro lado, custa ver que dessa mesma geração, Moutinho que era suplente, acabou contratado por 10M e foi apelidado de jogador à Porto. É mais fácil reconhecer um jogador à Porto quando ele está fora de portas...?
Moutinho se tivesse sido formado no porto, nunca chegaria a ser chamado de jogador à Porto nem seria o melhor médio português da actualidade. Porquê? Porque nunca teria a oportunidade sequer de ser opção no plantel. Porque tem opções de muita qualidade a taparem-lhe o lugar? Nem por isso. Titulares sim, mas é assim tão complicado pedir que no banco estejam jogadores do clube, que recebem menos e têm um vínculo emocional, do que jogadores estrangeiros que nunca se afirmarão como titulares?
 
Vieirinha e Hélder Barbosa não tinham lugar no banco porque ele era ocupado por “talentos” do nível de Djalma ou Mariano Gonzalez…
P. Machado foi o primeiro Castro. Outro médio capaz de ocupar três posições, polivalente, raçudo, portista até ao tutano, mas que na fase decisiva da carreira andava perdido em sucessivos empréstimos. Um empréstimo pode ser interessante na formação de um jogador. Mas quando eles são condenados a sucessivos empréstimos sem qualquer tipo de critério ou preocupação o normal é acabarem por passados vários anos saírem do clube sem nunca terem tido uma real chance de afirmação.
Curioso ver que com tantos anos de atraso, foi preciso toda essa geração de sub-17 sair do Porto a título definitivo para percorrerem um longo caminho que os levou à selecção. Vieirinha e Paulo Machado primeiro, Helder Barbosa já por lá passou e agora té Bruno Gama. Todos contudo viram a sua carreira congelada em anos fundamentais para afirmação. Todo o contrário do que aconteceu com Moutinho ou Veloso.
Infelizmente podemos dizer que hoje em dia, para o bem do futebol português, é melhor que os jovens talentos não estejam vinculados ao Porto, porque nesse caso acabarão por se perder após anos de empréstimos sem a mínima esperança de serem opção para o plantel. O mais revoltante é sentirmos que não se trata de uma decisão puramente desportiva. É negócio. Entre um jogador do Porto, nascido e criado, e outro de qualidade semelhante ou inferior mas que seja estrangeiro e tenha sido contratado, opta-se pelo estrangeiro.
O caso de Castro é sintomático. O treinador confiou nele durante toda a pré-época. Devemos mesmo acreditar que foi P. Fonseca que decidiu emprestar Castro…? Se confiava tanto nos demais médios, porque não os colocou a jogar?
 
A decisão não é desportiva. Quem conhece o plantel, quem trabalho no dia-a -dia sabe que Castro merecia ficar no plantel. Poderiam ter dado ouvidos ao próprio João Moutinho que na saída confrontando com a sua sucessão, disse que o Porto tinha o Castro e que por isso não teria que se preocupar...Se treinadores, colegas e adeptos sentem que Castro é jogado à Porto e para ficar no Porto, porque é que a direcção acha diferente? Quais são os motivos?
 
Infelizmente estamos perante um caso que não é apenas técnico táctico. Falamos de empresários, de comissões, de favores que se pagam mais cedo ou mais tarde. Falamos de dinheiro.
 
Castro é português, não tem porventura o empresário certo, e não gera mais valia em comissões de transferência como outros elementos do plantel que o integraram não apenas pela sua valia técnica ou porque o Porto deles necessitava.
O mais curioso será ver que o Porto até ao final de Agosto ainda poderá perder Fernando. Contudo, nem pensou duas vezes e deixou sair Castro que é dos poucos jogadores do plantel que pode fazer a posição de Fernando. O que acontecerá se Fernando sair? O Porto provavelmente irá contratar mais um médio, isto mesmo tendo a solução dentro de casa.
 
