sábado, 29 de dezembro de 2007

Mais uma vez o F.C. Porto é um exemplo!!!

Apesar da nova lei antitabágica não incluir a proibição de fumar em espaços abertos, o FC Porto está a equacionar estendê-la às bancadas do Estádio do Dragão. "Seria uma medida louvável", comentou a O JOGO Carlota Simões Raposo, coordenadora da Linha SOS - Deixar de Fumar. A intenção do FC Porto não passa disso mesmo, até porque, como explica Sérgio Vinagre, coordenador do programa de prevenção e tratamento do tabagismo da ARS-Norte, "legalmente a lei não proibe que se fume em espaços abertos". A concretizar a intenção, o clube seria pioneiro em Portugal e juntar-se-ia às iniciativas de outros, como o Arsenal e Manchester United, dois exemplos famosos da proibição que se estende a todos os estádios ingleses. O universo dos que concordam com a intenção portista é extenso. "Seria uma medida muito bem-vinda", disse Agostinho Marques, director da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e do Serviço de Pneumologia do Hospital de São João. No entender do médico, há um lado pedagógico louvável, até porque "é muito importante que as crianças e os adolescentes", muitas delas adeptas de futebol, "convençam-se que o acto de fumar é mais antipático do que fumar". É nesse ponto que Sérgio Vinagre e Carlota Simões Raposo fundamentam também boa parte da satisfação com a notícia de que há um clube em Portugal preocupado com a saúde dos adeptos. "Pode ajudar a reduzir drasticamente o consumo porque os estádios são espaços que concentram muita gente", defendeu o coordenador do programa da ARS-Norte, seguido na ideia pela responsável da Linha SOS - Deixar de Fumar, para quem "as crianças e jovens não-fumadores são bombardeados com pessoas a fumar. Aliás, é muito frequente as câmaras de televisão focarem, durante o jogo, pessoas com o cigarro na mão". Se para os adeptos a proibição de fumar poderá constituir uma novidade, a verdade é que já são muitos os locais do Dragão onde já é proibido fumar, como são os casos dos parques de estacionamento e em quase todo o interior do Dragão. "Apesar de ser ao ar livre não deixam de existir fumadores passivos", realçou Sérgio Vinagre, atraindo apoio à ideia do FC Porto.
Portanto já sabe, se for ao Dragão e for um DRAGÃO no verdadeiro sentido da palavra NÃO FUME por favor. Não seja indelicado com os seus amigos e companheiros de clube e prolongue a sua Vida por muitos mais anos, porque o Futebol Clube do Porto necessita sempre dos seus adeptos em plena forma para que se possa celebrar como um DRAGÂO todas as conquistas que se avizinham no ano de 2008. Saudações Portistas!!

domingo, 23 de dezembro de 2007

Um Natal Azul e Branco ou á TriCampeão

São os meus Desejos a toda a Comunidade Portista e não só!!! E lembrem-se que o Futebol Clube do Porto perdeu na Madeira mas continua a ser o Líder e tem 7 pontos de distância para o 2º classificado e isto para não falar que tem optimas hipoteses de passar aos Quartos de Final na Liga dos Campeões Europeus.
Saudações Portistas!!

