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sábado, 12 de janeiro de 2019

Força imparável encontra objeto imóvel: Algo tem de ceder em Alvalade

Sporting em casa: oito jogos e oito vitórias (Objeto imóvel). FC Porto: série de 18 vitórias seguidas (Força imparável). Algum destes dados vai ter de ser interrompido (podem ser os dois) no primeiro Clássico de 2019, que vai acontecer este sábado, no Estádio de Alvalade. O choque entre estas duas forças pode dar faísca e pode, por um lado, relançar a Liga, ou por outro, dar força ao líder.

Temos um Sporting a não querer deixar fugir o comboio do primeiro lugar e também os lugares de Liga dos Campeões. Do outro lado, temos um FC Porto demolidor e que com uma vitória aumenta a sua vantagem para o 2º lugar.

Depois há a tal pergunta que os dois treinadores responderam com um politicamente correto, mas que nós podemos perguntar e responder de forma mais direta. Com uma derrota o Sporting diz adeus ao título? Na nossa opinião, sim. Apesar de ainda faltarem 17 jornadas após esta, uma desvantagem de 11 pontos obrigava os leões a recuperarem o dobro dos pontos que os dragões perderam em toda a primeira volta...

Bas Dost é certeza; FC Porto é mar de incertezas

O Sporting tem razões para sorrir quando olha para o regresso de Bas Dost. Viu-se a falta que o internacional holandês fez em Tondela. O estilo de jogo é totalmente diferente com o avançado e não só no jogo dos cruzamentos. Também na saída de jogo o holandês é importante para servir de referência para o jogo mais direto.

Nos leões há algumas dúvidas. As laterais e o meio-campo. Nas laterais sabemos que Acuña está castigado e Jefferson deve ser a opção, do outro lado Bruno Gaspar tem ocupado a posição, mas a exibição má que fez na última partida pode abrir o lugar a Ristovski. No meio-campo, poderá Keizer resistir à tentação de colocar um homem com Petrovic?

Do lado de Sérgio Conceição e do FC Porto são as dúvidas do costume. Joga Marega sozinho ou com Soares? Joga Hernâni pela direita com Corona a lateral? ou o mexicano atua como extremo com Maxi nas costas? e Pepe? Já estará apto? tudo questões que não vamos tentar adivinhar e que têm sido parte da força deste dragão, a incerteza no adversário.

Temos Keizer contra Conceição. O 4x3 contra o 1x0. Dois treinadores que gostam de intensidade, posse de bola e pressão bem alta...Meus amigos, vamos ter 90 minutos de espetáculo e logo às 15h30 e não às 21h15. Até a Liga e a Sport TV ajudaram a lançar um clássico que gera muitas expectativas. 
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Artigo publicado no site zerozero

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Quando ao Sérgio lhe dá para o Serginho…

imagem retirada do site zerozero
Eu até que aceito que um treinador “monte” a sua equipa para que esta não corra riscos desnecessários num clássico. Uma coisa que José Peseiro terá feito quando o Sporting Clube de Portugal foi ao Estádio da Luz jogar com o Benfica. Agora não posso aceitar, e muito menos entender, o que faz com que um treinador como Sérgio Conceição “monte” a sua equipa para que na casa do rival se comporte como se do CD Nacional (por exemplo) se trate. Tal postura da parte de Sérgio Conceição resume, quase que na totalidade, a derrota portista em pleno Estádio da Luz. A verdade seja dita que – mais uma vez – Rui Vitória foi muito superior em todos os níveis a um Sérgio Conceição que lhe deu para dar uma de “Serginho”.

Serginho hoje esteve um desastre. Não percebei a inclusão de Tiquinho Soares no onze inicial dos Dragões… Um jogador que vinha de uma lesão prolongada e cujo perfil não é - nem nunca foi! – de ponta de lança. Ora tendo em consideração a forma muito boa como a equipa portista se bateu diante do Galatasaray com Moussa Marega no centro do ataque a ser apoiado por dois extremos (Brahimi e Corona), porquê razão o “Serginho” não voltou a apostar nesta mesma “fórmula”? Porquê razão o FC Porto não procurou (nunca!) explorar a reformulada dupla de centrais dos benfiquistas?

Depois tivemos as substituições que foram um desastre sem precedentes… Sérgio Oliveira não trouxe nada de novo a um jogo que o SL Benfica ia controlando sem grande brio… E aquela de se tirar Maxi tendo ficado Corona como responsável pelo ataque e defesa dos azuis e brancos na faixa direita é digna de um grande “Serginho”.

Efectivamente assim não se vai lá. Se este mesmo Futebol Clube do Porto, campeão nacional, quer renovar o título não pode - nem deve - continuar a viver dos “rasgos” individuais de Yacine Brahimi e de Moussa Marega/Jesús Corona. Agora, mais do que nunca, Sérgio Conceição deve deixar de ser o “Serginho” para que isto volte a entrar nos eixos até porque não faz sentido o actual estado de coisas no Dragão. E vamos a ver se ainda se vai a tempo pois estamos em Outubro e os portistas já tem duas derrotas no campeonato.

