domingo, 27 de janeiro de 2008

Futebol: Sporting 2 FC Porto 0

A história mal contada deste encontro começou a ser escrita pouco depois do apito inicial do árbitro. A entrada destemida e de absoluta autoridade do Bicampeão Nacional, merecia deixar resolvidas as contas do resultado, mas a fortuna, como tantas vezes acontece no futebol, decidiu sorrir a quem menos fez para contar com a sua benece. Em apenas dez minutos, o Dragão foi capaz de desmontar por completo o sistema do seu opositor, criando as primeiras, das incontáveis ocasiões soberanas para se lançar rumo a uma justa conclusão para os diversos capítulos de irrepreensível construção portista. Lucho, por duas vezes, e Lisandro, numa ocasião, poderiam ter escrito uma introdução vitoriosa irreversível para a partida. A bola chegou mesmo a entrar na baliza do Sporting, num lance prontamente anulado pela equipa da arbitragem, que deixou logo aqui a unicidade do critério. Os primeiros ensejos ofensivos da equipa visitada tiveram sucesso sem que os seus intérpretes percebessem como, num duplo golpe de infortúnio de escrita absolutamente ficcionada. De resto, e no segundo tento caseiro, a prontidão demonstrada pela equipa de arbitragem ao anular o lance de golo de Lisandro, desapareceu na hora de ajuizar um instante em tudo semelhante da ofensiva leonina. Não foram suficientes, no entanto, os enganadores capítulos escritos à passagem do quarto de hora de jogo, para travar a indómita vontade de elaboração cuidada demonstrada pelos Dragões. Lisandro, Pedro Emanuel ou Bosingwa tiveram a pena da entrega ofensiva azul e branca na mão, mas a noite deste domingo estava destinada a contrariar as evidências demonstradas dentro do terreno de jogo. Chegados ao intervalo em desvantagem dupla, muitos pensariam que os comandados de Jesualdo Ferreira seriam incapazes de regressar à discussão do resultado da partida. Puro engano. Foram os Dragões a voltar a assumir o papel central do encontro, somando inúmeros capítulos que pecaram, como sempre ao longo dos noventa minutos, pela falta de sucesso que teimosamente insistiu em negar à exaustão a realidade da disputa. Farías, em duas ocasiões consecutivas, Lucho, solto na área contrária, ou Lisandro, de novo e em dose dupla, mereciam figurar entre os autores da história do encontro, comprovando a inevitabilidade de um domínio portista que, de qualquer forma, não se apaga nas injustas voltas da fortuna futebolística. O líder do campeonato nem chegou a tropeçar, apenas procurou combater um destino expressamente enganador. Quem demonstra tão insubmisso carácter, sujeita-se, inevitavelmente, a liderar uma prova de resistência. É essa a verdade fundamental da história, por muito que muitos procurem reescrevê-la.

Ficha de Jogo

Liga Portuguesa 2007/08 - 17ª jornada (27 de Janeiro de 2008)
Estádio Alvalade XXI
Assistência: 37.458 espectadores

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco) Assistentes: José Cardinal e Luís Marcelino 4º Árbitro: Rui Costa

SPORTING CP: Rui Patrício; Pereirinha, Anderson Polga, Tonel e Ronny; Miguel
Veloso, João Moutinho «cap.», Izmailov e Romagnoli; Vukcevic e Liedson.
Substituições: Romagnoli por Farnerud (75 m), Vukcevic por Gladstone (88 m) e Liedson por Celsinho (90 m)
Não utilizados: Stojkovic, Marian Had, Adrien e Purovic
Treinador: Paulo Bento

F.C. PORTO: Helton; Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel «cap.» e Fucile; Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho Gonzalez; Quaresma, Lisandro e Cech
Substituições: Cech por Farías (46 m), Raul Meireles por Mariano (69 m) e Quaresma por Hélder Barbosa (83 m)
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Bolatti e Adriano
Treinador: Jesualdo Ferreira


Positivo: A destacar pela positiva temos os adeptos Portistas que seguiram o rasto á equipa até Lisboa, pois é de realçar que o FC Porto tem vindo a registar um aumento considerável do nº de adeptos e há que realçar também o sacrifício que muitos fizeram para irem acompanhar este Clássico e mereciam outro resultado do que esta derrota do Dragão… Mas o Leiria vai pagar apesar de esta semana Portugal andar todo feliz por mais uma derrota daquela que é de longe a sua melhor equipa.

Negativo: Por muito que digam que não se deve criticar Jesualdo Ferreira pelo facto de este ter ganho o que ganhou e estar a fazer um bom trabalho no FC Porto, eu não posso deixar de o criticar pela atitude que tomou antes do jogo de Alvalade… Jogar com Meireles, Paulo Assunção, Lucho e Marek Che no meio campo é arriscar em demasia jogando tão na defensiva na minha opinião, porque se algo corresse mal (e correu) depois seria muito mais difícil de se dar a volta ao resultado. E agora vamos assistir daqui para a frente a um Jesualdo Super Conservador, dado que o Prof. tem este tipo de reacções… Senhor Jesualdo, quem não arrisca não petisca e se quer ganhar jogos arrisque seja qual for o adversário!!!
Saudações Portistas!!!

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