sábado, 22 de dezembro de 2007

Casca de Banana da Madeira

Catorze jornadas. Mais de uma dezena de jogos totalmente invencível, mas o Bicampeão Nacional sabia que isto podia acontecer. Lucho González tinha avisado na última «superflash», embora certamente não imaginasse perder assim. A bola simplesmente não quis entrar e o Nacional, que lutou sempre muito, é verdade, aproveitou da melhor forma esse infortúnio. Acima de tudo, uma certeza: o F.C. Porto permanece destacado na liderança da Liga. Os Dragões chegavam ao Estádio da Madeira na condição de primeiros classificados inquestionáveis do campeonato e a ambição de concluir o ano de 2007 com esse mesmo estatuto fez com que a equipa demonstrasse bem cedo um enorme desejo de vencer, evidenciado logo aos cinco minutos por uma excelente arrancada de Bosingwa pelo corredor direito, que só não resultou em golo porque nenhum companheiro chegou a tempo de emendar o cruzamento perigosíssimo do lateral. Apesar da marcação extremamente cerrada do Nacional, a avalanche ofensiva azul e branca continuou, traduzida em mais quatro jogadas de verdadeiro alerta para o adversário: Postiga rematou muito perto do poste esquerdo; Alonso cortou «in extremis» uma bola de Raul Meireles que ia direita a Lucho; Diego Benaglio interceptou novo cruzamento rasgado de Bosingwa; e Postiga chegou atrasado a um bom lance de entendimento entre Lisandro e Lucho. Nos últimos 20 minutos da primeira parte do encontro, o Nacional equilibrou as operações. O F.C. Porto, no entanto, regressou do intervalo outra vez muito forte, voltando a tomar conta do jogo e prometendo cada vez mais o golo que teimou em não chegar, ora por culpa do infortúnio dos seus avançados, ora por culpa das boas intervenções de Diego Benaglio. Mas nem só destes dois factores dependeu a primeira derrota dos azuis e brancos na Liga (recorde-se, mais uma vez, apenas ao fim de 14 jornadas). A partida ficou também marcada por um lance mal ajuizado, aos 54 minutos, em que tinha de ser grande penalidade, uma vez que a falta de Filipe Lopes aconteceu dentro da área dos madeirenses. Cinco minutos depois surgiria o golo do Nacional. Não obstante isso, o F.C. Porto manteve-se de cabeça erguida e só não saiu da Madeira com outro resultado, porque de facto esta não foi uma noite afortunada para os seus jogadores. Que o digam Raul Meireles (54m), Lisandro (54m) e Kazmierczak (81m), a quem Diego Benaglio negou claramente o golo, e até mesmo Mariano (62m), que, de baliza aberta, não acertou bem na bola, e Leandro Lima (79m), que viu um defesa desviar-lhe o esférico do destino mais desejado.

Saudações Posrtistas e Boas Festas!!!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

A sorte do Dragão

O sorteio da UEFA, realizado em Nyon, ditou a equipa alemã do Schalke 04, como o adversário do FC Porto nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Na fase de grupos esta equipa ultrapassou o Rosenborg e o Valência sendo apenas superada pelo Chelsea. Os "azuis-e-brancos" regressam assim a Gelsenkirchen (onde venceram a final da "Champions" em 2004) para jogar a primeira mão da eliminatória a 19 ou 20 de Fevereiro, recebendo o Schalke no Dragão a 4 ou 5 de Março.
Em relação às outras partidas sorteadas, destaque para os embates entre Liverpool e Inter, Roma e Real Madrid, e sobretudo entre o Arsenal e o campeão europeu Milan.
Jogos dos Oitavos-de-final da Liga dos Campeões

Celtic – Barcelona

Ol. Lyon – Manchester United

Schalke 04 – FC Porto

Liverpool – Inter Milão

Roma – Real Madrid

Arsenal – Milan

Olympiakos – Chelsea

Fenerbahce - Sevilha

Saudações Portistas e Boas Festas!!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Um jogo á TriCampeão


O problema bicudo, proposto por Manuel Cajuda num género de indecifrável equação, foi resolvido em menos de uma hora, num momento de redenção de Tarik, que tivera a resposta para o enigma na ponta do pé 30 minutos antes de assinar a resolução do enunciado. A validade do desafio vimaranense, assente numa ousadia prometida de véspera e em inegáveis exercícios de pressão, que sugeriram uma abordagem diferente aos Dragões, poderia ter caducado em menos de dez minutos. Na verdade, o segredo para a trama oculta quase foi descoberto nos primeiros ensaios ou pontapés. Não fosse o deslumbre de Quaresma, que errou o alvo sem Nilson no caminho, e a tese do insondável teria sido refutada nos primeiros instantes de decomposição e pesquisa. A apreciável estrutura do Vitória, que zelava cuidadosamente pela inviolabilidade da sua baliza como se se tratasse de um labiríntico esconderijo, tentando esconder muitos metros adiante, entre avisos e ameaças, a chave do problema, mal tivera tempo de se recompor quando Tarik quase decifrava o mistério e libertava, com estrondo, a aprisionada solução. Nilson, o último guardião do desconhecido, estava novamente batido, assistindo, resignado e agradecido, à caprichosa trajectória da bola. Outros compostos e alternativas foram somados à persistência portista, entre toques de calcanhar, transições profundas e o cintilar de uns quantos desequilíbrios. Jesualdo Ferreira não prometera, mas admitira a existência de uma saída, pelo menos. Da adição nasceu a descoberta: o golo, trilhado num misto de prudência e arrojo, numa mescla que combinou um recomendável estado de alerta, uma fibra invejável e uma notável velocidade de execução, na qual é de elementar justiça incluir Helton, autor de um par de defesas brilhantes que ajudaram a traçar o destino da ininterrupta busca. A interrogação Vimaranense tinha, contudo, outras variantes, possibilitava mais do que uma resposta, conforme Lisandro faria questão de demonstrar adiante, numa cambiante individual e de genuíno ponta-de-lança, daquelas que lhe permitem distinguir-se, a léguas, como o melhor marcador da Liga e uma das boas razões para justificar a ampla vantagem portista, que alargou o fosso para o segundo classificado de sete para dez pontos.
Este ano o Tri é nosso e disso não há que ter duvidas!!! Saudações Portistas!!