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. Penso que de todos os que alinharam do lado do FC Porto, Casillas foi, sem sombra de dúvida, o melhor de todos. Imparável nos momentos em que a equipa da casa criou lances muito perigosos na área portista. Merecia outro resultado senão este desastroso 1 a 0 a favor do Benfica.

Chave do Jogo: Apareceu com o golo de Seferovic. Até esta altura os azuis e brancos acreditavam que o seu futebol muito mediano era mais do que suficiente para sair do Estádio da Luz com um empate. Após o golo do internacional suíço a equipa azul e branca deixou de acreditar em si para dar a volta ao resultado negativo.

Arbitragem: Otávio viu tarde o amarelo talvez seja o único apontamento. Bem no fora de jogo a Seferovic, bem na expulsão de Lema, Fábio Veríssimo esteve à altura da exigência.

Positivo: Nada a apontar.

Negativo: Futebol Clube do Porto. Equipa que diz querer renovar o título de campeã nacional de futebol não pode jogar da forma que jogou hoje em casa do eterno rival Benfica. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/10/2018

domingo, 7 de outubro de 2018

Um Clássico, dois lados, um título

Está longe, muito longe o mês de maio, por norma onde tudo se decide, mas esta é uma das etapas mais importantes até lá, no que diz respeito à luta pelo título. Nos últimos 16 anos, só dois clubes foram campeões em Portugal e este é, portanto, o grande clássico do futebol português atualmente.

O «reinado» de Rui Vitória esteve em debate na antevisão ao encontro e o próprio puxou dos galões para explicar que, pese embora nunca tenha ganho ao FC Porto (já lá vão 19 tentativas, seis pelo Benfica), o que interessa são os títulos.

Verdade, em parte, se bem que há um notório sub-rendimento do Benfica nestes jogos contra os dragões. Não de agora, mas de muitos anos em que a pronúncia do Norte foi mais ruidosa.

Porém, é habitualmente pelo equilíbrio que se pauta este tipo de encontros. E, com a proximidade pontual e a pouca necessidade de arriscar muito, pode-se esperar um duelo de contenção, de duelos intensos a meio e de adaptação ao adversário para que os erros sejam em dose muito reduzida.
 
Questão central
 
De um lado e do outro vão ser vistas duplas pouco rodadas no centro da defesa, embora com garantias bem diferentes, no plano teórico.
 
Se nos dragões Éder Militão se adaptou às mil maravilhas à equipa e a Felipe, com quem partilha uma defesa que não sofre há três jogos, nas águias a dúvida é grande perante a provável estreia de Lema a titular, ele que se vai juntar a Rúben Dias depois da lesão de Jardel e da expulsão de Conti, ambas em Chaves - dois golos sofridos, tal como na Grécia.
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Artigo publicado no site zerozero

sábado, 3 de março de 2018

“Estrelinha” de campeão

imagem retirada de zerozero
Há jogos assim. Jogos em que a exibição não justifica a vitória mas que, por força daquela pontinha de sorte que sorri aos campeões, se vence. Basicamente foi isto que aconteceu neste clássico que os Dragões venceram. Nada que retire qualquer mérito a este Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição, mas a verdade é que o resultado mais justo teria sido um empate. O Sporting Clube de Portugal de Jorge Jesus não merecia esta derrota. Isto tendo, obviamente, em linha de conta aquilo que ambas as equipas fizeram em campo.

Confesso que não gostei muito de ver este FC Porto a jogar. Especialmente tendo em consideração que este jogou no seu estádio. A equipa azul e branca até que entrou forte e com vontade de impor o seu futebol, mas rapidamente perdeu toda esta vontade e deixou que Bruno Fernandes tomasse conta do meio campo fazendo com que o Sporting tivesse momentos em que parecia ter o jogo controlado. O golo de Marcano que colocou o FC Porto em vantagem caiu do “céu aos trambolhões”, tal era a superioridade da equipa leonina num meio campo que o FC Porto de Sérgio Conceição tinha imensas dificuldades em controlar. Não admirou, portanto, que o Sporting CP tenha conseguido empatar a partida ainda antes do intervalo. Na segunda parte a história repetiu-se, só que desta vez o avançado Rafael Leão (mais um excelente “produto” made in Alvalade) não conseguiu imitar Yacine Brahimi e os portistas venceram a partida com o extra quase terem afastado a equipa de Jorge Jesus da corrida do título de campeão.

