segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Magia no Dragão

Não houve tempo para pensar nos danos que a aproximação do Benfica, concretizada no dia anterior em Coimbra, poderia gerar neste FC Porto. Uma equipa tocada por dois empates consecutivos marcou logo aos cinco minutos e resolveu depressa um problema: que nível de stress poderia gerar o prolongar da igualdade diante da outra equipa ainda invicta no campeonato. O jogo haveria de ser mais tranquilo do que o esperado e mais tarde se saberia que foi sem aparente dificuldade que os portistas mantiveram a distância de quatro pontos a seis dias de jogar com o Benfica. A liderança do FC Porto, que já dura desde 28 de Novembro de 2005, vai ultrapassar o primeiro dia de Dezembro de 2007. O golo de Lisandro, mais um de pé esquerdo, esvaziou o primeiro receio portista e, estranhamente, não encheu o Setúbal. Nem em desvantagem os sadinos deixaram de acreditar que não bastava preencher bem os espaços. Até que estavam bem distribuídos no campo, quase sempre na metade defensiva, mas sempre incapazes de estender um jogo que o FC Porto foi mantendo sempre perto da área de Eduardo. Ora, portistas perto da baliza contrária significa, habitualmente, perigo e foi isso que sucedeu ao ponto do resultado de 1-0 parecer pouco ao intervalo. Nesse período foram contabilizados cinco lances de perigo criados por um FC Porto diferente na forma e no conteúdo. Entrou Pedro Emanuel e Cech, mas também inverteu-se o triângulo do meio-campo, com Raul Meireles a ficar quase em linha com Paulo Assunção e Lucho a avançar para as costas do trio de ataque. Aliás, foi essa maior proximidade do argentino à área adversária que esteve no início do lance que Lisandro concluiu para abrir o marcador. O que resta da primeira parte, com sequelas na segunda metade, são os momentos em que o FC Porto parece ficar em stand-by. Repousa com um golo no colo e fica à espera que, em desvantagem, o adversário seja mais afoito e abra espaços na sua defesa. Com o Setúbal podia ter esperado sentado. Só que, desta feita, ao imobilismo sadino respondeu o FC Porto com uma segunda parte melhor, numa rotação superior aos 45 minutos iniciais. O que constitui uma novidade, porque sabe-se como, regra geral, a etapa complementar é o lado B do líder do campeonato. A falta de pontaria foi adiando a justiça, porque se a vitória nunca esteve em causa, o volume do marcador pareceu estar sempre aquém da produção. Mais uma mão-cheia de boas oportunidades até que Quaresma matou a pontapé o fantasma da Reboleira e a pressão do Benfica. Dois em um, com um golo fantástico e um género de "punch line" da boa exibição de Quaresma e da equipa.

Fonte: OJOGO
Não foi um jogo para adepto ver, eu estive no Dragão a assistir a esta partida e confesso que a dada altura o encontro me estava a aborrecer, mas foi sobretudo um jogo seguro em que o Futebol Clube do Porto deu um safanão á pequena crise que se vinha a manifestar após os resultados de Belenenses e Amadora. E Quaresma teve um lance de génio que pôs o estádio de pé quando o publico já se encontrava totalmente possuído pela pasmaceira que o jogo estava a ser. Passemos ao Positivo e Negativo:

Positivo: Aqui vou destacar 3 nomes; Lucho Gonzalez sempre muito esforçado e que com os seus passes de régua e esquadro fez uma excelente assistência para o El Matador Lisandro Lopez que esteve pura e simplesmente incansável durante todo o jogo (faz lembrar o Derlei dos Bons Tempos) e por último Quaresma que esteve meio apagado no jogo, quase a deambular o jogo todo mas que teve um lance de génio no final e marcou um golo que foi um hino ao futebol!!!

Negativo: Aqui destaco mais uma vez a Cobardia de Jesualdo Ferreira, que demorou tanto tempo a fazer as substituições… Até custava ver os jogadores a sofrer em campo com tanto cansaço acumulado e o Prof. não mexia… Ganhe coragem Jesualdo e lá porque nos dois jogos anteriores teve más opções não quer dizer que tenha de ser assim tão… COABRDE nos jogos futuros… Espero que em Janeiro isto não vá dar asneira como o ano passado.

Saudações Portistas!!

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