sábado, 15 de dezembro de 2007

O Senhor que se segue até ao Jamor

V ELIMINATÓRIA da TAÇA DE PORTUGAL



Sporting - Lagoa

FC Porto - Aves

Leixões - Anadia

Oliveirense -Marítimo

Gil Vicente -Juv. Évora

Benfica - Feirense

Rio Ave - Olhanense

Paços Ferreira - Abrantes

V. Guimarães - Nacional

Beira Mar - Moreirense

V. Setúbal - U. Leiria

Penafiel - Sertanense

E. Amadora - Sp. Braga

Naval - Boavista
Os jogos estão todos marcados para o dia 20 de Janeiro de 2008. Saudações Portistas!!

Líder em Portugal e na Europa!!!

A vitória, clara e amplamente justificada, para lá dos números garantidos por Lucho e Quaresma, produziu efeitos mais vastos do que a qualificação desejada para os oitavos-de-final da UEFA Champions League, que o empate, só por si, assegurava. Com o inequívoco triunfo sobre o Besiktas, F.C. Porto concluiu o Grupo A na frente, na mesma posição em que terminara o agrupamento que partilhou com o Milan em 1996. Mais: em 13 participações, os Dragões atingem pela nona vez a segunda etapa da prova, integrando a fase de eliminatórias pela quarta vez em cinco épocas. Sem ensaios ou preâmbulos, dispensáveis preliminares de entediar, o encontro do tudo ou nada assumiu o aspecto antecipado e as configurações aguardadas, como se um automatismo extraordinário ditasse rotas e direcções. Os mais óbvios caminhos eram, no entanto, determinados pelo arrojo portista, que condicionava a partida a um jogo de sentido único. Cruzamentos de Quaresma e Bosingwa já tinham rasgado espaços entre a defesa turca, quando Tarik alargou o repertório de soluções numa variante individual que deixou três adversários pelo caminho antes do remate. Daí ao golo de Lisandro, que a equipa de arbitragem sueca erradamente não sancionou, foi questão de mais uns quantos exercícios de pressão e um punhado de ameaças. As réplicas de prenúncio de golo sucederam-se para lá do primeiro esboço reactivo do Besiktas a uma pressão que indiciava a geração da vantagem do campeão português e a concepção do apuramento, que parecia germinar, definitivamente, num movimento fantástico de Tarik. Com uma defesa soberba, Rustu negou, no imediato, o que viria a autorizar no minuto seguinte. Marcou Lucho, com o guarda-redes turco a pedir, de forma descabida, o fora-de-jogo que não existiu. Os vastos sinais da hegemonia portista não se ficaram por ali, pela proximidade do descanso, prolongando-se pelo decurso da segunda parte e conseguindo no golo de Quaresma, sabiamente isolado por Lisandro, o melhor desenho e o mais letal dos preparativos. Aos 62 minutos, a qualificação estava assegurada, mas a persistência portista no ataque só se esgotaria à interrupção definitiva do jogo. O F.C. Porto permanece na Europa, na mais competitiva liga do planeta, e na condição de vencedor de grupo.
Saudações Portistas!!!