Agora, mais importante do que tudo é manter os pés bem assentes na terra. Vejo muito adepto do FC Porto a fazer uma festa tremenda como se o campeonato já tivesse terminado. Não. O campeonato não terminou e o Sporting não está irremediavelmente afastado do título. Para mais ainda há que lidar com o Benfica e, repito, hoje o Futebol Clube do Porto venceu no seu Estádio do Dragão com a ajuda preciosa da tal “estrelinha de campeão” e do San Iker.

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. Atento na hora certa e decisivo quando mais foi preciso. Hoje o FC Porto deve os três pontos ada vitória ao seu Guardião que quase no fim do jogo fez uma defesa do outro mundo, impedindo, desta forma, que Montero empatasse o jogo a duas bolas.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Artur Soares Dias com uma decisão complicada aos 19 minutos. Parece ter existido um toque de Dalot sobre Doumbia na área do FC Porto, mas ficam dúvidas sobre se chegou para fazer cair o avançado. Tirando esse lance a arbitragem correu bem. Nota apenas para uma situação estranha entre Coentrão e um elemento do corpo médico, onde ninguém esteve bem.

Positivo: Formação portista. Diogo Dalot e Gonçalo Paciência mostraram hoje, mais uma vez, a qualidade da formação do Futebol Clube do Porto. Dois jovens atletas que bem trabalhados podem vir a redundar em dois grandes craques.

Negativo: Incapacidade portista. Bem sei que já venho “a bater nesta tecla” há algum tempo, mas custa-me ver este FC Porto a ter tanta dificuldade em controlar um jogo. Especialmente quando está a vencer.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (02/03/2018)

sexta-feira, 2 de março de 2018

Clássico é clássico e este é dos decisivos

Terminou a altura de falar de polémicas, baixas ou atrasos pontuais. A bola vai rolar no Dragão e vai colocar frente a frente o Sporting e o FC Porto pela 4ª vez esta temporada. Olhando para os últimos anos da Liga NOS vemos que cada vez mais os jogos entre os três grandes são de extrema importância para quem ganha o campeonato e este jogo não será exceção.

Em caso de derrota, o Sporting pode ficar a oito pontos do FC Porto, o mesmo número de pontos que a equipa de Sérgio Conceição perdeu nas primeiras 24 jornadas da Liga. Mesmo que os dois treinadores não o quisessem admitir, uma derrota complica quase de forma irremediável a luta do leões pelo título de campeão nacional.

É com esta pressão que o Sporting entra em campo e é realmente uma pressão, quer se assuma isso ou não. Ainda assim, uma vitória deixa tudo bem perto e a equipa de Jorge Jesus com uma vantagem anímica importante.
 
Tantas dúvidas
 
Acaba por ser complicado fazer uma antevisão destas com tantas dúvidas nas duas equipas. No FC Porto não se sabe se Ricardo Pereira e Aboubakar vão recuperar. No lado do Sporting até Gelson Martins e Petrovic têm a possibilidade de ver os seus castigos suspensos. 
 
Há apenas duas certezas: Bas Dost e Soares não vão a jogo e isso acaba por ser mais influente na equipa do Sporting, pelas características únicas do holandês no plantel leonino. Doumbia é um jogador diferente e ainda não conquistou a plateia leonina. Nota ainda para o FC Porto ter outras baixas importantes como são Alex Telles e Danilo Pereira, ao passo que o Sporting não conta com Piccini.

Tudo isto leva a que haja indefinições e espaço para surpresas nos 11 iniciais. Ainda assim, uma coisa é certa: a intensidade vai estar no Dragão e a pressão também. Esperemos apenas que o futebol acompanhe.

Depois de apenas um golo marcado nos três encontros entre as duas equipas esta temporada , será previsível voltarmos ter um jogo de grande responsabilidade tática, de grande luta e decididos nos detalhes. O certo é que está muita coisa em jogo e a margem para errar é cada vez menor.
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Artigo publicado no site zerozero

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Corações ao alto: aí está o grande clássico!

O século XXI até começou com Boavista e Sporting como campeões, mas o tempo fez questão de mostrar que FC Porto e Benfica são as duas maiores potências nacionais do futebol. O tempo e, sobretudo, os títulos. Por isso, estamos perante mais um grande clássico e não há como o contrariar.
 
Há, mais do que tudo, um aspeto importante: desta vez, o futebol é no relvado. Sérgio Conceição teve uma declaração muito interessante na conferência de imprensa, na qual voltou a colocar-se totalmente à parte de polémicas: «Quero é falar de futebol, e não do futebol». Percebe-se na perfeição o treinador do FC Porto, cuja declaração pode perfeitamente encarnar numa saturação lógica (não necessariamente por Conceição, diga-se) por todo o jogo falado, twittado ou framado.
 
Falemos de futebol, portanto. E, aí, este é um jogo em que a margem de erro é muito menor para o Benfica. Será um FC Porto ferido, de certeza, depois do empate na Vila das Aves, com um grupo a querer descansar adeptos e treinador mostrando que se tratou de um simples percalço. Contudo, é um FC Porto muito mais confortável perante a tripla hipótese.
 