Parece-me claro que numa estrutura de 3 médios o Porto teria que ter um mínimo de 6 jogadores no plantel. Fernando/Defour, Herrera/ Josué e Lucho / Quintero. Acontece que destes 6, Quintero só pode jogar a 10. Destes 6, Defour deve ser titular no lugar que pertencia a Moutinho. Sendo assim que jogador sobraria para entrar no lugar de Fernando se necessário? Herrera? Ele já disse que é um 8, e ainda está a adaptar-se ao futebol europeu. Castro era a solução óbvia. Um jogador que pode jogar nas duas posições do triângulo invertido do meio campo do Porto para esta época.
Castro é portista, é competente, é português, é formado na casa, é mais barato que outras soluções, faz bom balneário e é um jogador que se sacrifica pela equipa. Fez o que lhe competia e depois de uma boa época, fez uma excelente pré época enquanto que Carlos Eduardo ou Tiago Rodrigues pouco ou nada mostraram. Sendo assim porque sai Castro? Uma explicação que infelizmente não a teremos porque não é algo que os jornalistas perguntem.
 
Em conclusão ficam as declarações de Castro quando esteve emprestado no Gijon demonstrado que aquilo que deve ser o seu estado de espírito, mas que infelizmente o Porto parece não estar muito importado:
 
«Andar emprestado já não faz sentido. Quando acabar a época terei 24 anos. Tenho de me afirmar. Tenho feito boas épocas quando sou emprestado, tanto no Olhanense como no Sporting, e agora algo tem de se decidir. Não se trata de uma exigência, mas não é bom andar sempre emprestado. Nunca sabemos onde vamos estar na época seguinte»,
 
Castro parte agora para Turquia com 26 anos e sem garantias de voltar, aparentemente o Porto até agradecia que não voltasse para receber 6 milhões por um jogador à Porto, espécia em vias de extinção e que devia ser preservada. Pelos vistos será algo apenas para ser visto no futuro museu do clube…
 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Valeu pelo resultado

O FC Porto sofreu os primeiros golos na pré-temporada, frente aos Venezuelanos do Anzoátegui, no triunfo por 4 x 2. Os Dragões entraram a vencer na Copa EuroAmericana 2013, deixando claro que há uma segunda linha que ainda não está à altura dos conceituados.
 
Com a baliza em branco nos testes anteriores, o sinal de reparo do jogo Portista vai para a actuação defensiva. Depois de já ter tremido contra 11 no embate com o Marseille (depois disfarçado com o resultado), a linha defensiva acabou por revelar novos problemas de estabilidade frente ao Anzoátegui. Fucile, que tem sido dos mais utilizados nesta fase de testes, foi o mais instável, sendo que Mangala e Maicon também não escapam à crítica, sobretudo no lance do primeiro golo Venezuelano.
 
Golo que surgiu aos 39 minutos e depois de vários avisos por parte da equipa da casa. Edwin Aguilar intrometeu-se entre os centrais Portistas e, mais rápido que a dupla Franco-Brasileira, acabou por bater Fabiano com um chapéu. Sem se tratar de um golo da justiça, a vantagem do Anzoátegui também não mentia sobre a história do jogo; e o FC Porto sofria assim o primeiro golo da pré-temporada, que não passou a dois pouco depois porque Aguilar, desta vez, atirou ao lado depois de nova fugida a um eixo defensivo Azul desnorteado.
 
Antes da vantagem Venezuelana assistiu-se a um equilíbrio de forças e fraquezas, com as equipas a chegarem com frequência – e facilidade – à área do adversário. Assim, só nos três primeiros minutos viram-se outras tantas ocasiões de golo; duas para o Anzoátegui (1’ e 3’), uma para o FC Porto (2’), com Ghilas isolado – a passe de Fernando - a permitir a defesa ao guarda-redes da casa.
 
Do futebol Azul tentava destacar-se um elemento. Carlos Eduardo era quem mais procurava os desequilíbrios – a par de Fernando -, apresentando-se como o elemento mais solto e «vagabundo» do triângulo invertido composto pelo «6» Brasileiro e por Steven Defour. Mas era no jogo para trás que o FC Porto sofria, como aos 15 minutos, quando novo remate de meia distância importunou Fabiano.
 
Do jogo para a frente do Tricampeão Nacional comandado por Paulo Fonseca nota para um remate cruzado de Iturbe, aos 18 minutos, após assistência de Carlos Eduardo. Aos 20’ foi Varela a não chegar a um cruzamento do Argentino para aos 37’ se ver um erro de arbitragem; Iturbe foi derrubado na área pelo guarda-redes adversário, mas um fora-de-jogo mal assinalado acabou por anular a grande penalidade.
 