domingo, 9 de dezembro de 2007

A Chave da vitória

Um golo de Adriano, apontado nos últimos instantes da partida, sentenciou o destino de uma eliminatória que Hélder Postiga começara a escrever pelo mesmo método e com idêntica perícia. Nas duas situações, Rui Rego, guarda-redes do Chaves, nada pôde fazer para alterar a direcção das redes traçada por dois remates precisos, que dispensaram preparação. Apesar da entrada atípica no encontro, justificada em partes iguais pelas características de um tradicional jogo de Taça e pelas alterações significativas introduzidas no onze, parcialmente preservado para as exigências da Champions, o F.C. Porto revelar-se-ia a equipa mais ameaçadora, fundamentando o apuramento para a quinta eliminatória da competição com um punhado de ocasiões flagrantes de golo. Depois dos ensaios da primeira parte, aos quais Rui Rego negou repetidamente o golo, Hélder Postiga colocou os campeões em vantagem aos 56 minutos, finalizando, de primeira, uma jogada rápida executada a três toques: numa longa abertura, João Paulo solicitou Kazmierczak do lado oposto, à esquerda, que, de cabeça, lançou Postiga para o remate fulminante. Em vantagem, os Dragões poderiam ter resolvido a questão da qualificação nos instantes imediatos, quando, por fim, a equipa flaviense procurou reagir, mas seria Adriano, agradecido aos céus, a selar o apuramento portista ao nonagésimo minuto, rematando colocado e sem defesa, a cruzamento de Lucho, que entra meia hora antes para interpretar os melhores movimentos de ruptura e desequilíbrio.



FICHA DE JOGO

Taça de Portugal, 4ª eliminatória, 7 de Dezembro de 2007 - Estádio Municipal de Chaves

Árbitro: Elmano Santos (Madeira)
Assistentes: Sérgio Serrão e Tiago Leandro
4º Árbitro: António Rodrigues
CHAVES: Rui Rego; Nando, Abadito, Ricardo Rocha e Tiago; Luís Vouzela, Bruno Magalhães «cap», Carlos Pinto e Bruno Madeira; Tiago Martins e Inzaghi

Substituições: Tiago Martins por Evandro (65m), Carlos Pinto por Hélder Ferreira (82m) e Inzaghi por Gustavo (82m) Não utilizados: Laurentino, Hugo Pinheiro, Romaric e Bamba

Treinador: António Borges

F.C. PORTO: Nuno; Fucile, João Paulo, Pedro Emanuel «cap» e Lino; Mariano, Bolatti, Kazmierczak e Leandro Lima; Hélder Postiga e Adriano

Substituições: Leandro Lima por Lucho (62m), Mariano por Lisandro (76m) e Hélder Postiga por Cech (89m)

Não utilizados: Ventura, Bruno Alves, Paulo Assunção e Edgar
Treinador: jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 0-0

Marcadores: Hélder Postiga (53m) e Adriano (90m)

Disciplina: cartão amarelo a Ricardo Rocha (11m), Abadito (23m), Hélder Postiga (55m), Luís Vouzela (55m) e Adriano (56m)

Desta vez não há Positivo e Negativo porque o Futebol Clube do Porto dominou um jogo que nos primeiros minutos até foram bem dificeis (lembre-se que o Chaves atirou uma bola ao ferro da baliza de Nuno), mas o Dragão acabou por ganhar naturalmente e desta vez os jogadores suplentes estiveram muito bem... Uma palavra ainda para o Capitão Pedro Emanuel que a meu ver foi o segredo desta vitória nos Trás os Montes, porque era a voz de comando da equipa e se calhar é aquele homem que falta ao prof. Jesualdo dentro de campo para evitar cenas como a de Fátima e Liverpool. O Sorteio da próxima eliminatória da Taça de Portugal realiza-se na proxima Quarta Feira ás 12H30m na sede da Federação Portuguesa de Futebol.