Fora da Europa em novembro e com atraso pontual na classificação, este é um Benfica com a obrigação de pontuar e a obrigatoriedade de mostrar muito mais do que até aqui. É que a goleada ao Vitória de Setúbal até pode ter permitido uma semana mais tranquila ao grupo de Rui Vitória, mas é certo e sabido que esta é uma equipa que tem de provar muito mais do que até aqui.
 
Para além disso, estará num ambiente que promete ser frenético, intenso e sufocante, tal a grande expectativa de um público azul e branco que já por si vive uma enorme paixão e que, para além disso, tem uma crença renovada pela forma como a equipa se está a apresentar.
 
Regresso às origens?
 
Desde a chegada de Jorge Jesus, o Benfica adotou de forma quase ininterrupta o 4x4x2, que Rui Vitória também aproveitou. À terceira época, e numa fase em que a equipa quebrou em termos exibicionais, dá-se o regresso ao 4x3x3, algo que também acontece a espaços no FC Porto, se bem que nos portistas o 4x3x3 tenha perdurado muito mais no tempo.
 
E este será também um aspeto interessante a apreciar neste encontro. Pese embora as maiores mudanças para esta época no Dragão, nesta altura o FC Porto parece uma equipa mais consolidada nos processos e o Benfica ainda à procura de uma nova identidade. Será isso um ponto a favor da equipa de Sérgio Conceição? À partida, sim. Se bem que também sobra mais espaço para Rui Vitória surpreender.
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Retirado de zerozero

domingo, 1 de outubro de 2017

Liderança a votos

Num dia marcado pelas eleições autárquicas, a liderança da Liga NOS também vai a votos. FC Porto e Sporting, primeiro e segundo classificados, respetivamente, separados apenas por dois pontos, medem forças em Alvalade, no encontro de cartazda 8.ª jornada do Campeonato Nacional.

O emblema azul e branco é a única equipa que ainda não cedeu pontos na Liga, seguindo com um registo impressionante de sete vitórias em outros tantos jogos, sinal evidente do bom trabalho de Sérgio Conceição, que conseguiu recuperar alguns jogadores descartados pelo anterior timoneiro dos dragões.

No lado leonino, a última jornada ficou marcada pelo único tropeção da turma de Jesus na Liga NOS, diante o Moreirense (1x1). A equipa leonina seguia numa senda de resultados também bastante interessantes, mas procura agora colocar um ponto final numa série de três jogos sem conhecer o sabor da vitória.
 
Dúvida de Jesus
 
Seydou Doumbia é baixa confirmada para o encontro com os dragões. O costa-marfinense lesionou-se na ronda europeia, marcada pela receção ao Barcelona (0x1), e será certamente substituído no onze por Bas Dost. A grande dúvida será mesmo o parceiro do holandês no ataque.

Bruno Fernandes é o candidato mais forte, com Battaglia a fixar-se na posição 8, embora Alan Ruiz e até mesmo Podence possam ir a jogo.

Essa deve ser aliás a única alteração promovida pelo treinador leonino no encontro com o FC Porto, um adversário que fez questão de elogiar na conferência de antevisão ao duelo.
 
Esquema tático de Conceição
 
O treinador portista surpreendeu no Mónaco com a disposição dos jogadores no seu tabuleiro. Conceição apostou num 4x3x3, contrariando o modelo habitual 4x4x2, com a inclusão de Sérgio Oliveira no onze inicial.
 
A alteração deu os seus frutos e a aposta pode manter-se para o encontro em Alvalade, a menos que Conceição tenha alguma carta na manga.
 
Os dados estão lançados, resta saber quem recolhe o maior número de votos para passar as próximas semanas na liderança da Liga NOS.
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Retirado de zerozero

domingo, 2 de abril de 2017

Quase tudo em aberto (ou não)

imagem retirada de zerozero
Ponto prévio; não se pode festejar um empate (seja ele qual for) em casa de um rival quando se vencendo se teria a oportunidade de passar para o primeiro lugar da tabela classificativa. É verdade que foram só alguns os atletas e elementos do staff técnico que fizeram tal coisa, mas tal é revelador de uma “pequenez de espírito” que não se coaduna – de forma alguma – com os pergaminhos do Futebol Clube do Porto. Para além disto após este resultado apenas o SL Benfica fica a depender de si próprio para se sagar campeão nacional… Isto não obstante neste momento dragões e águias estarem empatados no que ao confronto directo diz respeito.