Para a segunda parte, Paulo Fonseca fez mudanças que devolveram ao «11» Portista uma cara mais comum. Fucile, Carlos Eduardo e Ghilas cederam os lugares a Danilo, Lucho e Jackson Martínez, três indiscutíveis na equipa base do Dragão. E a diferença foi imediata, com o FC Porto a chegar ao empate num lance que envolveu Varela, Danilo e Jackson. O extremo serviu o lateral que cruzou certeiro para o golpe de cabeça do Colombiano; fácil e eficaz. Tão fácil que quase dava novo resultado aos 58’, com Lucho a isolar Jackson que desta vez permitiu a defesa a Edixson González.
 
Depois, os minutos loucos em Puerto de La Cruz, com três golos em três minutos. Aos 62’, Juan Fuenmayor voltou a dar vantagem ao Anzoátegui, com um remate de ressaca na sequência de um livre que ficou preso na barreira. A reacção do FC Porto foi imediata e letal, com Mangala a empatar no minuto seguinte (Jackson ganhou nas alturas e deixou a bola à mercê do Francês) e Varela a apontar o 3 x 2 aos 65 minutos, com um golpe de cabeça perfeito a finalizar uma bela jogada ofensiva dos Dragões. O mesmo Varela fixou o resultado final aos 94 minutos, concluindo da melhor forma a assistência de Lucho.
 
Do bloco de notas de Paulo Fonseca devem constar várias anotações após os 90 minutos na Venezuela: Ghilas tarda em se afirmar como opção séria para Jackson, que marcou à primeira; Carlos Eduardo é irrequieto mas não sabe como substituir Moutinho e a estabilidade posicional de Lucho González; e Iturbe, que jogou os 90 minutos e parece crescer a cada nova oportunidade. É desta, «pequeno» Messi?
 
Quarta-feira há mais FC Porto na Copa EuroAmericana, desta feita na Colômbia, frente ao Millionarios.
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Silvestre Varela
 

domingo, 16 de junho de 2013

O que não se deve fazer

Todos sabemos que tipo de conduta devem os Jogadores ter ao serviço do Futebol Clube do Porto. E todos sabemos o que geralmente acontece aqueles que resolvem ignorar este mesmo código de conduta do reino do Dragão. Ora nós últimos tempos o Belga Defour parece ter-se esquecido de como deve estar no FC Porto e resolveu começar a barafustar na Imprensa para poder ser titular indiscutível para que possa representar a Selecção do seu Pais no Mundial do próximo ano que se vai disputar no Brasil.
 
Primeiro que tudo Defour deveria estar preocupado em representar o Clube que lhe paga a tempo e horas o seu principesco ordenado. A Selecção, embora seja o orgulho de um Jogador, não espera deste o mesmo tio de rendimento que o FC Porto espera depois de o ter contratado. E para mais quando a Bélgica precisar de um Jogador basta-lhe escolher um qualquer do seu lote de disponíveis sem ter de pagar mais ou menos por isto enquanto os Dragões não se podem dar a este luxo.
Segundo, de pouco adianta ao Belga fazer pressão sobre o Treinador/Clube para jogar. Isto porque no Futebol Clube do Porto já há muito que se implementou a ideia de que só joga quem estiver em condições para tal e quem estiver em condições de servir da melhor maneira possível os interesses do Clube. E isto já foi assim com históricos como Vítor Baía, Jorge Costa, Bruno Alves, Raul Meireles, Lucho, Lisandro, Quaresma, etc.
 
Terceiro, Defour sempre disse que se sente melhor na posição de médio defensivo apesar de tentar dar sempre o máximo numa qualquer outra posição em que o Treinador o coloque. Contudo para que este possa jogar nesta posição das duas uma; ou Fernando deixou o Clube ou Fernando está lesionado e não pode jogar. De outra forma Defour não irá com toda a certeza ser o tal titular indiscutível que lhe abrirá as portas da Selecção rumo ao Mundial… A não ser que Castro e Herrera sejam “maus substitutos” de João Moutinho sendo que para tal teria de acontecer uma catástrofe natural seguida de uma artificial.
Quarto, ainda está para vir Treinador que assine pelo Futebol Clube do P*orto que ceda às pressões dos Jogadores. Nem Guarin que tanto barulho fez durante o fabuloso reinado de Villas-Boas conseguiu a tão desejada titularidade sem que antes Fernando se lesionasse com gravidade. E pelo que vou lendo Paulo Fonseca não gosta mesmo nada deste tipo de atitudes da parte dos Atletas que orienta. 
 