Saudações Portistas!!!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

O apagão da Luz


A eloquente demonstração de força colectiva e de classe do FC Porto durante mais de meia hora (até ao golo), na qual subjugou o seu mais directo rival na classificação, abre o caminho para a conquista do "tricampeonato" - ainda faltam 18 jornadas, mas este é o raciocínio induzido pela exibição portista. O clássico decidiu-se numa notável iniciativa individual de Quaresma, contudo seria redutor considerar este triunfo obra da criatividade do fantasista camisola 7. Ele é expressão da maior valia colectiva e inspiração de quase todas as unidades do conjunto de Jesualdo Ferreira, interpretando com perfeição as contingências deste embate e a natureza do adversário. Considerando aqui a segunda parte de contenção dos forasteiros - com o recuo estratégico no terreno, procurando diminuir a margem de risco -, que acabou por ajudar a viabilizar uma reacção do Benfica, então com muito mais iniciativa, na verdade só os remates de meia-distância e os lances de bola parada constituíram verdadeira ameaça à supremacia atrás enunciada. Também a defender o FC Porto foi quase sempre um conjunto com razoável eficácia. No cômputo geral, o mérito dos dragões e a justiça deste resultado são, pois, inequívocos.
Curiosamente, coube ao Benfica dar o primeiro sinal de perigo, denunciando um desacerto no sector recuado portista que o tempo viria a desmentir. Nessa fase inicial, alguma liberdade de movimentos concedida a Rui Costa e um maior ímpeto encarnado chegaram a causar calafrios aos dragões. Porém, estes depressa souberam controlar esses focos de perigo: Paulo Assunção ocupa e anula o espaço do camisola 10 encarnado, enquanto Bosingwa começa a ganhar os duelos com Rodríguez. A partir do quarto de hora de jogo, o FC Porto já consegue impor a cadência do jogo, fazendo da grande mobilidade dos seus avançados uma arma difícil de contrariar. Em transições bem desenhadas e diversificadas, coloca extremas dificuldades aos encarnados, que se vêem empurrados para o seu meio-campo. A segurança de Paulo Assunção e a leitura clarividente de Lucho a coordenar o seu meio-campo e a organizar as jogadas de ataque sobrepõem-se no tabuleiro da Luz, mas o virtuosismo no desenvolvimento das jogadas do FC Porto estendia-se às alas, com Quaresma - mais pelo lado direito, mas a alternar frequentemente - e Tarik a colocarem grandes dificuldades à marcação. No topo do bolo, Lisandro manteve a sua bitola habitual, uma unidade de altíssimo rendimento, a explorar todos os espaços de intervenção possível e que até a defender (nos momentos de maior aperto) foi de enorme utilidade. Sem surpresas no plano táctico, ficou claro que ambas as equipas sabiam claramente o que esperar do adversário, mas só o FC Porto soube apresentar argumentos eficazes. O fogoso desempenho dos alas uruguaios na partida de quarta-feira frente ao Milan não teve sequência. Maxi quase não existiu - Fucile conhece-o bem… - e Rodríguez pareceu acusar algum desgaste. Também nesse capítulo o conjunto azul e branco pareceu respirar mais saúde… Quando Quaresma marcou, já o FC Porto desperdiçara três oportunidades flagrantes para abrir o activo. Contudo, o golo aconteceu em boa altura, a poucos minutos do descanso. A feição do desafio modificou-se na segunda metad, como seria de esperar. O Benfica fez subir os seus blocos, procurou fazer a pressão mais à frente, teve mais posse de bola e, consequentemente, mais iniciativas de ataque. Tal como no início da primeira parte, é Nuno Gomes quem desperdiça a melhor ocasião para marcar logo a abrir a segunda. As facilidades não se repetiriam. A meio desta etapa complementar, Camacho tenta dar força ao seu ataque, prescindindo de Katsouranis para fazer entrar Cardozo. Rui Costa recua um pouco, e é Nuno Gomes quem passa a jogar nas costas do ponta-de-lança paraguaio. O Benfica atacava com mais unidades, mas não com mais discernimento. Posteriormente, apostou em refrescar a equipa com Di María e Adu (o norte-americano obrigaria Helton a efectuar a defesa mais importante da noite), mas sem nunca conseguir abrir brechas no muro defensivo nortenho. O FC Porto contra-atacava pela certa e dispôs de situações para ampliar a vantagem, mas a directiva principal era a de manter a concentração e não cometer lapsos comprometedores - sabendo-se, inclusive, das boas pontas finais do Benfica. Desta vez, faltou capacidade para dar a volta à situação adversa. Perante as dificuldades físicas de Tarik, Jesualdo recorre a Postiga e serve a equipa com Mariano e Bolatti para os últimos 20 minutos. A sua capacidade de guardar a bola agudiza o estertor final da águia. A vitória estava entregue à melhor equipa no relvado. Quase dois anos depois do desaire com o Sporting, o Benfica volta a perder em casa, Jesualdo averba o seu primeiro triunfo como adversário na Luz e estreia-se a derrotar Camacho. Um êxito memorável, certamente.

Saudações Portistas!!!