Quanto ao jogo em si, tenho de ser sincero e dizer sem qualquer tipo de rodeios que Nuno Espírito Santo (NES) fez mal (muito mal mesmo!) em ter cedido à sabedoria dos treinadores de bancada. Após o empate caseiro diante do Vitória de Setúbal muitos horam os “génios da bola” do universo azul e branco que clamaram por um 4x3x3 em detrimento do eficaz 4x4x2. NES cedeu à exigência dos “doutos adeptos” e o resultado foi um empate no estádio da luz diante de um Benfica que dominou, quase sempre, a partida. A razão para tal? Muito simples; o tal de 4x3x3 é útil e recomendável quando do outro lado do campo está uma equipa - como o Setúbal por exemplo - que joga para o empate. Já quando o adversário tem um bom plantel e soluções viáveis para o seu meio campo/defesa e conta no ataque com jogadores velozes e “teatreiros q.b.”, o 4x3x3 obriga a que o FC Porto lateralize o seu jogo ofensivo, facilitando, desta forma, a tarefa defensiva do adversário. Basicamente foi isto que sucedeu hoje na Luz… Se juntarmos a isto o facto de Tiquinho Soares não ter (não sei se algum dia o terá) a mesma capacidade de “arrastamento” das defesas adversárias que Jackson Martinez tinha e rapidamente ficamos a perceber a razão do empate portista em casa dos “encarnados”… O problema é que os mesmos portistas que elegeram o 4x3x3 como o “melhor sistema” vão agora criticar e enxovalhar NES por não ter apostado no 4x4x2.

Numa coisa - e só mesmo numa única coisa - eu estarei de acordo com quem critica NES. Nuno deveria ter feito muito mais para que a equipa não tivesse saído de Lisboa com um empate. Desta vez NES tinha banco para ter tentado dar a volta ao empate mas este preferiu antes jogar pelo seguro e agora vai estar dependente de terceiros para se sagrar campeão. É que vencer todos os jogos pode não bastar.

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. O homem das defesas impossíveis voltou a aparecer na Luz para garantir um amargo empate aos azuis e brancos. Decisivo em dois ou três momentos chave, Iker foi, sem sombra de qualquer dúvida, o melhor em campo deste clássico do futebol português.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum qualquer uma das equipas foi capaz de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Lá voltamos ao mesmo… Arbitragem caseirinha (como se exige nos jogos da Luz) e uma grande penalidade a favor do SL Benfica que das duas, uma, ou vamos ter muitas grandes penalidades destas marcadas no nosso campeonato ou então o que aconteceu hoje foi somente “aquela execpção”. Foi notório o teatro de Jonas no lance do penalti. Assim como foi notório o repetido teatro dos jogadores da equipa da casa sempre que sentiam a presença de um atleta do FC Porto. Como se não bastasse na primeira parte ficou uma grande penalidade por marcar a favor dos azuis e brancos. Na segunda parte o assistente de Carlos Xistra terá de explicar como é que Diogo Jota (que se preparava para se isolar numa das faixas) estava em fora de jogo com Luisão a colocar o referido atleta em jogo. Pelos vistos vale a pena riscar os carros e ameaçar a família dos elementos das equipas de arbitragem. Carlos Xistra e assistentes realizaram uma péssima arbitragem com influência directa no resultado final.

Positivo: Marcano. Mais uma vez o defesa central espanhol realizou uma exibição fantástica. Excelente no posicionamento e nas dobras aos seus colegas de defesa. Não se entende por que razão Julen Lopetegui não o convoca para a selecção espanhola.

Negativo: Nuno Espírito Santo. NES cedeu à sabedora dos “treinadores de sofá” e não foi capaz de dar a volta a um resultado que pode não ser favorável ao FC Porto.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (01/04/2017)

sábado, 1 de abril de 2017

Quem agarra o topo?

Benfica e FC Porto medem forças, este sábado (20h30), naquele que será um grande clássico do futebol português. Apenas com um ponto de diferença, as duas equipas entram em campo focadas em sair com o primeiro lugar.

Em caso de vitória, a equipa encarnada mantém o primeiro lugar e aumenta a distância para o segundo lugar em quatro pontos. Em caso de triunfo, os azuis e brancos empurram as águias para a segunda posição e sobem à liderança com dois pontos de vantagem. Em caso de empate, tudo se mantém, tal como a diferença que apenas um ponto.

O histórico de confrontos mostra-nos que das 235 vezes que as duas formações já mediram forças, o FC Porto tem vantagem, ainda que curta, com 91 vitórias contra 86 triunfos do Benfica. Nos restantes 58 jogos, o marcador terminou empatado.

Há que referir ainda que, nas últimas quatro partidas, os dragões venceram duas delas, contra dois empates. Deste 2014, que o Benfica não ganha diante o FC Porto. Aliás, a última vez foi no Estádio do Dragão, para a 13.ª jornada do campeonato nacional, com dois golos de Lima.