Portanto será bom que Defour pare de vez com a figura triste que tem estado a fazer na Comunicação Social. O Belga é um Boim jogador, tem muito potencial mas terá de saber agarrar a oportunidade quando ela aparecer e não força-la a todo o custo. Para mais se este tiver como grande objectivo a sua saída a mal do Clube então é bom que olhe para o que aconteceu aos Jogadores que no passado tomaram tal atitude. Rolando, James, Jardel, Zahovic, etc que o digam.
 
Trabalha mais e fala menos Defour! È um conselho de amigo e quem te avisa teu amigo é.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Queres Assim ou Com Mais Molho?

A frase era da minha Avó. Lembrei-me dela quando vi a possibilidade de alguns jogadores nossos conhecidos fazerem parte da equipa do Mónaco na próxima época. Ao clube, comprado há pouco tempo por Dmitri Ryvoloblev, apresentado na Wikipedia (onde é que havia de ser?) como empresário, investidor e filantropo, não parece faltar nada para se tornar um caso sério no panorama mediterrâneo do pontapé-na-bola.
Empresário e investidor, vá-que-não-vá! Agora, “filantropo”, achei piada. Vejam só: “Aquele que faz donativos a organizações humanitárias, pessoas, comunidades, ou o trabalho para ajudar os demais, directa ou através de organizações não-governamentais sem fins lucrativos, assim como o trabalho voluntário para apoiar instituições que têm o propósito específico de ajudar os seres vivos e melhorar as suas vidas, são considerados actos filantrópicos”. Ufa! A descrição tanto serve para os Amigos da Verdade Desportiva como para o Papa Francisco.
 
A população dos 2 (dois) quilómetros quadrados do Principado, provavelmente afogada em dívidas (Ah!Ah!Ah!) deve estar felicíssima com a chegada deste benemérito. Imagino o dono do Casino ou Sua Alteza Sereníssima, a pedirem esmola na “curva do mónaco”, enquanto comem umas sandes embrulhadas num cachecol da última Supertaça Europeia.
Rui Barros e Costinha já lá jogaram e, ao que se consta, parece que Claudio Ranieri viu nos atletas que passaram pelo Futebol Clube do Porto, um mercado apetecedor. Moutinho, James, e Falcão serão a base do novo plantel, e Ricardo Carvalho também pode ajudar.
Outros grandes nomes do futebol mundial são falados, como Victor Valdés do Barcelona, Ivanovic do Chelsea, Coentrão do Real de Madrid, Carlos Tévez do Manchester City e até Hulk! Não sei se deveríamos aproveitar a maré e empandeirar algumas das nossas vedetas que parecem descontentes. Cristian Atsu e Fernando ficavam mesmo a matar.
 
A par destas movimentações, um interessante imbróglio jurídico se coloca. Federação e Liga francesas pretendem que o clube com sede no Mónaco transfira a sua residência fiscal para território francês. Como é bom de ver pretendem tributar o clube no local onde exerce a sua actividade, o que colide com várias normas do direito europeu, bem como, com protocolos existentes entre o principado monegasco e a França.
 
É entrar, é entrar, o Circo do Mónaco vai começar…
Abraço

domingo, 26 de maio de 2013

Pensamento da Semana

James e Moutinho trocaram um Clube Tricampeão que na próxima temporada vai participar na Liga dos Campeões por um Clube que faz parte de um micro estado que participa num micro campeonato.
 
O Português merecia coisa melhor, já o Colombiano levou o habitual tratamento que o Futebol Clube do Porto costuma dar a quem tem a mania das grandezas.
 
E já que falamos de mania das grandezas, parece que o actual Presidente do Sporting Clube de Portugal se lembrou de criticar o negócio FC Porto/AS Mónaco. É sempre engraçado ver um anão a colocar-se em bico de pés para mostrar serviço ao vizinho da segunda circular.