Fejsa e Grimaldo estão de regresso à lista de convocados de Rui Vitória que, ainda assim, tem Jardel e Jiménez entregues ao departamento médico - este último lesionou-se ao serviço da seleção. Do lado do FC Porto, destaque para Layún que não viajou com a comitiva para a capital portuguesa.
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sexta-feira, 31 de março de 2017

Pensamento da Semana: Será que vamos (mesmo) todos

Face ao exposto na imagem e tendo em consideração a pouca vergonha que nós, portistas, temos aturado com relativa paciência há coisa – mais ou menos - de duas semanas lanço aqui uma pergunta para a qual me parece que dificilmente haja uma resposta credível antes do fim jogo de amanhã.

Será que nesta partida do Estádio da Luz vamos ter todo o Universo do Futebol Clube do Porto focado na intrínseca obrigação de derrotar um clube sem vergonha, educação, classe, respeito e despudor algum?

Dito de outra forma; será que amanhã vamos ter os Jogadores, Treinador e Direcção do Futebol Clube do Porto dispostos a “deixar a pele em campo” na tremenda batalha que se vai travar contra toda a podridão do futebol português?

Digo tal porque nos últimos dias o Benfica tem procurado provocar somente os adeptos e associados do Futebol Clube do Porto... E esta postura – mesquinha, cobarde e vil - é estratégica…

terça-feira, 28 de março de 2017

O dilema das poupanças no regresso à Madeira

Portugal está de regresso à Ilha da Madeira para realizar um encontro de preparação. A equipa das quinas não joga no arquipélago desde 2001, altura em que venceu Andorra (3x0), em jogo de qualificação para o Mundial de 2002.

Dezasseis anos depois, a seleção portuguesa tem o privilégio de assinalar o primeiro encontro internacional no estádio do CS Marítimo desde a recente remodelação e marca também a estreia de Cristiano Ronaldo na Madeira, com a camisola de Portugal.

O encontro é de caráter particular e espera-se que Fernando Santos promova algumas alterações face ao onze inicial que entrou em campo no passado sábado, diante a Hungria (3x0), embora o Selecionador Nacional considere igualmente importante o jogo frente aos suecos.
 
Clássico condiciona Selecionador?

O Clássico está aí à porta e as opções de Fernando Santos vão ser escrutinadas, sobretudo pelos adeptos afetos a Benfica e FC Porto, tendo em conta a utilização de jogadores como André Silva, Danilo Pereira, Nélson Semedo, Eliseu e Pizzi.

A integridade dos jogadores deve ou não ser preservada? Esta é a grande questão, mas Fernando Santos já avisou que as suas decisões não vão estar reféns do Clássico, lembrando que nesse fim de semana também há um Monaco x Paris SG, igualmente importante, no caso para Bernardo Silva e João Moutinho.

A história conta-nos que a Suécia tem vantagem no confronto direto com Portugal, ainda que a mais recente aponte para um claro favoritismo da equipa das quinas. Os dados estão lançados, resta saber como Fernando Santos vai resolver este dilema.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Pensamento da Semana: Vamos com calma

Tiquinho Soares, recente reforço de inverno do Futebol Clube do Porto, foi um dos heróis do jogo entre dragões e leões.

Soares foi o autor de dois belos golos. O segundo foi uma clara demonstração de tudo aquilo que um ponta de lança de qualidade tem de ser numa equipa como o Futebol Clube do Porto.

Mas há que ter calma e dar azos a euforias. È que o futebol é uma coisa fantástica. No mundo do pontapé na bola os heróis de hoje são as bestas de amanhã. Para tal basta que o atleta não seja regular em termos exibicionais.

Já muito pouca gente se lembrará de Suk e a forma fantástica como este chegou ao Dragão. Também ele era visto como um herói. Não é preciso recordar como tudo acabou para o jogador e clube pois não?

Ora isto para dizer que é sempre importante irmos com calma e deixarmos as euforias de lado. Tiquinho Soares mostrou serviço, mas vamos dar tempo ao tempo em vez de criarmos uma desnecessária pressão sobre Soares/plantel/treinador.

domingo, 6 de novembro de 2016

Travão ou embalo?

Está aí o clássico! FC Porto e Benfica encontram-se no Dragão separados por cinco pontos numa classificação muito favorável para as águias, que, em caso de triunfo, podem ganhar uma folga ainda mais interessante à procura do tetra. Contudo, passar no estádio portista é coisa nada comum nos últimos anos e é a isso que os azuis e brancos se agarram.

A isso e à força do seu estádio, com os seus fervorosos adeptos e uma atmosfera que costuma ser bastante contagiante para os seus jogadores e imponente para os adversários encarnados. Ainda esta semana, um adepto do Benfica admitia que, no Dragão, as águias tinham a tendência para «bloquear» no palco portista.

Contudo, o contexto é um pouco diferente do que tem sido hábito, já que os encarnados são tricampeões e vivem um momento áureo que, nos últimos 20 anos, era bem mais comum ver do outro lado.

Só que esse aspeto relativo à confiança pode sair beliscado pela questão das opções. Se, na classificação, o FC Porto quer travar a marcha encarnada e o Benfica pretende embalar, em questões de plantel é o grupo de Rui Vitória que tem estado mais travado (por causa das inúmeras lesões), ao passo que o de Nuno Espírito Santo vai cada vez mais embalando para a consolidação da equipa.
 
Plano A ou plano B?

Neste tipo de jogos, há sempre a tentação de alterar um pouco mais em função do adversário e, nesse sentido, apesar de lançarmos no campo abaixo os onzes mais prováveis, apontamos eventuais planos B que Nuno e/ou Vitória possam reservar.

Nos dragões, para além da dúvida na lateral direita (Layún e Maxi em grande duelo), existe a questão relativa ao segundo avançado, que tem sido Diogo Jota. Numa opção mais alternativa, o técnico poderá abdicar do português por um mexicano: Brahimipode entrar para dar mais criatividade ou Corona poderá ser escolhido para a direita e implicar a mudança de Herrera para o meio. Ou ainda André André, se bem que aí numa opção bastante mais conservadora.

Nas águias, o facto de Fejsa e Grimaldo não estarem disponíveis aumenta as dores de cabeça do técnico. Sobretudo a meio, pois se Eliseu é o lógico substituto do espanhol, para a vez de Fejsa as dúvidas são um pouco maiores. Samaris é a solução mais evidente, só que pode ser algo curta em termos defensivos (pois o grego não tem jogado muito), o que deixa em dúvida a possível inclusão de André Almeida (ou Danilo ou André Horta) a seu lado, sacrificando Cervi (ou Gonçalo Guedes, numa solução mais contida).
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Retirado de zerozero

domingo, 28 de agosto de 2016

Clássico divino

Jesus de um lado, Espírito Santo do outro. Do ponto de vista religioso, podia perfeitamente ser uma alusão à crença e à fé. Do ponto de vista futebolístico, também o é, se bem que, neste caso, pode ser aplicado ao jogo de bancos, onde Jorge e Nuno medem forças.
 
Não são propriamente desconhecidos. Entre 2012 e 2014, um no Benfica e outro no Rio Ave, foram seis as vezes que se defrontaram. O contexto era outro, já que os clubes lutavam por objetivos diferentes - se bem que os vilacondenses conseguiram chegar a duas finais de taças, onde os encarnados levaram a melhor. Jorge Jesus ganhou sempre, se bem que agora o contexto é outro.
 
Se se projetasse este jogo há uma semana, não seria descabido dizer que o Sporting estaria em vantagem, até porque a imagem que o dragão tinha deixado contra a Roma não fora a melhor. Só que, numa semana apenas, muita coisa mudou.
 
Os dragões foram imperiais na cidade italiana e chegaram mais uma vez à fase de grupos da prova milionária, tendo entretanto adquirido Óliver Torres e Diogo Jota - o primeiro já pode jogar. Ao invés, o Sporting perdeu um dos jogadores mais influentes (João Mário) e as contratações (Douglas e André) ainda não poderão atuar. Tudo somado e o jogo aparece agora com um equilíbrio muito maior.
 
Do que se tem visto, leões e dragões não se assemelham no estilo de jogo. A equipa de Jorge Jesus tem muito do que já se via na época passada, com forte dinâmica nocasamento entre médios e avançados. Do lado portista, ainda se procura uma identidade, se bem que se tem visto uma formação cautelosa e com muita procura de ser primeiro mais acertada a defender.
 
Algo que, do lado leonino, e apesar da pré-época atribulada, tem sido bem resolvido nestes dois primeiros jogos, onde a folha está limpa. É esse o desafio para André Silva, a figura de maior destaque no universo portista e que aparece em Alvalade motivado pela chamada à seleção.
 
imagem e artigo retirados de zerzoero

Lista de Convocados: Não divulgada

Onze provável ((4x3x3): Casillas, Miguel Layún, Felipe, Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, André André, Héctor Herrera, Otávio, Jesús Corona e André Silva

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A última cartada

Este era o momento ideal para se defrontar o SL Benfica no Estádio da Luz. E digo era porque o Futebol Clube do Porto optou pela táctica kamikaze de defrontar um rival moralizado com apenas um central da equipa principal e outro da equipa B. Ou seja; ou a mais quer provável adaptação de Danilo Pereira na posição central vai funcionar às mil maravilhas (algo que nunca sucedeu na era Lopetegui e não foi por falta de tentativas) ou então os Benfiquistas vão ter ali mil e umas razões para dar continuidade ao gozo e fanfarronice que os Benfiquistas iniciaram no fim-de-semana passado… 
 
Por outro lado acho que muita gente “deve tirar o cavalinho da chuva” quando dizem que a defesa Benfiquista está “remendada”. É verdade que a dupla de centrais que Rui Vitória irá apresentar não é a mesma de sempre, mas é também verdade que o Sueco Lindelöf é um bom jogador. O último Europeu de Sub. 21 mostrou isto mesmo. Até me atrevo a dizer que Lindelöf é, de longe, muito melhor central que aquele com quem vai fazer parelha na defesa Benfiquista (Jardel). Portanto não é por aí que os Dragões terão de ir se quiserem regressar de Lisboa com os 3 pontos na bagagem. 
 
A chave para uma vitória Portista na Luz reside no meio campo. È vital “apagar” Renato Sanches para que todo o futebol do Benfica “emperre” dado que é por este jovem Jogador que passa todo o futebol da equipa de Vitória. É verdade que este vai ser o primeiro jogo a sério do Renato, mas é também verdade que o Atleta do FC Porto mais indicado para o marcar vai estar ocupado a fazer de central pelo que vai ser algo de complicado a José Peseiro utilizar aquela que poderá ser a sua chave do jogo. 
 
Vamos ver como vai isto correr. Não estou à espera de um SL Benfica muito ofensivo mas acredito que este tentarão explorar as fragilidades de um FC Porto que se auto condiciona e que está em manifesta reconstrução. Se os Dragões apresentarem um meio campo “musculado” e um ataque veloz e concentrado poderão vencer na Luz mas não me parece que tal vá suceder pelas razões que já aqui expus.
 
Maxi Pereira e Evandro integram a lista de 19 convocados de José Peseiro para esta partida da 22.ª jornada da Liga NOS, frente ao Benfica, no Estádio da Luz (20h30). O médio Brasileiro está apto e de volta aos eleitos do treinador, após ter contraído uma lesão no jogo dos quartos de final da Taça de Portugal, frente ao Boavista, tal como o defesa Uruguaio, que cumpriu um jogo de suspensão frente ao Arouca, na jornada passada da Liga. Em sentido inverso, sai da convocatória o defesa Maicon.
 
Marcano, que poderia regressar à lista após cumprir igualmente um jogo de castigo, fica de fora devido a uma distensão na face posterior da coxa direita. 
 
Lista de 19 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi, Martins Indi, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Evandro, Herrera, Corona, André André, Miguel Layún, Danilo, Suk e Chidozie.
 
Onze provável (4x4x2): Casillas, Maxi, Danilo, Indi, Layún, André André, Brahimi, Rúben, Corona, Marega e Aboubakar

sábado, 2 de janeiro de 2016

Longe de ser decisivo

È mais logo que iremos ter mais um Clássico do nosso futebol. O Futebol Clube do Porto desloca-se a Alvalade para defender a liderança do campeonato numa partida que está longe de ser decisiva não obstante ser importante. 
 
A importância deste jogo reside no facto de o derrotado poder ficar moralmente de rastos (tal no actual estado dos Dragões pode vir a ser fatal) e a verdade seja dita, é o Sporting Clube de Portugal que tem muito mais a perder e que terá de assumir o risco maior se quiser voltar a ser o líder. Obviamente que não estou com isto a dizer que o FuteboL Clube do Porto terá de jogar para empatar, mas se há jogo onde o “pastoso” futebol de que Lopetegui tanto gosta é este dado que terão de ser os Leões a assumir as despesas do jogo e como tal terão de correr, e muito, atrás da bola que estará quase sempre nos pés dos Atletas Azuis e Brancos. 
 
Para mais a fanfarronice tomou conta, por completo e definitivamente, de Alvalade. Todos no Sporting estão plenamente convencidos de que irão vencer este jogo ante os Portistas com uma facilidade tremenda. Um factor que deve ser aproveitado ao máximo pelo FC Porto de Julen Lopetehui. 
 
Espera-se, portanto, que os Dragões entrem em campo com vontade de vencer sem arriscar em demasia dado que um empate não será um resultado mau de todo. Atenção ás arbitragens e ás manobras de bastidores que irão, com toda a certeza, marcar presença ou não fosse o actual Sporting CP liderado e treinado por arruaceiros profissionais. 
 
Maxi Pereira, Martins Indi, Danilo Pereira, Herrera e Brahimi são as novidades na lista de 19 convocados elaborada por Julen Lopetegui para a deslocação a Lisboa, onde os Dragões defrontam o Sporting às 20h45, no Estádio de Alvalade, em jogo da 15.ª jornada da Liga NOS.
 
Em relação à convocatória para o jogo diante do Marítimo, para a Taça da Liga, saem dos eleitos do técnico Espanhol Lichnovsky, Víctor García, Sérgio Oliveira e Imbula. 
 
Lista de 19 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Tello, José Ángel, Evandro, Herrera, Jesús Corona, André Silva, André André, Miguel Layún e Danilo Pereira. 
 
Onze provável (4x3x3): Casillas, Maxi, Maicon, Martins Indi, Layún, Danilo Pereira, Rúben Neves, Herrera, André André, Brahimi e Aboubakar